Um estudo sobre os efeitos de fragmentos do virus SARS-Cov-2 em organismos aquáticos que foi publicado pela “Science of the Total Enviroment” em 2022 acaba de ser “despublicado” após uma investigação conduzida em nome do periódico por equipe de integridade em Pesquisa e Ética da editora Elsevier que descobriu irregularidades sérias que teriam cometidas pelos autores.
Uma das descobertas foi que três das revisões do artigo eram fictícias. A investigação determinou que três revisões submetidas sob o nome de cientistas conhecidos não foram feitas por eles. A Elsevier também determinou que os nomes e dados de contato fictícios dos revisores foram submetidos pelo autor de correspondência do autor, o professor Guilherme Malafaia do Instituto Federal de Goiás.
A equipe de integridade em Pesquisa da Elsevier ainda considerou que, embora o artigo tenha sido revisado por revisores adicionais escolhidos pelo Editor da Science of the Total Environent, a violação cometida pelo autor de correspondência comprometeu todo o processo editorial., levando a uma perda perda de confiança na validade/ integridade do artigo e em suas conclusões.
A conclusão inevitável que o artigo deveria ser “despublicado” ( ver imagem abaixo).
Há que se lembrar que Guilherme Malafaia é um velho conhecido de despublicações, e já teve mais 40 artigos despublicados por má conduta científica, incluindo o cometimento de plágio. Uma pergunta que muitos poderão fazer é a seguinte: como um pesquisador com um histórico segue sendo incluído em autoria de artigos? E como um artigo com dezenas de autores, de instituições de ponta, passa por um processo de revisão tão fraudulento em uma revista de tamanha tradição?
Das duas uma: tem mais gente participando de esquemas fraudulentos ou vivemos uma epidemia de ingenuidade correndo solta na comunidade científica brasileira.

