Estudo do Imazon mostra grande avanço do desmatamento e da degradação florestal na Amazônia

Apenas em agosto, foram derrubados 1.415 km². Além disso, a degradação florestal causada pela extração de madeira e pelas queimadas cresceu 54 vezes

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Sobrevoo do Greenpeace em julho mostrou queimada em Rondônia (Foto: Christian Braga/Greenpeace)

Por Imazon

O desmatamento acumulado na Amazônia já chegou a quase 8 mil km² apenas em oito meses, sendo o maior dos últimos 15 anos. Segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), somente em agosto foram derrubados 1.415 km² de floresta, uma área quatro vezes maior do que Belo Horizonte.

Outro problema foi a degradação florestal causada pela extração de madeira e pelas queimadas, que cresceu 54 vezes na região em relação ao mesmo mês do ano passado. A área degradada passou de 18 km² em agosto de 2021 para 976 km² em agosto de 2022, uma alta de 5.322%.

Além de ameaçar diretamente a vida de povos e comunidades tradicionais e causar perdas na biodiversidade, esse aumento na destruição também afeta a camada de ozônio e contribui para o aquecimento global em um momento de emergência climática. Por isso, neste Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, é importante olhar para a floresta em pé como uma das soluções para proteger as populações das consequências desse desequilíbrio do clima, entre elas a maior frequência e intensidade de eventos extremos como secas e tempestades.

“Já passamos da metade do ano e o que vem acontecendo são recorrentes recordes negativos de devastação da Amazônia, com o aumento no desmatamento e na degradação florestal. E infelizmente temos visto ações insuficientes para combater esse problema”, lamenta a pesquisadora Bianca Santos, do Imazon.

SITE SAD JAN AGO 2008 2022 - Desmatamento na Amazônia chega a quase 8 mil km² em 2022, pior acumulado em 15 anos

Monitoramento da degradação pode ajudar no combate ao desmatamento

O instituto classifica como desmatamento quando a vegetação foi totalmente removida, o chamado “corte raso”, e como degradação florestal quando parte da mata foi retirada por causa da extração de madeira ou afetada pelo fogo. Por isso, é comum que uma área classificada como degradada seja posteriormente desmatada.

“Em muitos casos de áreas que sofrem degradação florestal por exploração madeireira, após a retirada total das espécies de valor comercial, é feita a remoção completa das árvores para destinar aquela área a outros tipos de uso, como por exemplo a agropecuária ou até para a especulação imobiliária, no caso da grilagem”, explica Bianca.

É por isso que monitorar também a degradação, e não apenas o desmatamento, é muito importante para a Amazônia. “Se os órgãos ambientais agirem para proteger as áreas degradadas recentemente, podem evitar que elas sejam desmatadas nos meses seguintes”, completa a pesquisadora.

Pará lidera no desmatamento e Mato Grosso na degradação

Apesar da área destruída na Amazônia em agosto deste ano ter sido 12% menor do que no mesmo mês de 2021, quando foram desmatados 1.606 km², Bianca alerta que é extremamente cedo para comemorar. Isso porque a devastação de 2022 foi a terceira pior para o mês de agosto desde 2008, quando o instituto implantou seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). O segundo pior ano foi 2020, quando 1.499 km² de floresta foram postos abaixo.

SITE SAD AGO 2008 2022 - Desmatamento na Amazônia chega a quase 8 mil km² em 2022, pior acumulado em 15 anos

Os estados que mais desmataram em agosto foram Pará (647 km²), Amazonas (289 km²) e Acre (173 km²), que registraram respectivamente 46%, 20% e 12% de toda a derrubada na Amazônia.

“Nesses três estados, assim como nos outros que compõem a região, estamos identificando o avanço do desmatamento nas florestas públicas não destinadas. São áreas pertencentes aos governos dos estados ou federal que ainda não tiveram um uso definido, cuja prioridade estabelecida em lei é para a criação de novas áreas protegidas, como terras indígenas ou quilombolas e unidades de conservação. Porém, por essa falta de destinação, essas terras acabam sendo as preferidas dos grileiros, que as invadem com a expectativa de obter a posse”, afirma a pesquisadora.

