Cerca de 75 movimentos e organizações sociais enviaram nesta quinta-feira (11) carta para secretarias de fazenda e governos estaduais solicitando que benefícios e isenções para agrotóxicos previstos nas cláusulas 1ª e 3ª do Convênio nº 100/97 não sejam renovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A próxima reunião do Conselho acontece nesta sexta-feira (12), às 10h, e precisa de decisão unânime dos membros sobre o assunto.
No documento, as organizações defendem que “alimentos essenciais para a vida da população brasileira devem ter benefícios fiscais, não os agrotóxicos”, lembrando que o maior volume de venenos agrícolas é direcionado para a produção de produtos para exportação – soja, milho e cana-de-açúcar corresponderam a 82% de todo o consumo de agrotóxicos em 2015.
“Sobretudo em momento de colapso do SUS pela propagação da pandemia de COVID-19, é um contrassenso que o país permaneça estimulando, via benesses fiscais, o uso de produtos tóxicos que acarretam em internações por intoxicações crônicas ou agudas”, criticam.
Nos últimos dias temos sido distraídos não apenas pelos altíssimos números de novas infecções e mortes pela COVID-19, mas também pela volta triunfal do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao centro do picadeiro politico em que o presidente Jair Bolsonaro transformou o Brasil. De quebra, ainda tivemos a aprovação da famigerada PEC-186 que congela os salários dos servidores públicos até ainda longínquo ano de 2036.
Todas essas questões vem servindo para ocultar o recrudescimento de uma pandemia que há muito tempo afeta os brasileiros mais pobres, a da fome. Os sinais de que mais gente está passando fome estão por todas as esquinas brasileiras, mas a maioria da mídia corporativa trata de ocultar esse fenômeno, pois certamente sabe do potencial explosivo que o avanço da fome, em meio a reformas ultraneoliberais possui não apenas entre aqueles que já estão com a barriga roncando, mas também naqueles que a barriga irá roncar.
Mas a imagem abaixo vinda da edição de ontem no jornal “A Tribuna” que é publicado na cidade de Santos (SP), mas que circula na maioria dos municípios da Baixada Santista mostra com clareza o processo que está germinando pelo Brasil afora que é de um grave convulsão social causada por uma mistura das duas pandemias: a da COVID-19 e da fome.
Contraditoriamente, a imagem mostra uma fila quilométrica em uma unidade do chamado “Bom Prato”, a versão paulista do “Restaurante Popular”. Em tese, quem está ali terá a sua fome, ainda que parcialmente, saciada. O problema é que essa imagem mostra o grau da crise, em um momento em que a tesoura ultraneoliberal da dupla Bolsonaro/Guedes extermina várias políticas sociais que poderiam servir como apoio à da alimentação. Com isso, é muito provável que não apenas faltem recursos para novas políticas sociais, como também para a que impulsiona o “Bom Prato” e seus congêneres pelo Brasil afora.
Eu digo e repito: o que está sendo fermentado no Brasil, e a imagem acima não me deixa mentir, é uma gigantesca crise social que cedo ou tarde explodirá em dimensões avassaladoras. É que, ao contrário, do que se propala, não há povo que fique na mansidão quando a fome aguda se estabelece em proporções significativas como as que estamos gerando no Brasil neste momento. Depois que os governantes não digam que foram pegos de surpresa, pois as evidências estão aí para quem quiser ver.
Nova coalizão pede aos governos que combatam a causa raiz das infecções emergentes – a destruição da natureza
A destruição da natureza tem levado a um grande aumento na passagem de doenças de animais para pessoas nas últimas décadas. Fotografia: Rodrigo Abd / AP
Por Damian Carrington, editor de Meio Ambiente do “The Guardian
Os governos devem preencher uma grande lacuna nos planos de recuperação pós-COVID-19 com ações sobre a causa raiz das pandemias – a destruição da natureza – alertou uma nova coalizão de grupos de saúde e meio ambiente.
Faltam investimentos e ações cruciais , disse a coalizão Preventing Pandemics at the Source , deixando o mundo jogando um “jogo malfadado de roleta russa com patógenos”.
Muitos trilhões de dólares estão sendo gastos com razão para fortalecer a saúde humana e impulsionar a economia global, disse a coalizão, mas medidas muito menos caras para deter o desmatamento e acabar com o comércio ilegal de animais selvagens são vitais. O apelo é o mais recente de uma série de avisos de alto nível de que mais pandemias e mais frequentes acontecerão sem ação, mas até agora não foram atendidos.
Acredita-se que o coronavírus que causa a COVID-19 tenha saltado de morcegos selvagens para humanos e cerca de dois terços das doenças que infectam humanos começam em outras espécies, incluindo os vírus da gripe, HIV, Zika, Nilo Ocidental e Ebola. A crescente destruição da natureza pela agricultura, exploração madeireira e comércio de animais selvagens trouxe as pessoas e seus rebanhos para um contato mais próximo com a vida selvagem e levou a um grande aumento na passagem de doenças de animais para pessoas nas últimas décadas.
