Um pedido aos marqueteiros: libertem Caio Vianna da sua versão”Supernatural”

supernatural 1

ão sei quantos leitores deste blog assistiram a um episódio sequer do seriado “Supernatural“, mas eu confesso que assisti muitos até que  cansei das esquinas criativas adotadas por seus roteiristas para prolongar a saga sobrenatural dos irmãos Winchester e sua luta contra anjos e demônios.

Mas por que lembrar dos irmãos Winchester e ligá-los a Caio Vianna que acaba de iniciar a sua campanha publicitária para a disputa do segundo turno das eleições municipais em Campos dos Goytacazes? É que o Caio Vianna que apareceu em pelo menos em um  dos “episódios” é muito parecido com um dos irmãos Winchester quando Sam e Dean estão possuídos por entidades não amigáveis. É tanta citação aos alegados casos de corrupção da família do seu adversário, Wladimir Garotinho, que parece que o Caio Vianna que eu conheço foi substituído por um “evil twin” saído, sim, de algum episódio de “Supernatural”.

Alguém precisa avisar aos marqueteiros de Caio Vianna que os candidatos que enveredaram por esse viés “supernatural” já foram fragorosamente derrotados no primeiro turno, a começar pelo agora ex-prefeito ainda exercício Rafael Diniz. O outro, Rodrigo Calil, sequer está conseguindo manter a base de vereadores que ajudou a eleger que já mostrou estar em processo de debandada para a campanha de Wladimir Garotinho, a começar pelo retornante Rogério Matoso.

Reconheço que não estou nem perto de ser conselheiro de Caio Vianna, mas eu diria a ele que é melhor se concentrar nas suas propostas e esquecer as eventuais provocações que sofra. É que, convenhamos, a tarefa dele já é muito difícil com ele tentando ser um candidato propositivo. Se insistirem em mantê-lo como um personagem possuído saído de “Supernatural”, o risco é que acabe tendo menos votos do que no primeiro turno. É que, entre outras coisas, os eleitores estivessem levando em conta as acusações de corrupção que pesam contra pais e mães de candidatos nem Caio nem Wladimir teriam chegado ao segundo turno.

A verdade é que a maioria da população está interessada em ouvir os candidatos falando em seus projetos de governo e não em picuinhas nascidas nas redes sociais. Isso funcionou temporariamente em 2016 e 2018, mas já fracassou redondamente em 2020. Está claro que a rede de intrigas das mídias sociais não foi e continuará não sendo decisiva no atual pleito.

Então, renovo os meus pedidos aos marqueteiros de Caio Vianna: libertem o “good Caio” e se livrem da sua versão “Supernatural”. É que ganhando ou perdendo, essa não deverá ser a última campanha eleitoral da qual Caio Vianna participará. Assim, melhor perder apresentando projetos do que personificando um político possuído por entidades sobrenaturais.