O grande irmão de George Orwell está vivo e forte na UENF

O grande irmão de George Orwell está entre nós! Mas, como assim?  É que me foi chamada a atenção para o fato de que na UENF um denunciante anônimo junto ao MP teve sua máquina identificada após uma meticulosa busca interna. Essa descoberta inclusive já teria resultado em juras de justa retribuição, além de declarações de que isso não passa de mais uma manobra visando ganhos eleitorais em 2015.
Então qual é o aviso aos que quiserem denunciar algum malfeito: das duas uma: ou se faz a entrega denúncia publicamente no MP, ou não se faz no horário do expediente! Do contrário, o NSA uenfiano vai te identificar!
E em homenagem àqueles que identificaram tão celeramente alguém que comunicou ao MP uma transgressão interna em vez de apurá-la antes que a justiça o faça, posto uma singela imagem do presidente do Barack Obama no ´período em que explodiu o escândalo causado pelas denúncias feitas por Edward Snowden.
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Depois de militarizar o campus e privatizar o bandejão, reitoria da UENF agora quer SEPLAG processando inquéritos da UENF

Tomás de Torquemada

Depois de militarizar o policiamento sem a devida discussão e fazer o mesmo com o processo de privatização do bandejão, a reitoria da UENF está circulando uma minuta de manual de sindicância que me parece ter sido escrito por alguém, bem ao gosto das últimas discussões desta lista, do inquisidor espanhol Tomás de Torquemada.

 Estou enviando a minuta em anexo, pois acho que todos deveriam lê-la antes que vire lei. É que entre outras pérolas temos os passos da inquisição (quer dizer sindicância), onde não se fala mais em oitiva, mas em “servidor suspeito” e em “interrogatório”! Só falta de citar a instalação de câmaras de tortura!

 Mas o pior está reservado para a fase do inquérito administrativo que não mais ocorrerá dentro da UENF, mas ficará a cargo da SEPLAG!! O interessante é perguntar aqui é quem ficará responsável pelas idas e vindas dos infelizes servidores e estudantes que forem considerados culpados na sindicância/inquisição. Será que eles terão também pagar pelas idas e vindas ao Rio de Janeiro, como terão de pagar pelas cópias do processo?

 E como fica a autonomia universitária que conquistamos depois de uma dura luta contra o governo do Rio de Janeiro? É que depois de entregar o campus à PM, o bandejão à iniciativa privada, agora a reitoria quer entregar a decisão de inquéritos à SEPLAG!

 Nunca é demais dizer que tudo isto está vindo na esteira de uma greve histórica onde a reitoria da UENF se mostrou tão incompetente para tratar da defesa de nossos interesses quanto submissa ao que dizia, surpresa das surpresas?!, a SEPLAG!

 Para mim não há dúvida sobre a intenção dessa minuta: reprimir e aumentar o nível de punições, mas não necessariamente naquelas áreas e sobre aqueles que realmente merecem passar por processos. A ver!

 Abaixo a minuta que está sendo circulada pela reitoria nos conselho de centro da UENF.

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Campus da UENF virou depósito de material apreendido pelo TRE. Pode isso, Arnaldo?

A UENF anda mesmo num período peculiar. Primeiro, tivemos a militarização da segurança do campus através de um convênio que não foi discutido pelo Conselho Universitário. Depois veio a público os termos do processo de privatização do funcionamento do restaurante universitária que, tampouco, passou por qualquer discussão no colegiado máximo da instituição.

Agora apareceu uma novidade que nem sei bem o que significa. É que avisado por um colega compareci ao estacionamento que existe próximo ao Centro de Convenções da UENF e verifiquei que lá estão estacionados vários veículos com material de propaganda do Sr. Luiz Fernando Pezão (PMDB), portando, inclusive, lacres do Tribunal Regional Eleitoral.