“As vacinas COVID-19 ajudarão a nos resgatar dessa bagunça atual, mas não farão nada para nos proteger da próxima pandemia ‘”, disse Aaron Bernstein, da escola TH Chan de saúde pública da Universidade Harvard nos Estados Unidos, que faz parte da coalizão. “Somente com ações que interrompam infecções emergentes onde elas começam podemos terminar nosso jogo malfadado de roleta russa com patógenos.”
Amy Vittor, da Divisão de Doenças Infecciosas e Medicina Global da Universidade da Flórida, disse: “As florestas – e as florestas tropicais em particular – abrigam redes complexas de micróbios e seus hospedeiros selvagens. Degradar essas paisagens carrega o potencial de liberar esses micróbios sobre nossos animais domesticados e sobre nós mesmos. Portanto, manter a integridade das florestas serve não apenas para proteger a biodiversidade e mitigar as mudanças climáticas, mas também para conter essas redes de patógenos complexas e potencialmente perigosas. ”
Estima-se que os gastos globais em resposta à COVID-19 excedam US $ 20 trilhões (£ 14,45 trilhões), mas um estudo de julho estimou que gastar apenas US $ 27 bilhões por ano reduziria substancialmente os riscos de outra pandemia na escala do surto de coronavírus.
Jon Epstein, um especialista em vírus zoonóticos da EcoHealth Alliance, disse: “Gastos relativamente modestos e cooperação entre governos em áreas emergentes de doenças para combater o desmatamento, reduzir significativamente o comércio de animais selvagens e melhorar a biossegurança em torno do gado ajudaria significativamente.
Cortar o desmatamento tropical causado por carne bovina, soja, óleo de palma e polpa de madeira e papel é crucial, disse a coalizão. Reconhecer os direitos dos povos indígenas, que possuem séculos de conhecimento sobre como viver em harmonia com a natureza, também seria um passo importante para a proteção da floresta, afirmou.
Em outubro, os principais cientistas do mundodisseram que o mundo estava em uma “era de pandemias” e que as doenças iriam surgir com mais frequência, se espalhar mais rapidamente, matar mais pessoas e afetar a economia global com um impacto mais devastador do que nunca, a menos que a devastação de o mundo natural acaba.
Melinda Kimble, pesquisadora sênior da Fundação das Nações Unidas, disse que uma cúpula do G7 sediada no Reino Unido em junho e uma nova administração dos Estados Unidos tornou “o momento perfeito para liderança global e ação concreta para proteger as pessoas e o planeta”.
Este texto foi escrito inicialmente em inglês e publicado pelo jornal “The Guardian” [Aqui!].
Os fundos ETFs (exchange-traded funds) e os fundos de índice são algumas das ferramentas de investimento mais populares disponíveis tanto entre investidores individuais quanto institucionais.
Algumas poucas empresas de gestão de ativos controlam entre 60% e 70% desses fundos, de acordo com um relatório recente da think tank financeira Planet Tracker.
A análise da Planet Tracker descobriu que US$ 9,3 bilhões de ETFs são investidos em 26 empresas envolvidas com o comércio de soja e ligadas ao desmatamento.
O relatório conclui que as empresas financeiras nas quais as ETFs e os fundos de índice estão concentrados são fundamentais para combater o apoio financeiro ao desmatamento.
Por John C. Cannon em 9 Março 2021 | Traduzido por Carol de Marchi
Os fundos negociados em bolsa, ou ETFs, varreram o mundo financeiro, chegando a um valor coletivo de 6,7 trilhões de dólares no segundo semestre de 2020. Um ETF é uma espécie de híbrido entre uma ação facilmente negociável de uma única empresa e um fundo mútuo diversificado e de baixo custo que espalha o risco do investidor entre uma seleção de diferentes empresas.
Aparentemente uma solução ideal e atrativa tanto para investidores individuais quanto institucionais, essa prática equivale a apoiar o desmatamento e outros danos ambientais, de acordo com um relatóriorecente da think tank financeira Planet Tracker, sediada em Londres.
O relatório descobriu que 70% do mercado de ETFs está nas mãos das empresas financeiras americanas BlackRock, State Street Global Advisors e Vanguard. A respeito dos fundos de índice — que rastreiam os principais indicadores do mercado, como o S&P 500 em Nova York ou o FTSE em Londres e que possuem muitos ETFs vinculados a eles —, quatro empresas detêm 60% do mercado. Os principais participantes são Bloomberg, MSCI e S&P Dow Jones, sediadas nos EUA, e a FTSE Russell, baseada no Reino Unido.
Esse nível de influência significa que essas empresas têm uma enorme oportunidade de diminuir o apoio financeiro para as empresas que desmatam florestas — se elas optarem por fazê-lo, segundo John Willis, principal autor do relatório.
Terra desmatada para dar lugar a plantação de palma na Indonésia. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay.
Os fundos de índice, e especialmente os ETFs, têm crescido em popularidade nas últimas décadas. O investimento total nestes produtos em 2020 foi cinco vezes maior do que em 2010. “Eles ainda estão crescendo a um ritmo fenomenal”, observa Willis.