Já o estado que teve a maior área de floresta degradada em agosto foi Mato Grosso (657 km²), o que representa 67% do registrado em toda a Amazônia. Pará (240 km²) e Acre (28 km²) ficaram em segundo e em terceiro, com respectivamente 25% e 3% das áreas degradadas na região.

Clique aqui para ver todos os dados de agosto
Saiba mais sobre o SAD aqui


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Este texto foi inicialmente publicado pelo Imazon [Aqui!].

Ao colocar selo de “Cabritzel” em Cláudio Castro durante debate, o editor-chefe do SBT-Rio prestou grande serviço aos eleitores do Rio de Janeiro

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O jornalista Humberto Nascimento, editor-chefe do SBT-Rio, pôs o selo de “Cabritzel” na testa do governador acidental Cláudio Castro

Apesar de não ter assistido a todo o ontem realizado ontem com os candidatos a governador do estado do Rio de Janeiro, considero que um grande trabalho foi prestado à população fluminense pelo editor-chefe do SBT-Rio, o competente jornalista Humberto Nascimento, que fez uma pergunta a Cláudio Castro que na verdade equivale a um daqueles selos inescapáveis que políticos em campanha se arriscam a ter colocados em suas testes (ver vídeo abaixo).

A verdade é que Humberto Nascimento ao não se restringir a apontar para todas as circunstâncias questionáveis que cercam ações, comandados e aliados do governador acidental Cláudio Castro, mas também oferecer uma síntese disso tudo em um selo, o “Cabritzel”, o editor-chefe do SBT-Rio colocou o mandatário-candidato em uma situação inescapável, pois nada que lhe foi apontado é mentira ou verdade em apuração.

Em fun dessa ação corajosa de Humberto Nascimento é que o selo de “Cabritzel” deverá marcar o resto da campanha eleitoral para governador do estado do Rio de Janeiro.  E o mais revigorante disso tudo é poder verificar que ainda existem jornalistas dispostos a fazer as perguntas difíceis a políticos poderosos. Essa sem dúvida é a principal notícia que saiu do debate de ontem.

Um salve para Humberto Nascimento!

A lei eleitoral vale para todos ou sua aplicação é seletiva?

Como servidor público estadual estou impedido de adesivar o meu único veículo para apoiar qualquer candidato nas eleições sob pena de incorrer em violação da resolução que disciplina as atuais eleições, já que estaciono o mesmo no interior do campus Leonel em Campos dos Goytacazes. Considero isso uma violação da minha liberdade de expressão e também não entendo como isso é tolerado por aqueles que dizem ter interesse de que todos possam manifestar a sua opinião. 

Mas o curioso é que também está vedada a propaganda eleitoral em outdoor, incorrendo até em multa de de multa no valor de R$5.000,00 (cinco mil reais) a R$15.000,00 (quinze mil reais), nos termos do art. 39, § 8º, da Lei nº 9.504/1997.  Entretanto, um leitor do blog que trafegou hoje pela chamada Rodovia dos Ceramistas em Campos dos Goytacazes me enviou a imagem abaixo que mostra, de forma inequívoca, o uso de outdoor para apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro por parte de um grupo que se autodenominou “Ceramistas de Campos dos Goytacazes/RJ” e que teria sido colocada pela empresa campista Outside.

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Aí é que eu pergunto: este outdoor está, de alguma forma, autorizado pela justiça eleitoral? Se não estiver, me parece que a mesma vedação que me impede de adesivar o meu carro deveria impedir que este outdoor continue colocado onde está? Ou não?

PAN divulga lista consolidada de agrotóxicos banidos internacionalmente

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A Pesticide Action Network (PAN) tem sido frequentemente solicitada para prestar informações sobre agrotóxicos que foram proibidos em diferentes partes do mundo. A Lista Consolidada de Agrotóxicos Proibidos (CL) foi desenvolvida para identificar quais produtos foram banidos por determinados países porque parece não haver outra fonte para tal informação.

A PAN informa que atualizará a planilha aproximadamente todos os anos (sendo que a última atualização ocorreu maio de 2022)

Todos os esforços foram feitos para garantir que as informações contidas neste CL estejam corretas, mas inevitavelmente haverá erros, simplesmente porque para alguns países existem listas de proibições conflitantes. 

