Sempre ciosa de rankings, reitoria quer que a UENF tenha o bandejão universitário mais caro do Brasil

O Jornal Terceira Via publicou hoje uma matéria repercutindo a licitação do bandejão da UENF que traz uma novidade nada saborosa para a maioria dos usuários: o valor unitário proposto na licitação é de R$ 9,65, com isenção de custo apenas para os alunos cotistas que representam a minoria dos estudantes.

Essa “novidade” ocorre e decorre em função do modelo de privatização adotado pela reitoria que estipulou, segundo declaração atribuída ao pregoeiro da UENF, o preço “cheio” da refeição num valor que fica acima do que cobram restaurantes universitários em diferentes partes do Brasil.

Assim, o risco que estudantes da UENF correm é de terem lutado anos pelo bandejão para depois não terem como usá-lo.

 

Licitação para bandejão da Uenf no valor de R$6 milhões é publicada

Processo inclui prestação de serviços como preparo, fornecimento e distribuição de almoço e jantar aos alunos, inclusive aos cotistas

 A apresentação das propostas deverá ser feita até 10h do dia 3 de outubro. Portanto, as empresas interessadas terão apenas onze dias para preparar as propostas. O resultado, de acordo com o presidente da Comissão de Licitação e pregoeiro, Lauro Martins, deve ser divulgado no mesmo dia, cerca de duas horas após o término da licitação.

 “A licitação será aberta a partir do meio dia desta segunda-feira e somente poderão concorrer as empresas cadastradas no sistema de compras do estado, com responsabilidade da secretaria de planejamento (Seplag). Será vencedora a arrematante que oferecer o menor lance”, ressaltou.

 Ainda segundo o pregoeiro, a licitação inclui prestação de serviços como o preparo, o fornecimento e a distribuição de almoço e jantar aos alunos, inclusive aos cotistas.

 “O valor de cada refeição está estipulado em R$9,65, mas os cotistas, por exemplo, terão direito a uma refeição 100% subsidiada. Este valor tende a ser menor com a abertura da licitação. Nas refeições já estão incluídas a bebida e a sobremesa”.  

 O edital pode ser acessado no site da Universidade, a partir das 12h, onde as empresas interessadas terão acesso a todas informações sobre o processo. 

 A existência de um bandejão na Uenf é uma conquista dos estudantes, que há tempos  fazem manifestações para alcançar o direito à refeições, com preços similares aos de outras universidades públicas do Brasil.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos-dos-goytacazes/56103/licita

Licitação milionária do bandejão da UENF é publicada

O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (DOERJ) traz hoje a alvissareira publicação de um edital de licitação que deverá garantir a abertura do restaurante universitário (R.U.) com um valor milionário de R$ 6.370.500,00.

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Algo intrigante nesse edital é a data de apresentação de propostas: 03 de outubro de 2014. Eu digo intrigante porque ficamos meses esperando por esse movimento, e agora as empresas potencialmente interessadas terão apenas 11 dias para preparar propostas para um edital que deverá (ou pelo menos deveria) trazer uma série de requisitos sobre a qualidade da comida que será servida.

Além disso, como o extrato do DOERJ traz apenas o valor global, não se sabe por quanto tempo esse preço vai valer antes que receba um daqueles famosos aditivos que caracterizam os contratos públicos.

 Deste modo, seria de bom tom se o Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE/UENF) lesse com atenção o que diz este edital, pois, do contrário, ainda poderemos ter algo bem salgado servido nas bandejas.

É lamentável constatar que depois de tanto investimento na infraestrutura física, a UENF ainda vá gastar ainda mais na privatização dos serviços de alimentação. E ais uma vez sem a devida transparência. Mas neste quesito nenhuma surpresa. A reitoria da UENF é totalmente alinhada com as políticas de terceirização impostas pelo (des) governo Pezão/Cabral e também neste caso segue a cartilha privatizante que aumenta custos e quase sempre piora a qualidade dos serviços.

Finalmente, é preciso lembrar que a existência de um R.U. (bandejão) na UENF é uma conquista da luta dos estudantes. Agora, eles terão que continuar lutando para terem direito à refeições de qualidade e a preços que sejam similares aos que são praticados em outras universidades públicas em diferentes partes do Brasil.

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Braullio Fontes do DCE/UENF faz balanço da greve e convoca assembleia estudantil

No retorno às aulas na UENF na manhã desta segunda-feira, estive com o diretor geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Apolônio de Carvalho que representa os estudantes da UENF. Ele aproveitou para fazer uma avaliação do movimento de greve dos estudantes, as questões que foram pautadas e as respostas que foram dadas pela reitoria da UENF e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.  Braullio também aproveitou para convocar uma assembléia estudantil para a próxima 4a. feira (25/06).