Para se ter uma ideia da escala de apoio das ETFs ao desmatamento, Willis e seus colegas analisaram 26 empresas de capital aberto que produzem ou processam soja, e que também possuem vínculos com o desmatamento segundo uma lista ranqueada de empresas compilada pela plataforma de pesquisa Deforestation-Free Funds. A produção de soja está logo atrás da criação de gado como a maior força por trás do desmatamento nos trópicos, causando a perda de meio milhão de hectares de floresta a cada ano. A análise da Planet Tracker revelou investimentos no valor de US$ 9,3 bilhões de ETFs nessas empresas em meados de 2020.
Como esses mercados estão altamente concentrados nas mãos de apenas algumas empresas, eles “juntos têm poder desproporcional para atenuar o risco de desmatamento (bem como outros riscos de capital natural) no mercado de ETFs”, escrevem os autores do relatório da Planet Tracker.
Rebanho bovino no Chaco boliviano; a pecuária é a principal responsável pela perda de cobertura de floresta tropical no mundo. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay
Redução imediata do desmatamento
Willis e seus colegas argumentam que esses gerentes de ativos deveriam livrar-se rapidamente de “empresas ligadas ao desmatamento em suas ofertas de produtos”. Eles também defendem os direitos dos consumidores de saber para onde seu dinheiro está indo.
Com os fundos de índice, essa transparência é descomplicada. Um investidor em um fundo de índice S&P 500 possui fatias de todas as 500 empresas que compõem o indicador mais conhecido do mercado de ações dos EUA. Como o mercado de ETF cresceu — e com ele a concorrência para clientes que procuram investimentos fáceis e de baixo custo —, as empresas financeiras desenvolveram instrumentos por vezes complicados a fim de obter os maiores retornos. As escolhas de investimentos feitas pelos gerentes acabam ficando camufladas nesses fundos, da mesma forma que a Coca-Cola protege a receita de seu refrigerante. A justificativa é que sua mistura especial de empresas é um segredo de propriedade que eles não querem que outras empresas de investimento roubem, nem querem avisar outros investidores sobre grandes ordens de compra ou venda que possam estar chegando.
“Essa falta de clareza significa que os investidores não têm como saber se esses fundos estão apoiando empresas com desmatamento em suas cadeias produtivas”, afirma Willis. “Como investidor, a primeira coisa que eu acho que preciso saber é: o que estou comprando? Porque em muitos casos, eu não comprarei”.
Para Willis a questão da escolha está relacionada à transparência. As empresas financeiras poderiam — e até certo ponto o fazem — fornecer fundos que não incluam investimentos em empresas que prejudiquem o meio ambiente, normalmente sob uma categoria conhecida como ESG, abreviação de Ambiental, Social e Governança (corporativa), em inglês.
De acordo com Willis, os gerentes desses fundos poderiam ir ainda mais longe, usando sua influência para convencer os próprios índices a excluir de suas carteiras as empresas ligadas ao desmatamento. Os investimentos das gestoras de ativos se espalham em muitos setores da economia. “Com essa abrangência, elas também têm a capacidade de orientar a direção dessas empresas”, escreve a equipe da Planet Tracker. Como outros acionistas, elas podem votar em propostas que tratem de questões como o desmatamento. Até recentemente, no entanto, os gerentes da ETF têm se mantido, em grande parte, fora dessa discussão.
Os autores do relatório apontaram para as descobertas das ONGs Profundo e Friends of the Earth U.S. analisando o impacto das empresas de gestão de ativos após o Fórum de Bens de Consumo, uma rede mundial de empresas sediada na França, comprometida em 2012 com o desmatamento líquido zero para seus países membros até 2020. As pesquisas das ONGs revelaram que, até setembro de 2020, BlackRock, State Street e Vanguard haviam se abstido ou votado contra 16 resoluções de acionistas destinadas a combater o desmatamento nas cadeias de fornecimento dessas empresas.
Desmatamento para plantação de soja na Amazônia peruana. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay.
A resposta
Várias das empresas financeiras listadas no relatório da Planet Tracker disseram à Mongabay que estão trabalhando para gerar mudanças.
“A equipe de Administração de Investimentos se envolve regularmente com executivos e conselhos, incluindo discussões com empresas relevantes sobre desmatamento e seus riscos para a sustentabilidade empresarial a longo prazo”, disse um porta-voz da Vanguard por e-mail. “Se uma empresa não fizer progressos para enfrentar tais riscos, nós os responsabilizaremos para promover e proteger o valor a longo prazo para nossos investidores.”
Um porta-voz da S&P Dow Jones disse que ela monitora “a evolução do mercado e a demanda dos investidores” para desenvolver novos índices adequados às exigências de seus clientes. “Por exemplo, oferecemos índices focados no meio ambiente destinados a atingir certas metas de sustentabilidade e excluímos empresas que não atingem essas metas”, disse o porta-voz da S&P por e-mail.
