Brasil, paraíso dos poluidores

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A capa de hoje  do jornal  “A Gazeta” que circula na cidade de Vitória e em outros municípios capixabas é daquelas que também não se pode deixar passar sem ser notada, tão rica que é de informações preciosas sobre o imbróglio que envolve a Vale (sempre ela) e a ArcelorMittal na questão da poluição atmosférica e do mar a partir das operações que essas duas corporações poluidoras realizam no  Porto de Tubarão. vale poluidora

A primeira informação preciosa está logo na manchete, pois descobrimos que a Vale (e é claro também a ArcelorMittal) vai poder voltar a operar nos seus terminais do Porto de Tubarão, em que pese a comprovação de que suas atividades estão causando forte poluição.  Pesou para essa decisão camarada de um juiz substituto o argumento de que a Vale estava tendo prejuízos milionários com a interdição que visava proteger a população humana e ecossistemas naturais.  Até aqui nada surpreendente, pois o argumento econômico sempre prevalece num país que despreza formas mais sustentáveis de produção.

Mas logo abaixo da manchete, temos outra informação que beira o ultraje. É que ficamos sabendo que apesar da Vale ter recebido DEZENOVE multas por violações da legislação ambiental nos últimos 15 anos, não teve que pagar um mísero real pelos danos ambientais que causou.  Isso mesmo, zero reais!

Entretanto, a capa da “A Gazeta” ainda nos traz uma reveladora imagem de um morador de uma praia na área de influência das atividades poluidoras da Vale que informa que voltará a fechar as janelas de seu apartamento por não ter nenhuma garantia de que as medidas restritivas da justiça para coibir a continuidade da poluição serão cumpridas. 

Tudo isso somado não deixa dúvidas: o Brasil é o paraíso dos poluidores. A Vale e a ArceloMittal agradecem e acumulam lucros às custas da saúde coletiva.