Na caçada a Anthony Garotinho, surge o estranho caso da oferta de suborno envolvendo o advogado Luiz Felipe Klem de Mattos

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Quando a gente pensa que já viu de tudo no que se tornou uma verdadeira caçada ao escalpo do ex-governador Anthony Garotinho, novos fatos aparecem para mostrar que as esquisitices parecem não ter fim. Agora, surge o indiciamento do ex-procurador da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, o  advogado Luiz Felipe Klem de Mattos.  Nesse novo desdobramento, o  Luiz Felipe Klem de Mattos é apontado como o portador de uma oferta não concretizada de suborno ao juiz Glaucenir de Oliveira supostamente para evitar a prisão de Anthony Garotinho.

Como o advogado Luiz Felippe Klem de Mattos ainda não foi encontrado para dar a sua versão dos fatos narrados por dois empresários que seriam amigos do juiz Glaucenir de Oliveira sobre esta tentativa de suborno, resta-nos esperar para que ele apareça para depor.

Agora numa dessas curiosidades que cercam a vida numa cidade do interior, eu posso dizer que conheço razoavelmente bem o ex-procurador da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes porque ele foi meu orientando no Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da Uenf. E por julgar que o quase 2 anos em que interagimos de forma mais próxima na relação orientador-orientando, posso afirmar que estranhei muito essa notícia de que ele seria o porta-voz de uma oferta de suborno, ainda por cima para um juiz. 

Sem querer me alongar demais, posso adiantar que não vejo no ex-procurador da Câmara de Vereadores, o perfil de alguém que deseje afrontar um juiz com uma oferta de suborno para impedir uma prisão. Uma das razões para isso é que o advogado  Luiz Felippe Klem de Mattos tem aspirações profissionais que seriam abatidas sem apelação caso essa denúncia fosse comprovada. E por ele prezar o seu escritório de advocacia e seus sócios é que acho essa história meio rocambolesca.

Aliás, no último período da duração da nossa relação orientador/orientando, o advogado Luiz Felippe Klem de Mattos estava tão assoberbado com o processo de intervenção na empresa Pátio Norte que me parece meio esquisito que ele ainda arrumasse tempo para se envolver numa empreitada tão esquisita como a que está sendo atribuída a ele.

Por último, há que se mencionar que essa tentativa de suborno atribuída a Anthony Garotinho sequer bate com seu perfil que é de entrar em choque primeiro para depois ver se há espaço para negociar.

Enfim, agora vamos esperar para ver que novidades surgem nesse caso. E como diriam William Shakespeare… “and the plot thickens“.

Anthony Garotinho e sua singular prisão domiciliar

garotinho

Na ausência de fatos novos e que nos levem além do que já está estabelecido, a manuntenção da prisão domiciliar de Anthony Garotinho beira o escândalo. É que fora aqueles muitos brasileiros pobres que continuam presos sem sequer terem sido julgados, o caso do ex-governador do Rio de Janeiro incorpora muito bem como opera a justiça brasileira.

É que, lembremos, Anthony Garotinho está colocado em prisão domiciliar após condenação em primeira instância por um processo ocorrido na esfera eleitoral! Alguém imagina o mesmo acontecendo com políticos cuja culpabilidade está mais do que estabelecida e que, inclusive, continuam nos seus postos de governo? E, pior, quantos casos de decretação de “prisão domiciliar preventiva” sobre caso julgado em primeira instância existem na história jurídica do Brasil?

Como já abordei anteriormente, um “habeas corpus” em favor de Anthony Garotinho será a inevitável a consequência dessa situação. Outra inevitável consequência desse habeas corpus será a grita dos carrascos que hoje celebram o estabelecimento da exceção contra Anthony Garotinho como se justiça fosse. É que todos os que celebram a negativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de agir no sentido do reestabelecimento do pleno estado de direito sabem que essa situação é insustentável. Numa semelhança esportiva é como aquele jogador que celebra um gol mesmo sabendo que o juiz da partida vai anular por causa de alguma irregularidade cometida, e após ser flagrado praticando um ato irregular corre para a torcida para denunciar a anulação.

