UENF: com quantos milhões se faz um bandejão?

bandejão

A imagem acima representa o que eu considero um dos maiores ícones do mau uso de dinheiro público . A obra do restaurante universitário (bandejão) foi iniciada no final de 2008 (!) e chega ao final de 2013 sem que tenhamos a mínima ideia de quando a comunidade universitária da UENF vai poder começar a usar a sua estrutura para o fim idealizado: alimentação!

Mas os mais otimistas diriam que agora estamos próximos da linha de chegada e que só faltam detalhes mínimos, pois até a fachada ficou pronta. Ai eu digo que essa talvez seja exatamente a impressão de quem mandou ornamentar uma entrada que acima de tudo é feia.

E por que eu digo isso? Basta olhar no orçamento que foi enviado pelo (des) governo de Sérgio Cabral para a ALERJ, onde estão ausentes os recursos que poderão permitir a conclusão da obra e, pior, o fornecimento dos subsídios necessários para que o mesmo funcione nos moldes de outros bandejões existentes em universidades públicas distribuídas pelos quatro cantos do Brasil.

Como a reitoria da UENF tem em mente um modelo privado de funcionamento, o que podemos acabar tendo é uma unidade onde os maiores necessitados não vão ter como se alimentar todos os dias, visto que os preços deverão seguir a lógica do lucro.

Assim, caso não se queira que estas minhas previsões se confirmem, os usuários, principalmente os estudantes, terão que se movimentar. Do contrário, todo o gasto feito na obra terá sido em vão. Aliás, como perguntar não deveria ofender, qual é o custo atual dessa obra?

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