Reitoria anuncia dia de inauguração do bandejão com a presença do (des) governador Pezão

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A matéria abaixo dá conta que FINALMENTE o bandejão da UENF vai ser inaugurado, e com a presença do (des) governador Luiz Fernando Pezão! Esse é um brinde que a reitoria dá não à comunidade universitária, mas a Pezão, justamente no momento em que ele conseguiu impedir que as universidades estaduais do Rio de Janeiro recebem os 6% previstos na constituição estadual!

Mas o mais incrível  dessa inauguração é o dia e horário designados para a inauguração dessa unidade: sexta-feira (19/12), 14 horas! Ou seja, vai ser inaugurado no dia em que se inicia o recesso acadêmico! É que, na prática, essa inauguração acaba sendo para inglês ver, já que a imensa maioria dos potenciais usuários já deverá ter até partido quando Pezão chegar para fazer a inauguração do bandejão.
 
O essencial aqui vai ser a necessidade de que os usuários do bandejão, principalmente os estudantes, estejam pronto para cobrar a qualidade dos serviços que serão prestados em 2015, já que para 2014 o que se terá é uma inauguração para Pezão fingir que se preocupa com a UENF, enquanto nos mantém asfixiados financeiramente e sem maiores perspectivas de melhorias.
 
De toda forma, essa inauguração atrasada (lembremos todos que a reitoria prometeu que o bandejão funcionaria a partir do primeiro dia de aula do segundo semestre de 2014) é bem a cara dos gestores da UENF que descumprem seus compromissos no plano interno e são sempre muito dóceis com o (des) governo do Rio de Janeiro.

Restaurante universitário será inaugurado na Uenf

Phillipe Moacyr
Clique na foto para ampliá-la
Funcionários do Restaurante da Uenf já estão trabalhando nas instalações do local

Foram seis anos de obras, inúmeras paralisações e retomadas, diversas especulações de datas para conclusão do projeto e, finalmente, o Restaurante Popular da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), deve ser inaugurado na próxima sexta-feira, 19, às 14h, com a presença do governador Luiz Fernando Pezão e do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.

Em julho do ano passado, a Uenf estimou que o projeto custaria aproximadamente R$ 3,4 milhões até o final da construção, R$ 700 mil a mais que os R$ 2,7 milhões previstos à época do edital. Questionado ontem sobre o valor total investido no Restaurante, o diretor de Informação e Comunicação da Uenf, Vanildo Silveira, não soube precisar o quantitativo. 

Para a próxima semana estão previstos testes experimentais para assegurar a funcionalidade do Restaurante, que tem capacidade para fornecer três mil refeições diariamente. Vanildo garantiu que a estrutura está pronta e os todos os equipamentos instalados. “O que estão sendo feitos são ajustes finais”, contou. Ontem uma equipe da empresa vencedora da licitação, MMW Irmãos Alimentos LTDA, estava limpando o saguão enquanto a equipe de reportagem visitou o campus. O impasse na conclusão das obras do Restaurante Universitário, chamado entre os estudantes de “Bandejão”, motivou acampamento no campus e greve de fome de alguns alunos.

Num evento realizado em 10 de julho do ano passado, na própria Uenf, o prefeito da Universidade, Gustavo Xavier, informou que as refeições para os estudantes custariam, no máximo R$ 2 e que os alunos carentes teriam gratuidade. Às vésperas da inauguração as regras são outras: alunos cotistas (carentes) terão apenas uma refeição gratuita e pagarão R$ 3 pela outra; estudantes de graduação em geral pagarão R$ 3; de pós-graduação R$ 4; e os servidores R$6.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/restaurante-universitario-sera-inaugurado-na-uenf-17277.html

 

Bandejão da UENF: será que agora vai?

Um estudante que vem observando de perto, e compreensível interesse, a saga da abertura do bandejão da UENF. Pois bem, agora acabo de receber fotos tiradas de uma equipe que esteve no prédio do bandejão aparentemente para finalizar os preparativos para sua abertura. 

O boato que anda circulando é que a abertura está próxima. E seria mesmo bom que seja assim, pois o recesso acadêmico de fim de ano começa na próxima sexta-feira (19/12) e seria muito feio para a reitoria da UENF não conseguir iniciar o funcionamento do bandejão ainda em 2014, ainda que seja por apenas uma semana. Afinal, o cheirinho de comida é esperado desde o já distante ano de 2008! A ver!

Abaixo as imagens que me foram enviadas!

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UENF: ah, se o meu bandejão falasse!

