Suécia mostra novidades em ciência, tecnologia e aeronáutica nas Semanas de Inovação 2019

Programação em diversas cidades brasileiras inclui desde palestra sobre biotecnologia para agroindústria a seminários sobre Cidades Inteligentes  e discussões sobre inteligência artificial no mercado financeiro; além de parceria com o Festival Tekla, iniciativa criada pela cantora pop sueca Robyn para discutir o acesso de meninas às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática

feira suéciaEstudantes em escola sueca (Crédito: Lena Granefelt)

São Paulo, setembro de 2019 – O Team Sweden Brazil promove, entre os dias 16 e 27 de setembro, as Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019, uma série de eventos como workshops, bate papos, paineis e encontros baseados na parceria estratégica entre os dois países nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (CTI). Em sua oitava edição, as Semanas de Inovação combinarão atividades em cidades como Brasília, Fortaleza, Joinville, Manaus, Porto Alegre, Rio e Janeiro e São Paulo.

“O objetivo das Semanas de Inovação Suécia-Brasil é fortalecer a Suécia como um parceiro de inovação de longo prazo para o Brasil, promovendo ambientes de inovação, estabelecendo colaborações entre os dois países e criando um ponto de encontro para atores suecos e brasileiros nas áreas de CTI”, explica Johanna Brismar Skoog, nova Embaixadora da Suécia no Brasil. “Elas também são importantes para celebrar parcerias existentes e descobrir oportunidades de cooperação bilaterais e multilaterais. O acordo União Europeia-Mercosul, por exemplo, tem tudo para proporcionar um aumento do comércio e de investimentos e também para assegurar a implementação do Acordo de Paris”, completa.

Para marcar a abertura das Semanas de Inovação, no dia 16 de setembro, a cidade de Manaus (AM) receberá um evento especial com a participação do Vice-Ministro Sueco da Inovação, Emil Högberg, da nova Embaixadora da Suécia no Brasil, Johanna Brismar Skoog, e do Governador do Amazonas, Wilson Lima. Na ocasião, o Auditório da FIEAM sediará o painel “Hélice Tríplice Suécia-Amazonas” que discutirá como a Suécia e o Estado do Amazonas têm aplicado o modelo de cooperação entre universidade-indústria-governo na sua busca por inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. O evento contará com a participação de representantes de instituições brasileiras como SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, UFAM – Universidade Federal do Amazonas e UEA – Universidade do Estado do Amazonas, e suecas como Universidade de Linköping, RISE – Institutos de Pesquisa da Suécia, Agência Sueca de Proteção Ambiental, Electrolux e Ericsson.

Meninas na ciência

Um dos destaques da agenda de 2019 é o Workshop e Diálogo Tekla, nos dias 17 e 18 de setembro, em Brasília. Promovidos com apoio do Instituto Sueco e do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, eles fazem parte do Festival Tekla, iniciativa da cantora pop sueca Robyn que tem como missão inspirar o interesse em tecnologia entre meninas do ensino fundamental e médio, e discutir como reduzir a sub-representação feminina nas áreas de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Com o objetivo de oferecer um ambiente no qual jovens garotas (13 a 15 anos) de 7 escolas do Distrito Federal possam testar e criar tecnologias junto com outros modelos de mulheres, o workshop e o bate papo contarão com a participação de Heidi Harman, fundadora da mais antiga rede de tecnologia feminina na Suécia, o GeekGirl Meetup, uma rede para mulheres em STEM, código, design e startups, que agora possui braços em 17 países.

O evento terá ainda a participação de Juliana Estradioto, Prêmio Jovem Cientista 2018 e primeira brasileira a ganhar primeiro lugar na categoria de Ciências dos Materiais na Intel ISEF (Intel International Science and Engineering Fair), maior feira de ciências pré-universitária do mundo. Conhecida também por ter sido premiada com a possibilidade de dar seu sobrenome a um asteroide, Juliana é fundadora do Meninas Cientistas, iniciativa que visa incentivar a pesquisa e a ciência entre jovens do ensino médio, principalmente entre meninas, por meio da divulgação de histórias inspiradoras.

