Fidel Castro, da vida para a história

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Eu não sou o que pode se chamar um fã de Fidel Castro (aliás fã dele era meu pai que faleceu em 2002), pois guardo com ele grandes divergências aos rumos dados à gloriosa revolução cubana. Mas como negar o seu papel histórico na luta pela soberania dos povos do mundo?

Fidel Castro continuará, como Che Guevara continua sendo, a ser um ícone para todos aqueles que desejam um mundo menos injusto e mais fraterno. E isto não é pouco num mundo onde a decomposição galopante do sistema capitalista nos empurra cada vez mais para perto da bárbarie que foi prevista por Friederich Engels e Rosa de Luxemburgo.

Alguns cronistas da mídia corporativa já anunciam que a morte de Fidel Castro significa a morte da esquerda. Esse tipo de correlação é mais do que esperado, pois a morte de Fidel era esperada e ansiada por quase seis décadas por tudo o que ele representou, representa e representará.  Esses anúncios fúnebres nada mais são do que desespero pela agonia em que o capitalismo se encontra e da qual não tem como se recuperar.

Mas nada disso mais importa para Fidel que saiu da vida e para história. E da história nenhum cronista mesquinho poderá retirá-lo.

Uma última nota para expressar o que Fidel Castro era. Em vez de ser de ter seu cadáver circulado por Cuba para ser objeto de adoração imposta ou voluntária, Fidel Castro determinou que seu corpo fosse cremado.  Fecha o pano.

 

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