Atingidos pela Anglo American em Alvorada de Minas e Conceição do Mato Dentro bloqueiam estradas em protesto

Nas últimas semanas, dois protestos de moradores de comunidades afetadas pela mineradora Anglo American, no município de Conceição do Mato Dentro, marcam reivindicações dos atingidos pela resolução de problemas relacionados à mineração na região.

No dia 26 de abril, membros das comunidades de Itapanhoacanga, Jassém, Barbeiro e Arrudas paralisaram a estrada MG-10, próximo ao trecho de Itapanhoacanga, reivindicando à mineradora asfaltamento do trecho da MG-10 entre o Córrego Pereira e Mato Grosso, redução do alto nível de poeira produzida pelo trânsito intenso de caminhões e carretas da empresa, além de oportunidades de emprego para moradores da região.

Nesta segunda-feira, 02 de maio, membros do povoado de Água Quente bloquearam a entrada da Anglo American, por volta das 05:00h, depois de ficarem todo o final de semana sem água. Os manifestantes fizeram boletim de ocorrência descrevendo a situação de risco em que vivem, devido à proximidade da barragem de rejeitos, além do grave problema de falta de água e outros prejuízos  relacionados à atividade minerária na região. Em resposta, a Anglo marcou reunião para a tarde do dia 03 de maio, para discutir a questão.

itaponhoacangaManifestação na MG-10. Povoado Itaponhoacanga 26/04/2016. Créditos da foto: Arquivo REAJA

manifestação água quenteManifestação na MG-10. Povoado Água Quente 02/05/2016. Créditos da foto: Arquivo REAJA

 Recurso administrativo da REAJA ao COPAM

A luta dos atingidos pela mineradora Anglo American ganha novos capítulos. No dia 19 de abril, a REAJA (Rede de Articulação e Justiça Ambiental dos Atingidos pelo Projeto Minas-Rio) solicitou à Câmara Normativa e Recursal do COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental) uma explicação para a ausência de julgamento do recurso feito à L.O. (licença de operação) concedida à Anglo American, pendente desde 03/11/2014, sem sequer ter sido discutido pelo conselho. O recurso administrativo em questão baseia-se nas inúmeras irregularidades do licenciamento, dentre as quais o reiterado desconhecimento, pela empresa e órgão licenciador, do significativo universo de comunidades rurais atingidas pelo empreendimento e o descumprimento de condicionantes.

Em ofício ao COPAM, protocolado no dia 20 de abril de 2016, a REAJA solicita ao Conselho o cumprimento do pedido de controle de legalidade, sob o risco de penalizações por crimes contra a administração ambiental. A  REAJA observa que sequer o pedido de efeito suspensivo contido no recurso foi analisado até a presente data. Além disso, apesar de não responder aos reiterados pedidos de controle de legalidade feitos pelas comunidades, o COPAM pautou e julgou, ao longo de 2015, o pedido de expansão da frente de lavra da empresa Anglo American, o que  agrava a situação e perpetua o sofrimento das comunidades atingidas.

Esquemas de irregularidades e corrupção no licenciamento ambiental em Minas Gerais são investigados  

Irregularidades no licenciamento similares às apontadas pela REAJA no caso da Anglo American vem se mostrando recorrentes nos processos de licenciamento ambiental em Minas Gerais. No dia 25 de abril de 2016, a Justiça acatou pedido do Ministério Público de Minas Gerais e determinou o afastamento da superintendente da SUPRAM Leste, Maria Helena Batista Murta. A investigação apontou irregularidades no licenciamento ambiental de empreendimento instalado em unidades de conservação de Ouro Preto. A superintendente foi acusada de cometer crimes contra a flora, a administração ambiental e a fé pública, além de associar-se de forma criminosa a uma mineradora, interessada na implantação de empreendimento nos municípios de Ouro Preto, Itabirito e Santa Bárbara.

O ex-secretário de meio ambiente, Adriano Magalhães, e mais quatro ex-funcionários da SEMAD são, desde novembro de 2014, réus em uma ação, suspeitos de prevaricação. A denúncia alega que eles “associaram-se para o fim específico de cometer crimes, retardar e deixar de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazerem interesses pessoais e de terceiros”. Sob o comando do ex-secretário, autos de fiscalização e infração emitidos contra a mineradora MMX, de Eike Batista, teriam sido ocultados, facilitando a emissão das licenças ambientais, afirma o MP. Tais ações também teriam impedido a interrupção das atividades da empresa. Os documentos também não eram lançados no sistema público de informações ambientais. Adriano Magalhães foi titular do Meio Ambiente durante a gestão do ex-governador Antonio Anastasia (PSDB.) Os outros funcionários são Maria Cláudia Pinto (ex-Subsecretária Estadual de Gestão), Luciano Junqueira de Melo (ex-Coordenador do Núcleo de Atendimento a Projetos Públicos e Privados da Subsecretaria Estadual de Gestão), Anderson Marques Martinez Lara (ex-Diretor Técnico e Superintendente Regional de Regulação Ambiental da Central Metropolitana) e Diogo Koiti de Brito (Superintendente Regional de Regulação Ambiental da Central Metropolitana).

