Carne bovina contaminada produzida na Polônia e apreendida em Portugal mostra o risco que seria o “autocontrole” dos frigoríficos no Brasil

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Ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM/MS), vai entregar a fiscalização da produção de carne aos próprios frigorifícos.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM/MS), anda veiculando a ideia “genial” de deixar que os próprios frigoríficos fiscalizem a sanidade da carne animal produzida em diferentes partes do Brasil. Essa proposta, além de ter o potencial de fechar ainda mais o acesso de carne produzida no Brasil para mercados mais exigentes, incorre em graves riscos para a saúde dos consumidores.

Uma prova cabal dos riscos com a circulação de carne na cadeia global de consumo acabar de ser dada com a apreensão de um lote de carne produzida em frigorífico na Polônia onde vacas doentes eram aproveitadas no processo de abate. 

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Felizmente para os consumidores portugueses, o lote com carne contaminada foi identificada e impedida em Portugal por causa do alarme soado pelaRede de Alerta Rápido, que integra o sistema de Segurança Alimentar da União Europeia (RASFF – Food and Feed Safety Alerts | Food Safety).

Agora, convenhamos, se mesmo na União Européia que possui mecanismos claramente estabelecidos para impedir o fato detectado no frigorífico polônes, isso ainda não ocorre, imaginemos o que ocorrerá no Brasil se a ministra Tereza Cristina conseguir levar a cabo a decisão de permitir a auto fiscalização (que ela chama de “autocontrole“) por parte dos frigoríficos.  

 

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