Biotecnologia para uso agroindustrial

Brasília abriga ainda o painel Biotecnologia Industrial Aplicada a Resíduos Agroindustriais. Com a participação de Michael Salter (RISE) e do professor Fredrik Ingemarson, o evento pretende discutir como a utilização de biotecnologia industrial pode agregar valor e facilitar o manejo de resíduo agroindustrial.

Smart Cities em Porto Alegre e Rio de Janeiro

A discussão em torno das Cidades Inteligentes também permeia a programação das Semanas de Inovação Suécia-Brasil 2019.

Na capital federal, no dia 18, o Parque Tecnológico de Brasilia (BIOTIC) recebe o seminário Smart City Brasília: Conecta Mundi. O evento reunirá três agências suecas – Inovação, Proteção Ambiental, Crescimento Econômico e Regional -, o Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo, as Associações U&WE e C/O City, além de representantes do Governo do Distrito Federal, Senai, FAPDF e Embrapii, para apresentar parcerias e bons exemplos de Cidades Inteligentes com foco em desenvolvimento sustentável, resíduos sólidos e mobilidade.

O evento marca ainda a abertura oficial da exposição The Smart City – Meeting the Urban Challenge, uma mostra curada e organizada pelo Instituto Sueco sobre Cidades Inteligentes na Suécia, que ficará em cartaz no espaço até o dia 26 de setembro.

No Rio de Janeiro, no dia 20, a discussão sobre Cidades Inteligentes ganha a forma de um seminário na Casa Firjan sobre Responsabilidade Social Corporativa e como a Indústria 4.0 pode influenciar um novo modelo social: a Sociedade 5.0, com confiança na inovação, automação e inteligência artificial. Entre os participantes, representantes da Tillvaxtverket – a Agência Sueca para Crescimento Regional e Econômico, e Vinnova – Agência de Inovação do país escandinavo.

Já em Porto Alegre, no dia 26, Marc Weiss responsável pela criação da Zona de Inovação Sustentável de Porto Alegre (ZIS Poa) comandará o painel Smart City Porto Alegre: política de resíduos sólidos, reunindo especialistas brasileiros e suecos em uma conversa sobre inovação no manejo de resíduos sólidos e o conceito de economia circular.

Empresas brasileiras na Suécia e mercado financeiro com inteligência artificial

São Paulo recebe, no dia 24, a sessão de lançamento da Iniciativa Corporate Venture Brasil-Suécia, realizada pelo CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) em parceria com o Ignite Sweden e Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), e apoiada pela Vinnova. Evento tem como principal objetivo fazer a conexão de startups com grandes corporações no Brasil e na Suécia em busca de soluções inovadoras para os desafios tecnológicos da indústria. A sessão de lançamento apresentará a iniciativa e as parcerias CISB-Ignite e CISB-Anprotec, além de preparar grandes empresas brasileiras participantes do programa para sessões de matchmaking com startups suecas em outubro, em Estocolmo, na Suécia. Durante a atividade, algumas startups brasileiras também terão a oportunidade de apresentar seus inovadores modelos de negócios.

Um painel sobre Inteligência Artificial no Mercado Financeiro também será promovido sede da Swedcham – Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista, no dia 17. Com a presença do especialista em Inteligência Artificial Sergio Quiroga e do Diretor para Inovação da Ericsson, Edvaldo Santos, o evento discutirá como a I.A. pode ser aplicada no mercado financeiro e prever a direção e movimentos dos mercados de ações a partir da análise de informações compartilhadas na imprensa e na internet.

Caças Gripen + FAB

A colaboração entre a empresa sueca SAAB e a Força Aérea Brasileira, responsável pelos novos caças brasileiros Gripen E, também estará presente na programação das Semanas de Inovação. No dia 23, em São Paulo, será realizado o segundo workshop do Swedish Professor Chair Program no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma iniciativa do CISB e da Saab para trazer grandes pesquisadores ao Brasil, e criar e fortalecer parcerias de longo prazo com a Suécia em tópicos relevantes de pesquisa.