No caso da Anglo American   a relação promiscua que o empreendedor impôs  ao licenciamento ambiental foi objeto de denuncia realizada pelos próprios técnicos do órgão ambiental através do sindicado da categoria.  Por meio da  denuncia  anexada ao processo de licenciamento ambiental (processo COPAM Nº 00472/2007/004/2009 – fls. 6764) os técnicos descreveram que vinham “sofrendo enorme interferência política com assédio moral da equipe técnica responsável pelo parecer para que o mesmo seja aprovado, de qualquer forma (…)” Saiba mais sobre esse caso clicando aqui

Fonte: http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/noticias/atingidos-pela-anglo-american-em-alvorada-de-minas-e-conceicao-do-mato-dentro-bloqueiam-estradas-em-protesto/

Moradores afetados pelo projeto Minas-Rio fecham estrada para exigir atendimento de demandas

Uma manifestação ocorreu no dia 26 de Abril de 2016 na rodovia MG-10, no trecho que liga as cidades de CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO e SERRO. Entre outras demandas, o  movimento reivindicou o término do asfalto no trecho que compreende o distrito denominado Mato Grosso e a entrada do empreendimento da Anglo American; a diminuição da poeira, enquanto a obra não é realizada; e a oferta de postos de trabalho para moradores do Distrito de Itapanhoacanga pelo projeto Minas-Rio.

O evento contou com aproximadamente 70 pessoas. Dentre elas havia presença da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Rodoviária Militar e Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), além da participação de representantes da Anglo American. Todo o protesto ocorreu de forma pacífica, iniciando-se as 03:00 h e finalizando as 12:00 h.

Um dos responsáveis pela organização e morador do distrito de Itapanhoacanga, Sr. BHILL afirmou não se identificar como líder, dizendo que todos tinham presença fundamental no movimento, conduzindo de forma ordeira e objetiva dentro de suas responsabilidades. Cabe ressaltar que carros do serviço de saúde intermunicipal e pessoas enfermas eram liberados para passagem.

Como esperado, a manifestação não surtiu efeitos imediatos no sentido de providências para as reivindicações. Contudo, uma reunião foi marcada para a próxima sexta-feita (29 de Abril) com os principais envolvidos. Neste sentido, o movimento alcançou o seu objetivo principal que era chamar atenção da Anglo American edas  autoridades competentes, para que estes possam apresentar propostas e soluções eficientes para os moradores de Itapanhoacanga.

Leitor expõe de forma didática as causas da agonia da Anglo American em MG

Recebi na manhã desta sábado (27/02) o material enviado por um leitor do blog e que aborda a situação agonizante em que se encontra a Minério de Ferro Brasil da Anglo American em suas operações em Conceição do Mato Dentro (MG).

A descrição que é feita dos problemas que afetam as atividades da “Minério de Ferro Brasil” ajuda a que possamos entender porque o mineroduto Minas-Rio acaba de ser colocado em “hibernação” pela Anglo American. Mas mais importante ainda é que a partir do que nos é revelado neste texto, a hibernação pode ser apenas o prenúncio de problemas ainda mais agudos.

E como a Anglo American é uma parceira preferencial da Prumo Logística no Porto do Açu, as repercussões negativas em São João da Barra poderão ser igualmente negativas.  É como se o Porto do Açu já não estivesse suficientemente recheado de más notícias! Sempre há lugar para mais uma!

A Agonia da Minério de Ferro Brasil

Perdida, como no mar de lama da Mineradora Samarco em Mariana, a Minério de Ferro Brasil, da Anglo American agoniza há menos de 1,5 anos após seu primeiro embarque. Uma série de erros estratégicos expõe a fragilidade das grandes organizações a definirem sua estratégia. A Minério de Ferro Brasil (a antiga Anglo Ferrous Brazil) iniciou sua operação com apenas 18 meses de licença operacional de sua mina, o que matematicamente termina em maio de 2016. Uma nova LO (licença de operação) é esperada somente para setembro, o que dará a empresa apenas mais um ano de extensão de sua mina. Em teoria esta LO não deveria ser problema pela simplicidade do processo, mas o relacionamento da empresa com a comunidade e a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro (MG) se encaminha para uma solução que será o fim do empreendimento e o sucateamento político financeiro da região.