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A obra do restaurante universitário (bandejão) da UENF é provavelmente merecedora de estar no livro de recordes do Guinness, mas as razões não são exatamente gloriosas. É que a construção deste esperado restaurante, que teima em começar a não servir a tão esperada comida, completou seis anos inglórios no último mês de novembro! Isso mesmo! Esta obra teve seu início no cada vez mais distante novembro do também rapidamente longínquo ano de 2008!!

De lá para cá um montante desconhecido de recursos foi consumido para, convenhamos, dar vida a um prédio que não tem nada de especial em termos de beleza, e que contém vários problemas graves que vão tornar sua operação algo complexo para quem quer que seja que se disponha a pô-lo para funcionar.

No meio disso estão as diferentes gestões que ocuparam a reitoria da UENF que vêm dando um show de incompetência (ou teria sido tudo parte de um plano maquiavélico?) já que a obra está passando pelo segundo reitor, sem que se saiba exatamente quando o restaurante vai começar a funcionar, em que pesem os vários milhões que já foram colocados numa obra cujos um dos exemplos de mal uso de recursos é telhado composto pelas anti-ecológicas telhas eternite feitas de amianto.

Aliás, o atual reitor, Silvério Freitas, chegou até a assinar um documento durante a última greve em meio a uma greve de fome de dois estudantes se comprometendo a fazer o bandejão funcionar no reinício das aulas do segundo semestre de 2014. Mas, como sempre, mais esta promessa não foi cumprida, e com o agravante de que explicações plausíveis jamais foram oferecidas à comunidade universitária da UENF.

A minha maior preocupação é que faltando apenas 15 dias para o início do recesso de fim de ano, a abertura do bandejão acabe sendo jogada para 2015. E como o orçamento do próximo ano é uma incógnita, sabe-se lá se haverão recursos para garantir o oferecimento de refeições subsidiadas aos estudantes que, afinal, serão os principais usuários do bandejão.

De toda forma, a impressão que se tem é que se os estudantes não se mobilizarem rapidamente, o bandejão da UENF ainda romperá outros recordes negativos até que alguma refeição seja servida lá dentro e com um mínimo de qualidade. 

UENF e a militarização da (in) segurança interna: a adesão ao PROEIS não era para baratear?

Ao longo de 2014 uma das questões mais controversas que ocorreram na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foi a adesão ao chamado “Programa Estadual de Integração na Segurança” (PROEIS) que ocorreu sem nenhuma discussão prévia dentro dos colegiados superiores da instituição. Numa verdadeira canetada, o reitor Silvério Freitas assinou um convênio para militarizar a segurança interna do campus Leonel Brizola.

A explicação apresentada  para essa adesão intempestiva e anti-democrática ao PROEIS foi a necessidade de reduzir os custos financeiros com a proteção do campus que estaria seriamente comprometida por riscos nunca antes divulgados.

Eis que agora, como mostra a imagem abaixo, a UENF acaba de homologar um novo contrato com a empresa de segurança patrimonial HOPEVIG que implicará no custo milionário de R$ 7.32 milhões por 12 meses de serviço. 

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Se ao valor a ser gasto com os serviços da HOPEVIG for acrescentado aquele à ser entregue ao PROEIS. o custo com a segurança interna da UENF terá sido aumentado para além dos R$ 8 milhões por ano, e não reduzido, o que desnuda o argumento da economia que foi apresentado pela reitoria da UENF em suas explicações oficiais.  

Aliás, há que se dizer que eu nunca engoli essa explicação, e tenho uma hipótese que só poderá ser testada quando ocorrer algum momento de maior ebulição dentro da UENF como, por exemplo, uma greve.

Enquanto isso, as bolsas estudantis continuam com valores congelados e a inauguração do bandejão continua se arrastando no ritmo de cágado com patas quebradas.

Mas somados todos esses fatos, nenhuma surpresa. Isso tudo é bem a cara de uma reitoria que se vê completamente paralisada diante de sua própria incompetência e submissão ao (des) governo Pezão/Cabral.

Marketing acadêmico: livro de economia ambiental traz capítulo sobre valoração de manguezais no Norte Fluminense

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O livro “Economia e valoração de serviços ambientais usando técnicas de preferências declaradas” que acaba de ser publicado pela Editora da Universidade Federal do Amazonas traz um capítulo assinado pela bióloga Layra da Silva Passareli e pelos professores Carlos Eduardo Rezende e James Kahn, o qual trata especificamente do caso dos manguezais ainda existentes na costa da região Norte Fluminense.