A Bolsa de Valores de Londres recusou-se a comentar o relatório. A Bloomberg, MSCI e State Street não responderam aos pedidos de entrevistas ou comentários.
Até o momento, poucos líderes financeiros participaram mais da conversa em torno do crescente mercado de ESG do que Laurence D. Fink, fundador e CEO da BlackRock. Em 2020, sua carta anual aos CEOs das empresas nas quais a BlackRock está investindo se concentrou na mudança climática, e especificamente em como ela afetará os balanços.
“Os investidores estão cada vez mais considerando estas questões e reconhecendo que o risco climático é um risco de investimento”, escreveu Fink.
No ano seguinte, a BlackRock diz ter acrescentado 51 ETFs de índice com foco no ESG a seu menu, com o objetivo de alcançar 150 ofertas desse tipo. (No final de janeiro de 2021, ela tinha 141 “soluções” ESG, de acordo com o site da empresa). Fundos como a Economia Circular BGF prometem aos investidores que 80% de seu dinheiro irá apoiar as empresas que fazem parte da ética da “economia circular” minimizadora de resíduos. Os gestores do fundo também não compram participações em empresas relacionadas a petróleo, carvão e gás.
Floresta recém desmatada no Chaco boliviano para cultivo de soja. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay.
Em uma entrevista ao Aspen Times logo após a carta de Fink ter sido publicada em 2020, o ambientalista e autor Bill McKibben observou “a notícia bastante notável de que, após a pressão inflexível dos ativistas, a BlackRock está agora intensificando seus esforços para pelo menos começar a fazer algo a respeito da mudança climática”.
“Precisamos de muito mais do que isso”, acrescentou McKibben.
Ainda assim, Fink e a BlackRock foram criticados por não se movimentarem antes para abordar o apoio financeiro a emissores de CO2 e empresas de combustíveis fósseis. A recente preocupação da empresa em questões de ESG foi chamada de nada mais do que uma “lavagem verde“.
Uma investigação realizada em 2020 pelo site de jornalismo ambiental ((o))eco descobriu que a BlackRock tinha investido mais de US$ 400 milhões através de vários fundos nos três maiores frigoríficos do Brasil. Coletivamente, as operações de gado da JBS, Marfrig e Minerva foram ligadas a 69 mil quilômetros quadrados de terra sob o risco de desmatamento na Amazônia.
Além disso, uma investigação realizada pela Mongabay América Latina e Repórter Brasil revelou que a BlackRock investiu quase US$ 10 milhões na JBS, o maior exportador de carne do mundo, através de seu fundo Carbon Efficient Index. Embora não esteja na lista da BlackRock de ETFs deESG, este fundo acompanha um índice brasileiro para empresas que adotam “práticas transparentes em relação às suas emissões de gases de efeito estufa”, de acordo com a ficha da BlackRock. Os documentos informativos do fundo não fazem nenhuma menção aos gases de efeito estufa contendo carbono emitidos como resultado do desmatamento.
Desmatamento florestal para plantações de soja na Bolívia. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay
Desmatamento em segundo plano
Ainda assim, a carta de Fink de 2021foi muito esperada, refletindo a influência do maior gestor de ativos do mundo e sua carteira de 7 trilhões de dólares. Fink se baseia no conceito de zero líquido, no qual as empresas e os países trabalham para equilibrar suas emissões de carbono, ao mesmo tempo em que afirmam que é possível, sim, fazer dinheiro nessa mudança.
“Acreditamos também que a transição climática apresenta uma oportunidade histórica de investimento”, escreveu ele.
No entanto, não há qualquer menção ao desmatamento na carta deste ano nem na missiva de 2020. Após críticas sobre seu registro de voto como acionista, a BlackRock diz tervotadoa favor de uma proposta relacionada ao desmatamento na reunião da Procter & Gamble em outubro de 2020. A proposta pediu à P&G que relatasse seus esforços para eliminar suas conexões com o desmatamento e a degradação florestal, especificamente em suas cadeias de fornecimento de celulose de madeira e de óleo de palma.
De forma geral, a BlackRock diz ter votado a favor de oito das nove propostas de acionistas relacionadas ao meio ambiente desde julho de 2020. A BlackRock se recusou a comentar publicamente este artigo.
Como McKibben, Willis afirma que, ainda que possuam os meios para saber quais investimentos acarretam riscos de desmatamento, empresas como a BlackRock têm que ser convencidas por ONGs e ativistas de que vale a pena confrontar cadeias de fornecimento causadoras de desmatamento, como as que produzem o fornecimento mundial de óleo de palma, borracha, madeira, gado e soja.
“Eles poderiam se dar ao luxo de fazer a pesquisa para fazer isso”, disse Willis. Com essas informações, então, quão complicado seria afastar esse risco de seus portfólios?
“Você poderia apertar um botão”, disse ele, “se você realmente quisesse”.
Imagem do banner: rebanho bovino na Colômbia. Foto: Rhett A. Butler/Mongabay.
