Uenf em transe: Reunião extraordinária do CONSUNI discute crise

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O Conselho Universitário da UENF (CONSUNI) se reuniu extraordinariamente na manhã da última sexta-feira, 18/03/16, para tratar da situação financeira da Universidade. Segundo o reitor Luis Passoni, estão em atraso as contas de água, energia elétrica, telefone, bem como o pagamento de diversos fornecedores e das empresas terceirizadas. A empresa Ferthy Clean, que cuida da limpeza, informou que os serviços estão suspensos até que sejam efetuados os pagamentos em atraso.

– Estamos vivendo uma situação de risco iminente de a UENF ser obrigada a fechar suas portas, sem precisar de greve para isso. Por mais que tentemos convencer as empresas a continuarem os serviços, esta situação não poderá perdurar por muito tempo – disse o reitor.

Para os pesquisadores da Universidade, um eventual corte do fornecimento de água e energia elétrica significaria a perda de anos de pesquisas. Diversas alternativas foram discutidas, como um pedido de ajuda aos empresários locais, sugerido pela professora Olga Lima Tavares (CBB), bem como a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal de Campos, proposta pela técnica Jailse Tougeiro (CCT).

Segundo o reitor, o principal déficit da UENF hoje refere-se ao auxílio-cota, pago a todos os estudantes que ingressam na Universidade através do sistema de cotas. Ele ressaltou que o Governo já foi alertado desde o ano passado que o valor seria insuficiente.

– A UENF conseguiu R$ 21 milhões na Alerj, mas este valor foi contingenciado. A partir deste mês não temos mais recursos para pagar o auxílio-cota – disse Passoni, lembrando que os valores referentes aos salários dos servidores da UENF também só foram liberados até abril.

O professor Carlos Eduardo Rezende (CBB) observou que a dívida com os bolsistas é insignificante diante da Folha do Estado: cerca de R$ 9 milhões para 5.300 bolsistas. Ele enfatizou que este é o momento para lutar pela autonomia financeira.

– Foi num momento como este que o então governador de São Paulo, Orestes Quércia, concedeu autonomia financeira às Universidades de São Paulo. Temos que aproveitar este momento nevrálgico para exigir nossa autonomia também – disse.

Acerca da ameça do Governo de diminuir em 50% a verba da Faperj, o professor Manuel Vazquez (CCTA) ressaltou que na última década o Governo não repassou integralmente os recursos para a ciência e tecnologia.

– O Governo quer reduzir um orçamento que ele nunca cumpriu. Além disso, os pagamentos de projetos da Faperj já estão atrasados ha pelo menos seis meses – disse.

A professora Rosana Rodrigues, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, lembrou que, em relação ao financiamento para pesquisas, a UENF já se encontra em crise há um ano.

– Em 2015 já não recebemos recursos da Capes. Além disso, a própria Faperj informou que 22% de seus financiamentos estão na capital. Com isso, já estamos perdendo, pois a UENF está no interior – disse.

Diversas estratégias foram definidas, como a divulgação de uma moção do CONSUNI sobre a grave crise por que passa a Universidade. O documento está sendo preparado por uma Comissão formada pelos professores Manuel Vazquez e Carlos Eduardo Rezende, além do representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Bráulio Fontes.

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2016/03/21/informativo-da-uenf-21-03-16/

UENF pode fechar as portas por problemas financeiros.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.
A instituição divulgou uma nota em que relatou a crise enfrentada, e dizendo que fica praticamente impossível manter a instituição em pleno funcionamento. Confira a nota divulgada:

A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) atravessa um momento crítico. Sem autonomia financeira, o que a leva a depender dos recursos liberados pelo Governo do Estado, a universidade não está em condições de manter suas despesas básicas. A persistir esta situação, será inevitável o seu fechamento até que a situação se normalize, conforme ficou claro em reunião do Conselho Universitário da UENF (CONSUNI) na manhã desta sexta-feira, 18/03/16.

As contas atrasadas se avolumam a cada dia, sem que o Governo do Estado acene com uma previsão de normalização dos pagamentos. Estão em atraso as contas de água, energia elétrica, telefone (já cortados), além de inúmeros fornecedores de materiais imprescindíveis para o funcionamento da Universidade. Além disso, a UENF também não tem recursos para combustível e, desde hoje não conta mais com os serviços da empresa Ferthy Clean, responsável pela limpeza, que anunciou a interrupção em virtude da falta de pagamento. Isso sem falar no atraso do pagamento dos bolsistas, que já vem sendo exaustivamente divulgado pela imprensa.