Já em Joinville, o SC2C.Aero organizará este ano o seu 2° Workshop Anual, com o objetivo de integrar companhias, agências de fomento e instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação a fim de aperfeiçoar o ecossistema aeroespacial em Santa Catarina. Evento no dia 24 de setembro será realizado no Ágora Tech Park, uma parceria da UFSC juntamente com a iniciativa privada e o poder público.

Sobre a Sweden-Brazil Innovation Weeks

As Semanas de Inovação Suécia-Brasil são uma atividade anual coordenada pela Embaixada da Suécia em Brasília, com o objetivo de fortalecer a Suécia como um parceiro de inovação de longo prazo para o Brasil, promover ambientes de inovação suecos, estabelecer uma colaboração com parceiros brasileiros e criar um ponto de encontro para atores suecos e brasileiros nas áreas de CTI. Além de fornecer uma visão geral das atividades suecas de CTI no Brasil, elas são uma plataforma de promoção comercial e uma possibilidade de explorar, descobrir e analisar novas oportunidades de negócios e de cooperação entre a Suécia e o Brasil.

As Semanas de Inovação Suécia-Brasil são organizadas pelo Team Sweden Brazil: Embaixada da Suécia, Conselho Sueco de Investimento e Negócios (Business Sweden), Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham) e os Consulados Gerais e Honorários da Suécia.

Confira a programação completa em: inovacaosueciabrasil.com.br/programa

H&M amplia boicote sueco ao Brasil. Outras grandes empresas podem ser juntar ao movimento

H&MA cadeia H&M é a segunda maior do mundo no ramo da modo e o boicote da empresa contra o couro produzido no mundo deverá ter consequências amplas para a produção brasileira de couro.

A multinacional sueca Hennes & Mauritz (ou simplesmente H&M) anunciou hoje que suspenderá suas compras de couro brasileiro em função da devastação que está ocorrendo por causa das queimadas na Amazônia brasileira.

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A H&M é a segunda maior cadeia de produtos de moda do mundo comunicou oficialmente que “devido aos graves incêndios na parte brasileira da floresta amazônica e às conexões com a produção de gado, decidimos proibir temporariamente o couro do Brasil”. E seu comunicado a H&M afirmou ainda que a “a proibição permanecerá ativa até que existam sistemas de garantia credíveis para verificar se o couro não contribui para danos ambientais na Amazônia”.

Há que se lembra que foi na Suécia que em junho de 2019 foi lançado o primeiro boicote formal conta produtos brasileiros por causa do uso excessivo de agrotóxicos e do desmatamento na Amazônia. Naquela ocasião, o boicote foi declarado pelo fundador e CEO da rede de mercearias especializadas em produtos orgânicos Paradiset, Johannes Cullberg. 

Se naquela ocasião a embaixada brasileira em Estocolmo enviou uma carta para pressionar Cullberg a suspender o seu boicote aos produtos brasileiros. Entretanto,  Johannes Cullberg não apenas não cessou o boicote, mas como começou uma campanha na Suécia e em toda a Europa para ampliar o processo que ele iniciou em sua empresa. O esforço de Cullberg já está causando fortes pressões por partes de consumidores suecos sobre as grandes redes de supermercados da Suécia.

icaA cadeia de supermercados sueca Ica não descarta um boicote aos produtos brasileiros.

Agora, vamos ver como se comporta o governo Bolsonaro em face de ampliação do movimento de boicote a commodities agrícolas que já causando perdas milionárias ao agronegócio brasileiro, de onde saiu um vigoroso apoio à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

Após recusa de Bolsonaro ao G-7, líder de boicote aos produtos brasileiros lança campanha para financiar a proteção da Amazônia

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Após recusa do governo Bolsonaro em receber doação do G-7, líder do boicote a produtores brasileiros na Suécia lança campanha de apoio financeiro à proteção da Amazônia

O fundador e CEO da rede sueca de mercearias orgânicas Paradiset, Johannes Cullberg, que iniciou em junho uma campanha de boicote a produtos brasileiros por causa do uso de agrotóxicos banidos na União Europeia e do aumento no desmatamento na Amazônia, reagiu hoje à recusa do governo Bolsonaro em aceitar o apoio financeiro do G-7 para combater as queimadas na Amazônia.

