Secretaria de Agricultura e Abastecimento ensina a cuidar das plantas em casa

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Você já pensou que tudo o que precisamos pode estar na própria natureza? Já diziam os antigos que tanto os males quanto os remédios para combatê-los estão à nossa disposição. É fato que grande parte dos remédios é feito a partir das plantas e seus princípios ativos. Foi a partir daí e da necessidade de combater as pragas que encontramos em nosso jardim, vasos ou quintal, enfim, em um pequeno pedaço de terra, que surgiu a ideia de um “Receituário Caseiro para o Controle de Pragas”, com receitas simples para as pragas mais comuns. Tal publicação foi editada pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

E então? Vamos ver se as nossas plantas estão saudáveis? Encontrou lesmas, pulgões, lagartas em suas plantas, então mãos a obra, você vai conseguir eliminá-las sem uso de produtos químicos que em algumas situações se torna inviável ou indesejado como em vasos, hortas ou pomares domésticos. Vale salientar que tais preparados não passaram por um processo de avaliação específica, razão pela qual o autor, Gerson Augusto Gelmini, funcionário aposentado da CDRS/SAA, afirma “não se têm determinações precisas sobre o nível de controle que proporcionam”. Mas, podemos conferir, estas foram informalmente testadas, sem rigor científico, porém com algum efeito e por isso são as mais divulgadas.

Primeiro, vamos conhecer as principais pragas. São elas:

  • Lagarta-rosca: de coloração parda, cortam as plantas rente ao solo e ficam escondidas a uma profundidade de 10cm;
  • Pulgão: ataca as folhas e ramos, são insetos bem pequenos e as folhas atacadas ficam retorcidas;
  • Ácaros: também atacam as folhas, mas também flores e frutos que ficam retorcidos, são notados pelas teias que formam; vaquinhas, são verdes com listras amarelas e comem as folhas;
  • Lesma, caracol e tatuzinho: todos eles têm o corpo mole e flexível, durante o dia ficam escondidos debaixo de tábuas, tijolos, madeiras, deve-se usar iscas para pegá-los e depois o controle é mecânico, ou seja, devem ser eliminados.

Muitas receitas podem ser feitas a partir do sabão, que também é tão útil no combate ao coronavírus. Lagartas, cochonilhas, tripés, pulgões e ácaros, ou seja, a maioria das pequenas pragas das plantas podem ser combatidas com água e sabão neutro. Basta dissolver o sabão (100g) em ½ litro de água quente. Para aplicação, dissolva novamente em mais nove litros e meio de água e borrife sobre as plantas. Pode ser usado também o sabão de coco em pó dissolvido em cinco litros de água quente para lagartas e cochonilhas, deve ser feitas pulverizações freqüentes para controlar lagartas e cochonilhas. Outro preparado com sabão atinge, principalmente, pulgões e ácaros. Em uma panela com água, derreta 1kg de sabão picado em pedaços. Quando derretido, acrescentar 3L de querosene e mais 3L de água. Mexer bem e pulverizar.

Mas outras plantas e legumes também podem ajudar no combate às pragas. Como o confrei, que deve ser batido no liquidificador com água. Para 1kg de confrei, depois de triturado com um pouco de água, acrescentar mais 10L de água, é excelente no combate aos pulgões. Cebolas também podem ser usadas, basta cortar 1/2kg de cebola e deixar em 5L de água por 10 dias. Depois desse tempo, acrescentar mais ½ litro de água à mistura e pulverizar as plantas, atua como repelente de pulgões, lagartas e vaquinhas.

Já o chuchu e o leite são aliados na hora de eliminar lesmas e caracóis. Atuam como iscas e depois é só fazer o controle mecânico, ou seja, eliminá-los. Aos pedaços de chuchu, basta acrescentar sal e às estopas ou panos velhos, leite e água, que são muito atrativos para estas pragas.