Outro risco para os inimigos de Anthony Garotinho é que o local da sua prisão domiciliar se torne um tipo de magneto e atraia para aquela rua toda a multidão de desiludidos e abandonados que estão sendo gerados pelas políticas ultraneoliberais que estão sendo executadas pelo governo do jovem prefeito Rafael Diniz.  Se isso acontecer, o que deveria ser um símbolo do encerramento da carreira política de Anthony Garotinho poderá se tornar o ponto de partida de sua campanha para governador.  

Enquanto isso, nos nossos hospitais e escolas municipais se acumulam as condições para que a multidão de apoiadores cresça exponencialmente na frente da famosa “casinha” da Lapa…

Singelas dicas para o prefeito Rafael Diniz reabrir imediatamente o restaurante popular

Desde que o jovem prefeito Rafael Diniz decidiu fechar o Restaurante Popular Romilton Bárbara em nome de uma economia que considero canhestra [1], venho usando o valor de R$ 250.000,00 para estimar o custo mensal daquela importante unidade de mitigação da fome a que muitos cidadãos campistas estão sentindo neste momento de grave crise econômica. 

Também já apontei minha quase incredulidade que após o fechamento do restaurante popular, o prefeito “da mudança” tenha assinado um contrato de R$ 5.000.000,00 para abastecer a fábrica de propaganda oficial por 12 meses e outro no valor de R$  R$ 4.566.306,74, também por 12 meses, para manter em funcionamento o aeroporto Bartolomeu  Lysandro, perfazendo um gasto total de R$ 9.566.306,74 apenas nestes dois contratos [ 2 e 3

Pois bem, hoje li uma nota publicada pela jornalista Suzy Monteiro sobre um processo que será aberto pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes contra o  ex-governador Anthony Garotinho pelo valor que teria sido distribuído ilegalmente na forma de “cheques Cidadão” no total de R$ 11.000.000,00 (ver reprodução abaixo).

rafael restaurante

Nessa nota é que surge uma informação interessante. É que segundo declaração atribuída ao prefeito “da mudança”, o valor de R$ 11.000.000,00 possibilitaria o funcionamento do restaurante popular por 4 anos (ou 48 meses).  Desta forma, o custo do oferecimento mensal de refeições a pessoas pobres pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes não custaria os aludidos R$ 250.000,00, mas sim R$ 229.166,67!

Aí é que fazendo um pouco mais de contas, agora usando os dois contratos supramencionados que custarão R$ 9.566.306,74 aos cofres municipais, se o prefeito Rafael Diniz tivesse optado por alimentos os mais pobres, este montante permitiria manter o restaurante popular funcionando por 41 meses! Mas como ele optou por pagar por propaganda e por manter um aeroporto que serve a um grupo seleto de munícipes, e, é claro,  por fechar o restaurante popular e deixar um monte de gente  desprovida de pelo menos uma refeição diária.

Desta forma, que se aja para recuperar os tais R$ 11.000.000,00 que teriam sido desviados para utilizar indevidamente o “Cheque Cidadão”.  Entretanto, que não se coloque o fechamento do restaurante popular nesse balaio, já que foi o prefeito Rafael Diniz que optou por fazer propaganda e manter o aeroporto aberto.  É o famoso cada um, cada qual. simples assim!