Se os habitantes de diferentes países notarem erros relacionados a seus banimentos, por favor, informe ao PAN no endereço eletrônico info@panap.net com a linha de assunto com o texto “Lista Consolidada de Banimentos”. Além disso, a PAN gostaria de receber qualquer informação de países ainda não incluídos na lista.

Nota Explicativa da Lista Consolidada de Agrotóxicos Proibidos (Baixar)
Lista Consolidada de Agrotóxicos Proibidos (Baixar)


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Este texto originalmente escrito em inglês foi publicado pela Pesticides Action Network [Aqui!].

A curiosa trajetória de Marcão Gomes: do berço no PT aos braços de Jair Bolsonaro em 2022

As eleições de 2022 estão sendo apresentadas como um confronto entre projetos bem disitntos que colocam em cada um dos polos o ex-presidente Lula e o atual ocupante da cadeira presidencial, o capitão reformado Jair Bolsonaro.  Em princípio essas posições são apresentadas como irreconciliáveis e de difícil assimilação pelos dois lados em embate.

No entanto, quem vem a Campos dos Goytacazes e circula pelas ruas vai encontrar um exemplo que coloca toda essa tese em questão. Falo aqui da candidatura do ex-vereador e suplente de deputado federal, o advogado e servidor público Marcão Gomes. 

É que tendo aparecido na política partidária como vereador do PT, Marcão Gomes sabe-se lá o porquê bandeou-se para a Rede durante o fatídico governo de Rafael Diniz para depois, também sem muita explicação, passar para o PL que recentemente também deu abrigo ao presidente Jair Bolsonaro. 

E é aí que a porca de Marcão Gomes torceu o rabo.  Contrariamente até a muitos candidatos do próprio PL, o idealizador da Lei Municipal 002/2018 que instituiu um programa municipal de entrega de sacolões está com um material de campanha em que procura utilizar a figura de Jair Bolsonaro para angariar votos suficientes para repetir a votação de 40.000 votos de 2018 e voltar para o conforto dos corredores do congresso nacional em 2023 (ver imagem abaixo).

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Eu fico pessoalmente em dúvida sobre qual seria a explicação que Marcão Gomes daria para tamanha amplitude de opções ideológicas. Entretanto, mais importante seria refletir sobre como o PT de Campos dos Goytacazes conseguiu encher a bola de um militante que agora se revela um bolsonarista de carteirinha. Isso mais do que pesar sobre Marcão Gomes, pesa sobre a organização partidária do PT, na medida em que as posições ora apresentadas não devem diferir muito daquelas em que ele apresentado como o futuro do partido na cidade.

Ah sim, tive a curiosidade de checar a performance de Marcão Gomes enquanto ocupou o mandato de deputado federal entre 18/12/2019 e 08/10/2020.  Marcão teve 0 proposições transformadas em norma jurídica (o fato de que ele apresentou apenas 2 proposições apresentadas pode ser parte da explicação) e e 0 relatórias transformadas em norma jurídica. Convenhamos que é muito pouco para quem esteve em Brasília por quase 1 ano.

As reinações de Cláudio Castro são expostas em nova reportagem do UOL

Em uma corrida eleitoral apertada, as novas evidências expostas pelo UOL devem azedar a 6a. feira do governador acidental Cláudio Castro

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Uma nova matéria assinada pela dupla Ruben Berta e Igor Mello que foi publicada pelo site UOL é a segunda péssima notícia que o governador acidental do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está recebendo na manhã desta 6a. feira (a primeira foi o resultado da pesquisa do Datafolha que o colocou em empate técnico com Marcelo Freixa na corrida para o Palácio Guanabara).  É que nesta reportagem são apresentadas informações nada abonadoras sobre o suposto pagamento de propinas a Castro, tanto na condição de vereador como de vice-governador.

O pior, é que as informações de natureza detalhada foram fornecidas por um ex-assessor do próprio Cláudio Castro, o empresário Marcus Vinicius Azevedo da Silva. Um dos fatos descritos na matéria se refere a um caso em que o governador acidental foi filmado portando uma vistosa mochila, a qual seria o veículo de transporte de R$ 120 mil que teriam sido entregues a ele em troca da facilitação de um contrato com o governo do Rio de Janeiro.