Em vídeo, Cullberg informou que está lançando uma campanha financeira nas redes sociais e na rede Paradiset para levantar fundos que não serão entregues ao governo Bolsonaro, mas sim à ONG Earth Alliance, que é apoiada publicamente pelo ator Leonardo DiCaprio, e ao chamado Amazon Forest Fund

Johannes Cullberg também está convocando outras redes de supermercado e  quaisquer outros negócios na Suécia e na Europa a seguirem o caminho que ele está apontando, pois esta seria a hora de agir, não importando o a quão grande ou pequeno o tamanho da empresa que decida participar do movimento.

A mensagem política de Cullberg fica ainda mais clara quando ele afirma que é preciso  mostrar a Jair Bolsonaro “o incrível poder de muitos quando estamos unidos para proteger o futuro de nossos filhos” (ver abaixo o vídeo explicando o lançamento da campanha).

Essa decisão de Cullberg, mesmo que se concentre inicialmente na Suécia, tem tudo para atingir outros países da Europa em função da esperada repercussão negativa que a recusa do governo Bolsonaro em receber os recursos oferecidos pelo G-7 definitivamente terá na Europa.

Se essa campanha tiver o alcance esperado por Johannes Cullberg, estaremos diante de um exemplo claro de como arrogância misturada com forte virulência verbal tende a causar fortes prejuízos econômicos. No caso atual do atual cenário econômico do Brasil, isto terá efeitos desastrosos, e não adiantará o presidente Jair Bolsonaro ou seus ministros anti-ambiente espenearem. É que eles vão acabar colhendo o que estão plantando. Simples assim!

 

Para conter o “#BoycottBrazilianFood”, embaixada em Estocolmo envia carta falaciosa para Johannes Cullberg

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Em uma evidente demonstração de que o governo Bolsonaro sentiu o golpe causado pelo boicote convocado pelo fundador e Chief Executive Officer (CEO) da rede sueca de supermercados Paradiset a produtos originados do Brasil por causa da contaminação de agrotóxicos, a embaixada brasileira na capital da Suécia enviou uma carta onde tenta rebater os argumentos de Johannes Cullberg (ver carta abaixo)

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A carta é uma coleção de falácias, e começa por um ataque subliminar aos motivos que levaram a Johannes Cullberg a retirar os produtos brasileiros de suas prateleiras ao afirmar que os autores da carta não sabem se a rede Paradiset  realmente importa produtos orgânicos do Brasil.

Um argumento que é repetido à exaustão por representantes do latifúndio agro-exportador quando confrontados com os dados que dão conta que o Brasil é hoje o campeão mundial do consumo de agrotóxicos, a carta também sugere que Cullberg verifique bases de dados que mostram apenas uma taxa que efetivamente oculta o impacto dos agrotóxicos no modelo viciado por venenos que predomina na agricultura brasileira. Falo aqui da taxa composta pelo custo do volume consumido em relação à área total do Brasil, que coloca o Brasil em 7o. lugar do mundo e o Japão em 1o.  

A falácia desse argumento é, contudo, facilmente desmontada quando se verifica que o Brasil ocupa o primeiro lugar do mundo em termos de valor gasto com a compra de agrotóxicos (ver figura abaixo com dados de 2013).

brasil pesticides

A carta omite ainda o fato cabalmente documentado em relatório publicado em 2019 pela organização não-governamental suiça “Public Eye” que apontou para o fato de que em 2017 o Brasil representava 18% do consumo mundial de agrotóxicos, empatado com os EUA. Além disso, o mesmo relatório mostrou que o Brasil se tornou uma espécie de piscina tóxica onde agrotóxicos banidos em outras partes do mundo são despejados.

A embaixada repete ainda a cantilena falaciosa de que o Brasil está fazendo esse uso intenso de agrotóxicos para alimentar o mundo, quando, na verdade, a cultura que mais ocupa área e recebe mais agrotóxicos é a soja, cujo destino não é alimentar seres humanos diretamente, mas ser usada como ração animal.