A estratégia de licenciamento segmentado definido pela MMX de Eike Batista foi um desastre assinado pela Anglo American. A empresa corre hoje com dois processos de licenciamento, o que eles chamam de Fase II, que dará a mina uma sobrevida de menos de 01 ano de operação, e um segundo processo, complexo, com necessidade de reassentamentos, convivência com as comunidades e alteamento de sua barragem de rejeitos, e ainda a construção de cinco diques, que são pequenas barragens.

Tudo isto pôs fim a sua ousada meta de produção de 26M toneladas de material Premium em 2016. Contatos com a companhia indicam que esta não produzirá a metade disto em 2016, devido principalmente ao atraso nas licenças e à consequente necessidade de minerar material mais duro e pobre na pequena cava licenciada.

No atual cenário de preços, isto pode indicar o fim da empresa por si só, mas somado ao seus contínuos erros estratégicos o risco é ainda maior.

(1)  A empresa não consegue manter um diálogo com a Prefeitura e com seus vizinhos. Mesas de negociação já foram definidas, mas nada disto aconteceu, informa um representante da comunidade que está preocupado com o fim da atividade na região. “O caos político e os erros da empresa vão transformar a região de Conceição do Mato Dentro em uma área abandonada”. Quem reclamava da mineração vai sentir sua falta, quem dependia dela vai perder seus empregos e investimentos.

(2) Por outro lado a empresa não consegue acertar em sua capacidade de gestão. O antigo presidente e CEO da empresa que conseguiu fazer o projeto entrar em operação deixou a empresa no final de 2015 sem nenhuma explicação clara.

Em seu lugar foi colocado um presidente “interino” que foi o mesmo executivo que esteve à frente da empresa por 08 anos cuidando das questões sociais, ambientais e de recursos humanos. Ou seja, o mesmo executivo que praticamente destruiu a empresa com erros básicos de estratégia, magicamente voltou… Este será o novo fim?

(3) A estrutura de diretoria do Minas Rio é maior que o da Vale. A Minério de Ferro  Brasil possui 9 diretores executivos, a Vale tem 07, como exemplo e a estrutura administrativa da empresa da inveja a qualquer órgão público. A maioria deles não possui experiência em mineração. Dos 09 diretores 07 são ex-consultores de uma empresa internacional a Accenture Consulting (Aqui!) e somente 01 possui o titulo de engenheiro de mineração afirmam fontes internas da empresa. O diretor responsável pela área de relacionamento com a comunidade é um francês, ou seja, entra ano e passa ano e a empresa não aprende a operar em outros territórios. Segundo fontes internas que não quiseram se identificar, os 09 executivos lutam para sobreviver, e depois da saída de Paulo Castelari em 2015 somente brigam entre si, e um impede o outro de exercer suas funções. “Eles desconhecem a realidade interna da própria organização, imagina o que passa ao seu redor”. Segundo essas mesmas fontes, alguns diretores e gerentes jamais foram nas instalações industriais.

 Com o anuncio da venda dos ativos de Níquel, Fosfato e Nióbio o que será da Minério de Ferro Brasil? Um comprador seria a melhor solução e uma saída honrosa dos ingleses deste projeto. Mas quem comprará uma operação sem mina e sem licenças? Esta é a agonia da Minério de Ferro Brasil que demonstra uma falta de liderança imensa que em conjunto com as questões locais vão gerar um prejuízo enorme para a sociedade. A “Vale” fez suas reestruturações e cortou custos no inicio da crise. Já a Anglo procura a crise. Não faz seu dever de casa, colocou um CEO interino no meio da maior crise da economia e da mineração no Brasil; além de possuir um grupo de executivos excelentes, não para trabalhar em Conceição do Mato Dentro, mas sim na sede da Microsoft.

Como na Samarco, a Minério de Ferro Brasil é uma tragédia anunciada e mais uma vez a sociedade pagará os seus custos.

Seguindo exemplo da Anglo American, Wärstilä também congela atividades no Porto do Açu

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Seguindo o exemplo da Anglo American que decidiu congelar suas atividades no mineroduto Minas-Rio, a empresa finlandesa Wärstilä também decidiu de forma mais sútil congelar (“hibernar”) suas atividades no Porto do Açu.

Este fato da realidade pode explicar todo o alarde e promessas grandiosas que foram trombeteadas na imprensa corporativa nos últimos dias em relação ao empréstimo que foi aprovado para a construção do terminal da Edison Chouest no Porto do Açu.