[1] https://blogdopedlowski.com/2017/06/11/redes-sociais-sao-usadas-para-convocar-ato-em-defesa-do-restaurante-popular/

[2] https://blogdopedlowski.com/2017/09/11/governo-rafael-diniz-e-suas-prioridades-tortas-tem-dinheiro-para-propaganda-mas-nao-tem-para-alimentar-os-pobres/

[3] https://blogdopedlowski.com/2017/07/28/rafael-diniz-e-suas-curiosas-prioridades-fecha-se-o-restaurante-popular-para-economizar-enquanto-se-gasta-milhoes-para-manter-aeroporto-aberto/

Com Anthony Garotinho não basta prender, há que se esmagar a imagem e calar a sua voz

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Há quem estranhe o meu estranhamento com as condições em que está se dando a prisão domiciliar do ex-governador Anthony Garotinho. Quem estranha isso é porque não me conhece bem. É que nunca fui de me juntar às turbas que aproveitam de determinados momentos para tentarem linchar quem está caído no chão.  E por achar que é isto que vem acontecendo, não posso me furtar a expressar minha oposição não apenas à prisão domiciliar, mas como também à tentativa de esmagar a imagem pública de Anthony Garotinho. E, pior, de calá-lo.

A questão aqui é preciso que se diga não se refere a apoiar a forma de praticar política que o ex-governador Anthony Garotinho optou por exercer ao longo de sua trajetória.  Mas como não se trata de aderir ou concordar, não vejo qualquer problema em apontar para as três facetas que apontei acima.  E o que preocupa mais é o fato de que se é possível fazer o que está sendo feito contra Anthony Garotinho, não posso deixar de apontar para os efeitos ainda mais deletérios que podem recair contra milhões de brasileiros que não possuem nem a capacidade de articulação política ou os recursos que o ex-governador possui para se defender.  Em outras palavras é pelo menos afortunados que me vejo obrigado recusar a apoiar decisões judiciais peculiares ou me juntar à turba de linchadores travestidos de portadores de opiniões, fatos ou versões dos mesmos.

Por outro lado, me pergunto quais são os objetivos de se tirar Anthony Garotinho de circulação deste momento, impedindo-o de continuar exercendo suas funções profissionais como radialista. Aliás, nem deveria me perguntar. É que no meio do silêncio sepulcral que cerca a atual situação política e econômica do Rio de Janeiro, Garotinho vinha sendo uma voz expressiva na denúncia dos golpes cometidos contra o erário público por membros dos três poderes fosse no âmbito estadual ou nacional, especialmente nos muitos crimes cometidos pelo grupo do ex- (des) governador Sérgio Cabral  Assim, ao impedi-lo de trabalhar e oferecer sua visão acerca da conjuntura em que estamos metidos existe um claro favorecimento dos que têm interesse em que determinados fatos não sejam revelados a uma faixa da população que normalmente não é informada.

Também acho interessante apontar para o inevitável fato de que Anthony Garotinho, em que pesem os anúncios precoces de sua morte política, é a personalidade política mais importante que o município de Campos dos Goytacazes possui. Todos os outros políticos perto dele são expressões menores, a maioria sem qualquer capacidade de fazer frente a ele e sua conhecida capacidade de ação política.  E neste contexto é normal que os eventuais substitutos tentem se aproveitar da fragilidade causada pela decretação da prisão para dar o chamado golpe final.  Já cuidar da cidade que é bom, muito pouco ou quase nada se vê sendo feito.  E pelas ruas se seguem os assaltos, as centenas de pessoas tentando se virar nos sinais, a piora da condição do trânsito, e, sim, o aprofundamento da condição caótica em que estão as unidades municipais de saúde e de educação.

Curiosamente, a combinação dessa situação de inexistência de substitutos à altura e a demonstração objetiva de que a gestão do prefeito Rafael Diniz beira o caos são uma demonstração inequívoca de que Anthony Garotinho não será tão facilmente apagado da cena política municipal. E continuará pairando sobre o mundo político campista como um espectro amedrontador por ser inderrotável. Para desespero de seus inimigos e viúvas políticas.

JB: Que a rapidez na prisão de Garotinho sirva de exemplo

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O país se estarrece diante da rapidez da justiça de Campos dos Goytacazes em prender o ex-governador Anthony Garotinho. A diligente velocidade do Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Ralph Manhães, da 100º Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, em cumprimento da lei em função da suposta irregularidade na Operação Chequinho, é um exemplo a uma pequena parte da magistratura que não tem a mesma agilidade em prender delinquentes em operações de checões. Fundamentalmente contra os supostos delinquentes que o ex-governador Garotinho vinha denunciando em seu programa na Rádio Tupi.