Abaixo vai o depoimento dado pelo diretor geral do DCE/UENF

Na expectativa da visita do (des) governador Pezão, reitoria manda embelezar entorno do bandejão da UENF

Parece que vale aquela máxima de “embelezar a noiva”, pois a reitoria da UENF está realizando uma ampla faxina e embelezando o entorno do bandejão da UENF para a suposta visita do (des) governador Luiz Fernando Pezão, provavelmente na parte da tarde desta sexta-feira (06/06).

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 A questão agora é que como essa visita se tornou pública, o maior problema que a reitoria vai enfrentar não está no campo do embelezamento, mas sim de como explicar aos estudantes que comida que é bom mesmo, só depois que uma empresa privada for licitada para vender as refeições. E ai é que o problema vai mesmo começar, pois os estudantes já tem a perfeita noção de quanto custa a alimentação em outras universidades públicas brasileiras.

Em suma, pode até embelezar, mas se não entregar comida de qualidade e a preços acessíveis aos estudantes, essa eventual visita do (des) governador Pezão vai ser apenas o marco inicial de uma longa dor-de-cabeça para os gestores da UENF.

Greve segue forte na UENF e comunidade faz abraço coletivo ao bandejão

Apesar de persistir um silêncio sepulcral por parte do (des) governo de Sérgio Cabral, a greve que une todos os segmentos que formam a comunidade universitária da UENF teve um momento importante quando foi feita a inauguração simbólica da obra do bandejão universitário, uma obra que se arrasta desde 2008.  Em que pese o fato de que essa foi uma atividade convocada inicialmente pelos estudantes, todos os segmentos se fizeram presente, num sinal claro de que as pressões para finalizar esse movimento histórico vão encontrar fortes resistências em todos os segmentos que diariamente constroem a UENF.

O curioso é que até  o momento o (des) governo Cabral se mantem em silêncio sepulcral depois que sua chantagem aos professores de que só haveria negociação após o final da greve teve como resposta a deflagração de movimentos semelhantes entre estudantes e servidores.

O próximo evento em que a comunidade universitária da UENF participará será a audiência que ocorrerá nesta 4a. feira (26/03) sob os auspícios da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Para tanto, uma delegação sairá de Campos dos Goytacazes e deverá levar uma mensagem clara aos deputados que estarão na ALERJ: Cabral e Pezão, chega de enrolação!

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Com professores à beira da greve, UENF compra mais televisores!

 O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz nesta 4a. feira (12/03) uma publicação que me deixou para lá de confuso. Como poderá ser verificado abaixo, a UENF está neste momento licitando outro lote de televisores e suportes! E ai, eu pergunto: será que já não temos TVs suficientes, muitas desligadas, na instituição? Não há um restaurante universitário em construção desde 2008? Não há falta de moradia estudantil? Não há falta de um pavilhão de aulas?

E mais, não estão os servidores e professores em pé de guerra por causa de um agudo processo de corrosão salarial?

Essa compra de televisores é, no mínimo, um erro crasso no erro de prioridades para uma instituição com tantos problemas e dificuldades!

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SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA/ UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
EDITAIS
A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE – UENF vem notificar a empresa XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, para aduzir, no prazo de 10 (dez) dias,
suas razões pelo não encaminhamento da documentação definida em edital (item 12), conforme requisitado no chat de mensagens da sala de disputa do sistema SIGA, que objetiva a aquisição de televisores e suportes de TV para atender as necessidades da UENF. Processo nº E-26/009/1245/2013.

UENF: com quantos milhões se faz um bandejão?

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A imagem acima representa o que eu considero um dos maiores ícones do mau uso de dinheiro público . A obra do restaurante universitário (bandejão) foi iniciada no final de 2008 (!) e chega ao final de 2013 sem que tenhamos a mínima ideia de quando a comunidade universitária da UENF vai poder começar a usar a sua estrutura para o fim idealizado: alimentação!

Mas os mais otimistas diriam que agora estamos próximos da linha de chegada e que só faltam detalhes mínimos, pois até a fachada ficou pronta. Ai eu digo que essa talvez seja exatamente a impressão de quem mandou ornamentar uma entrada que acima de tudo é feia.

E por que eu digo isso? Basta olhar no orçamento que foi enviado pelo (des) governo de Sérgio Cabral para a ALERJ, onde estão ausentes os recursos que poderão permitir a conclusão da obra e, pior, o fornecimento dos subsídios necessários para que o mesmo funcione nos moldes de outros bandejões existentes em universidades públicas distribuídas pelos quatro cantos do Brasil.

Como a reitoria da UENF tem em mente um modelo privado de funcionamento, o que podemos acabar tendo é uma unidade onde os maiores necessitados não vão ter como se alimentar todos os dias, visto que os preços deverão seguir a lógica do lucro.

Assim, caso não se queira que estas minhas previsões se confirmem, os usuários, principalmente os estudantes, terão que se movimentar. Do contrário, todo o gasto feito na obra terá sido em vão. Aliás, como perguntar não deveria ofender, qual é o custo atual dessa obra?