O estranho caso envolvendo Tarcísio Freitas em Paraisópolis: por que mandaram apagar as cenas de um episódio mortal?

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Será que sou o único a achar que existe algo muito esquisito no episódio envolvendo o ex-ministro Tarcísio Freitas em que uma pessoa foi morta a tiros na favela de Paraisópolis no dia 17 de outubro? Primeiro foi a tentativa de mostrar o ocorrido como um atentado político (no melhor estilo facada de Juiz de Fora), mas que teve de ser rapidamente abandonada porque a polícia paulista (civil e militar) apuraram que não se tratou disso.

Agora sabemos que a equipe de segurança de Tarcísio Freitas composta por agentes que aparentemente estavam em desvio de função tentaram faz com que um cinegrafista da Rádio Jovem Pan apagasse as imagens do incidente, sem que houvesse outra explicação que não fosse uma tentativa de ocultar um fato ou presença de pessoa que causaria danos à candidatura do ex-ministro caso viesse ao conhecimento dos eleitores paulistas.

Como esse é um caso de forte interesse público, o mínimo que se pode cobrar da Jovem Pan e também das autoridades paulistas é que as cenas que se tentou apagar sejam mostradas publicamente. É que em uma eleição que mostra agora bastante apertada, esse é um assunto que não pode ficar sem explicação.

O problema que se põe é o seguinte:  qual caroço que vai aparecer nesse angu de dimensões colossais?

As pontes esfareladas da BR-319 dizem tudo sobre a incompetência de Jair Bolsonaro e Tarcísio Freitas

pontes br-319

Jair Bolsonaro gosta de falar que seu governo é composto por pessoas selecionadas por sua capacidade técnica, sendo o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas (atual candidato a governador em São Paulo) um dos exemplos sempre citados pelo presidente da república. 

Se é assim, o que dizer das duas pontes que desabaram entre o dia 28 de setembro e 08 de outubro em um espaço de apenas 2 km dentro do estado do Amazonas? (ver ilustração abaixo).

Pontes do Jair e do Tarcísio

A verdade é que há algo de muito estranho nesses dois desabamentos, pois a engenharia de estradas no Brasil era conhecida até agora por sua excelência e alta qualdade técnica. Aliás, fico curioso em saber quem construiu essas duas pontes que agora vão precisar ser reconstruídas, pouco depois de sua inauguração.

Pelo jeito, a excelência técnica dos ministros de Jair Bolsonaro só é boa mesmo quando se trata de deixar a boiada passar.  Aliás, como mostra uma reportagem do site “The Intercept” publicada nesta segunda-feira mostra não apenas que o nível de investimento em estradas durante o governo Bolsonaro é o menor em 10 anos, como também a gestão de Tarcísio de Freitas conseguiu piorar as condições gerais das rodovias em todo o Brasil.

Pior ainda é saber que só na Codevasf, o Tribunal de Contas da União identificou uma fraude em licitações que chegou a R$ 1 bilhão durante  a gestão de Jair Bolsonaro, o que sem dúvida é um recorde, contrariando toda a propaganda de que não existe corrupção no governo federal. Pelo jeito, existe e muita. Por isso mesmo, se eleito, o ex-presidente Lula terá a obrigação de acabar com o sigilo de 100 anos colocados por Jair Bolsonaro sobre várias áreas obscuras de sua atuação.