A vaia que mostra a Jair Bolsonaro que a maré está virando

bolsonaro vaiadoApesar de ter negado que era destino da sonora vaia ocorrida no final da Copa América, a expressão de incredulidade mostra que Jair Bolsonaro sabia que era sim.

Procurar emular o que o generais presidentes fizeram no Brasil e na Argentina, o presidente Jair Bolsonaro esteve ontem para, como ele mesmo anunciou, para testar a sua e a popularidade do ainda ministro da (in) Justiça Sérgio Moro.  O objetivo era claramente faturar créditos políticos a partir de uma quase certa vitória de um time vestindo a camisa da CBF onde possui vários eleitores. Era como se diz na gíria “juntar a fome com a vontade de comer”.

Entretanto, mesmo diante de uma plateia composta por brasileiros que puderam pagar por um ingresso o que a maioria do nosso povo trabalha quase um mês para ter, o presidente Jair Bolsonaro foi saudado com uma sonora vaia na entrada e na saída do evento ( ver vídeo abaixo).

Essa vaia, por exemplo, não foi ouvida por Emilio Garrastazu Medici quando ia no velho estádio do Maracanã e era aplaudido pelos presentes. Aqueles eram tempos em que a ditadura podia executar e não  ter nada ou ninguém que pudesse falar nada contra o regime.

A gigantesca vaia teria deixado irritado o ministro Paulo Guedes que teria saido soltando fogo pelas narinas após ouví-las.  O próprio presidente Bolsonaro chegou a negar que era o alvo das vaias, mas os vídeos mostram que além das vaias, vários “elogios” foram claramente dirigidos a ele.

Há que se dizer que Jair Bolsonaro não é o primeiro, nem será o último político a ser vaiado em um estádio de futebol. Mas no caso de ontem, o fato é que quem vaiava certamente eram majoritariamente eleitores de Bolsonaro, visto a votação mais do que expressiva que ele teve nos dois turnos da eleição presidencial de 2018. 

Além disso, dada a persistente incapacidade do governo federal comandado por Jair Bolsonaro de fazer a economia brasileira voltar a crescer, as vaias de ontem são apenas prenúncio de tempos ainda mais difíceis para o governo Bolsonaro.  É que o que determina a estabilidade de governos é exatamente a capacidade de fazer a economia funcionar com um mínimo de dinamismo, o que não está acontecendo até agora.

Assim, seria melhor que Jair Bolsonaro saia rapidamente da negação do real destino das vaias de ontem, sob pena de ver a onda virar com mais força do que o seu governo poderá aguentar.

Governo itinerante de Pezão está se transformando num mar de vaias

itinerante

Em que pese os convites charmosos como o mostrado acima da ida do chamado “governo itinerante” do governo Pezão a Duque de Caxias, o negócio anda feio para  pessoal do (des) governo do estado, pois a população está aparecendo para vaiar a plenos pulmões.

O estresse dentro do (des) governo anda tão alto que há (des) secretário, como o da Ciência e Tecnologia, vivendo com os nervoso à flor da pele. Afinal, não é só Pezão que está  emprego na marca da cal. 

E na segunda-feira o tal governo itinerante de Pezão voltará a Nova Iguaçu, numa segunda tentativa para ele em vez de ter muita vaia, receber algum tipo de carinho popular. Mas sendo Nva Iguaçu reduto de Lindbergh Farias e Anthony Garotinho, pelo jeito o festival de vaias vai continuar. 

Sérgio Cabral não comparece a última cerimônia oficial de seu (des) governo, mas mesmo assim é vaiado

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá bem conta da situação vexaminosa em que o (des) governador Sérgio Cabral está entregando o seu (des) governo para o vice (des) governador Luis Fernando, o Pezão. Após postergar a construção do campus da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) por mais de 7 anos, Sérgio Cabral preparou mais um palanque eleitoral para Pezão para tudo terminar na mais pura lama.

Sagaz como sabe ser, Sérgio Cabral não compareceu ao evento que ele mesmo agendou, deixando o pepino para o ainda (des) secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, embalar as loas num evento que ocorreu em época chuvosa. Mas mesmo na ausência, Sérgio Cabral foi “homenageado” com uma sonora vaias pelos estudantes da UEZO que, de quebra, entoaram uma adaptação nada elogiosa do clássico “Jardineira” de Orlando Silva e cantaram a plenos pulmões “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu

Mas depois de tratar as três universidades estaduais com o pão que nem o diabo quis amassar, Sérgio Cabral merecia era isso mesmo.. vaia e chacota. Afinal, se as universidades podem e ainda produzem pessoas com mais preparo intelectual e que sabem perfeitamente o que seu (des) governo causou de dano ao desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro

 

Cabral não comparece ao último evento público da agenda oficial

Cerca de cem pessoas o aguardavam em meio ao lamaçal numa tenda montada às margens da Avenida Brasil, em Campo Grande

O evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso público Foto: Gabriel de Paiva / Agência O GloboO evento no Campus da Universidade estadual da Zona Oeste, na Avenida Brasil, em Campo Grande, onde Sérgio Cabral participaria do último compromisso públicoGabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO – Era a última agenda pública de Sérgio Cabral como governador – ele vai renunciar ao cargo nesta quinta-feira. Mas ele não apareceu, nesta manhã, na inauguração das obras do campus da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), em Campo Grande.

O início da cerimônia estava marcado para as 9h. Por volta das 9h30m, ainda não havia confirmação da chegada do governador. E uma forte pancada de chuva formou um lamaçal em todo o entorno da tenda montada às margens da Avenida Brasil para o evento.

Mesmo assim, cerca de cem pessoas ainda o aguardavam. Só com mais de uma hora de atraso, pouco depois das 10h, o deputado estadual Coronel Jairo (PSC) e o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, abriram a cerimônia, sem a presença de Cabral.

Quem enfrentou o dia cinzento e a lama não escondeu a decepção.

— Tinha a intenção de vê-lo no último dia dele, justamente aqui na Zona Oeste. Disseram que ele tinha um outro compromisso na mesma hora — afirmou a comerciante Vania Souza Ribeiro, de 55 anos, moradora de Bangu.

Ela faz parte de um grupo da terceira idade da região que foi de ônibus ao evento. Funcionários da Uezo também compareceram.

— Esperava que ele viesse. Acreditava que a presença do governador daria mais credibilidade para o início das obras, que já estão atrasadas — disse a funcionária do setor administrativo da Uezo Juliane Souza.

Enquanto isso, quem estava presente tinha que afundar o pé na lama para chegar à tenda. Até uma ambulância do Corpo de Bombeiros ficou atolada e teve que ser puxada por outro carro, com ajuda de uma corda.

No fim, um grupo de alunos da Uezo também chegou para protestar. Os manifestantes se aproximaram da tenda quando um dos participantes da cerimônia anunciava “o pesar” pelo não comparecimento do governador. Nesse momento, Cabral, mesmo longe, não escapou das vaias do estudantes e de uma paródia de uma marchinha que ironizava a ausência do governador. “Mas Cabral, por que estás tão triste? O que foi que aconteceu? Agora que saiu o campus você não apareceu”, entoavam os jovens.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, Cabral não foi a Campo Grande porque se estendeu numa reunião interna.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/cabral-nao-comparece-ao-ultimo-evento-publico-da-agenda-oficial-12078356