Nota da reitoria da Uenf mostra que o (des) governo Pezão quer sucatear ainda mais as universidades estaduais

Por causa de diferentes afazeres relativos à finalização do segundo semestre de 2015 que ainda não se encerrou, não tive a oportunidade de abordar o conteúdo da nota assinada pelo novo reitor da Uenf, Prof. Luís Passoni, acerca das medidas iniciais que estão sendo tomadas para tentar fazer com que a universidade não tenha que literalmente fechar as portas ao longo de 2016.

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O tom sóbrio da nota não esconde a realidade dramática em que a nova administração assumiu a gestão da Uenf: restos a pagar de R$ 8 milhões, bolsas acadêmicas não pagas desde Novembro de 2015, e atraso no pagamento dos salários das empresas terceirizadas.

Além disso, a nota revela, a partir da narrativa de uma reunião com o discretíssimo secretário Gustavo Tutuca que teria traçado “um cenário preocupante” e que ainda teria pedida a colaboração da reitoria comandado por Luís Passoni para “reduzir custos”.

Em outras palavras, a mensagem de Tutuca é clara: a política de sucateamento imposta pelo (des) governo Pezão às universidades estaduais vai continuar e será aprofundada, caso não haja a devida mobilização para dissuadir o (des) governador do seu intento de destruir o sistema fluminense de ciência e tecnologia, do qual a Uenf, a Uerj e a Uezo são parte essencial.

O curioso é que hoje o (des) governador Pezão foi recebido com pompa e circunstância na posse do novo reitor da Uerj.  Parece até que a Uerj não estará novamente em 2016 sob o mesmo tipo de precariedade a que tem sido submetida nos últimos anos por easse (des) governo.

Mas vá lá, pelo menos na posse do novo reitor da Uenf, a comunidade universitária foi poupada dessa nada ilustre presença.

Eleições para a reitoria da Uenf: banheiros sucateados são a prova da ineficiência administrativa daqueles que querem a todo custo continuar no poder

Acho que passados alguns debates conceituais, podemos passar ao debate eleitoral direto e objetivo. E eu vou no bem básico mesmo da situação em que a UENF se encontra hoje, nas mãos dos que são reitoria e querem continuar reitoria com a chapa 11. 

Para tanto mostro 3 imagens de um banheiro que se encontrava sob jurisdição e cuidados da diretoria do CCT de onde saiu o candidato a reitor pela chapa 11, o Prof. Edmilson Maria. 

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Banheiro do andar térreo do P-5 que serve ao CCT e ao CBB:  portas quebradas, falta de papel higiênico, pias e privadas vazando

Como essa situação se desenrolou ao longo, pelo menos, dos últimos 8 anos, e se agravou agora ao menos no quesito papel higiênico, por que o diretor do CCT não agiu para conter a degradação explicita de uma estrutura básica como um mero banheiro?
 
Aliás, é importante notar que obra na diretoria do CCT foi mais importante para o Prof. Edmilson Maria do que a manutenção dos setores de uso comum do seu centro. Aliás,  por falar em obra, no primeiro debate o Prof. Edmilson Maria informou que foi construído um banheiro com acessibilidade e afirmou que o aluno com deficiência motora do CCT poderia agora ter um banheiro para utilizar.

Mas diante dessa afirmação do candidato a reitor pela chapa 11, a pergunta básica que fica é a seguinte: a diretoria ficará aberta até as 22 horas para que o aluno use o banheiro (afinal trata-se de aluno do curso noturno)? Assim,  não teria sido mais prático a adaptação de um banheiro público onde todos que precisarem possam utiliza-lo?
 
Há ainda que se notar que por mais de 2 anos o aluno em questão deu entrevistas e apareceu em vários jornais falando sobre o assunto, e nada ficou resolvido!  Mas agora em tempos de eleição talvez apareça a promessa de que serão construídos mais 10 banheiros só no CCT!

A defesa da UENF passa por apoiar a luta dos seus estudantes

Os estudantes realizaram uma assembléia ontem (03/03) após convocação pelo DCE-UENF. É que confrontados pelo espectro do caos financeiro que implica, entre outras coisas, no atraso do pagamento de todas as modalidades de bolsas que dependam de recursos do tesouro estadual, os estudantes optaram pelo caminho da luta organizada.

Com base nessa disposição é que fui informado que uma série de atividades políticas deverão acontecer no futuro imediato visando responsabilizar o (des) governo do Rio de Janeiro pelos diversos problemas que hoje comprometem o funcionamento da UENF. Nesse sentido, foi definida a publicização da hashtag #Pezão inimigo da educação.  Pode parecer exagero, mas não é!

Neste cenário de precarização que ameaça a UENF, é preciso ficar claro que apoiar a pauta de reivindicações formulada pelos estudantes é essencial para que a universidade possa continuar cumprindo seu papel estratégico no desenvolvimento econômico e social da região Norte Fluminense.