É que no frigir dos ovos, somada as duas suspensões, sobra muita pouca coisa operando dentro do porto idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista. Como se pode antever que a construção do terminal privado da empresa estadunidense não vai ser tão rápida quanto tem sido anunciada, o ano de 2016 deverá ser marcado por muita contenção ( e por que não aflição) na Prumo Logística.  A ver!

Um ano após inauguração, fábrica de motores de navios para operação no RJ

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Porto do Açu, ainda em obras: Fábrica em “hibernação”

Por Natalia Viri

Menos de um ano após inaugurar uma fábrica do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), a finlandesa Wärstilä paralisou no mês passado as atividades por tempo indeterminado por conta de adiamentos, feitos a pedido de clientes, do prazo de entrega de encomendas.

A unidade fabrica geradores e propulsores para navios e plataformas. Entrou em operação em março de 2015, com investimentos da ordem de 20 milhões de euros.

Procurada pela coluna, a empresa disse que a fábrica está em “hibernação” e que a produção será retomada “tão logo sejam confirmados os novos prazos por parte dos clientes”. Por questões contratuais, não revelou quem eram os destinatários das encomendas.

A Wärtsila ressaltou ainda que a maior parte dos funcionários foi realocada para outras unidades.

A finlandesa foi uma das primeiras empresas a se instalar na área do complexo industrial do Açu, idealizado pela LLX, de Eike Batista – hoje, rebatizada de Prumo Logística e sob o controle do fundo americano EIG.

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/um-ano-apos-inauguracao-fabrica-de-motores-para-navios-para-operacao-no-rj/

Em crise, Anglo American decide “congelar” o mineroduto Minas-Rio

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Apesar de ser uma pedra cantada já de algum tempo, a anunciada decisão da Anglo American de responder à sua crise com uma diminuição drástica no seu portfólio de ativos minerais e cancelamento de investimentos não deixa de ser um dramático chamado à realidade. 

É que ao anunciar a suspensão de investimentos nas operações nas minas de Conceição de Mato Dentro e, consequentemente, na operação do mineroduto Minas-Rio, o que a Anglo American faz é também deixar a totalidade do ônus de seu naufrágio nas costas de quem já arcou com perdas fantásticas em seus modos de vida.

Entre os reais castigados pelas decisões da Anglo American começando pela população de Conceição de Mato de Dentro (MG) e termina com os agricultores do V do Distrito de São João da Barra (RJ) onde termina o mineroduto que agora vai ser “congelado” por 3 anos.

E isto é totalmente lamentável já que agora toda a catástrofe social e ambiental causada por este projeto vai sobrar para quem não teve nada com sua consumação. 

ANGLO AMERICAN ANUNCIA SAÍDA DO SETOR DE MINÉRIO DE FERRO E CANCELA INVESTIMENTOS NO PROJETO MINAS-RIO

Mr Mark CutifaniO mercado de commodities vem passando por um momento de baixa, afetando diversas companhias de diversos setores. A saída encontrada é de reestruturar negócios, diminuindo investimentos, vendendo ativos e demitindo pessoal. A mineradora Anglo American é mais uma a seguir a cartilha, conforme anunciado na última terça-feira (17). A decisão afeta diretamente os negócios da companhia no Brasil, como o mineroduto Minas-Rio, que não receberá mais investimentos.

Entre as medidas que serão tomadas está prevista a venda de suas unidades de minério de ferro, bem como de seus ativos de carvão e de níquel, se focando nos negócios de diamantes De Beers e nas operações de platina e cobre. Com isso, a companhia pretende levantar até US$ 4 bilhões neste ano, reduzindo para menos de US$ 10 bilhões a dívida líquida da Anglo.

Dos 45 ativos que a companhia possuí neste momento, apenas 16 continuarão no portfólio. As vendas representarão uma grande alívio também para a folha salarial da multinacional, que hoje conta com 128 mil trabalhadores e espera diminuir esse número em 78 mil postos, entre empregados dos ativos que serão vendidos e demitidos.

“Nós estamos tomando ações decisivas para melhorar a sustentabilidade de nosso fluxo de caixa e reduzir substancialmente a dívida líquida, enquanto focamos nos nossos ativos mais competitivos”, afirmou o presidente-executivo Mark Cutifani (foto), destacando que não há pressa na venda dos ativos.

A Anglo American registrou uma baixa contábil de US$ 5,7 bilhões em seus ativos, dos quais US$ 2,5 bilhões são referentes ao projeto de minério de ferro Minas-Rio. O empreendimento não receberá mais investimentos por parte da companhia e as opções para o projeto serão avaliadas daqui a três anos, de acordo com comunicado.

Outros ativos da companhia no Brasil também estão na lista de futuras vendas, como os de nióbio e fosfatos, que já haviam tido seu processo de venda anunciado em dezembro. A área responsável pela produção de níquel ainda levará alguns meses para que o desinvestimento seja iniciado, de acordo com a Anglo.