Apenas a título de exemplo, se a Ampla cortar a energia elétrica no campus universitário, inúmeras pesquisas irão se perder, gerando um prejuízo incalculável para a produção científica na Universidade, com todos os desdobramentos em nível regional, nacional e internacional. A Reitoria vem dialogando com as concessionárias e empresas, no sentido de obter mais prazos para pagamento, mas está ciente de que esta situação não poderá se manter por mais tempo.

Com o objetivo de informar à sociedade a grave situação por que passa a universidade, o reitor Luís Passoni, dará uma uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (21).

Fonte: ASCOM

FONTE: http://www.clickcampos.com/2016/03/18/uenf-pode-fechar-as-portas-por-problemas-financeiros/

Uenf em transe: após meses sem receber, empresa de limpeza suspende serviços

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Após vários meses sem receber, mas honrar os salários de seus empregados, a empresa terceirizada que presta serviços de limpeza na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) deu ordens para que o seu pessoal não retorne para o trabalho na tarde desta sexta-feira (18/03), sem data de retorno para continuar o contrato que está honrado apenas por ela. 

Afora as questões básicas de higiene em áreas comuns como banheiros, as atividades de pesquisa existentes na Uenf dependem de condições estritas de higiene e limpeza, especialmente nas áreas de pesquisa de ponta como as da biotecnologia.

Essa situação que já vem se arrastando desde 2015 agora chega a um ponto crítico, já que poderá comprometer a continuidade das atividades diárias na universidade.

Enquanto isso, o (des) governo Pezão continua concedendo isenções fiscais bilionárias para cervejarias e montadoras de automóveis. 

É ou não um total absurdo?

Em greve, estudantes da Uenf fazem passeata nesta 5a. feira!

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Dando prosseguimento às atividades de greve deliberadas, teremos nesta quinta-feira a oportunidade de externar ao povo de Campos a situação que passam os estudantes da Uenf.

A concentração começa a partir das 08:00 no portão principal da UENF, onde iremos realizar a confecção de faixas e cartazes. Após, haverá um almoço para todos os presentes, antes de acertarmos os últimos detalhes e sairmos em passeata. O percurso se iniciará na Uenf e terá como destino dois pontos específicos: primeiramente a Secretaria de Fazenda do Estado, no início da Av. Alberto Torres e logo após, a Praça São Salvador, onde iremos realizar uma panfletagem sobre nossa situação e destacar como o governador Pezão vem destruindo o serviço público estadual. Os dois pontos são bem próximos e localizam-se na área central da cidade.

Solicitamos que usem roupas leves, claras e calçados confortáveis para caminhada. Disponibilizaremos protetor solar e água.

É de extrema importância a presença de todos estudantes, pois esta é mais uma forma de chamar atenção para o que vem ocorrendo não somente dentro da Uenf, mas em todo o estado, além de fortalecer nossa greve e nossas reivindicações.

NÓS NÃO VAMOS DESISTIR!
Pela regularização IMEDIATA das bolsas em atraso e implementação do auxílio-moradia!

DCE UENF
Gestão 2016
“A Luta Não Pode Parar

Estudantes fecham a Uenf e explicitam crise causada pelo (des) governo Pezão

A entrada principal do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) amanheceu fechada por causa de um bloqueio (trancaço) realizado por estudantes de graduação e pós-graduação liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pela Associação de Pós-Graduandos (APG).

O protesto é parte de um movimento de greve que está sendo realizado pelos estudantes para pressionar o (des) governo estadual do Rio de Janeiro e também a reitoria da Uenf a apresentarem soluções práticas para uma série de problemas, a começar pelo atraso crônico no pagamento de várias modalidades de bolsas acadêmicas.

Os estudantes, que dependem diretamente do pagamento das bolsas, reclamam que sem as mesmas muitos estão abandonando os cursos de graduação e pós-graduação.  Mas os estudantes também demandam a regularização da situação financeira da Uenf que hoje possui dívidas milionárias com concessionárias de serviços públicos, num processo de precarização que poderá interromper e prejudicar gravemente pesquisas de longo prazo das quais os estudantes participam diretamente.

Como já abordei aqui, esse processo de precarização é parte de um receituário que invariavelmente leva ao processo de privatização de órgãos públicos. No caso da Uenf, essa precarização está em processo acelerado, já que a possibilidade de corte nos serviços de água e energia elétrica levaria ao “apagão” de pesquisas importantes que são realizadas na instituição.

