No debate sobre as notas de Campos no Ideb, o Professor Jefferson joga a criança fora com a água suja do banho

baby out

Douglas Barreto da Mata

Para não dizer que não falei de números

Estranho fenômeno acometeu o candidato petista à prefeitura de Campos dos Goytacazes. Como se não bastasse ter dado eco ao discurso da extrema-direita, atacando o índice do IDEB 2023, quando a cidade alcançou 5.4, deslocando-se várias posições para cima no ranking estadual, o moço agora meteu-se em uma discussão meio sem sentido, justamente com seus pares da academia, que ousaram desafiar as teses do candidato sobre aprovação automática, e o peso desse vetor no total dos dados.

Sim, engraçado assistir o candidato cavando um buraco embaixo dos próprios pés, subtraindo de si mesmo o único local de fala que tem, ou seja, o meio acadêmico, já que no campo popular ele inexiste. Ora, vamos desenhar para gente burra entender: a variação do índice de aprovação, como disse o Professor da UCAM-Campos, Eduardo Shimoda, não teve um valor que alterasse significativamente a nota final apurada.

Ponto!  Vamos encerrar esta questão dos números com alguns mais saborosos: Vejam os dados do ENEM e o IFF Norte Fluminense na gestão do rapaz.  Catastróficos, eu sei, um desastre.  Se formos usar a mesma régua torta do doutor engenheiro da computação, a gente pode sentenciar, é o porco falando do toucinho. 

Porém, como eu sou um cara do bem, não tenho doutorado, mas tenho bom senso, eu sei que ele poderá alegar que foi o período Michel Temer/ Jair Bolsonaro, etc, etc, etc.  Pode ser, quem sabe?  Ou pode ser também uma boa dose de incompetência dele, não?

Se eu fosse um cara do mal, eu usaria a mesma lógica que ele utiliza, quando esconde que o governo Rafael Diniz (de que boa parte do PT e os aliados da deputada estadual desaparecida fizeram parte) dinamitou todas as Políticas Sociais, e aí, principalmente a Educação Pública, com escolas fechadas, salários atrasados, merenda ruim, etc.

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Para não dizer que não falei de gente

O que importa, afinal, nesse debate, são as pessoas.  Quando ataca um índice conseguido depois de uma pandemia, que fez com o que o Governo Federal fizesse a recomendação de aprovação automática, para que os alunos não ficassem ainda mais atrás das escolas privadas, dos ricos que podem pagar pelo ensino e pela recuperação de conteúdo, o “Professor Jefferson” diz a que veio: Danem-se os pobres! Que sejam punidos várias vezes, por serem pobres, inclusive com a reprovação.

Sabe o “professor” que a Escola não se encerra em notas, aprovações ou reprovações, IDEB ou colocações no ENEM, mas no processo vivo de aprendizado, que se adapta às circunstâncias, como o fato de que o atual governo encontrou terra arrasada no setor.  Ainda assim, com todas as dificuldades, professores e todo pessoal administrativo, alunos e pais de alunos se uniram para alavancar o nível de aprendizagem.

Ao atacarem o índice, o PT e  o Professor Jefferson atacam esse esforço, essa ideia de recuperação, esse movimento de valorização, e mesmo de propaganda, se assim quisermos, de dizer que o público é bom.  Eu tinha evitado usar os dados do ENEM do IFF, até aqui. Porém, com tanta desonestidade intelectual, é preciso colocar certas coisas em seus lugares.

E não podemos nunca nos esquecer que “pau que dá em Chico, dá em Francisco”.

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