Rio de Janeiro em crise nas mãos de Pezão, e a mídia pegando leve com seu (des)governo

cabral pezao

Se estivéssemos vivendo num estado com um mínimo de jornalismo crítico é quase certo que a situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão estaria numa bem pior do que já está. É que são todos os casos em que sua administração falha em preencher os requisitos mínimos de eficiência e confiabilidade que só a clara omissão e partidarização da mídia explicam porque ele ainda não sofre com uma campanha de impeachment como ocorra com a presidente Dilma Rousseff.

Vejamos por exemplo o caso da agonia escancarada do sistema estadual de saúde. A cada momento que se olha há uma faceta mais escabrosa do que vem ocorrendo pelas mãos, primeiro de Sérgio Cabral, e agora, de Pezão. Olha que já estivemos anteriormente sob (des) governos que também deram pouquíssima atenção ao sistema público de saúde. Mas a dupla Cabral&Pezão superaram todos os índices históricos de descuido com a coisa pública.

A coisa anda tão feia que a cadeia de corrupção na área da saúde atingiu até oficiais de alta patente da Polícia Militar que até recentemente ocupavam postos de comando, mas que agora foram pegos numa esquema de corrupção envolvendo o Fundo de Saúde da Polícia Militar (Aqui!).

Mas as estripulias de Pezão também atingiram em cheio os servidores públicos estaduais que, em sua maioria, terminam o ano de 2015 sem receber a maior parte do seus 13o. salário e temerosos do que está por vir em relação ao pagamento dos salários em 2016. 

Entretanto, algo que é rarissimamente abordada pela mídia corporativa se refere às bilionárias isenções fiscais dadas por Pezão a grandes corporações que já lucram fartamente com as condições generosas pelas quais se instalaram em território fluminense. Essa verdadeira “bolsa para bilionárias” é que faz sangrar os cofres estaduais, mas que não é efetivamente abordada pelos que detêm a hegemonia da informação no Rio de Janeiro.

Felizmente nem tudo é desgraça, pois sinais de reação estão pipocando por todos os lados. Eu fico imaginando como se conterá a revolta popular durante os Jogos Olímpicos que deverão ocorrer em meio a greves e manifestações populares. É que nada indica que Pezão terá disposição para mudar o curso estratégico do seu (des) governo. Daí não é preciso nem ser um bom analista político para prever o que virá.

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