Abaixo imagens do bloqueio promovido, ressalta-se de forma pacífica e organizada, pelos estudantes da Uenf. Apoiar esse movimento é fundamental para preservar a conquista que foi termos uma das melhores universidades brasileiras colocadas no interior do Rio de Janeiro.

 

Uenf: Diretório Central dos Estudantes divulga calendário de atividades de greve

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SÃO TEMPOS DE LUTA

Ontem durante reunião da Comissão de Greve Estudantil (a Comissão é composta por diversos estudantes, de diferentes cursos, que queiram construir a greve estudantil), foi definido o primeiro calendário de greve.

O calendário visa auxiliar na organização da próxima semana, que será marcada pelo retorno dos estudantes à Universidade e chegada dos calouros. Com o objetivo de incluir e conscientizar os estudantes recém-chegados foram definidas diversas atividades para incluí-los e mostrar a importância de nos mobilizarmos contra os ataques do (des)governo estadual à educação.

Na SEGUNDA-FEIRA, vamos receber os calouros em cada centro antes de se reunirem com os veteranos para os trotes e realizar breves intervenções para que já fiquem cientes do momento que estamos passando e como a greve estudantil pode auxiliar nas negociações. Durante todo o dia, grupos já definidos irão monitorar as salas de aula de cada prédio a fim de verificar se estão havendo ou não aula. Ainda esta semana será passada para cada secretaria e coordenação de curso uma circular sobre a legitimidade da greve estudantil e que a mesma deve ser respeitada.

TERÇA-FEIRA o dia já começa com uma grande aula pública sobre a conjuntura da educação no estado do RJ e sobre como a autonomia financeira é importante para uma Universidade livre. A aula é aberta para TODOS estudantes, inclusive de outras universidades. Simultaneamente ocorrerá um ato ainda a ser divulgado onde será necessária a presença de TODOS estudantes. Ao fim do dia vai rolar a primeira Assembleia de Greve Estudantil! Nesta assembleia iremos decidir as próximas ações da greve e por em pauta o tão discutido tema ‪#‎OcupaUENF2016‬ .

QUARTA-FEIRA iremos mais uma vez saudar nossos calouros com breves intervenções sobre a greve estudantil durante a recepção promovida pela atlética Ururau. No decorrer do dia, precisamos de um bom número de estudantes para trabalhar na confecção de panfletos que serão distribuídos pela cidade com o mote: “A UENF pode acabar?”, convocando para a passeata que irá ocorrer na quinta-feira. Novamente, durante o decorrer de todo o dia, iremos fazer passagens nas salas de cada centro a fim de evitar que aulas estejam ocorrendo durante a #‎greveestudantil‬.

A QUINTA-FEIRA é o dia da passeata. É muito importante estarmos presentes em grande número. Será mais uma denúncia dos descasos do governo estadual, como as que vem ocorrendo em número cada vez maior por todo RJ.

Nossa SEXTA-FEIRA será dedicada à auto-organização da greve a fim de nos prepararmos mais uma semana firmes e resistentes contra as pressões que com certeza serão impostas. Ao fim do dia, vai rolar uma culturalzinha bem bacana, em local ainda a ser definido, para interagirmos e conhecermos melhor quem são os estudantes de luta que estão construindo a greve estudantil da UENF!

Devemos sempre deixar claras nossas condições para o fim da greve: exigimos o pagamento imediato das bolsas em atraso (sem calendário e parcelamento, como proposto pelo governo) e implementação do auxílio-moradia já aprovado no legislativo do estado. Hoje retomamos mais uma pauta importantíssima e que será cobrada durante a greve: a criação da Pró Reitoria de Assuntos Estudantis, uma pró reitoria que poderia dedicar-se somente aos estudantes e a tudo que se refere a eles. Bolsas, restaurante universitário e diversas outras atividades.

Se estivermos unidos, podemos sair vitoriosos! Não é apenas pelas bolsas, é por respeito ao estudante! Lembrem-se que o estudante não é prejudicado pela greve, ele está em greve justamente por ser prejudicado.

DCE-UENF
Gestão 2016
“A Luta Não Pode Parar”

FONTE: https://www.facebook.com/DCEUENF/photos/a.734782106629077.1073741828.714811348626153/914182958688990/?type=3&theater

(Des) governo Pezão e seu script para as universidades estaduais: precarizar para depois privatizar

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Vista de longe a situação crítica que as universidades estaduais do Rio de Janeiro estão vivendo sob o tacão do (des) governador Luiz Fernando Pezão e sua versão paroquial, mas radical, de neoliberalismo não parece diferente do que se passa no resto do serviço público.