A matéria traz ainda detalhes de uma viagem que Cláudio Castro realizou para os EUA com parte de sua família, a qual teria sido também bancada com dinheiro de propina entregue pela mesma empresa envolvida no episódio da mochila.

A verdade é que Cláudio Castro já vem acumulando contra si uma série de denúncias por causa de supostos envolvimentos com o recebimento de propinas, mas até aqui permaneceu relativamente ileso tanto criminal como eleitoralmente.  Mas essas novas evidências aparecem não apenas em um momento sensível da campanha eleitoral, mas podem ser apenas a ponta de um longo iceberg que talvez esteja prestes a atingir a proa do navio de Cláudio Castro.

Não custa nada lembrar que Cláudio Castro ainda não chegou nem perto de explicar o desembolso milionário que ocorreu tanto na Fundação Ceperj como na Uerj para bancar o pagamento de prestadores de serviços que depois se descobriu eram do tipo “Gasparzinho’.  Aliás, se postas juntas, as diversas reportagens escritas por Ruben Berta e Igor Mello servem como uma espécie de mapa para a longa lista de rolos que pairam perigosamente sobre a cabeça de Castro.

O resultado disso tudo é que o estado do Rio de Janeiro pode acabar elegendo um candidato que imediatamente após a sua posse poderá ter o mesmo destino de seus antecessores, inclusive daquele de quem Claúdio Castro herdou o cargo que foi o ex-juiz Wilson Witzel. Essa situação do Rio de Janeiro seria muito cômica se não fosse tão trágica. 

Negligência paga com a vida

Acidente radioativo há 35 anos no Brasil: algumas das vítimas ainda aguardam reconhecimento

goiania cesio 137Muitos dos trabalhadores envolvidos na descontaminação também insistem em reconhecimento e ajuda do Estado brasileiro

Por Norbert Suchanek para o “JungeWelt”

Em 13 de setembro de 1987, ocorreu na região central do Brasil o maior acidente nuclear da história da América Latina. 19 gramas de césio-137 altamente radioativo contidos em parte de um aparelho de tratamento de radiação contaminaram partes da cidade de Goiânia, no estado brasileiro de Goiás, irradiando centenas de pessoas. Mas até hoje estão sendo espalhadas “notícias falsas”, segundo as quais o acidente de radiação foi causado por dois jovens “ladrões”. Eles invadiram ilegalmente uma antiga clínica de tratamento de câncer e roubaram a cápsula de chumbo pesada contendo césio-137 da máquina de tratamento de radiação. Mas isso está errado e transforma as duas primeiras vítimas em perpetradores.

O fato é: o aparelho de tratamento de radiação estava localizado nas ruínas desprotegidas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) e havia sido abandonado pelos responsáveis ​​da instituição como “lixo”. E você não pode roubar lixo abandonado. Os jovens catadores de recicláveis ​​Roberto dos Santos Alves, então com 22 anos, e Wagner Mota Pereira, 19 anos, foram, portanto, declarados inocentes pelo judiciário brasileiro anos atrás e reconhecidos como vítimas do césio. Santos Alves teve o braço direito amputado devido à radiação e Mota Pereira sofreu ferimentos graves nas mãos e nos pés.

Como verdadeiros culpados do acidente de Goiânia, no entanto, o judiciário condenou os responsáveis ​​médicos do instituto Orlando Teixeira, Criseide de Castro e Carlos Bezerrilos e o físico Flamarion Gulart a três anos e dois meses de prisão por homicídio culposo. O médico e proprietário do prédio, Amaurílio Monteiro de Oliveira, foi condenado a um ano e dois meses de prisão. Além disso, a Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEN), responsável pelo controle de materiais radioativos no Brasil, foi multada por não fiscalizar. Em 1998, o então presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso indultou os médicos condenados e o físico.

De acordo com os autos da investigação, o IGR foi fundado em maio de 1972 pelos médicos Isis Dourado Monteiro e Amaurílio Monteiro de Oliveira, que, com a aprovação da CNEN, utilizaram um aparelho de radiação de césio-137 e cobalto-60 para terapia do câncer. Em 1985, os proprietários mudaram o IGR para outra parte da cidade, deixando a máquina de radioterapia de césio-137 desatualizada no prédio agora vago.