Este texto foi originalmente publicado pela agência de notícias Mongabay [Aqui!].
No começo do mês, o ministério do meio ambientedivulgoua relação de Unidades de Conservação (UCs) federais da Amazônia Legal selecionadas para a 1ª etapa do programa Adote Um Parque. Uma das 131 áreas elencadas pelo governo para “adoção” por empresas privadas é a Reserva Biológica (REBIO) do Guaporé, em Rondônia. No entanto, como o Instituto Socioambiental (ISA) destacou, essa área possui quase 410 mil hectares sobrepostos à Terra Indígena (TI) Massaco, território homologado (que passou pela última etapa do processo de demarcação) que conta com um registro de Povo Indígena Isolado confirmado pela Funai. A Constituição proíbe expressamente a concessão de territórios indígenas para a iniciativa privada, já que esses terrenos são de uso exclusivo dos indígenas.
“Não é coerente, tampouco cientificamente defensável, considerar neste novo programa governamental UCs em sobreposição com TIs sem a devida consulta prévia às organizações que representam os Povos Indígenas, tais como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), e sem o acompanhamento da Funai”, argumentou o ISA. “A seleção de uma área frágil como essa evidencia a falta de clareza do MMA na própria concepção do programa e levanta riscos para os isolados que vivem nessa área”.
Depois de meses de atraso, o programa foi oficialmente lançado em fevereiro passado pelo governo federal. A primeira UC concedida à iniciativa privada foi a Reserva Extrativista (RESEX) do Lago do Cuniã, em Rondônia, pelo Carrefour do Brasil.
ClimaInfo, 11de marçode 2021.
Este texto foi inicialmente publicado pelo ClimaInfo [Aqui!].
Enquanto o Brasil segue distraído pelas idas e vindas do presidente Jair Bolsonaro no combate à crise sanitária criada pela pandemia da COVID-19, o seu governo continua ampliando a enxurrada de liberações de agrotóxicos, muitos deles banidos pela União Europeia.
Com a promulgação do Ato 13 de 26 de Fevereiro, o governo Bolsonaro autorizo o uso de mais 27 agrotóxicos em sua forma industrial (o chamado produto técnico) que depois serão transformados em produtos formulados que poderão ser vendidos a varejo ou no atacado.
Dentre os produtos aprovados, a carga habitual de produtos que já estão proibidos pela União Europeia, incluindo os já conhecidos Atrazina, Dibrometo de Diquate, Glufosinato e Hexazinona, todos conhecidos por causarem algum tipo de dano à saúde humana e a outros seres vivos, e também nas águas e solos (ver figura abaixo).
Status na União Europeia dos agrotóxicos liberados pelo Ato No. 13 de 26 de fevereiro de 2021
É interessante notar que nessa leva também foi feita a aprovação de mais um agrotóxico baseado no Fipronil, conhecido por causa de sua letalidade contra polinizadores. Com isso, o governo Bolsonaro já liberou um total de 23 agrotóxicos com base no Fipronil, sendo que 10 deles são produtos técnicos que poderão gerar sabe-se lá quantos produtos formulados. O resultado disso é que temos em curso a massificação da venda de um produto conhecido por exterminar abelhas, o que, curiosamente, poderá causar perdas colossais à agricultura brasileira, especialmente naqueles segmentos que mais usam agrotóxicos que são os produtos de commodities agrícolas de exportação.
Empresas chinesas estão aumentando sua hegemonia no fornecimento de agrotóxicos no mercado brasileiro
Outra característica marcante nos 27 agrotóxicos que foram liberados pelo Ato No. 13 é que 92% deles são fabricados por empresas chinesas, a maioria de forma exclusiva (ver figura abaixo).
Países de origem das empresas fabricantes dos agrotóxicos liberados pelo Ato No. 13 de 26 de fevereiro de 2021
Mas além de participar intensamente do fornecimento, noto agora que empresas chinesas estão se estabelecendo em número cada vez maior no Brasil para passarem a vender diretamente seus produtos em vez de simplesmente entregá-los para empresas brasileiras fazerem o processamento de produto técnico para as diferentes formulações. Essa mudança tende a fortalecer a hegemonia das empresas chinesas no fornecimento de agrotóxicos que serão usados mais amplamente no cultivo daquelas commodities que a China mais importa do Brasil. O problema aqui é agrotóxicos, como todo produto industrializado, sempre custará mais caro do que soja, por exemplo. E nisso fica uma troca desigual, pois enquanto os chineses compram soja e milho mais baratos dos exportadores brasileiros, o Brasil paga mais caro pelos agrotóxicos chineses, De quebra, por aqui ficam as consequências nefastas de alguns produtos que a própria China já baniu em seu território.
Governo Bolsonaro: vacina não, agrotóxico sim
Voltando ao governo Bolsonaro e sua postura de boicote à vacina Coronavac, fabricada pela Sinovac, é sempre importante lembrar que a rejeição está longe de ocorrer com os agrotóxicos produzidos por dezenas empresas chinesas sobre as quais há pouca ou nenhuma informação, inclusive nos sites que estas possuem na rede mundial de computadores.
