(In) segurança pública no RJ: reações chochas aos vaticínios do ministro da Justiça falam por si mesmas

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Torquato Jardim e o (des) governador Pezão em coletiva de imprensa chamada para falar do “sucesso” da última grande operação do Exército na cidade do Rio de Janeiro em Julho de 2017.

Acompanhei ao longo desta 3a. feira as variadas reações de autoridades (autoridades?) do (des) governo do Rio de Janeiro às bombásticas declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre  situações gravíssimas que estariam ocorrendo na área (in) segurança pública.  Em minha modesta opinião, as declarações chochas do (des) governador Luiz Fernando Pezão, do (des) secretário de (in) segurança pública Roberto Sá e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani, pareceram pálidas demais em face das graves acusações emitidas pelo ministro da Justiça. Um bom exemplo disso é o conteúdo do vídeo abaixo vindo da lavra de Jorge Picciani, o qual normalmente tão falante e belicoso, está mais para choramingo do que para um contra-ataque furioso.

Mais revelador ainda é o conteúdo do material postado pelo mensageiro da primeira traulitada de Torquato Jardim no (des) governo Pezão, o jornalista Josias de Souza no sentido de que em vez de desmentir o que foi dito pelo ministro da  Justiça, a principal e talvez única preocupação dentro do governo federal foi de colocar panos quentes para acalmar o (des) governador e seus correligionários [1].

Agora, desmentir o que foi dito pelo ministro da Justiça que é bom, isso ninguém em Brasília pareceu disposto fazer. Aliás, pelo que Josias de Souza, o que foi dito por seus interlocutores estava mais para a confirmação de algo que estava correndo a quatro paredes e apenas Torquato Jardim se atreveu a dizer em público.

rj desgoverno 2

Diante do cenário criado pelas declarações do ministro da Justiça, me parece que caberia aos segmentos que se proclamam de oposição dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro exigir explicações imediatas de Torquato Jardim sobre eventuais provas que ele possua em relação à parte mais “cabeluda” do que afirmou sobre a nomeação dos comandantes de batalhões da PMERJ. A partir daí, dependendo do que for apresentado por ele, que se começasse um processo massivo de mobilização popular para que tudo o que for apurado seja passado a limpo.

E diante da gravidade do que foi afirmado, e não rebatido por ninguém dentro do governo “de facto” de Michel Temer, não haverá como, digamos, colocar o gato de volta no saco.  Resta saber se há efetivamente alguém dentro da oposição com a coragem necessária para abraçar essa causa.

Mas até segunda ordem fica o dito pelo dito. Em outras palavras, que o (des) governador Pezão e seu (des) secretário são incompetentes, e que a nomeação dos comandantes de batalhões da Polícia Militar passa pelos crivos de deputados estaduais e de bandos criminosos. Simples, mas ainda assim completamente trágico.


[1] https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/10/31/governo-age-para-evitar-crise-entre-brasilia-e-rio/

Um pensamento sobre “ (In) segurança pública no RJ: reações chochas aos vaticínios do ministro da Justiça falam por si mesmas

  1. profpaulobrites disse:

    Como dizem por aí “tá tudo dominado”!

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