O capítulo intitulado “Valoração de manguezais: o caso do Norte Fluminense” é uma importante contribuição ao entendimento de como a população valora estes importantes ecossistemas que se encontram extremamente ameaçados por causa da superexploração de seus recursos e pelo despejo de descargas orgânicas e de rejeitos sólidos, como ocorre atualmente nos manguezais existentes em São Francisco do Itabapoana. 

UENF distribui certificado sem nome: cúmulo da preguiça ou culto à facilidade?

Abaixo segue um certificado que foi entregue a um estudante que participou da “XV Encontro das Engenharias” que acaba de ser realizada como parte da “VI Semana Acadêmica da UENF. O detalhe é que apesar do certificado estar assinado pela pró-reitora de graduação, Ana Beatriz Garcia, e pela presidente da Comissão Organizadora, Rita Trindade, o certificado foi entregue sem o nome do estudante que teria participado do encontro.

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Ai é que eu pergunto aos meus caros leitores: cúmulo da preguiça ou culto à facilidade? 

Seja qual for a resposta, já que o certificado é um documento oficial da UENF, o caso é, no mínimo, peculiar. É que pela primeira vez vejo a entrega de um certificado anônimo! E olha que eu achava que eu já tinha visto de tudo!

DCE/UENF lança nota de esclarecimento sobre a não abertura do bandejão

Como previsto, a reitoria da UENF foi incapaz de cumprir o seu compromisso de inaugurar o bandejão na abertura do segundo semestre acadêmico de 2014. Essa falta de cumprimento de compromissos já havia ocorrido em relação à equiparação dos valores das bolsas acadêmicas ao que já é praticado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e não constitui assim novidade. Lamentavelmente apenas ratifica um padrão de descompromisso com as necessidades objetivas da comunidade universitária, principalmente com os estudantes que são, no caso do bandejão, os principais prejudicados.

Abaixo posto nota de esclarecimentos que está sendo circulada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UENF a respeito desta lamentável situação. 

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Bandejão da UENF: vai ter comida na volta às aulas?

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Um dos maiores compromissos assumidos em documento firmado pelo reitor da UENF, Silvério Freitas, foi de que no início do segundo semestre de 2014 o restaurante universitário (popularmente conhecido como bandejão) estaria aberto e servindo refeições para a comunidade universitária.

Pois bem, o dia do compromisso ser cumprido (ou não) é esta segunda- feira (03/11) quando o calendário acadêmico marca oficialmente o retorno às atividades acadêmicas na UENF. Aliás, a semana já promete ser animada porque estará ocorrendo a semana acadêmica dos cursos de graduação. Esta semana marca uma oportunidade para os estudantes se debruçaram sobre diferentes aspectos de sua formação e para discutir temas importantes para a inserção das diferentes disciplinas na realidade nacional.

Agora vamos ver a reitoria da UENF conseguirá cumprir pelo menos esta meta, já que outras não foram cumpridas. A ver!

Diretoria da ADUENF denuncia monitoramento de serviços de internet na UENF

No dia 08 de Outubro publiquei uma postagem neste blog que havia uma forte possibilidade de que mecanismos de identificação de computadores teria sido usada para identificar a origem de uma denúncia anônima feita no Ministério Público (Aqui!).

Pois bem, no dia de hoje (16/10) a diretoria da Associação de Docentes da UENF lançou um informe a seus associados dando conta de que as máquinas usadas pelos professores está sendo monitorada, dando inclusive dicas de como identificar o procedimento sendo utilizado pela UENF para realizar este monitoramento (Aqui!). O aspecto mais grave do informe da ADUENF aos seus associados é que este monitoramento estaria alcançando inclusive os computadores usados nos ambientes domésticos dos professores.

Esta é uma denúncia grave, pois implica na violação do direito básico à privacidade e sem que qualquer informação tivesse sido dada de que o mesmo estava ocorrendo. Tal procedimento, se confirmado pela reitoria da UENF, implicaria em um escândalo semelhante ao que foi denunciado pelo ex-analista da National Security Agency (NSA), Edward Snowden. E o pior é que estaria sendo feito não por uma agência de espionagem, mas pela direção de uma instituição universitária pública.

Agora vamos esperar pelas repercussões deste escândalo. Pelo que tipo essas repercussões não serão pequenas e não deverão ficar restritas ao ambiente interno do campus da UENF.

E agora que o gato foi colocado para fora do saco, vamos ver como se comporta o “grande irmão” uenfiano. De toda forma, George Orwell teria adorado a ironia de ver o seu grande irmão se materializando dentro da universidade criada por Darcy Ribeiro. 