Como sou reconhecidamente um leigo no assunto de direito eleitoral, eu fico me perguntando se isto não está ferindo algum artigo da legislação eleitoral, visto que os membros da comunidade universitário foram sumariamente proibidos de entrar no campus portando adesivos e outros tipos de declarações individuais de voto.  Além disso, como não há qualquer tipo de segurança próximo aos veículos em questão, eu fico imaginando quem é que está responsável por impedir que alguém vá lá e retire algumas das placas de campanha do Sr. Pezão.

A minha maior estranheza é que tendo a UENF a garantia constitucional de autonomia universitária, por que justamente o seu campus principal foi escolhido para ser depósito de material apreendido pelo TRE!

Em suma, pode isso,Arnaldo?

 

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Campus militarizado e bandejão privatizado. Essas são as opções neoliberais da reitoria da UENF

A atual reitoria da UENF é definitivamente um símbolo marcante das políticas de privatização do Estado que  foram aplicadas pela dupla Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. A UENF, que vive uma grave crise financeira, não para de dar maus exemplos de como se deve gerir uma universidade que foi criada para dinamizar e alavancar o processo de desenvolvimento econômico do Norte/Noroeste Fluminense.

Num longo corolário de concessões às políticas privatistas ditadas pela dupla Cabral/Pezão, duas recentes mostram a face mais escancarada de um neoliberalismo canhestro.  A primeira foi a militarização da segurança interna, sob a desculpa de aplacar a incapacidade de pagar a segurança privada. Com isto, a UENF paga à Polícia Militar para que esta realize serviços que deveria prestar de graça e, pior, com o uso de profissionais que terão de abrir mão de sua merecida folga para ter acesso a uns míseros trocados.  Mais neoliberal do que isso é quase impossível, mas a reitoria da UENF tenta!

Essa tentativa fica transparente no modelo de funcionamento do bandejão que será totalmente privatizado e dependente de verbas federais e do estado para que um preço relativamente caro em relação ao resto do país seja suavizado para os estudantes, enquanto professores e servidores técnicos não terão subsídios, sob a desculpa de que recebem vale refeição. O que a reitoria da UENF propositalmente esquece é que o vale refeição dos servidores da UENF teve seu último reajuste há quase uma década! 

O essencial disto tudo é que essa marcha para a privatização já está presente em outras áreas, e representa um sucateamento do projeto político pedagógico e institucional que foi idealizado por Darcy Ribeiro.  Este avanço das políticas neoliberais precisa ser contido com a máxima urgência na UENF. Do contrário em um dia desses a reitoria vai decretar o pagamento de mensalidades escolares sob a desculpa de que esse é o único jeito de fazer a instituição funcionar!

Sempre ciosa de rankings, reitoria quer que a UENF tenha o bandejão universitário mais caro do Brasil

O Jornal Terceira Via publicou hoje uma matéria repercutindo a licitação do bandejão da UENF que traz uma novidade nada saborosa para a maioria dos usuários: o valor unitário proposto na licitação é de R$ 9,65, com isenção de custo apenas para os alunos cotistas que representam a minoria dos estudantes.

Essa “novidade” ocorre e decorre em função do modelo de privatização adotado pela reitoria que estipulou, segundo declaração atribuída ao pregoeiro da UENF, o preço “cheio” da refeição num valor que fica acima do que cobram restaurantes universitários em diferentes partes do Brasil.

Assim, o risco que estudantes da UENF correm é de terem lutado anos pelo bandejão para depois não terem como usá-lo.

 

Licitação para bandejão da Uenf no valor de R$6 milhões é publicada

Processo inclui prestação de serviços como preparo, fornecimento e distribuição de almoço e jantar aos alunos, inclusive aos cotistas

 A apresentação das propostas deverá ser feita até 10h do dia 3 de outubro. Portanto, as empresas interessadas terão apenas onze dias para preparar as propostas. O resultado, de acordo com o presidente da Comissão de Licitação e pregoeiro, Lauro Martins, deve ser divulgado no mesmo dia, cerca de duas horas após o término da licitação.

 “A licitação será aberta a partir do meio dia desta segunda-feira e somente poderão concorrer as empresas cadastradas no sistema de compras do estado, com responsabilidade da secretaria de planejamento (Seplag). Será vencedora a arrematante que oferecer o menor lance”, ressaltou.

