Rio de Janeiro, uma cidade imersa no caos. E o pior ainda não chegou!

Ontem (18/07) tive um daqueles momentos para nunca mais esquecer porque decidi não viver numa metróple: dirigi duas vezes pelo centro da cidade do Rio de Janeiro. A pouco menos de três semanas do início dos Jogos Olímpicos de 2016, o que vivenciei como motorista foi a mais pura manifestação do caos urbano. Desde ruas completamente fechadas a pessoas atravessando em qualquer ponto das ruas, estava lá a expressão mais pura de uma reforma urbana anti-popular.

Alguns poderiam dizer que depois dos Jogos Olímpicos, com as obras enfim terminadas, as coisas vão melhorar. Aliás, é isso que promete o serelepe prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Mas até o mais ingênuo dos cariocas já sabe que esse caos será uma herança que vai marcar o cotidiano da cidade por algum tempo, pois o que não foi feito antes dos Jogos certamente vai entrar em um compasso ainda mais lento, pois o que se avizinha é também uma crise financeira em nível municipal. 

E tudo isso é para quê? Pelo que eu pude antever das mudanças já realizadas na paisagem, e isso não é novidade alguma para quem está pesquisando o assunto, a cidade do Rio de Janeiro está sendo preparada para se tornar de vez uma cidade global para os ricos.  A primeira coisa é que os pobres estão sendo varridos dos locais que passam por essa transformação globalizante num evidente processo de gentrificação. Depois, apenas haverá espaço para aqueles que podem pagar para desfrutar das modernidades globalizadas e caras que estão sendo impostas na paisagem urbana carioca.

Para complicar ainda mais essa realidade de exclusão e segregação, é quase inevitável que uma grave crise financeira venha a se abater sobre essa Rio de Janeiro transformada. E como sempre não serão as empreiteiras e as corporações financeiras que vão arcar com os custos desta crise que é, essencialmente, planejada para acontecer.  

Agora, como tudo isso está aí para ser visto, vamos ver como se comportam no futuro os que não foram convidados para esta festa. Mas, por enquanto aos menos para mim, a próximida ida ao Rio de Janeiro não será de carro.

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