FONTE: http://www.petronoticias.com.br/archives/80185

Anglo American indica que irá tomar medidas drásticas em relação a seus ativos no Brasil

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A matéria abaixo foi publicada pelo Wall Street Journal e apesar de estar centrada na Anglo American, a mesma oferece um bom panorama da situação de outras mineradoras, incluindo a co-proprietária da Samarco, a BHP Billiton.

Na parte que importa ao Brasil, a matéria aponta que  a “ Anglo agora afirma que seu projeto de minério de ferro no Brasil, o Minas Rio — que custou US$ 8,8 bilhões e foi assolado por atrasos e estouros de orçamentos —, não é mais um ativo prioritário, indicando que poderia ser vendido.”

Além disso,  a matéria informa que se “a Anglo American não conseguir encontrar compradores, Cutifani diz que a Anglo prefere fechar minas a perder dinheiro“.

Em suma, toda as expectativas que haviam sido colocadas em torno da Anglo American ser uma das âncoras do Porto do Açu agora se provam ter sido, no mínimo, exageradas.  O interessante é que este tipo de exagero continua sendo repetido e trombeteado a todo pulmão em quaisquer fatos relacionados ao megaempreedimento iniciado pelo ex-bilionário Eike Batista.

Investidores cobram mais rapidez nas reformas da Anglo American

Mark Cutifani, diretor-presidente da Anglo American, tem vendido ativos e reduzido custos, mas alguns investidores dizem que o processo não está sendo rápido o suficiente.
Mark Cutifani, diretor-presidente da Anglo American, tem vendido ativos e reduzido custos, mas alguns investidores dizem que o processo não está sendo rápido o suficiente. PHOTO: BLOOMBERG NEWS

O diretor-presidente da gigante da mineração Anglo American PLC, Mark Cutifani, está se preparando para o dia do acerto de contas.

O executivo deve enfrentar, amanhã, a divulgação do que analistas estão antevendo como resultados decepcionantes para o ano de 2015, num momento em que a queda nos preços das commodities abate cada vez mais o setor de mineração.

Enquanto isso, os investidores estão aumentando a pressão sobre a Anglo American para que ela acelere o programa de reestruturação lançado quando Cutifani assumiu o comando da empresa britânica, em 2013. O plano agora envolve elementos mais radicais, inclusive a venda de um grande número de minas e o corte de mais da metade da força de trabalho.

Embora Cutifani tenha dito que a companhia já fez avanços importantes no programa, alguns investidores continuam frustrados.

“A PIC está preocupada com o progresso lento da reestruturação”, diz Daniel Matjila, diretor-presidente da firma de investimentos Public Investment Corp., estatal sul-africana que é a maior acionista da Anglo American. O processo, diz ele, “devia ter sido muito mais rápido”.

“O mercado está perdendo a paciência”, diz Patrice Rassou, chefe da área de ações da gestora sul-africana Sanlam Investment Management, que, segundo a FactSet, detém US$ 26 milhões em ações da Anglo.

Essas opiniões refletem a insatisfação dos investidores com essa mineradora de 99 anos que ajudou a impulsionar o crescimento da indústria de metais da África do Sul. Desde que Cutifani assumiu o cargo, as ações da Anglo caíram 78%.

A Anglo American, uma das maiores mineradoras do mundo, deve divulgar uma queda de 57% no lucro básico antes de juros e impostos no ano passado em relação a 2014, para US$ 2,1 bilhões, segundo pesquisa da FactSet com 20 analistas. O lucro líquido deve ser muito menor que isso se, como esperado, o recuo nas commodities forçar a empresa a fazer uma nova baixa contábil no valor de seus ativos, diz Alon Olsha, analista do banco de investimento Macquarie Group.

Uma porta-voz da Anglo American não quis comentar as opiniões dos acionistas sobre o desempenho da empresa e disse que um plano de venda de ativos será detalhado amanhã.

 

Cutifani tem se mostrado otimista sobre o progresso da reestruturação da Anglo, dizendo que em três anos ela já alcançou melhorias em custo e produtividade estimadas em US$ 1,6 bilhão, com planos de economizar outros US$ 2,1 bilhões neste ano e no próximo. A empresa também vendeu US$ 2 bilhões em ativos nos primeiros três anos e planeja vender mais de US$ 2 bilhões neste ano e em 2017.

As ações da Anglo American estão mais resistentes neste ano. Na sexta-feira, o papel subiu 18%, para 323,75 centavos de libra (cerca de US$ 4,69), praticamente em linha com as altas de outras mineradoras. O papel já acumula um ganho de 25% em 2016.