 Ainda segundo o pregoeiro, a licitação inclui prestação de serviços como o preparo, o fornecimento e a distribuição de almoço e jantar aos alunos, inclusive aos cotistas.

 “O valor de cada refeição está estipulado em R$9,65, mas os cotistas, por exemplo, terão direito a uma refeição 100% subsidiada. Este valor tende a ser menor com a abertura da licitação. Nas refeições já estão incluídas a bebida e a sobremesa”.  

 O edital pode ser acessado no site da Universidade, a partir das 12h, onde as empresas interessadas terão acesso a todas informações sobre o processo. 

 A existência de um bandejão na Uenf é uma conquista dos estudantes, que há tempos  fazem manifestações para alcançar o direito à refeições, com preços similares aos de outras universidades públicas do Brasil.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos-dos-goytacazes/56103/licita

Licitação milionária do bandejão da UENF é publicada

O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (DOERJ) traz hoje a alvissareira publicação de um edital de licitação que deverá garantir a abertura do restaurante universitário (R.U.) com um valor milionário de R$ 6.370.500,00.

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Algo intrigante nesse edital é a data de apresentação de propostas: 03 de outubro de 2014. Eu digo intrigante porque ficamos meses esperando por esse movimento, e agora as empresas potencialmente interessadas terão apenas 11 dias para preparar propostas para um edital que deverá (ou pelo menos deveria) trazer uma série de requisitos sobre a qualidade da comida que será servida.

Além disso, como o extrato do DOERJ traz apenas o valor global, não se sabe por quanto tempo esse preço vai valer antes que receba um daqueles famosos aditivos que caracterizam os contratos públicos.

 Deste modo, seria de bom tom se o Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE/UENF) lesse com atenção o que diz este edital, pois, do contrário, ainda poderemos ter algo bem salgado servido nas bandejas.

É lamentável constatar que depois de tanto investimento na infraestrutura física, a UENF ainda vá gastar ainda mais na privatização dos serviços de alimentação. E ais uma vez sem a devida transparência. Mas neste quesito nenhuma surpresa. A reitoria da UENF é totalmente alinhada com as políticas de terceirização impostas pelo (des) governo Pezão/Cabral e também neste caso segue a cartilha privatizante que aumenta custos e quase sempre piora a qualidade dos serviços.

Finalmente, é preciso lembrar que a existência de um R.U. (bandejão) na UENF é uma conquista da luta dos estudantes. Agora, eles terão que continuar lutando para terem direito à refeições de qualidade e a preços que sejam similares aos que são praticados em outras universidades públicas em diferentes partes do Brasil.

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Terceira Via: Presença da PM no campus da Uenf gera revolta nos alunos

O movimento estudantil da universidade criou uma página no facebook intitulada “PM na Uenf, pra quem?”

Presença da PM no campus da Uenf gera revolta nos alunos (Foto: reprodução)

Os alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) ficaram surpresos com a presença de policiais militares dentro do campus da instituição nesta semana. O trabalho começou na segunda-feira (8 de setembro). Revoltados, alunos do movimento estudantil da universidade criaram uma página no facebook intitulada “PM na Uenf, pra quem?”.

De acordo com uma das responsáveis pela comunidade na rede social, Luisa Leão, o reitor da universidade, Silvério de Paiva Freitas, aprovou um termo de cooperação firmado entre a Uenf, a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) no dia 26 de junho. Segundo Luisa, a comunidade acadêmica não foi consultada e os alunos tiveram o posicionamento ignorado.

Na comunidade no facebook, os estudantes informaram que os policiais fazem ronda utilizando carro e combustível da universidade. “Interessante perceber que enquanto a verba é cortada para serviços básicos, para projetos que existem há anos, para o pagamento do aumento das bolsas dos alunos, tem dinheiro para o combustível da constante ronda policial”, relataram.

Para a aluna Nayara Polizelli, a presença dos militares não traz segurança. “Sinto pena de quem acha que a polícia no campus é progresso. Nunca me senti mais segura por ter um policial por perto. Retrocesso total”, disse.

