UENF: ah, se o meu bandejão falasse!

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A obra do restaurante universitário (bandejão) da UENF é provavelmente merecedora de estar no livro de recordes do Guinness, mas as razões não são exatamente gloriosas. É que a construção deste esperado restaurante, que teima em começar a não servir a tão esperada comida, completou seis anos inglórios no último mês de novembro! Isso mesmo! Esta obra teve seu início no cada vez mais distante novembro do também rapidamente longínquo ano de 2008!!

De lá para cá um montante desconhecido de recursos foi consumido para, convenhamos, dar vida a um prédio que não tem nada de especial em termos de beleza, e que contém vários problemas graves que vão tornar sua operação algo complexo para quem quer que seja que se disponha a pô-lo para funcionar.

No meio disso estão as diferentes gestões que ocuparam a reitoria da UENF que vêm dando um show de incompetência (ou teria sido tudo parte de um plano maquiavélico?) já que a obra está passando pelo segundo reitor, sem que se saiba exatamente quando o restaurante vai começar a funcionar, em que pesem os vários milhões que já foram colocados numa obra cujos um dos exemplos de mal uso de recursos é telhado composto pelas anti-ecológicas telhas eternite feitas de amianto.

Aliás, o atual reitor, Silvério Freitas, chegou até a assinar um documento durante a última greve em meio a uma greve de fome de dois estudantes se comprometendo a fazer o bandejão funcionar no reinício das aulas do segundo semestre de 2014. Mas, como sempre, mais esta promessa não foi cumprida, e com o agravante de que explicações plausíveis jamais foram oferecidas à comunidade universitária da UENF.

A minha maior preocupação é que faltando apenas 15 dias para o início do recesso de fim de ano, a abertura do bandejão acabe sendo jogada para 2015. E como o orçamento do próximo ano é uma incógnita, sabe-se lá se haverão recursos para garantir o oferecimento de refeições subsidiadas aos estudantes que, afinal, serão os principais usuários do bandejão.

De toda forma, a impressão que se tem é que se os estudantes não se mobilizarem rapidamente, o bandejão da UENF ainda romperá outros recordes negativos até que alguma refeição seja servida lá dentro e com um mínimo de qualidade. 

2 comentários sobre “UENF: ah, se o meu bandejão falasse!

    • Sim, está. E os estudantes estão se preparando para lutar para que continue funcionando ao longo de 2016 em face dos cortes financeiros impostos pelo governo do Rio de Janeiro no orçamento da UENF. Em tempo: apesar das inevitáveis reclamações, a maioria dos estudantes usa o bandejão sem maiores problemas.

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