É como bem disse o bispo sul africano Desdmond Tutu, quem fica neutro em situações de injustiça, escolhe o lado do opressor. No caso da UENF,  quem ficar neutro em relação à luta dos estudantes, vai estar fazendo a opção pelo (des) governo Pezão e pelo sucateamento e desmanche que está promovendo na UENF e nas outras universidades estaduais.

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Estudantes mostram o caminho para defender a UENF: organizando a luta!

Enquanto a reitoria da UENF se mantém em completa passividade frente à ameaça de caos financeiro que paira sobre a instituição deixando centenas de bolsistas sem pagamento por tempo indeterminado, o movimento estudantil mostra que o caminho para impedir o desmanche e o sucateamento promovidos pelo (des) governo Pezão será feito por meio da luta organizada!

Para estruturar as respostas que serão dados pelos estudantes, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) está convocando uma assembleia para esta terça-feira (03/03) onde deverão ser estabelecidas as estratégias para um enfrentamento que se mostra inevitável, visto que o atraso no pagamento das bolsas é apenas o primeiro sintoma mais evidente do caos que deve se estabelecer na UENF caso os cortes orçamentários feitos por Pezão não sejam imediatamente revertidos.

Abaixo a convocatória que está sendo circulada pelo DCE-UENF.

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Pesquisadores entregam ao governo eleito de MG resultados de pesquisas e denunciam sucateamento dos órgãos ambientais e violação de direitos

No dia 5 de dezembro, pesquisadores de distintas universidades com sede em território mineiro se reuniram com Murilo Valadares, da equipe de transição do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, para entrega de resultados de pesquisas sobre licenciamento ambiental, sucateamento do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SISEMA) e violação de direitos humanos, sociais, ambientais e culturais na aprovação desmedida de licenças para grandes projetos, a exemplo dos recentes casos de mineração da Anglo American e Manabi S.A.

Acadêmicos de universidades públicas federais, estadual e privada (UFMG, UFSJ, UFJF, UFVJM, Unimontes, PUC-Minas), com amplas trajetórias de pesquisas sobre as políticas econômica e ambiental do estado, foram movidos pela profunda indignação com os rumos institucionais dessas políticas em Minas, que mesclam descentralização institucional-administrativa com práticas locais coronelistas e violentas, precarização do trabalho dos técnicos, incompetência e violação dos direitos humanos mais básicos, como o direito à água. Os pesquisadores questionaram a falácia da democracia participativa, ao relatarem a condução de audiências públicas e sessões deliberativas das Unidades Regionais Colegiadas (URCs) do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) com forte presença coercitiva policial e outros procedimentos que impedem o exercício pleno do contraditório, aspectos essenciais à democracia. Executam-se as mais variadas manobras, como a presença ostensiva de “platéias” transportadas por empresas e prefeituras, coagidas a aplaudir os discursos feitos por seus patrões e representantes.

Os analistas comunicaram a interferência irregular e imoral de representantes de empresas em reuniões dos técnicos do SISEMA. Denunciaram que a participação nos processos decisórios é sempre restrita a um número reduzido de conselheiros, que se perpetuam no controle das instâncias do Conselho por anos a fio e partem do pressuposto de que a implantação dos empreendimentos é um fato consumado, transformando o processo de licenciamento em mera etapa burocrática de legalização desses projetos. Ficam praticamente excluídos exatamente os grupos sociais, populações e comunidades sobre os quais se concentram os efeitos deletérios dos empreendimentos licenciados.

Sobre o trabalho dos técnicos, denunciaram a falta de equipamentos básicos, tais como veículos e GPS.  Apontaram, também, a carência de competência específica, de boa remuneração e de incorporação dos técnicos aos quadros permanentes do SISEMA. A vários falta o mínimo decoro para observar as normas mais comezinhas das relações humanas: em reuniões da URC – Jequitinhonha, demonstraram despreparo, ironizaram e trataram com cinismo representantes do Ministério Público e da Universidade Pública.

Para superar algumas das questões apontadas, os pesquisadores recomendam amplo debate sobre o funcionamento do SISEMA e a retomada da discussão sobre o planejamento econômico-territorial de Minas Gerais, que deveria ser construído em conjunto com as pessoas que vivem e sofrem os efeitos (positivos ou negativos) dos projetos econômicos, levando-se em consideração a presença de povos tradicionais, assentamentos rurais etc. Sugerem também a requalificação dos conceitos de parceria público-privada praticados por técnicos do SISEMA, já que, em processos de licenciamento, ficam claras fragilidades das estruturas do Estado para sustentar determinações legais, garantir direitos humanos e ambientais aos cidadãos, bem como para exigir o cumprimento efetivo de dezenas de medidas condicionantes de grandes empreendimentos econômicos, o que caracteriza um processo continuado de flexibilização e violação das normas.