Mas a Anglo está enfrentando mais dificuldades que outras mineradoras para lidar com a queda prolongada nos preços das matérias-primas que exploram e vendem em todo o mundo. Os preços do cobre e do minério de ferro — duas das commodities mais lucrativas da Anglo — caíram 25% e 40%, respectivamente, nos últimos 12 meses. Poucos preveem uma recuperação significativa em 2016.

Há uma semana, Cutifani disse para os participantes de uma conferência de mineração na Cidade do Cabo, na África do Sul, para não esperar que os preços das commodities voltem a subir no curto prazo e que 2016 pode ser pior que o ano passado. O colapso duradouro das commodities, sem alívio em vista, está forçando Cutifani a tomar medidas drásticas, que poucos anos atrás seriam inaceitáveis para os acionistas.

A queda contínua forçou o líder a ir além do que o previsto na reestruturação original de três anos, divulgada em dezembro. Ele elaborou um plano mais radical para obter economias de custos e ganhos de produtividade de US$ 3,7 bilhões e mais US$ 4 bilhões com a venda de ativos entre 2013 e 2017.

A empresa agora planeja vender mais da metade de suas minas e demitir 85 mil funcionários, reduzindo a força de trabalho para cerca de 50 mil até uma data ainda não informada.

A empresa também suspendeu o pagamento de dividendos e reduziu gastos de capital na expansão de projetos.

As medidas foram umas das muitas tomadas por mineradoras em resposta ao colapso no setor. A rival suíça Glencore PLC eliminou seus dividendos e está tentando cortar sua dívida líquida em mais de US$ 10 bilhões. A Rio Tinto PLC reduziu seus dividendos na semana passada, medida que também deve ser tomada pela maior mineradora do mundo, a BHP Billiton Ltd.

A Anglo, pelo menos, recebeu um voto de confiança da Schroders Investment Management Ltd., seu quinta maior acionista, segundo a FactSet. Numa carta de dezembro de 2015, a gestora londrina afirmou ao diretor-presidente da Anglo que continuaria apoiando a empresa no longo prazo e que acredita que ela tomou a decisão certa ao cortar dividendos e investimentos.

Amanhã, a Anglo terá que mostrar que seu programa de venda de ativos está fazendo progresso e demonstrar uma pressa maior para cortar custos e melhorar seu desempenho operacional, diz Rassou, da Sanlam Investment Management.

“Acho que este é o maior problema”, diz ele. “A velocidade da execução, em vez de simplesmente a intenção […] O setor está numa corrida.”

Em dezembro, Cutifani disse aos investidores que a empresa especificaria neste mês quais ativos pretende vender. A Anglo agora afirma que seu projeto de minério de ferro no Brasil, o Minas Rio — que custou US$ 8,8 bilhões e foi assolado por atrasos e estouros de orçamentos —, não é mais um ativo prioritário, indicando que poderia ser vendido.

Se a empresa não conseguir encontrar compradores, Cutifani diz que a Anglo prefere fechar minas a perder dinheiro.

Andrew Lapping, vice-diretor de investimento do fundo sul-africano Allan Gray, um acionista da Anglo, diz que a empresa fez progresso, mas talvez esteja muito concentrada em vender ativos em vez de cortar custos, num momento em que as minas não estão despertando muito interesse de compradores.

“Para mim, o principal foco deveria ser melhorar as minas a partir de dentro, em vez de vender ativos problemáticos”, diz ele. “Se o foco do plano de reestruturação for a venda de ativos, eles vão ter problemas.”

(Colaborou Scott Patterson, de Londres.)

Correções e ampliações

A Schroders Investment Management é a quinta maior acionista da Anglo American. Matéria publicada ontem nesta página disse, erroneamente, que a Schroders era a 11a maior acionista da mineradora britânica.

FONTE: http://br.wsj.com/articles/SB11137296301495613967604581541243810550036

Presidente da Anglo American reconhece que preço de commodities não se recuperará tão cedo

Segundo a Agência Reuters, o presidente da Anglo American, Mark Cutifani, reconheceu que os preços das commodities minerais não deverão se recuperar tão cedo, e que as principais culpadas por essa situação são as próprias mineradoras que causaram um super abundância de seus produtos no mercado mundial (Aqui!).

Apesar de eu haver insistido nessa tese em várias entrevistas que concedi nos últimos meses havia gente, principalmente entre os áulicos das mineração, que se negavam a admitir essa situação óbvia, especialmente em face do desaquecimento da economia chinesa.

O pior é que esse vaticínio do CEO da Anglo American é acompanhado de análises pouquíssimo animadoras sobre o ano de 2016, o qual ele declarou ter um potencial de causar muitos danos ao setor da mineração.

