Nesta terça-feira, 16 de junho, às 19h, o Centro Ruy Mauro Marini realiza mais uma edição de seu Círculo de Estudos, desta vez dedicada a um dos textos mais instigantes do principal formulador da Teoria Marxista da Dependência: “Reforma e revolução: uma crítica a Lelio Basso” (1974).
Escrito em um contexto marcado por intensos debates estratégicos no interior da esquerda latino-americana, o ensaio de Marini confronta as perspectivas reformistas que apostavam na transformação gradual do capitalismo por meio das instituições existentes. Em diálogo crítico com o pensador italiano Lelio Basso, Marini argumenta que as particularidades do capitalismo dependente impõem limites estruturais às reformas, tornando indispensável uma ruptura mais profunda com as relações de dominação econômica, política e social.
Mais de cinquenta anos após sua publicação, o texto permanece surpreendentemente atual. Em um momento em que as disputas sobre os caminhos da transformação social voltam ao centro do debate político, revisitar a obra de Marini significa recuperar uma reflexão rigorosa sobre dependência, luta de classes, imperialismo e emancipação dos povos latino-americanos.
O encontro será realizado por meio do Google Meet, com o link sendo disponibilizado no grupo de WhatsApp do Círculo de Estudos. A atividade é aberta a estudantes, pesquisadores, militantes e a todas as pessoas interessadas na tradição marxista e no pensamento crítico latino-americano.
Serviço
📅 Data: 16 de junho de 2026 (terça-feira)
🕖 Horário: 19h
💻 Modalidade: Google Meet
Os interessados podem ingressar no grupo de WhatsApp pelo endereço:
https://chat.whatsapp.com/KVUIpV9Wz5W0sEgVBy8osH
A atividade conta com o apoio do Grupo de Trabalho sobre Teoria Marxista da Dependência (GT-TMD/SEP).
Em tempos de ofensiva neoliberal, financeirização e aprofundamento das desigualdades, iniciativas como esta reafirmam a importância do estudo coletivo e da produção crítica do conhecimento como instrumentos fundamentais para compreender a realidade e pensar alternativas de transformação social. A participação é aberta a todos e todas.