Mas, convenhamos, há extrema coerência nessa situação, pois o governo Bolsonaro além de ser representante direto dos interesses do latifúndio agro-exportador, é liderado por um presidente que até aqui mostrou pouquíssimo interesse em preservar a vida dos brasileiros, e os números de mortos pela COVID-19, quase 270 mil, estão aí para não me deixar falando sozinho.
Quem desejar baixar o arquivo contendo a descrição dos agrotóxicos liberados pelo Ato No. de 26 de fevereiro, vasta clicar [Aqui!]. Já para baixar a base completa contendo os 1.127 agrotóxicos liberados desde o início do governo Bolsonaro, basta clicar [Aqui!].
Movimentos de rua liderados por eles tiveram apoio da empresa de celulose; deputada indicada para a Comissão do Meio Ambiente integra a bancada ruralista e repete o discurso do ministro contra ONGs e povos tradicionais
A deputada federal Carla Zambelli (PSL) e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Fonte: Facebook
Por Luís Indriunas para a “De olho nos ruralistas”
A lista de projetos de lei de autoria da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) é voltada para o que ela chama de combate à corrupção e para o negacionismo em relação à pandemia. No primeiro caso, uma de suas ideias é considerar crimes hediondos as práticas contra a administração pública. Em relação ao ambiente, o mais próximo que ela chegou do tema foi na coautoria de um projeto que aumenta a pena paratráfico de animais.
Suas conclusões sobre o tema se resumem ao ataque bolsonarista clássico de que as organizações não-governamentais estão acabando com a Amazônia, pela defesa intransigente ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e pela relação com a empresa de celulose Suzano. Ela recebeu doações de Jorge Feffer, dono de uma fortuna de US$ 1,6 bilhão e membro do conselho da holding, uma companhia como longa história de infrações e crimes ambientais e uma relação estreita com Salles.
Jorge Feffer, da Suzano Papel e Celulose, apoia Carla Zambelli. (Foto: Facebook)
Quando era secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Salles foi acusado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo de tentar alterar de maneira irregular o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Várzea do Rio Tietê com o objetivo de favorecer uma série de indústrias, entre elas, a Suzano Papel e Celulose: “Ricardo Salles beneficiou Suzano em São Paulo; futuro ministro é acusado de fraude ambiental“. Em agosto de 2017, o então governador Geraldo Alckmin o exonerou por causa da acusação.
Segundo denúncia a que o observatório teve acesso, o conglomerado comandado pela família Feffer foi citado em pelo menos duas reuniões, convocadas por uma assessora técnica do gabinete de Ricardo Salles, Roberta Buendia Sabbagh. Nesses encontros, a assessora pressionou representantes do Núcleo de Planos de Manejo da Fundação Florestal — órgão responsável pela gestão das Unidades de Conservação no estado de São Paulo — para alterar o zoneamento da APA Várzea do Tietê, a pedido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo um dos depoentes do inquérito, a empresa “seria prejudicada caso fosse mantido o mapa original”.
Em dezembro de 2018, Salles foi condenado. Na última quarta-feira (04), Salles e Fiesp foram absolvidos em segunda instância após recurso.
Carla Zambelli foi uma das que defenderam a manutenção de Salles no ministério, quando ameaçado de queda. Seu discurso vai ao encontro do discurso do ministro. Sobre o aumento dos incêndios na Amazônia, a deputada acusa ONGs e comunidades tradicionais pelos problemas ambientais na região. Na sua lógica conspiradora, esses grupos se movimentaram para “criminalizar um governo que é novo, de direita”.
Os Feffer foram também patrocinadores do Movimento Endireita Brasil, do qual Ricardo Salles é fundador e presidente.
A Suzano Papel e Celulose tem um longo histórico de problemas ambientais. Entre os últimos, há uma investigação do Ministério Público sobre despejo de poluentes pela empresa emAmericana (SP), em 2020.
De Jorge Feffer, Carla recebeu R$ 10 mil, mas sua lista de doadores tem diversos outros empresários como Tomé Adbuch, que doou R$ 60 mil, outro fundador, com ela, do movimento Nas Ruas. O dono da rede de academia Smart Fit, Edgard Gomes Corona, doou R$ 50 mil. O proprietário das lojas Riachuelo, Flávio Rocha, doou R$ 30 mil. No total a campanha da deputada arrecadou R$ 517.468,61.
Irmão da deputada representa empresas de inspeção veicular
Apesar de na sua declaração à Justiça Eleitoral não aparecer nenhuma atividade relacionada ao agronegócio, Carla Zambelli é integrante da Frente Parlamentar pela Agropecuária (FPA). Ela foi arregimentada pelo grupo logo no início do seu mandato, conforme levantamento do De Olho nos Ruralistas. Ela vota com a bancada, como no caso daMP da Grilagem.