No caso do Brasil, especialmente para os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro onde a Anglo possui ativos significativos, a avaliação de Mark Cutifani deve implicar na disposição de  vender as jazidas localizadas em Conceição do  Mato Dentro (MG) e do mineroduto Minas-Rio.  De toda forma, aspectos mais práticos dos ajustes que a Anglo American realizará em seu portfólio de ativos deverão ser divulgados até a próxima semana, como informou a Reuters.

Essa situação negativa da mineração também está alimentando a crise das bolsas na Ásia e no Japão, num processo de espiral que poderá causar ainda mais abalos na economia mundial nas próximas semanas. A ver!

Anglo American demite centenas de trabalhadores em Conceição do Mato Dentro

boletim forte

A possibilidade que a Anglo American venda suas operações no Brasil já vem sendo anunciada desde que Cynthia Carroll foi demitida do cargo de CEO da empresa. É que uma das causas da sua demissão estão as bilionárias perdas que foram causadas pela aquisição das minas de ferro em Conceição do Mato Dentro e do mineroduto Minas-Rio.

Agora que os preços mundiais do minério de ferro estão deprimidos a Anglo American está adotando a cartilha conhecida para manter seus lucros bilionários: vendas de ativos problemáticos e demissões de trabalhadores.

Como a Anglo American é a principal parceira da Prumo Logística no Porto do Açu, pode ser que as demissões que estão ocorrendo no lado de lá do mineroduto Minas Rio cedo ou tarde tenham efeitos igualmente perniciosos para os trabalhadores e para as comunidades locais em São João da Barra.  E aviso que não se trata de torcer contra o Porto do Açu ou, menos ainda, desejar que o sofrimento já imposto ao povo sanjoanense em nome de um suposto processo de desenvolvimento seja ampliado.  Nada disso! Trata-se apenas de ligar os pontos e fazer um prognóstico. 

Metabase paralisa mina em Conceição do Mato Dentro para protestar contra demissões na Anglo American  

Os diretores do Sindicato Metabase de Itabira e Região estão desde ontem, 3 de fevereiro, em Conceição do Mato Dentro em manifestação contra a Anglo American que ameaça demitir aproximadamente 400 trabalhadores. Alguns, inclusive, já começaram a fazer as homologações rescisórias esta semana.O presidente do Metabase, Paulo Soares de Souza (PSB) se reuniu com os trabalhadores nesta quinta-feira, parou os ônibus que iam para a mina e discursou a favor da manutenção do emprego.

Segundo informações divulgadas pela diretoria do Metabase, a Anglo está abrindo um “pacote de terror” ao iniciar uma demissão em massa.  “Após os trabalhadores terem contribuído com seu suor, concordarem com reajuste salarial abaixo da inflação no último Acordo Coletivo de Trabalho, abriram mão da jornada de 6hs nos turnos de revezamento em troca da empregabilidade, a empresa vem com seu pacote de terror efetuando demissão em massa nas minas de Conceição do mato Dentro”, divulgou a direção da entidade.

Para o Metabase de Itabira e Região, não há justificativa para as demissões na Anglo American. Segundo a entidade, a própria empresa apontou um cenário de recuperação nas vendas e no preço do minério de ferro no ano passado, o “que torna ainda mais injustificável as demissões”.

FONTE: http://www.viacomercial.com.br/anglo-american-sindicato-metabase-protesta-contra-demissoes-em-conceicao-do-mato-dentro/#prettyPhoto

Notícias de além mar: Anglo American sangra ao extremo com esfriamento da economia da China

crise

A matéria mostrada abaixo foi publicada pelo jornal Financial Times (Aqui!) e dá conta da erosão profunda do valor das ações da Anglo American, principalmente por causa da perda de apetite do mercado chinês por commodities minerais, incluindo o minério de ferro.

anglo american

Para quem não conseguir entender o linguajar economês em inglês, a situação da Anglo American é apontada pelo jornalista Bryce Elder como desesperadora, e que está suscitando sugestões para a adoção de medidas extremas para salvar a empresa.

Uma delas, e que toca aos interessados nas chances de sucesso do Porto do Açu em São João da Barra (RJ), seria a suspensão das atividades de mineração em Conceição do Mato Dentro até que os preços do minério de ferro voltem a patamares viáveis em termos da relação custo/benefício que praticamente inviabiliza a utilização do mineroduto Minas-Rio. E como todas as previsões do mercado é de que nada vai melhorar em 2016, já se pode antever que a suspensão não seria por pouco tempo.