A carta da embaixada ainda faz uma relação indecorosa entre clima e uso de agrotóxicos, pois se esquece que a origem da necessidade dos agrotóxicos são as grandes monoculturas que são a raiz da proliferação de determinados organismos.  A carta tampouco relaciona a relação entre grandes monoculturas e a ampliação do uso de venenos altamente tóxicos. Isto sem falar no papel dessas mesmas monoculturas na ampliação do desmatamento na Amazônia brasileira e no Cerrado.

Felizmente, a resposta de Johannnes Cullberg não apenas não tardou, mas veio com o tom e conteúdo que a “carta” da embaixada brasileira em Estocolmo merece. Cullberg não apenas dizimou o argumento climático, como apontou para os crescentes casos de intoxicação por agrotóxicos no Brasil, e ainda lembrou o problema da explosivo aumento do desmatamento na Amazônia brasileira. De quebra, Cullberg ainda convidou os membros da embaixada brasileira a se juntar ao boicote que ele está impulsionando, mesmo que as redes brasileiras de supermercados não o façam, pois, segundo ele, “toda ação, ainda que pequena, faz a diferença“, e que  “nós não iremos ter uma segunda chance” (ver a carta de Johannes Cullberg logo abaixo).

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Trocados em miúdos, alguém na embaixada brasileira em Estocolmo pensou que estava falando com um ignorante sobre a situação dos agrotóxicos no Brasil, e acabou aprendendo que não.

De minha parte, fico com a certeza de que o “BoycottBrazilianFood” não pode ser um movimento que ocorra apenas por causa da decisão de consumo consciente do CEO de uma rede de supermercados que vive a 10.000 km do Brasil.  A demanda pelo direito de consumir alimentos saudáveis se transformou em uma das principais bandeiras políticas que os brasileiros devem assumir nessa primeira década do Século XXI. Ou forçamos as redes brasileiras de supermercados a adotarem a mesma posição da rede Paradiset ou estaremos condenando nossas filhas e filhos e os filhos deles a terem um futuro marcado por doenças graves e fatais.

Começou! Rede de supermercados sueca convoca boicote a produtos brasileiros por causa da farra dos agrotóxicos

Johannes CullbergJohannes Cullberg, fundador e CEO da rede de supermercados Paradiset, mandou retirar todos os produtos brasileiros de suas prateleiras por causa da aprovação de 197 agrotóxicos pelo governo Bolsonaro. Cullberg está convocando um boicote generalizado ao Brasil até que o presidente Bolsonaro mude a política de aprovação “fast track” de agrotóxicos.

Desde o final de janeiro, quando a agência de vigilância sanitária da Federação Russa alertou o governo Bolsonaro que iria parar de comprar soja brasileira se algo não fosse feito para diminuir a quantidade do herbicida Glifosato, venho avisando que o Brasil corre o risco de sofrer um banimento generalizado por causa do uso excessivo de agrotóxicos (muitos deles banidos no resto do mundo) em nossas lavouras.

Alheios aos riscos da imposição deste cordão sanitário por causa dos agrotóxicos,  membros do governo Bolsonaro e da bancada ruralista continuaram sua marcha do veneno, o que ficou explícito pela aprovação de 197 agrotóxicos em menos de 6 meses, um verdadeiro recorde nacional.

Hoje, em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, o Rede França Internacional (RFI) repercutiu uma matéria publicada pelo jornal sueco “Dagens Nyheter” onde é informado que o presidente da rede de supermercados especializados em produtos orgânicos Paradiset, Johannes Cullberg, decidiu retirar todos os produtos brasileiros de suas prateleiras por causa do ritmo frenético de aprovação de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro.

boicote suecoManchete do Dagens Nyheter, um dos maiores da Suécia, diz “supermercado sueco boicota produtos brasileiros”.

Mas Cullberg está indo mais longe ainda e está convocando um boicote generalizado de todas as redes suecas  de supermercados em relações aos produtos brasileiros. A razão para isso ele explica no vídeo abaixo, e se resume basicamente sua posição nos seguintes termos “decidimos suspender a compra de todos os produtos brasileiros até que o Senhor Bolsonaro pare sua política louca de permissão de agrotóxicos de forma livre“.  

