As últimas estrepulias cometidas por juiz Sérgio Moro que, de férias, interferiu num processo para o qual não possuía a menor competência marcam, certamente, o fim da sua utilidade para as forças políticas e econômicas que conspiram para retornar o Brasil à condição de colônia. Aliás, a melhor definição para as ações de Sérgio Moro veio de Alexandre Vasilenskas, militante do PCB/RJ: síndrome de Napoleão de hospício.

Mas não penso que o fim da utilidade de Sérgio Moro será ditado pelo judiciário, pois ele já deu incansáveis provas de que não respeita instâncias superiores e continuou lá por Curitiba, quando não está nos EUA dando palestras ou em Portugal passando férias, fazendo das suas.
Avalio que o pano de Sérgio Moro vai cair por razões essencialmente políticas, as quais foram explicitadas pelo açodamento indevido contra o habeas corpus deferido pelo desembargador Rogério Favreto do Tribunal Regional Federal da 4a. Região. É que confrontados com uma oportunidade de ouro para defenestrar Sérgio Moro da cena política, até os inertes PT e CUT vão agora sair da sua inércia para agir politicamente. É que Sérgio Moro deu uma daquelas oportunidades imperdíveis e agora vai pagar o preço devido.
A verdade é que Sérgio Moro durou até agora porque serve a interesses maiores do que sua estatura jurídica permitiria. Saído de Maringá para a glória da Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro é um típico peão num tabuleiro no qual jamais chegará sequer a bispo. Agora com seu açodamento intempestivo, pode ter atingido o seu clímax de forma imprevista. A ver!