Meses de contas atrasadas colocam em risco a oferta de caros serviços privatizados de segurança e limpeza, deixam mudos os telefones, ameaçam com um apagão inédito e trazem o espectro das torneiras secas. Isso sem falar no sucateamento das atividades acadêmicos com atrasos inexplicáveis em bolsas estudantis que atacam o coração do que é mais estratégico no funcionamento das universidades: a formação de profissionais capacitados e novos líderes para o desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro. 

À primeira vista, a agonia financeira das universidade é uma consequência da crise econômica e da queda dos preços do petróleo. Entretanto, os valores dos orçamentos das três universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uenf, Uerj e Uezo) já vinham caindo paulatinamente, mesmo quando os preços do petróleo estavam no seu patamar mais alto. Em outras palavras, a crise que hoje ameaça paralisar as universidades é algo mais antigo e bem mais planejado do que análises superficiais parecem querer indicar.

Do ponto vista de alguém que está trabalhando na Uenf desde 1998, tive que tratar com diferentes governantes que impuseram altos e baixos à instituição criada por Darcy Ribeiro parece ser uma ponte para um futuro melhor para o interior ao norte da cidade do Rio de Janeiro. E posso afiançar que a maioria dos meus interlocutores não possuía a menor preocupação com estratégias de desenvolvimento a partir do conhecimento gerado nas universidades. 

E, convenhamos, não é por falta de dinheiro que as universidades se encontram nessa situação calamitosa. Basta ver os bilhões de reais que já foram entregues à AMBEV e à Cervejaria Petrópolis em troca de sabe-se-lá-o-quê.

Mas qual é então a diferença fundamental que os anos inaugurados pela chegada de Sérgio Cabral ao Palácio Guanabara? Para mim é que se fez uma opção preferencial pela privatização completa do Estado, num cenário em que universidades são um estorvo por produzirem conhecimento reflexivo e crítico.  E para sufocar essa capacidade criativa das universidades é que está impondo um cerco digno daquele que os nazistas impuseram à cidade russa de Stalingrado durante a segunda guerra mundial.  Desse cerco é que decorrem todas as mazelas que citei no início desta postagem.

A questão que surge é a seguinte: a quem cabe o papel de defender as universidades estaduais que estão sob ameaça deste projeto de precarização para serem depois privatizadas? Obviamente os primeiros na fila são os que estão dentro das universidades, seja como servidores ou como estudantes. Mas se a defesa das universidades ficar circunscrita aos que nelas estão é quase certo que o desmanche se tornará inevitável. Por isso, é preciso sensibilizar e mobilizar setores mais amplos da população, especialmente aqueles que têm mais a ganhar com as mudanças positivas que universidades públicas fortes trazem.  Para isso, os opositores do desmanche que existem dentro das universidades vão precisar ultrapassar seus discursos corporativos para conseguir demonstrar a real importância que essas instituições ocupam num futuro socialmente mais justo.

Se isto não for feito, e rápido, o mais provável é que o Rio de Janeiro fique cada vez mais para trás no desenvolvimento científico e tecnológico. E, sim, passaremos para a história como o estado que entre a ciência e cerveja, preferiu a segunda.

Fenorte acaba de ser extinta pelo plenário da Alerj

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Em votação que acaba de ocorrer no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro foi extinta a Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte).  Essa extinção era defendida por mim desde 2001 quando a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) teve seu ato de criação aprovada pela mesma Alerj. Entretanto, dado o alto número de cargos comissionados que a Fenorte possuía, essa extinção demorou quase 15 anos para ocorrer.

Com essa extinção ganham os servidores da Fenorte que queriam migrar para a Uenf para poder efetivamente contribuir para o desenvolvimento do Norte Fluminense, e a própria universidade que agora poderá contar com um número de servidores qualificados para várias áreas estratégicas que se encontram sem pessoal para exercer diversas funções importantes.

A extinção da Fenorte, ao contrário de outras fundações que foram salvas da guilhotina na mesma sessão extraordinária da Alerj, é também positiva para encerrar um ciclo vergonhoso de uso do dinheiro público para sustentar políticos sem mandato. Essa situação foi um dos principais motivadores para o movimento dos servidores da Fenorte para pedir sua extinção. Melhor que isso só se o (des) governador Pezão parar de sucatear a Uenf.