Cullberg diz ainda para o presidente Bolsonaro “arrumar sua merda e parar com a aprovação “fast track” de agrotóxicos”. 

É provável que a mensagem de Johannes Cullberg caia inicialmente em ouvidos mocos já que a rede que ele fundou e comanda é dedicada a produtos orgânicos que normalmente já não compraria produtos brasileiros produzidos à base de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Entretanto, a sinalização de que Cullberg está propondo um boicote generalizado até que o governo Bolsonaro abandone a sua farra de agrotóxicos não deverá cair em ouvidos tão moucos como os da ministra Tereza Cristina e da bancada ruralista, não apenas na Suécia, mas em outros países europeus onde os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos são bem bem menos tolerantes do que aqueles utilizados no Brasil.

 

Matéria da Reuters aponta que custo dos Jogos Olímpicos pode chegar a R$ 10 bilhões!

Para quem acha que já atingimos as raias da loucura com a gastança para a Copa da FIFA, a matéria abaixo da Agência Reuters que o pior ainda está por vir nos Jogos Olímpicos de 2016. É que de um orçamento inicial estimado de R$ 4,2 bilhões, as estimativas já chegam a R$ 7 bilhões, podendo chegar a R$ 10 bilhões. Esse gasto todo não trará grandes ganhos para os pobres da cidade do Rio de Janeiro, mas deverá redesenhar completamente a distribuição das classes sociais no espaço carioca. E ai não precisa ser da Fundação Cacique Cobra Coral para saber que vão chover remoções para cima dos pobres.

E pensar que a Suécia recusou se candidatar para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 para não ter que gastar dinheiro público que seria melhor gasto com a construção de moradias populares (Aqui!).  Como diz Ancelmo Góis: deve ser terrível ter que viver na Suécia!

Orçamento da Rio 2016 sobe para cerca de R$7 bi, diz fonte

A previsão inicial do orçamento operacional, que era gastar 4,2 bilhões de reais, pode aumentar ainda mais

Rodrigo Viga Gaier, da

Divulgação/COB

Bandeira Rio 2016

Bandeira Rio 2016: o custo total da Olimpíada será apresentado na próxima semana

Rio de Janeiro – O orçamento operacional da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro subiu mais de 2,5 bilhões de reais ante a estimativa inicial do comitê organizador local dos Jogos, para cerca de 7 bilhões de reais, e pode subir ainda mais, disse à Reuters uma fonte próxima ao assunto.

Quando apresentou o orçamento na proposta de candidatura aos Jogos, em 2009, o comitê organizador estimava gastar 4,2 bilhões de reais no evento. Agora, com a atualização dos valores, a variação do câmbio e a inclusão de outras responsabilidades e modalidades no programa olímpico, o orçamento subiu para 7 bilhões de reais.

Além disso, a previsão inicial de aporte de 1,4 bilhão de reais das três esferas de governo no COL foi elevada para 1,9 bilhão de reais.

“É muito difícil fazer um prognóstico para a obra de um banheiro de uma casa. Imagina de uma Olimpíada que envolve muito mais gente, órgãos e outros fatores”, disse a fonte, sob condição de anonimato. “É um salto grande mas que era necessário”, disse, acrescentando que o orçamento ainda “corre o risco de passar por uma nova revisão”.

“Acho um risco danado fechar esse número em 7 bilhões. Acho que deveríamos jogar mais para cima, para uns 10 bilhões (de reais), para termos folga e chance de até sobrar dinheiro no final”, disse.

O orçamento operacional dos Jogos Olímpicos de 2016 será divulgado oficialmente nesta quinta-feira. O valor é referente apenas às obrigações do COL, e não inclui as obras de infraestrutura e construção de arenas esportivas.

O custo total da Olimpíada será apresentado na próxima semana, quando será divulgada a matriz de responsabilidade dos Jogos Olímpicos. Na proposta de candidatura do Rio, esse gasto foi estimado em 23 bilhões de reais.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/orcamento-da-rio-2016-sobe-para-cerca-de-r-7-bi-diz-fonte