O atual secretário de Assuntos Fundiários, Luiz Nabhan Garcia, durante a campanha de Carla. (Foto: Twitter)
Sua maior ligação com os ruralistas vem pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério de Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, que fez campanha para ela. Nabhan e Carla decidiram fazer uma troca de favores, num “nepotismo cruzado”.
Zambelli empregou em seu gabinete Maurício Nabhan Garcia, irmão do secretário, com um salário de R$ 8.722,66. Nabhan contratou Bruno Zambelli Salgado para uma vaga no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O irmão de Nabhan continuou no gabinete. O irmão de Zambelli ficou seis meses no governo e hoje é superintendenteda Associação Nacional dos Organismos de Inspeção (Angis), entidade os organismos de inspeção licenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Bruno, assim como o pai e a cunhada de Zambelli, tentaram se eleger nas eleições municipais de 2020, masnenhum deles se elegeu. Bruno recebeu 12 mil votos.
| Luís Indriunas integra a equipe de editores do De Olho nos Ruralistas |
Este texto foi originalmente publicado no “De olho nos ruralistas” [Aqui!].
No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia do novo coronavírus. Mas o que os brasileiros aprenderam com a crise? Quais os hábitos que a população mudou no dia a dia? Há pouco mais de 11 meses, a dona de casa Ivelise Souza, de 48 anos, não fazia ideia dos novos hábitos que adotaria. Moradora de Manaus, município que sofre com os altos índices de infectados pelo novo coronavírus, ela não fica mais sem o seu aliado: o álcool em gel. Antes de 2020, para grande parte da população brasileira, o item era utilizado em casos muito específicos – em hospitais e clínicas médicas. Hoje é um produto do cotidiano do brasileiro. Um ano depois do primeiro caso confirmado no Brasil, 10 milhões de casos e quase 250 mil vidas perdidas, o que mais a população aprendeu?
A manaura diz que, além de higienizar as mãos com álcool, passou a lavar todos os itens de compras quando chega em casa. “Os primeiros dias foram difíceis, mas me acostumei. Esses cuidados vão ficar na minha vida para sempre”, explica.
Para o produtor de elenco e guia turístico Eduardo Sá, de 47 anos, a pandemia trouxe novos aprendizados e hábitos. “Adotei alguns procedimentos durante a pandemia e devo levar comigo. Deixo roupas e sapatos na entrada de casa. Coloquei um cabideiro na porta de entrada e ali deixo esses pertences”, conta o morador do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Ele conta que vai continuar, depois da pandemia, com o uso eventual da máscara.
“Acredito que é algo importante porque a gente pode ter uma doença transmissível, tipo um resfriado. Até mesmo porque sou alérgico. Percebi que a máscara me ajuda a diminuir as crises. Quantos aos alimentos, hortifrutis, sempre deixo numa bacia com uma solução de água comum e água sanitária”, detalha Eduardo.
No Distrito Federal, Maria de Lurdes Vieira de Souza, de 57 anos, trabalha como passadeira. “Quando saio de casa, levo meu álcool em gel, passo nas mãos ao entrar e sair dos ônibus. Trabalho com muito cuidado, quando chego em casa, troco a roupa e o sapato, higienizo tudo. Quando terminar a pandemia, quero continuar andando com meu álcool na bolsa e me cuidando ainda mais”.
Já o advogado José Maurício Medeiros Costa, de 55 anos, morador de João Pessoa, na Paraíba, diz que “o grande legado da pandemia é cuidar melhor dos alimentos que nós consumimos”.
Fonte técnica confiável
Em 28 de fevereiro de 2020, o Conselho Federal de Química (CFQ) se pronunciou pela primeira vez sobre o combate ao novo coronavírus para contradizer um vídeo que havia viralizado na internet. Um cidadão, que se autointitulava químico autodidata, afirmava que o álcool em gel não era eficaz no combate à COVID-19, e sim o vinagre.
A Nota Oficial do CFQ reverberou na imprensa, e o Sistema CFQ/CRQs (formado pelo Conselho e 21 Conselhos Regionais de Química) posicionou-se como fonte técnica confiável, explicando à população formas de prevenção e combate à COVID-19. “O CFQ foi firme no compromisso de orientar a população e, como órgão fiscalizador, garantir a oferta à sociedade de bons produtos e serviços dentro da infinidade de possibilidades técnicas oferecidas pela Química nos tempos atuais”, afirma o presidente do Conselho Federal, José de Ribamar Oliveira Filho.
Naquele momento, começava um intenso trabalho de combate à desinformação, com a produção de conteúdos didáticos (notas, cartilhas, vídeos, podcasts e posts para as redes sociais) para mostrar à população como utilizar água sanitária para desinfetar ambientes, como lavar as mãos corretamente, como utilizar o álcool em gel com mais eficácia. Este foi o começo da campanha Química Solidária, exemplo de que a solidariedade também foi um dos grandes aprendizados em meio à pandemia. A população se uniu em prol de uma causa: o combate ao novo coronavírus
Em março, quando a pandemia se espalhou pelo país, o álcool em gel desapareceu das prateleiras de mercados e farmácias, tornando-se artigo raro e caro para muitos brasileiros.