A rapidez estarrece ainda mais diante das corrupções de bilhões que atingem mais de 20 milhões de desempregados, atingem a saúde pública, a segurança e a tranquilidade do pais. Deveria ser feita uma verificação na evolução patrimonial de determinados políticos com a mesma rapidez com que o senhor juiz Ralph Manhães agiu. Políticos que, em menos de 20 anos, transformaram suas certidões de renda de alguns mil reais para alguns milhões de reais. Seria facílimo. Mais fácil ainda contra esses envolvidos nessas corrupções que vêm sendo denunciados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

Esse senhor preso hoje, se cometeu tantos delitos como é acusado, por outro lado não ostenta nenhum tipo de enriquecimento. Seus filhos atuam em empregos modestos, os apartamentos são de comprovada categoria de classe média e não se conhece coleção de joias de sua mulher, nem viagens ao exterior permanentes.

Mas nossa obrigação é acreditar na justiça.

Todos nós torcemos. O país inteiro, fundamentalmente o que sofre, inclusive mais ainda os que foram atingidos por esse tufão não só da facção do ex-governador Sérgio Cabral, como os de corruptos e corruptores. 

Estamos falando daqueles que já estão envolvidos e presos, mas nos envergonhamos quando vimos muitos dessas facções soltos, indo morar em Portugal, outros indo para São Paulo criar redutos de corrupção, que com certeza não vingarão.

Não se entende também porque uma delinquência, tão importante para ser punida com prisão, mereça a domiciliar. Não se discute a sentença, só se aconselha ao Doutor juiz a acompanhar esta prisão domiciliar para que não aconteça o que vem acontecendo com os outros que roubaram bilhões – diferente deste “chequinho” – e que ainda vão para suas luxuosas residências saborear charutos Cohiba cuja unidade, dependendo do calibre, não custa menos R$ 100. Ou ainda alugam apartamentos magníficos em São Paulo, que possuem casas no exterior, mas que só deverão ser presos realmente quando atuarem em “operações chequinhos”.

Que este Excelentíssimo Doutor Juiz também não permita que Garotinho mande comprar drinques em restaurantes sofisticados das suas redondezas, como acontece com delinquentes que, apesar dos bens bloqueados, misteriosamente ainda conseguem manter altíssimo padrão de vida.

Sabe-se que a facção de Sérgio Cabral está comemorando muito a prisão de Garotinho. Afinal, terão paz durante o tempo em que esse senhor estiver fora de seu programa na Rádio Tupi, onde fazia graves denúncias contra este grupo.

FONTE: http://m.jb.com.br/opiniao/noticias/2017/09/13/que-a-rapidez-na-prisao-de-garotinho-sirva-de-exemplo

Mistérios que cercam a prisão domiciliar de Anthony Garotinho

Como uma das maiores pedras cantadas da história da justiça de Campos dos Goytacazes (desconfio inclusive que até os sapos que habitam as margens do Rio Paraíba do Sul logo abaixo do Fórum Maria Teresa Gusmão já sabiam que isso aconteceria), o juiz Ralph Manhães condenou o ex-governador Anthony Garotinho como parte do caso conhecido como “Chequinho”.

Até aí morreu o Neves. O que me surpreende é a decisão de colocá-lo em prisão domiciliar num caso de primeira instância e, surpresa das surpresas, em sua residência no Bairro da Lapa em Campos dos Goytacazes.  E por que digo que surpreende, ao menos a mim. Surpreende pela contradição entre manter Anthony Garotinho proibido de residir em sua casa durante o processo de instrução do processo para agora obrigá-lo a cumprir uma estapafúrdia prisão domiciliar na cidade onde era proibido de adentrar.