 

Graças a Pezão, Uenf está à beira das trevas e da sede

Ainda de férias, mas já trabalhando, me deparei com a seguinte situação no interior do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Encontrei as linhas telefônicas cortadas e incapazes de realizar sequer ligações locais, e sob ameaça direta das concessionárias de água e luz de que vão seguir o mesmo exemplo da que presta serviços telefônicos.

Se o corte de luz e água se consumarem, teremos a perda de anos, talvez décadas de pesquisas, causados pelo desligamento de equipamentos científicos, tanto básicos como de última geração. 

É essa a situação da Uenf e que tem como responsável direto o (des) governo de Luiz Fernando Pezão. Este mesmo (des) governo que entrega bilhões de reais a empresas terceirizadas controladas por fundos de private equity, como no caso da  Prol Facility (Aqui!).

Em outras palavras, Pezão representa para a Uenf o que aos inquisidores da Idade Média representaram para as universidades européias: as trevas!

Cansados de trabalhar sem receber, tutores vão promover “apagão” no Cederj

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Cansados de levar calote em níveis federal e estadual, os professores-tutores da plataforma Cederj resolveram, finalmente, realizar um protesto contra o descaso a que estão sendo submetidos após 3 meses sem receber o salário devido por suas atividades.

Essa situação dos professores-tutores é a mesma a que estão submetidos praticamente todos os trabalhadores terceirizados que atuam no serviço público estadual do Rio de Janeiro, o que expressa uma face especialmente degradante da terceirização.

O caos enfrentado pelos terceirizados é tanto que, cedo ou tarde, teremos um abandono em massa de milhares de postos de trabalho simplesmente porque as pessoas não tem como ir trabalhar sem receber seus salários. Essa realidade funesta ainda não se materializou ainda porque os trabalhadores ficam receosos de abandonar os postos de trabalho e ficar sem receber até os meses em atraso.

E tem cara-de-pau que vem “pedir menos Estado e mais iniciativa privada’ como a solução dos problemas do Rio de Janeiro e do Brasil. Essa situação demonstra é que precisamos menos privatização do Estado e menos precarização dos trabalhadores.

E apesar da jornalista Alessandra Horto ter omitido o fato de que a Universidade Estadual do Norte Fluminense também estar ativamente envolvida na oferta de curso de ensino à distância (EAD) por meio da plataforma Cederj, deixo aqui minha solidariedade aos professores-tutores e aos estudantes que também passam por privações por causa da falta de pagamento de suas bolsas acadêmicas.

Enquanto isso, as cervejarias festejam no Sambódromo as bilionárias isenções fiscais concedidas pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Professores-tutores decidem fazer ‘apagão’

Professores-tutores do Rio decidiram em assembleia promover um “apagão” nas atividades da plataforma Cederj em protesto pelo atraso de três meses no pagamento das bolsas e pelas condições precárias de trabalho. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a ação consiste no ocultamento das atividades de Educação a Distância (EAD) disponíveis online até o próximo dia 18.

A reunião que decidiu pela paralisação aconteceu na sala da coordenação do curso a distância de Licenciatura em Pedagogia (Lipead/Unirio). Carolina Emília, diretora provisória da recém-criada Associação dos Docentes e Profissionais do Ensino a Distância do Rio de Janeiro (Adopead/RJ Seção Sindical do Andes-SN), declarou que a situação está “insustentável”. “Os professores-tutores não recebem as bolsas desde novembro e não recebem nem o dinheiro para poder ir aos polos, para os encontros presenciais que fazem parte dos cursos. Não há estrutura mínima pra fazer o encontro com os alunos. O docente se depara, por exemplo, com uma situação em que se encontra com o estudante em cadeiras de jardim da infância e computadores sem funcionamento”, explica. A docente destaca que os alunos não vão deixar de ser assistidos.

Segundo Leonardo Villela, coordenador do Lipead, “é muito cruel a situação de precarização a que estão sendo sujeitados os professores da EAD e o sistema de bolsas funciona como um mecanismo no qual, por meio da falta de garantia dos direitos trabalhistas, se você paralisa as atividades porque não está recebendo por elas você corre um risco maior de sofrer uma retaliação”.

Os tutores, que fazem parte da nova seção sindical, trabalham nos 32 diferentes polos do Estado do Rio, que contemplam diversas universidades e institutos federais e estaduais, como Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio (Cefet/Rj), Instituto Federal Fluminense (IFF), Universidade do Estado do Rio (Uerj), Universidade Federal do Rio (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), entre outros.

 FONTE: http://blogs.odia.ig.com.br/coluna-do-servidor/2016/02/07/professores-tutores-decidem-fazer-apagao/