Em 4 de maio de 1987, Monteiro de Oliveira mandou demolir quase totalmente a antiga clínica de câncer. O perigoso aparelho de radioterapia permaneceu inseguro nas ruínas, onde foi finalmente descoberto em 13 de setembro de 1987 pelos sucateiros, que desconheciam o perigo da radiação, e a catástrofe seguiu seu curso.

Oficialmente, o governo goiano reconheceu apenas quatro mortes causadas pelo césio-137 liberado. No entanto, segundo dados de sindicatos, associações de vítimas e Ministério Público de Goiás, o acidente com césio-137 já custou pelo menos 66 vidas e cerca de 1.400 pessoas foram contaminadas. Isso inclui as famílias que tiveram contato direto com a substância radioativa, médicos e enfermeiros que cuidaram das vítimas e bombeiros, policiais e trabalhadores que foram usados ​​nos esforços de descontaminação e limpeza. Mas apenas alguns deles são reconhecidos como vítimas e recebem uma pensão de vítima equivalente a um salário mínimo de cerca de 200 euros. Muitas vítimas não reconhecidas continuam a lutar nos tribunais por indemnizações e cuidados médicos gratuitos.

No total, os 19 gramas de césio-137 liberados geraram mais de 3.500 metros cúbicos de resíduos radioativos, incluindo resíduos da descontaminação de 85 casas afetadas. A 23 quilômetros de Goiânia, a CNEN instalou um repositório radioativo em uma reserva natural próxima a Abadia de Goiás.


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Este texto escrito originalmente em alemão foi publicado pelo jornal “JungeWelt” [Aqui!].

Dicas importantes para melhorar o tempo de inicialização dos computadores e aumentar a produtividade

Sugestões foram elaboradas por Camilo Stefanelli, responsável pela Compaq no Brasil, e atendem pessoas físicas e empresas que ainda não têm máquinas com SSD e podem melhorar o desempenho e o tempo de vida útil de seus equipamentos

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Foto/divulgação Compaq

Curitiba, 15 de setembro de 2022 – Tempo é dinheiro, como disse Benjamim Franklin em 1748, ou tempo e dinheiro são riquezas distintas e esse ditado é uma grande mentira, como hoje defendem alguns economistas? Polêmica à parte, o fato é que o tempo é muito precioso e todos querem aproveitá-lo para dormir mais, passear mais, estudar mais e, por que não, trabalhar mais. Quem tem um computador Compaq com SSD, já tem uma vantagem nessa luta com o relógio. Máquinas como o Compaq Presario 450 Intel® Cote™ i5, por exemplo, não travam e garantem rápida inicialização, causas frequentes de lentidão e de reclamação de usuários, e de prejuízo para empresas, que perdem produtividade.

Para quem ainda não usa máquinas com SSD, Camilo Stefanelli, responsável pela Compaq no Brasil, garante que pequenas práticas podem ajudar a diminuir o tempo de inicialização, dar mais eficiência e rapidez em outras tarefas e aumentar a vida útil do equipamento. “Primeiro passo é ter uma máquina de qualidade e seguir as recomendações do fabricante, já que algumas intervenções só devem ser feitas por técnicos profissionais. Mas há operações simples que podem tornar a experiência com um Compaq ainda mais prazerosa e longeva”. 

1.   Otimizar os programas de inicialização e tomar alguns cuidados com o antivírus

Para mais agilidade na hora de ligar o computador, uma dica importante é remover a inicialização automática de programas desnecessários – inclusive, no momento de instalá-los, quando, geralmente, há uma opção padrão de incluí-los na lista de apps que rodam dessa forma. Para evitar esse contratempo, basta que o usuário acesso o guia “Inicialização de Programas” e deixe apenas o essencial ativado, como antivírus, driver de vídeo e algum outro software que ache absolutamente indispensável.

