Maurício Galliote envergonha raízes do Palmeiras ao dar espaço para a mensagem de Bolsonaro

trofeu

Jair Bolsonaro, que não compareceu a debates por estar colostomizado, levanta troféu de 15 Kg do campeão brasileiro de 2018.

 Me  vejo torcendo pela Sociedade Esportiva Palmeiras desde que lá pelos meados de 1965 meus tios colocavam o rádio a pilha para ouvir a equipe esmeraldina fazer frente ao Santos de Pelé, Dorval, Coutinho e Pepe. De lá para cá, passei muitas vergonhas e alegrias como qualquer outro torcedor de futebol.

Confesso que raramente vou a estádios, e a última vez que fui ver o Palmeiras jogar foi contra o Americano em Campos dos Goytacazes, em uma partida pouquíssimo memorável, mas que acho que acabamos vencendo.

De lá para cá, dada a distância de São Paulo e a indisposição para enfrentar a violência que rola nos estádios da capital fluminense, acompanho o Palmeiras pela TV, pelo rádio ou pelo computador. 

Nos últimos anos, o Palmeiras voltou a vencer, primeiro pelas mãos do milionário Paulo Nobre, e agora com Maurício Galliotte que vem sendo turbinado pela Crefisa e pela Faculdade das Américas (FAM) da senhora Leila Pereira. Confesso que ver essas duas empresas crescendo às custas de um financiamento barato às custas da camisa da camisa do Palmeiras já vinha me incomodando, pois somos um time que nasceu a partir do movimento de trabalhadores imigrantes.

Esse desconforto cresceu ao ver o jogado Felipe Melo fazer campanha para Jair Bolsonaro e a diretoria de Maurício Galliotte nem se coçar para dizer que, a despeito das posições pessoais, Felipe Melo não fala em nome de todos os palmeirenses. E falando em Felipe Melo, é duro para mim que já vi um meio campo composto por Dudu e Ademir da Guia ter que aturar a violência dele sendo cometida com a nossa camisa.  Aliás, é preciso lembrar que Ademir da Guia  sempre ostentou posições que  fizeram a maioria dos palmeirenses orgulhosos de suas tradições.

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Agora, o que se passou ontem na entrega do troféu de campeão brasileiro de 2018 passou de todos os limites toleráveis.  É que a diretoria comandada por Maurício Galliotte passou de todos os limites aceitáveis ao dar espaço não apenas para Bolsonaro ocupar um espaço nobre que a maioria dos trabalhadores pobres que torcem pela Sociedade Esportiva Palmeiras terão recursos para frequentar, como também colocou o presidente eleito em meio aos jogadores campeões, numa demonstra de subordinação política a interesses que nada têm a ver com as tradições dos fundadores do nosso time.

E para que tudo isso? Primeiro,  nem se sabe se Jair Bolsonaro é realmente palmeirense, pois já posou com a camisa de inúmeras equipes em anos recentes, e recentemente foi ouvido dando o grito de “Vai curíntia” de forma bastante alegre.  Segundo, mesmo se ele fosse um palmeirense eventual, nada daria o direito dele se aproveitar da festa para promover sua mensagem de violência que vai contra as tradições do Palmeiras. 

Com o que permitiu ontem, Maurício Galliotte mereceria ser impedido de continuar presidindo o Palmeiras. Mas dificilmente haverá gente com culhões para impedir que Galliotte continue presidindo a Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas  enquanto ele for presidente, me absterei de comprar qualquer material do Palmeiras, pois não darei um centavo para quem cobriu a nossa bandeira de vergonha. 

E, Galliotte, a história vai se lembrar de você, não como o presidente que nos levou a mais um campeonato nacional, mas como aquele que permitiu que um oportunista manchasse a nossa festa.

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