Ainda que a prisão renda boas manchetes e certamente algumas talagadas de whisky paraguaio entre os seus muitos inimigos e ex-amigos, esse desfecho da Operação Chequinho parece mais um daqueles onde passada a marola causada pela expedição de uma sentença, no mínimo, meio esquisita se suceda um também esperado e óbvio habeas corpus.

Enquanto isso, o jovem prefeito Rafael Diniz continua livre, leve e solto para rogar pragas contra o “governo anterior” enquanto a cidade de Campos dos Goytacazes espera que ele comece mostrar algum tipo de reação objetiva à crise financeira que não dá sinais de querer arrefecer. 

E como já bem levantou a bola o blogueiro Douglas da Mata, agora que Anthony Garotinho está temporariamente sob uma draconiana prisão domiciliar é de se esperar que o jovem prefeito Rafael Diniz finalmente comece a governar de acordo com o que prometeu [1]. Mas será que vai? Tenho minhas dúvidas.


[1] http://planicielamacenta.blogspot.com.br/2017/09/xiii-acabou-desculpa.html

Face à oposição legitima ao estelionato eleitoral, o recurso é culpar quem foi derrotado de forma acachapante?

Ouvi esta manhã as declarações do jovem prefeito Rafael Diniz no programa matinal da Rádio Educativa.  Entre uma resposta e outra, ouvi de diversas formas a imputação de ações de cunho pouco republicanas que estariam sendo praticadas pelos que “perderam a boquinha” ou aos que gastaram de forma irresponsável. Certamente o jovem prefeito estava se referindo, ainda que de forma subliminar, aos membros do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho.

Ainda que seja uma tática compreensível por um governante em dificuldades, será que a opção de tentar se isentar de suas próprias responsabilidades é realmente compatível com quem diz “conversar olhando nos olhos”?  Obviamente me parece que aí surge uma contradição insolúvel. É que quem quer conversar olhando nos olhos do interlocutor (no caso espero que sejam seus muitos eleitores) não se exime das responsabilidades por atos já cometidos nos oito meses de governo.

Por exemplo, quando o jovem prefeito fala em corte de gastos, ele deveria ser mais franco e dizer que os principais alvos de seus cortes foram até agora os investimentos em programas sociais voltados para a mitigação da pobreza. Sim, porque gastar com comida, casa e transporte para os mais pobres deveria fazer parte da agenda de investimentos de qualquer governo minimamente antenado com a real situação em que vive a maioria dos seus próprios eleitores.

Mas tudo bem, para deixar o que disse acima mais claro, pergunto quem foi que cortou os investimentos feitos nos seguintes itens:

  1. Restaurante Popular.
  2. Passagem Social.
  3. Cheque Cidadão.
  4. Moradias de interesse social.

Foi o jovem prefeito Rafael Diniz ou foi alguma entidade invisível que lhe faz oposição? Como todos sabem foi o prefeito, premido pela aplicação da mesma “moral de tesouraria” que vem sendo aplicada por Michel Temer e Luiz Fernando Pezão. Essa moral de tesouraria que pune os mais pobres, e deixa os mais ricos flanando alegremente em suas mansões nababescas e trafegando em seus carrões importados pelas ruas cada vez mais esburacadas da cidade real.

E o que foi feita contra os programas sociais tem nome: estelionato eleitoral. É que quem ainda se lembra da propaganda eleitoral sabe que o prometido foi melhorar esses programas e não extingui-los em nome do equilíbrio das contas.

E pior, com esse estelionato eleitoral, o jovem prefeito e seus menudos neoliberais estão dilapidando tão rapidamente o seu grande capital eleitoral que não me surpreenderei se em breve não tivermos uma marcha pelas ruas do bairro da Lapa pedindo que Anthony Garotinho indique logo quem será o próximo prefeito. Se isso acontecer, não adiantará culpar um político que acima de tudo sabe que praticar estelionatos eleitorais é sempre o caminho mais rápido para a obscuridade. É que Rafael Diniz só terá a si mesmo para culpar. Afinal, quem se elege prometendo uma coisa e fazendo outra, nunca termine bem.  Simples assim!