Em relação ao antivírus, Camilo ressalta ainda a importância de mantê-lo sempre atualizado. “O antivírus é uma importante ferramenta na luta contra malwares e spywares, responsáveis pela demora na inicialização do sistema. Então, ao manter o antivírus atualizado, a tendência é que esses programas indesejados não ocupem espaço, nem atrapalhem a inicialização”.

 2.   Checar a capacidade ideal de memória do computador     

Em geral, o recomendável é que todo computador tenha, pelo menos, 4GB de memória RAM para que os dados sejam processados em uma boa velocidade. Se a máquina estiver com dificuldades para rodar mais de um programa de forma simultânea ou mesmo levando muito tempo para inicializar, uma dica é checar essa capacidade e, se for o caso, investir nesse componente.

Para o uso de rotina, tradicional, 4GB de memória RAM costumam ser o suficiente. Com essa configuração, o usuário não deve ter problema para, por exemplo, navegar na internet, assistir a vídeos e acessar as suas redes sociais. Entretanto, se o computador estiver com dificuldades para rodar aplicativos específicos – especialmente os pesados –, pode ser um bom momento para procurar um profissional que possa indicar e instalar mais memória RAM”.

3.  SSDs costumam resolver boa parte dos problemas de lentidão

Muitos computadores ainda usam HDDs como local de armazenamento, mas essa tecnologia tem uma série de limitações, especialmente em relação a velocidade e segurança dos dados. Por outro lado, os SSDs – que além de armazenar dados, ajudam a processá-los – podem ser considerados uma das melhores formas de potencializar o desempenho da máquina e aumentar a velocidade do sistema sem precisar investir em um computador novo. Este componente, provavelmente, é quem melhor resolverá gargalos e travamentos na inicialização do Windows, especialmente se o sistema operacional for instalado nele.

“Usuários que querem melhorar a velocidade de inicialização do seu computador, certamente devem considerar a instalação de uma unidade de estado sólido (SSD), que é muito simples de fazer e melhora significativamente o desempenho geral das máquinas. Para quem estiver buscando uma máquina nova, melhor ainda é adquirir uma que já venha com esse componente, como os notebooks da Compaq”.

Ainda que fácil, neste caso, Camilo sugere que a instalação seja feita por um profissional de confiança que já esteja acostumado a realizar este tipo de serviço. “Um SSD com capacidade de armazenamento de 120GB já deve ser suficiente para trazer grandes ganhos de performance. Usuários que precisam de muito espaço para arquivar os dados também podem buscar opções maiores, de até 1TB”.

Dica extra: Não arriscar mexer em configurações avançadas sem auxílio profissional

 muito comum encontrar na internet uma série de práticas “milagrosas” que prometem mudar completamente o desempenho da máquina. Porém, além de muitas vezes não ter tanta eficiência, podem colocar em risco o desempenho geral da máquina se não forem realizadas por usuários com bom conhecimento em informática.

“A configuração de IP estático, por exemplo, não é dos procedimentos mais viáveis para o usuário comum, já que, em alguns casos, pode gerar conflito com outro IP estático da rede residencial. Remover um hardware não utilizado é outra ação que não traz muitos benefícios ao tempo de inicialização da máquina, mas que apresenta um risco moderado de gerar problemas e até corromper o sistema, caso feito de forma equivocada. Não recomendo”, pontua Camilo.

O responsável pela Compaq reforça ainda que tentativas de configuração da BIOS, se não forem realizadas com precisão, por pessoas qualificadas para tal tarefa, podem até inutilizar a placa-mãe do computador.

Mais informações sobre a Compaq estão no site oficial da marca.

Sobre a Compaq

A Compaq é uma marca global de computadores, representada no Brasil pela Positivo Tecnologia desde abril de 2021. O portfólio é composto por notebooks, desktops e modelos All in One. A Compaq pertence à empresa americana HP Inc. e sua missão é fornecer tecnologia que inspire e melhore a vida de todos a um preço justo. Para informações adicionais sobre a marca e produtos, acesse o site da marca.

Para defender a UERJ é preciso que a reitoria vá às últimas consequências

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Por Redação

A Uerj tem conquistado nas últimas décadas respaldo cada vez maior na comunidade acadêmica nacional e internacional. Ranqueamentos recentes, por exemplo, a colocam em posição de destaque entre as universidades da América Latina. Essa conquista, como se sabe, deve-se em grande parte à reconhecida história de luta de sua comunidade por melhores condições de trabalho e pesquisa, o que, por sinal, também a tornou notável pela resistência a projetos privatistas e/ou autoritários que se colocam contrários à própria existência da universidade pública.

