Canal Campos Macaé: por que nossa história continua literalmente afundada na merda?

Hoje passei novamente por cima de uma das pontes que existem no Canal Campos Macaé, e não pude deixar de sentir aquele cheiro característico que o derrame de esgoto in natura causa na atmosfera daquela parte do centro histórico de Campos dos Goytacazes. A olhada para baixo apenas confirmou aquilo que eu e o resto das transeuntes sabe de cor e salteado: o despejo de esgoto sem tratamento continua a todo vapor dentro de um dos principais marcos históricos de nossa bela, mas judiada cidade.

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Uma parte da minha inconformidade se deve a um elemento pueril: todo mês recebo uma conta salgada de água da concessionária “Águas do Paraíba” onde o tratamento de esgotos representa 50% do preço que me é cobrado. Assim, seria de imaginar que passada mais de uma década da privatização dos serviços de águas e esgotos em Campos dos Goytacazes, um marco histórico como o Canal Campos Macaé já estivesse livre dessa condição altamente indesejável.

Para os que não são afeitos a entender a importância histórica do Canal Campos-Macaé e de sua singularidade dentro das grandes obras feitas pela mão do homem (escravo nesse caso em particular) posto um mapa que me foi generosamente enviado, onde pode se ver perfeitamente a linha de mais de 100 km de extensão que se inicia no centro de Campos, passa próxima da Lagoa Feia, e termina nas imediações da cidade de Macaé. 

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Venhamos e convenhamos, uma obra dessa magnitude não merece ficar afundada na merda. Literalmente!

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