Erosão no Açu: MPF apura responsabilidade do Inea e do Porto

O avanço do mar no Açu pode ser uma das consequências dos já esperados impactos ambientais causados pelo Complexo Portuário)

O avanço do mar do Açu é tema de investigação do Ministério Público Federal (MPF). Com base nos pareceres técnicos emitidos por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Estadual Norte Fluminense (Uenf), o procurador Eduardo Santos Oliveira, acredita que a erosão do mar pode ser uma das consequências dos já esperados impactos ambientais causados pela implantação do Complexo Logístico Industrial Portuário do Açu, no 5º distrito de São João da Barra.

No dia 23 de setembro, os moradores do Açu foram surpreendidos pela invasão do mar na principal avenida da localidade. No dia seguinte, uma equipe do MPF fez um levantamento na área, onde foram coletados depoimentos da população residente, além de fotos e vídeos. Segundo o procurador, durante a ação, a equipe técnica considerou que, do ponto de vista ambiental, as alterações observadas eram irreversíveis.

A pedido do MPF, os pesquisadores Eduardo Bulhões (UFF) e Marcos Pedlowski (Uenf) encaminharam pareceres técnicos nos quais afirmam que o avanço do mar acontecia em função das obras do Porto do Açu. Esses danos também foram apontados em alguns Relatórios de Impactos Ambientais (Rima) emitidos antes mesmo do Instituto Nacional do Ambiente (Inea) conceder a licença que autorizou o início das intervenções no local. “Ao que tudo indica, o avanço do mar não é natural como a erosão em Atafona, por exemplo. Mas o que podemos afirmar neste momento é que os danos não são surpreendentes”, disse o procurador.

Eduardo Oliveira ressalta que os impactos ambientais têm gerado preocupações, não somente ambientais, mas também sociais e de saúde pública. “No âmbito ambiental é possível notar que, além da perda da faixa de areia, existe ainda um mangue que provavelmente será coberto pelo mar. Já na questão social, a equipe técnica que esteve na localidade observou que a população está temerosa. E a saúde pública também é um ponto a ser levado em consideração porque, devido à salinização do rio Paraíba do Sul, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) em São João da Barra tem encontrado dificuldades para captar água”, explicou.

Neste momento, o MPF está analisando o levantamento coletado pela equipe técnica – em conjunto com os pareceres dos pesquisadores das universidades – para apurar quem são os responsáveis pelos danos. O próximo passo, segundo o procurador, seria intimar o Inea e a empresa responsável pela construção do Porto, Prumo Logística, para comparecer ao Ministério Público e explicar as razões pelas quais os riscos passaram despercebidos. A partir de então, o MPF vai avaliar se é possível corrigir o rumo e minimizar os impactos. “Ainda não podemos apontar um culpado, por isso estamos investigando o caso minuciosamente. Mas posso afirmar que estamos com os olhos voltados para o Inea por ter licenciado uma obra que cause tantos dados ao meio ambiente e à população”, declarou.

 
Outras investigações

O Complexo Logístico Industrial Portuário do Açu vem sendo investigado pelo MPF desde 2008 quando foi instaurada uma ação civil pública para apurar o licenciamento do Porto do Açu, da extração do minério, em Minas Gerais, e do mineroduto. De acordo com o procurador Eduardo Oliveira, a obra do complexo logístico causa impactos em três estados brasileiros e, por esse motivo, a licença deveria ser concedida em conjunto por um órgão federal, como manda a lei.  “O MPF acredita que o Ibama deveria ser o órgão responsável por emitir o licenciamento, mas ao contrário disso, diferentes órgãos autorizaram as obras, o que não se sustenta legalmente”, argumentou.

O procurador salienta que o complexo portuário é privado, o que está fora dos padrões constitucionais. “O Porto será uma porta marítima para entrada no Brasil e o mar territorial pertence à União. Consta na Constituição Federal que os portos devem ser públicos, embora possam ser explorados por empresas particulares mediante concessão da União, como acontece no Porto de Santos. A preocupação do MPF é com a fiscalização dos contêineres que chegarão diariamente no Brasil. O porto possibilita uma entrada estratégica no país e esses contêineres podem abrigar materiais ilícitos – como drogas – e o Estado Brasileiro é obrigado a garantir que esses produtos não entrem no país. Queremos saber como a Receita Federal, a Alfândega e a Polícia Marítima vão fiscalizar essa nova rota”, questiona. Atualmente, essas investigações estão arquivadas.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste-fluminense/57374/eros