Tão ou mais importante que o reconhecimento no meio científico tem sido o respeito e a admiração que a população, em especial a Fluminense, passou a associar à imagem da nossa universidade. Uma imagem construída não de forma fortuita, mas embasada no relevante papel social da Uerj, não apenas pelo seu pioneirismo em políticas de inclusão no ensino superior, mas também pela tradição na socialização do conhecimento que produz por meio dos seus projetos de extensão. Um patrimônio valoroso que, lamentavelmente, está sob ameaça.

Em nota divulgada no dia 16 de agosto, a Asduerj manifestou sua preocupação com reportagem publicada por grande veículo de comunicação, segundo a qual haveria suspeitas de que o governo teria usado a Uerj para empregar aliados políticos com folhas de pagamento secretas. Na ocasião, elogiamos a Reitoria por sua prontidão em divulgar uma resposta, mas advertimos para a insuficiência das informações dadas. Ressaltamos ainda que seria necessário não só buscar apresentar a base legal dos atos praticados, mas divulgar nomes e valores, além dos critérios pelos quais foram escolhidos os projetos alvos da reportagem, bem como os procedimentos previstos para executá-los. Esta não é exigência de um ou outro grupo. Ao contrário, é uma determinação legal a que a universidade deveria ter se antecipado.

No final do mês de agosto, a UERJ disponibilizou uma lista com mais de 50 projetos que foram beneficiados com verbas descentralizadas. Como primeiro passo, é possível, através do portal da transparência, encontrar tal lista e informações tais quais plano de trabalho e relatórios de entrega de alguns deles. Ainda não se encontra disponível, no entanto, arquivo com nomes e valores específicos recebidos pelos integrantes de cada projeto. Como a própria plataforma afirma, há ainda a necessidade de atualizar informações (objeto e ano de referência) em muitos deles. Por outro lado, mesmo naqueles que estão com informações atualizadas, não se consegue encontrar nomes relacionados a valores, sejam mensais ou por projeto.

No que se refere ao mecanismo de busca, também há deficiências. Só é possível pesquisar por nomes específicos que sejam digitados exatamente como estão inseridos no banco de dados. Além disso, quando se encontra um nome, não se consegue acessar valores individualizados recebidos. Desde a implantação do portal de transparência, não houve atualização em termos de novos projetos adicionados.

Infelizmente, após a publicação da Nota da Asduerj, há cerca de 1 mês, outras reportagens do mesmo veículo de comunicação se seguiram, com acusações ainda mais graves, sem que a Reitoria respondesse com a devida transparência. A mais recente publicada na segunda-feira, 12/9, chega a acusar a universidade de ter modificado uma norma interna (Aeda13/21) “para permitir contratações sem transparência, com remuneração de até R$ 32 mil”.

Entre os que receberiam, em forma de bolsa, valores exorbitantes para os padrões da universidade, estariam o advogado Aislan de Souza Coelho, tesoureiro da campanha do governador Cláudio Castro (PL) à reeleição, além de um irmão do deputado Márcio Pacheco (PL), principal aliado político de Castro.

Esse parlamentar aliado assumiu recentemente um dos cargos de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e esse órgão, segundo o referido veículo, abriu representação sobre o projeto da Uerj “Observatório Social de Operação Segurança Presente”. Conforme o mesmo veículo, estaria neste projeto a maior parte dos beneficiados com bolsas de alto valor e que teriam relação com o governador Castro.

O atual conselheiro do TCE parece mesmo ter ganhado uma súbita relevância para a Universidade. Em março deste ano, Márcio Pacheco recebeu da Uerj o título de Grão-Oficial da “Ordem do Mérito José Bonifácio”. A honraria é concedida a “personalidades nacionais e estrangeiras que se tenham notabilizado nos setores da educação e cultura, sobretudo em benefício da Uerj”. A condecoração foi questionada pelo colegiado do Programa de Pós-Graduação em Educação (Proped) da Uerj, que, em carta publicada no dia 25 de março, requereu a divulgação das atas da reunião que definiu a concessão do título e a abertura de um processo para a revisão do ato.

