Ainda levaremos algum tempo e tinta para analisar e entender as repercussões do colapso do império da franquia das empresas “X”, que agora passa a ser um “EX” império. Mas uma coisa é certa: esse colapso representa a síntese de um colapso ainda maior que é o do modelo de capitalismo de face supostamente nacional e benigna que foi engendrada durante o governo de Luis Inácio Lula da Silva. Afinal de contas, não se pode entender a ascensão e queda meteórica de Eike Batista, sem se entender as relações que ele manteve com governantes do quilate de Lula, Dilma Rousseff e Sérgio Cabral.
Aliás, Sérgio Cabral é um dos maiores perdedores dessa situação trágica, pois usou todos os poderes que dispunha para empurrar goela abaixo da população fluminense (em especial da região norte do Rio de Janeiro) um modelo de ação em que o Estado, em vez de ser parceiro, se tornou cúmplice de uma série de desmandos que foram realizados contra centenas de famílias de agricultores e pescadores que viviam há várias gerações no V Distrito do município de São João da Barra.
Assim, de forma direta, o colapso de Eike e seu ex-império de empresas pré-operacionais é uma espécie de julgamento político da miragem di capitalismo sem conflito de classe que Lula criou. Ainda que seja agora, o ônus histórico será cobrado de Lula e do PT. É só uma questão de tempo.
Enquanto isso há que se exigir a imediata anulação dos decretos de desapropriação, o retorno das terras aos agricultores expropriados, e o estabelecimento de pesadas recompensas financeiras para compensar todas as perdas que estes acumularam desde 2009.