E a camomila não serve apenas como um delicioso chá. As flores da camomila (50g) podem ser deixadas de molho em 1L de água, durante três dias, agitando-se algumas vezes ao dia. Ao final dos três dias, coar e aplicar a cada cinco dias por três vezes ao dia, visando ao controle de doenças causadas por fungos, que deixam as partes das plantas amolecidas. A cavalinha é outra erva utilizada em chás e que também combate doenças fúngicas. Basta ferver 300g de cavalinha em 10L de água

Como plantar uma muda de árvore frutífera, silvestre ou nativa

Você pode ter plantas ornamentais em um jardim ou vasos, mas se quiser plantar uma árvore, arbusto ou planta ornamental em vaso ou diretamente na terra, e quer plantar uma nesta Páscoa, um momento considerado de renovação pelos cristãos, pode ser uma boa ideia. Seguem os conselhos da engenheira agrônoma Walkíria Nicolosi Cury e do engenheiro agrônomo Victor Branco de Araújo, que trabalhou muitos anos à frente do Centro de Mudas da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Walkíria comanda atualmente o Núcleo de Produção de Mudas de Tietê, unidade da CDRS/SAA.

Walkíria ensina que ao adquirir uma muda, essa pode ser imediatamente plantada no local definitivo ou então ser transplantada para um recipiente mais amplo onde atingirá maior porte antes do plantio definitivo. Para que essa muda não se transforme em um problema, antes de plantá-la é desejável considerar as suas características específicas como porte, sistema radicular, produção de flores, frutos etc. Esses fatores serão os principais requisitos quanto ao local definitivo da futura planta, seja em um vaso ou diretamente na terra.

É preciso atentar que sua muda foi produzida na embalagem que a acondiciona e é uma plantinha ainda muito sensível, exigindo pequenos cuidados nessa fase em que se encontra. As regas deverão ser freqüentes, utilizando-se pequenas quantidades de água por rega. As formigas e demais pragas devem ser monitoradas e o mato deve ser controlado frequentemente.

No caso de transplante para vasos, latas ou baldes é preciso primeiro fazer um preparo, ou seja, a abertura de orifícios de drenagem no terço inferior do recipiente, a colocação de pequenos pedregulhos no fundo do mesmo (cerca de 5cm de altura) e no enchimento do recipiente escolhido com uma mistura rica em material orgânico, podendo-se misturar duas partes de terra, uma parte de húmus e uma parte de terra vegetal. Após o preparo, o recipiente cheio deve ser irrigado abundantemente para que, no dia seguinte, seja feito o transplante da muda.

Para o plantio da muda em vasos ou outros, o torrão deve ser retirado com o máximo cuidado, a fim de manter a integridade e não afetar o sistema radicular da muda. Caso haja um excesso de raízes na base do torrão, tortas e grossas em sua maioria, essas podem ser podadas com cuidado antes do plantio. Após o plantio, deve ser colocado um tutor para a muda, fixando-o a uns 10cm da base da mesma, usando na amarração uma tira de pano ou barbante de algodão. Pode ser feito um anel circundando a cova, bem afastado da base da planta, para que ali seja depositada a água de irrigação.

Já no caso de uma muda que será plantada diretamente na terra, é preciso considerar as suas características específicas como porte, sistema radicular, produção de flores, frutos etc. Esses fatores serão os principais requisitos quanto ao local definitivo da futura planta. Para o plantio em local definitivo, as covas devem ser preparadas com pelo menos 20 dias de antecedência. Deverão possuir as dimensões mínimas de 40 x 40x 40cm (comprimento, largura e profundidade) e ser abertas e preparadas da seguinte maneira: retirar a terra da cova, separando o terço superior; misturar a essa porção 10 litros de esterco curtido ou composto orgânico e 500 gramas de adubo 4-14-8, termofosfato ou fosfato natural (encontrado em casas que vendem produtos agropecuários e encontram-se abertas durante a quarentena imposta pela Covid-19). Essa mistura deve ser colocada no fundo da cova e o restante da terra deve ser adicionado por cima, fechando a cova, a qual deve ter o centro marcado com uma estaca para ser de fácil localização. Irrigar o local abundantemente durante três dias alternados antes de fazer o plantio.

No ato do transplante ou do plantio definitivo, tomar cuidado de não cobrir a região da base do caule da muda, pois essa região é muito sensível e a não observância desse cuidado pode acarretar em perda da muda. Tomadas todas estas precauções vem a melhor parte: ver sua muda crescer e se transformar!

Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Mais informações:
E-mail – saacomunica@sp.gov.br
Site – http://www.agricultura.sp.gov.br

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