A Assembleia da Asduerj, de 02 de setembro, manifestou grande preocupação com o impacto das recentes acusações à reputação da universidade. O desafio é duplo: não permitir que tais denúncias sugiram o questionamento de nossa excelência acadêmica e bloquear que a extrema-direita instrumentalize nossas boas práticas, em especial a autonomia e a descentralização. A solução é, porém, óbvia. A reitoria deve dar visibilidade ampla e irrestrita a todos os dados e simplificar seu acesso. O surgimento de novas denúncias ao longo das últimas semanas exige um passo a mais. A reitoria tem o dever de investigar supostas irregularidades. E tal investigação deve responder a nossas instâncias coletivas, sobretudo ao Consun. Blindar a UERJ em relação à extrema-direita só será possível se ela retomar as experiências progressistas de gestão pública: aumentar ferramentas e estratégias de controle público e participação democrática na tomada de decisões.

Aliás, não parece condizente com a democracia universitária regulamentar por meio de um Ato Executivo, projetos de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico, de Inovação ou extensão na universidade, sem qualquer tramitação pelo Conselhos Superiores, como fez o Aeda 13/2021. Essa norma modificada por meio de outro Aeda, o 017, com a justificativa de se adequar a Lei 9255/21, é a forma pela qual, segundo o veículo de comunicação citado, representantes de um governo de extrema direita receberiam, pela universidade, remunerações vultuosas, sem qualquer controle.

À Reitoria da Uerj cabe, urgentemente, dar transparência real aos dados, investigar todas as acusações e, caso comprovadas, responsabilizar o governo Castro e os envolvidos pelos danos à imagem da universidade, construída às custas da luta e do trabalho valoroso de sua comunidade.


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Este texto foi originalmente publicado na página oficial da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj) [Aqui!].

Uenf chega aos 29 anos com muitas possibilidades e desafios

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Por Carlos Eduardo de Rezende*

A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) iniciou suas atividades no Campus Leonel Brizola em agosto de 1993. No entanto, para cumprir os dispositivos constitucionais previstos na Carta Magna do Estado do Rio de Janeiro, iniciamos nossas atividades 1992 nas instalações da Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional. Esta parceria, sempre que possível, precisa ser destacada e respeitada por quem estiver à frente da Uenf.

Estando na Uenf desde a sua fundação, presenciei inúmeras situações e dificuldades institucionais enfrentadas ao longo dos seus 29 anos de existência. Assim, vou iniciar uma série de reflexões sobre os caminhos que estão sendo traçados por nossa instituição e solicitei formalmente um espaço no Blog do Prof. Marcos Pedlowski para divulgação das reflexões que agora apresento para a sociedade intra- e extramuros da nossa instituição.

O posicionamento transparente das atividades realizadas por nossas instituições públicas deve ser contínuo para toda sociedade. Afinal, estes recursos são provenientes do estado, da união, de algumas empresas privadas ou de economia mista (ex.: Petrobras), e de municípios. Muito se fala das Parcerias Público Privado, mas no meu entendimento, devemos sim, realizar mais parcerias Público-Público como forma de reforçar os serviços que poderemos prestar a toda sociedade brasileira. 

O crescimento da UENF em outros municípios é um compromisso contido no ato de criação da instituição, mas, no meu entendimento, não basta apenas a partir de iniciativas semi presenciais como é o caso do Ensino à Distância. Esta é uma atividade de ensino muito importante, mas a presença física é o grande diferencial para transformação regional. No entanto, para que isso ocorra temos que ampliar o quadro permanente de servidores, docentes e técnicos, da Uenf. Outro ponto é que caberá sempre aos municípios a disponibilização de uma área para instalação da infraestrutura física e se possível colaborar com outras parcerias visando a viabilização e consolidação de novos cursos. Concluindo, estamos em pleno processo eleitoral; pensem nos verdadeiros defensores da Saúde, Educação, e, Ciência e Tecnologia.

*Carlos Eduardo de Rezende é professor titular do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) da Uenf.