Luisa Leão ressaltou que foi feito um debate aberto e uma assembleia com todas as categorias (estudantes, professores e servidores técnicos) e nas duas ocasiões a reitoria foi convidada a participar. No debate, o prefeito da Uenf, Gustavo Xavier, foi quem representou a reitoria. De acordo com ele, foi necessário reduzir o número de vigilantes patrimoniais por causa de questões financeiras, e, para dar maior suporte aos funcionários e estudantes, os PMs farão a segurança pessoal.

“Nós, alunos, somos contra esta imposição que nos foi dada. Acreditamos que esta medida foi uma resposta ao nosso longo movimento de greve e ocupação, ou seja, para nos oprimir. Acreditamos também que não existe um quantitativo de ocorrências que justifique ter PMs dentro da universidade. Considero esta medida arbitrária e desnecessária, serve apenas para proteger a reitoria de novas manifestações e ocupações”, opinou Luisa.

A estudante Isis Moura acredita que a medida pode afetar a segurança dos prédios pelo fato de os policiais estarem substituindo os vigilantes. “É importante discutir o quanto a implementação da PM em substituição aos vigilantes está repercutindo e afetando a comunidade acadêmica. Teve um dia que um prédio ficou sem vigilante no início das aulas do período da tarde, chegando lá às 14h30. Esses vigilantes são responsáveis também por guardar chaves das salas dos prédios, assim como um caderno de ponto dos professores que as utilizam. O resultado foi atraso em todas as aulas do prédio e a explicação da vigilante foi que, devido ao corte de vigilantes, não havia nenhum para substituí-la no horário de almoço. Reitoria sempre pensando na boa gestão”, concluiu.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/55416/

Estudantes lançam página no Facebook para questionar uso da PM no policiamento do campus da UENF

PM na UENF, pra quem?

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No dia 26 de junho foi aprovado por ad referendum do Reitor, Silvério de Paiva Freitas um Convênio de segurança, firmado entre UENF, SESEG e PMERJ, sem consulta ou participação da comunidade acadêmica, tratando um assunto tão importante de forma arbitrária, onde os estudantes, principais afetados por tal medida, tiveram seu posicionamento ignorado.

Nesta segunda (08/09/14) os Policiais iniciaram seu trabalho na UENF.

Estes policiais vem fazendo “ronda” utilizando carro e combustível da Universidade. Interessante perceber que enquanto a verba é cortada para serviços básicos, para projetos que existem há anos (como é o caso da feira de agricultores, que corre o risco de acabar), para o pagamento do aumento das bolsas dos alunos, tem dinheiro para o combustível da constante “ronda” policial.

Hoje é o terceiro dia da ação da polícia dentro da UENF e hoje mesmo, estudantes do movimento estudantil foram “vigiados bem de perto” pelos policiais ao se deslocarem por diversas áreas de convívio da universidade. A suspeita que existia sobre a real motivação da PM na UENF se confirmou.

Por isso perguntamos: PM NA UENF, PRA QUEM?!

FONTE: https://www.facebook.com/pmuenfpraquem?ref=profile

Reitoria da UENF e suas contradições: não tem gasolina para buscar agricultores, mas tem para militarizar o campus

A reitoria da UENF continua sendo um poço sem fundo quando se trata de ações contraditórias em relação ao senso comum.  Na semana passada, a comunidade universitária ficou sabendo que os agricultores que realizam a feira de produtos orgânicos que ocorre no campus Leonel Brizola há vários anos não seriam mais buscados, pois a UENF não tinha combustível para abastecer o veículo que os transportava.

Mas o que parecia razoável, afinal Pezão impôs um colossal corte de gastos na UENF, agora ganha ares bizarros e contraditórios. É que os policiais militares que fazendo a ronda interna do campus, graças à entrada da universidade no Programa Estadual de Integração da Segurança (PROEIS),  com veículos cedidos pela UENF.

Então qual é o moral dessa história da vida real? Para trazer alimentos não tem gasolina, mas para militarizar a segurança do campus, tem!?