P&G anuncia compromisso de ter todas as suas operações carbono neutro nesta década e realizará projeto de restauração da Mata Atlântica no Brasil

Até 2030 a companhia reduzirá emissões de gases de efeito estufa em 50% e chegará a utilizar 100% de eletricidade renovável em todas as fábricas no mundo; parte integral desse esforço é projeto de restauração que inclui Mata Atlântica brasileira

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A P&G acaba de anunciar o compromisso de que todas as suas operações sejam neutras em carbono nesta década, com intervenções de restauração da natureza, uma vez que os próximos dez anos representam uma janela crítica na luta contra o aquecimento global. No período, a P&G se compromete a ir além das metas anteriormente definidas, desenvolvendo projetos de restaurações ambientais. Dentre as iniciativas, a companhia, em parceria com a World Wildlife Fund for Nature (WWF) e a Suzano, traz planos para a Mata Atlântica, no estado do Espírito Santo, com recuperação da paisagem florestal, gerando benefícios para a biodiversidade e as comunidades locais, além de segurança hídrica e captura de carbono.

“A mudança climática está acontecendo e são necessárias ações agora. Ao reduzir nossa pegada de carbono e investir em soluções climáticas naturais, seremos neutros em carbono em todas as nossas operações e ajudaremos a proteger ecossistemas vulneráveis e comunidades em todo o mundo”, diz David Taylor, CEO da P&G. Com base nas estimativas atuais, a companhia precisará equilibrar aproximadamente 30 milhões de toneladas de carbono de 2020 a 2030 e continuará buscando novos projetos eólicos, solares e geotérmicos para acelerar ainda mais a transição para energias renováveis.

Além de sequestrar mais carbono, um aspecto importante dos projetos de restauração é o potencial de gerar outros benefícios ambientais e socioeconômicos significativos, a fim de proteger e aprimorar a natureza, e melhorar os meios de subsistência das comunidades locais.

Junto com a Conservation International e a WWF, a P&G vem trabalhando para identificar e financiar uma série de projetos voltados para proteger, melhorar e restaurar ecossistemas críticos. Adicionalmente ao projeto no Brasil, os demais incluem:

– Evergreen Alliance com a Arbor Day Foundation:reunião de empresas, comunidades e cidadãos em ações críticas para preservar as necessidades das vidas afetadas pelas mudanças climáticas, plantio de árvores no Norte da Califórnia e na Alemanha para restaurar áreas devastadas por incêndios florestais.

– Proteção de Palawan, nas Filipinas, com a Conservation International: para proteger, melhorar e restaurar os manguezais e ecossistemas críticos de Palawan, a quarta área mais “insubstituível” do mundo para a vida selvagem única ameaçada.

No Brasil, a implementação do projeto conta com a experiência da Suzano, parceira da P&G na cadeia produtiva. “Essa aliança representa o olhar de futuro comum que une a Suzano, a P&G e o WWF em torno do desenvolvimento sustentável. A recuperação da Mata Atlântica tem importantes impactos ambientais e sociais positivos para a região e está alinhada com as nossas metas de longo prazo, que visam mitigar os efeitos causadores das mudanças climáticas e contribuir para maior desenvolvimento social das comunidades regionais”, diz Walter Schalka, Presidente da Suzano.

Período crítico

Relatórios recentes destacam que o mundo está abaixo das reduções de emissão de gases de efeito estufa necessárias, e a próxima década representa um período crítico para reduzir as emissões e estar no caminho de limitar o aumento da temperatura em até 1,5° C. Essa tarefa ficará muito mais difícil se a sociedade não começar a reduzir as emissões antes que a década acabe. Em 2050, as emissões de carbono devem cair para zero ou perto disso. A falta de ação agora colocará as gerações futuras em maior risco com os impactos das mudanças climáticas e dificultará o alcance das metas globais do Acordo de Paris.

“A natureza deve ser uma parte essencial de qualquer estratégia para combater a crise climática. Pesquisas mostram que não podemos cumprir nossas metas climáticas, a menos que protejamos, restauremos e melhoremos o gerenciamento de ecossistemas ricos em carbono. Feitos corretamente, esses esforços podem fornecer um terço das reduções de emissões necessárias na próxima década e, principalmente, apoiar os meios de subsistência das comunidades nas linhas de frente das mudanças climáticas. Estamos muito satisfeitos por trabalhar com a P&G para proteger a natureza – um investimento que é uma vitória para as pessoas e para o planeta”, explica Dr. M. Sanjayan, CEO da Conservation International.

“Trabalhamos com a P&G para impulsionar o progresso climático e salvaguardar as florestas, há mais de uma década, porque o escopo de seus negócios significa que eles podem fornecer resultados em uma escala que importa. É importante ressaltar que esse progresso não se limitou à sua presença corporativa. A P&G foi uma das primeiras parceiras da Renewable Energy Buyers Alliance que ajudou a expandir as compras corporativas de energia renovável nos EUA. O anúncio de hoje marca mais progresso, colocando um foco maior no papel que a preservação da natureza pode desempenhar – não apenas na absorção de emissões de carbono, mas no fornecimento de serviços e recursos que sustentam a vida na Terra. Esperamos trabalhar com a P&G para alcançar esses novos compromissos na próxima década”, comenta Carter Roberts, presidente e CEO dos EUA da WWF.

Complementando todos os esforços da P&G em prol do meio ambiente, em conjunto com a National Geographic, uma mesa-redonda com especialistas e líderes ambientais foi realizada para discutir o poder da natureza como uma solução climática. O CEO da P&G, David Taylor; a Chief Sustainability Officer da P&G, Virginie Helias; a CEO da Conservation International, Dr. M. Sanjayan; a CEO da Roberts, Carter Roberts, e defensores do clima, Kehkashan Basu, Jiaxuan Zhang, Vanessa Nakate e Clover Hogan, juntam-se para essa discussão, no dia 16 de julho. Para conferir o conteúdo, acesse http://www.nationalgeographic.com/its-our-home-2020/.

“Nosso papel como líderes é tornar possível uma economia e um estilo de vida com menos emissões, acessíveis e desejáveis ​​para todos. É nossa responsabilidade proteger reservas críticas de carbono e investir em soluções que regenerem nosso planeta. Os consumidores também querem fazer mais para lidar com as mudanças climáticas. Como empresa, tocamos 5 bilhões de pessoas com nossas marcas, estamos nos esforçando para fazer a diferença todos os dias, incentivando o consumo responsável com produtos eficazes e intuitivos, para adotar novos hábitos de menor emissão”, finaliza Virginie Helias, CSO da P&G.

 

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