Para minimizar o desabastecimento e garantir o produto para quem mais precisava, o Sistema CFQ/CRQs (formado pelo CFQ e os Conselhos Regionais de Química) incentivou a sociedade, especialmente a comunidade da Química no Brasil, a se engajar na campanha Química Solidária.
A ação articulou a produção e doação de mais de 100 mil litros de álcool 70% em várias regiões, com o apoio de instituições de ensino, empresas, associações e profissionais da área da Química. As primeiras iniciativas ocorreram nos estados do Rio de Janeiro e da Paraíba. Confira as ações da Química Solidária.
Em maio de 2020, o CFQ elaborou uma cartilha com 21 perguntas e respostas sobre como usar a solução de água sanitária no combate à COVID-19. Revejaaqui .
Além disso, o Sistema CFQ/CRQs mostrou para a sociedade a atuação dos profissionais da Química na linha de frente contra o vírus, seja na produção de álcool, na pesquisa de produtos, pesquisa sobre o vírus, terapias e vacinas, e fiscalização dos fabricantes.
“Eles atuam em fases importantes da produção do álcool em gel, por exemplo, para garantir qualidade e segurança. Além disso, mapeiam e controlam os processos industriais, elaboram procedimentos operacionais adequados às normas e às boas práticas, e realizam o controle de qualidade da produção, acompanhando todas as etapas do processo”, explica Oliveira Filho.
O presidente Jair Bolsonaro, sob evidente pressão do discurso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, operou hoje uma súbita mudança em sua posição negacionista e passou a usar máscara e a defender a importância das vacinas no combate à pandemia da COVID-19 (ver imagem abaixo)
O presidente Jair Bolsonaro (no centro), ladeado pelo senador Davi Alcolumbre, e o chefe da casa civil, general Braga Netto (à esq.) e pelo presidente do senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Palácio do Planalto após sanção de lei que amplia a aquisição de vacinas – Raul Spinassé/Folhapress
Assim, para não deixar ninguém esquecer o que o presidente Jair Bolsonaro já disse sobre as vacinas contra a COVID-19, posto a sequência abaixo que expressam o que eu considero o pensamento “puro” dele sobre o assunto.
O periódico ou editora está incluído em alguma das listas do site Stop Predatory Journals?
Diários sequestrados
Os periódicos predatórios às vezes sequestram o ISSN de um periódico autêntico para passá-lo como seu.
O ISSN ou eISSN incluído no site da revista é autêntico?
Nota: Certifique-se de que o título da revista que você pode obter no resultado do portal ISSN corresponde estritamente ao título que é mencionado no site da revista.
O jornal que você está testando é um jornal sequestrado?
O jornal que você está testando é um jornal sequestrado?
Periódicos falsos ou clonados procuram enganar os autores imitando as práticas e os nomes.
O editor tem um nome estranhamente semelhante a outro editor?
Algumas editoras predatórias usam uma semelhança de nome com editoras conhecidas para promover sua própria credibilidade.
O editor tem um nome estranhamente semelhante a outro editor?
Indexação e métricas
A revista possui a marca registrada “Impact Factor” (Clarivate Analytics TM)?
A revista possui a marca registrada “Impact Factor” (Clarivate Analytics TM)?
O fator de impacto (FI) mede a visibilidade dos periódicos.
Freqüentemente, é mal utilizado como uma abreviatura para avaliar a qualidade de um periódico.
Para evitar tal confusão, você verifica no site da Clarivate a marca registrada “Impact Factor”.
A revista está realmente incluída nas diversas bases de dados citadas em seu site?
. A revista está realmente incluída nas diversas bases de dados citadas em seu site?
Pseudo-periódicos freqüentemente afirmam ser indexados em bancos de dados ou índices bem conhecidos.
Verificando o Conselho Editorial e o Processo de Revisão por Pares
Você tem que estar ciente do Conselho Editorial da revista. Você também deve verificar o processo de revisão por pares.
Nesta etapa, você apenas responde às perguntas abaixo:
Os membros do conselho editorial são mencionados no site?
A política de revisão por pares possivelmente anunciada parece surpreendentemente rápida para sua (s) disciplina (s)?
Após fornecer as informações, prossiga para a próxima seção.
Consultas relacionadas ao conteúdo e à apresentação para identificar os periódicos predatórios
Aqui, você fornece as informações relacionadas ao conteúdo da sua revista. Levará alguns segundos para responder:
Consulta Relacionada a Conteúdo
Estratégias de Comunicação
Você recebe repetidamente e-mails não solicitados ( spam ) do jornal / editor?
Resultado final:
Aqui está o resultado para jornal não especificado, pois não respondi a nenhuma pergunta durante o teste.
Resultados para jornal não especificado
Portanto, certifique-se de que seu trabalho de pesquisa acadêmica esteja em boas mãos usando a ferramenta.
Neste guia detalhado. Eu discuti e demonstrei uma ferramenta útil para identificar jornais predatórios.