Outra sugestão que também diz diretamente à situação da empresa do Brasil seria o apartamento das operações na América do Sul do restante do grupo com a criação de uma espécie de “Anglo American da América do Sul’.

Essas medidas seriam todas voltadas para impedir um rebaixamento ainda maior do valor da empresa, o qual já se encontra fortemente deteriorado em função do cenário estabelecido com a crise das bolsas chinesas por um lado e, de outro, pelo afundamento do preço da tonelada do minério de ferro.

Mas voltando ao Porto do Açu, vamos ver como é que a Prumo Logística e seus áulicos inveterados reagem à situação crítica em que se encontra a Anglo American, efetivamente a principal parceira do empreendimento. É que não é preciso ser nenhum Einstein para intuir que se a Anglo American optar por colocar suas atividades em estado de congelamento em Conceição do Mato Dentro, a coisa que já não anda boa vai piorar ainda mais. A ver!

Minerodutos: um cheque em branco para o desenvolvimento do país

“Minerodutos têm um único objetivo: acelerar o processo de expropriação e exportação do patrimônio mineral brasileiro”, diz o representante do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc-CBH) de Minas Gerais.

Por Patricia Fachin,  Do IHU Online

Foto: Angro American/Visual Media

A tragédia com a barragem de rejeito da Samarco, em Mariana, traz à tona a discussão sobre os impactos ambientais do uso de minerodutos para o transporte de minérios no país. Atualmente, dois complexos minerários com uso de minerodutos estão em funcionamento no Brasil: um é o “projeto consorciado das multinacionais Vale e BHP Billiton, por meio da Samarco, que explora as jazidas de Germano e Alegria nas cidades de Ouro Preto e Mariana”, e o segundo é “o projeto Minas-Rio – da corporação Anglo American –, propagandeado como responsável pela criação do ‘maior mineroduto do mundo’, que pretende explorar 12 km a céu aberto ao longo da Serra da Ferrugem – nos municípios de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, no Médio-Espinhaço mineiro e no trecho alto da bacia do rio Santo Antônio (a sub-bacia de número 3 do rio Doce em Minas Gerais)”, diz Gabriel Ribeiro na entrevista a seguir.

Para analisar os impactos ambientais e sociais dos minerodutos, a IHU On-Line entrevistou, por e-mail, Gustavo Gazzinelli, representante do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas – Fonasc-CBH de Minas Gerais, Gabriel Ribeiro, membro do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais, e Patrícia Generoso, da Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos do Projeto Minas-Rio – REAJA.

Crítico aos minerodutos como alternativa para o transporte de minérios no país, Gazzinelli frisa que eles “retiram um grande volume de água das regiões e cabeceiras de rios que precisam dessa água” e informa que a concessão de lavra do projeto Minas-Rio, “de acordo com o Termo de Compromisso/Anexo da Portaria 499/2014, publicada no Diário Oficial da União, estabeleceu uma produção anual de 54,4 milhões de toneladas entre o 15º e o 20º ano de operação da mina”. Contudo, “o mineroduto licenciado pelo Ibama tem capacidade para transportar cerca de 27 milhões de toneladas/ano, metade dessa produção prevista na concessão. Como a outra metade será transportada?”, questiona.

Gabriel Ribeiro pontua ainda que “as captações necessárias às diferentes estruturas de um mesmo projeto minerador, mesmo incidindo sobre afloramentos de água ou aquíferos adjacentes, são tratadas como intervenções isoladas e distintas, prejudicando o exame dos impactos derivados da totalidade das captações e usos”. Como consequência direta, explica, “as outorgas expedidas pelo Estado têm funcionado como um ‘cheque em branco’, um seguro, uma garantia para as mineradoras, que usufruem desse privilégio em regiões com forte carência de água, tanto pela escassez natural dela como pela proximidade de regiões densamente povoadas”.

Segundo Patrícia Generoso, que acompanha a situação dos moradores de Conceição do Mato Dentro, “os impactos ambientais causados pelo mineroduto são facilmente percebidos e vão desde o assoreamento de nascentes e de cursos de água, desmatamento em área de preservação permanente, perdas de conectividade em áreas de relevância ambiental, grandes cortes no solo que funcionam como drenos e estão causando erosões e a supressão das nascentes e cursos d’agua próximos aos locais abertos para a instalação dos tubos. Já os impactos sociais são a fragmentação e divisão de pequenas propriedades, reduzindo sua capacidade produtiva e, até, inviabilizando completamente a produção”.

Gustavo Gazzinelli é representante do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas – Fonasc-CBH de Minas Gerais, Gabriel Ribeiro é graduado em Ciências Socioambientais pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e membro do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais, e Patrícia Generoso é integrante da Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos do Projeto Minas-Rio – REAJA.

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