Monsanto Years, o álbum de Neil Young contra a Monsanto e outras corporações poluidoras chegou em minhas mãos!

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Venho ouvindo as músicas de Neil Young desde quando eu tinha 18 anos e ganhei o álbum “Comes a Times” de uma amiga no amigo secreto do final de ano no último ano do ensino médio. De lá para cá, aprendi inglês o suficiente para escrever uma tese de doutorado e para entender os meandros poéticos da música do bardo canadense.

Neil Young está à beira dos 70 anos e eu na beirada dos 55. Apesar de ter visto apenas um show ao vivo dele na terceira edição do Rock in Rio, comprei quase tudo o que apareceu pela frente nesses últimos 37 anos. Agora me chegou às mãos o “Monsanto Years” que comprei na forma de pré-ordem na Amazon. Posso dizer como fã que as críticas sobre certas descontinuidades no álbum são corretas, mas passam ao largo do mais relevante. Monsanto Years não é um álbum qualquer de protesto, mas sim uma síntese do que Neil Young vem dizendo desde que ficou famoso ao tocar em Woodstock em 1969.

Essa faixa é “People want to hear about love” e critica a alienação dos que só querem ouvir músicas sobre amor, e esquecem do poder que as corporações sobre todos os aspectos de suas vidas. Poluição, petróleo, OGMs e agrotóxicos.

Rock on, Neil Young!

Neil Young e os filhos de Willie Nelson vão lançar um  álbum de protesto possivelmente chamado de “Os Anos da Monsanto”

neil young wn sons

“Eu estou trabalhando em um novo álbum agora e que eu vou fazer com os filhos de Willie Nelson”, disse ele, em tom de brincadeira, sugerindo que ele daria o título ” Os anos da Monsanto”  para abordar a empresa agrícola contra a qual ele vem protestando durante anos. “É uma avaliação otimista da situação.”

Mas não é, necessariamente, uma piada?

Na quinta-feira  (16/04) à noite cerca de 400 fãs sortudos no SLO Brewing Co. testemunharam a nova banda de Young misturando a estréia do novo material com clássicos em San Luis Obispo. O quinteto tocou um total de dez novas canções, muitas das quais se uniram contra empresas como a Monsanto e Starbucks de acordo com relatos de fãs.

Aqui está a lista de canções que foram tocadas no SLO Brewing Co:

 1. Country Home
2. New Song 1 – People Want To Hear About Love ??*
3. New Song 2 – New Day For The Planet ??*
4. Down By The River
5. New Song 3 – Too Big To Fail ??*
6. New Song 4 – GMO-Starbucks ??*

7. Walk On
8. New Song 5 – Monsanto ??*
9. New Song 6 – I Don’t Know You ??*
10. New Song 7 – Seeds ??*
11. Everybody Knows This Is Nowhere
12. Wolf Moon*
13. Love And Only Love
14. New Song 9*
15. New Song 10*
16. Country Home

FONTE: https://www.minds.com/blog/view/436555171724529664/neil-young-and-willie-nelson039s-sons-releasing-protest-album-possibly-called-the-monsanto-years

Neil Young lidera boicote à Starbucks por causa de ataque à rotulagem de transgênicos. E no Brasil, cadê a classe “artística”

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Um dos muitos detalhes que poucos conhecem sobre a minha vida pessoal é que sou um fã declarado do roqueiro canadense Neil Young desde que eu descobri o seu primeiro disco em 1978. De lá para cá, Neil Young a carreira de Young andou em altos e baixos, e a minha vida também. Mais razão ainda para eu me dedicar a ouvir a música que ele produz, pois junta um quê de crítica social, momentos depressivos, e até eventos de morte violenta.

Mas um detalhe que não é muito divulgado é que Neil Young não faz propaganda para grandes corporações como a Coca-Cola e a Pepsi Cola. Além disso, Neil Young vem desenvolvendo desde 1985 junto com Willy Nelson, John Mellencamp e outros artistas um projeto chamado “Farm Aid” cujo mote principal é levantar recursos para ajudar agricultores familiares a manterem suas propriedades (Aqui!).

Além dessa presença no campo do apoio à agricultura familiar, Neil Young também na luta contra os transgênicos e seu uso na alimentação humana. A última “vítima” dessa ação ativa de Neil Young é a rede Starbucks que se juntou à corporação dos venenos Monsanto para impedir a rotulagem de alimentos no estado norte-americano de Vermont (Aqui!). Segundo o que declarou à Revista Rolling Stone, ele vai parar de tomar seu “latte” na Starbucks pelo fato da empresa estar unida à Monsanto num processo que visa impedir o público de saber se há transgênico ou não na comida ou bebida que estão sendo ingeridas. 

Passando para nosso lado do Equador, não deixa de ser curioso de notar que artistas como Roberto Carlos, Toni Ramos tem se empenhando em justamente em nos empurrar a carne que a JBS Friboi reserva para o mercado interno, enquanto abastece o resto do mundo com suas melhores carnes. E, sim, não custa lembrar o que anda fazendo o roqueiro decadente Lobão em suas marchas “pela democracia”.

Assim, já que não dá para esperar muito dos artistas, que tal pararmos de gastar fortunas num copo de café na Starbucks até que eles façam a rotulagem dos transgênicos que estão servindo no Brasil? Ou será que vai ser preciso trazer o Neil Young para boicotar a Starbucks também por aqui?