LEIA no link a seguir a Carta ao Governador eleito Fernando Pimentel: Carta Fernando Pimentel

FONTE: http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/noticias/nota-publica-pesquisadores-entregam-ao-governo-eleito-de-minas-gerais-resultados-de-pes-quisas-e-denunciam-sucateamento-dos-orgaos-ambientais-e-violacao-de-direitos/

Sérgio Cabral não comparece a última cerimônia oficial de seu (des) governo, mas mesmo assim é vaiado

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá bem conta da situação vexaminosa em que o (des) governador Sérgio Cabral está entregando o seu (des) governo para o vice (des) governador Luis Fernando, o Pezão. Após postergar a construção do campus da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) por mais de 7 anos, Sérgio Cabral preparou mais um palanque eleitoral para Pezão para tudo terminar na mais pura lama.

Sagaz como sabe ser, Sérgio Cabral não compareceu ao evento que ele mesmo agendou, deixando o pepino para o ainda (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, embalar as loas num evento que ocorreu em época chuvosa. Mas mesmo na ausência, Sérgio Cabral foi “homenageado” com uma sonora vaias pelos estudantes da UEZO que, de quebra, entoaram uma adaptação nada elogiosa do clássico “Jardineira” de Orlando Silva e cantaram a plenos pulmões “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu

Mas depois de tratar as três universidades estaduais com o pão que nem o diabo quis amassar, Sérgio Cabral merecia era isso mesmo.. vaia e chacota. Afinal, se as universidades podem e ainda produzem pessoas com mais preparo intelectual e que sabem perfeitamente o que seu (des) governo causou de dano ao desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro

 

Cabral não comparece ao último evento público da agenda oficial

Cerca de cem pessoas o aguardavam em meio ao lamaçal numa tenda montada às margens da Avenida Brasil, em Campo Grande

O evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso público Foto: Gabriel de Paiva / Agência O GloboO evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso públicoGabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO – Era a última agenda pública de Sérgio Cabral como governador – ele vai renunciar ao cargo nesta quinta-feira. Mas ele não apareceu, nesta manhã, na inauguração das obras do campus da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), em Campo Grande.

O início da cerimônia estava marcado para as 9h. Por volta das 9h30m, ainda não havia confirmação da chegada do governador. E uma forte pancada de chuva formou um lamaçal em todo o entorno da tenda montada às margens da Avenida Brasil para o evento.

Mesmo assim, cerca de cem pessoas ainda o aguardavam. Só com mais de uma hora de atraso, pouco depois das 10h, o deputado estadual Coronel Jairo (PSC) e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, abriram a cerimônia, sem a presença de Cabral.

Quem enfrentou o dia cinzento e a lama não escondeu a decepção.

— Tinha a intenção de vê-lo no último dia dele, justamente aqui na Zona Oeste. Disseram que ele tinha um outro compromisso na mesma hora — afirmou a comerciante Vania Souza Ribeiro, de 55 anos, moradora de Bangu.

Ela faz parte de um grupo da terceira idade da região que foi de ônibus ao evento. Funcionários da Uezo também compareceram.

— Esperava que ele viesse. Acreditava que a presença do governador daria mais credibilidade para o início das obras, que já estão atrasadas — disse a funcionária do setor administrativo da Uezo Juliane Souza.

Enquanto isso, quem estava presente tinha que afundar o pé na lama para chegar à tenda. Até uma ambulância do Corpo de Bombeiros ficou atolada e teve que ser puxada por outro carro, com ajuda de uma corda.

No fim, um grupo de alunos da Uezo também chegou para protestar. Os manifestantes se aproximaram da tenda quando um dos participantes da cerimônia anunciava “o pesar” pelo não comparecimento do governador. Nesse momento, Cabral, mesmo longe, não escapou das vaias do estudantes e de uma paródia de uma marchinha que ironizava a ausência do governador. “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu”, entoavam os jovens.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, Cabral não foi a Campo Grande porque se estendeu numa reunião interna.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/cabral-nao-comparece-ao-ultimo-evento-publico-da-agenda-oficial-12078356

Salários corroídos e prédios com goteiras: esse é o retorno que o (des) governo Cabral dá ao sucesso da UENF

A imagem abaixo não é de uma das muitas ruas que se encontram alagadas na cidade de Campos dos Goytacazes neste momento em função do alto volume de chuvas que estão se abatendo na região. A imagem, a despeito dos barquinhos que imitam o Rio Paraíba do Sul, é de uma das salas existentes no Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da UENF que ficou alagada por causa de vazamentos existentes no telhado do prédio. Como essa não é a única sala que está com este problema no momento, é de se esperar que vários equipamentos valiosos estejam sendo protegidos contra goteiras no dia de hoje.

sala de aula

E isso tudo na melhor universidade do Rio de Janeiro pelo índice Geral de Cursos (IGC) do MEC e naquela onde a pós-graduação acaba de ser bem avaliada pela CAPES,  sediando inclusive um programa que atingiu nível de qualidade internacional.

Esse sucateamento, além dos piores salários do Brasil, é o reconhecimento que o (des) governo de Sérgio Cabral dá ao esforço que é realizado todos os dias pela comunidade universitária da UENF. E o pior é que o orçamento do ano que vem promete ser ainda menor. Assim, desculpem-me o trocadilho, mas esse (des) governo não dá mesmo Pé(zão) em 2014!