Estudantes mostram o caminho para defender a UENF: organizando a luta!

Enquanto a reitoria da UENF se mantém em completa passividade frente à ameaça de caos financeiro que paira sobre a instituição deixando centenas de bolsistas sem pagamento por tempo indeterminado, o movimento estudantil mostra que o caminho para impedir o desmanche e o sucateamento promovidos pelo (des) governo Pezão será feito por meio da luta organizada!

Para estruturar as respostas que serão dados pelos estudantes, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) está convocando uma assembleia para esta terça-feira (03/03) onde deverão ser estabelecidas as estratégias para um enfrentamento que se mostra inevitável, visto que o atraso no pagamento das bolsas é apenas o primeiro sintoma mais evidente do caos que deve se estabelecer na UENF caso os cortes orçamentários feitos por Pezão não sejam imediatamente revertidos.

Abaixo a convocatória que está sendo circulada pelo DCE-UENF.

DCE panfleto

Pezão coloca programas de extensão da UENF em compasso de crise: bolsistas continuam sem pagamento

Estive hoje com um estudante da UENF que está engajado num dos muitos projetos de extensão que são mantidos pela instituição, e que beneficiam diversos municípios da região Norte Fluminense. Este estudante me relatou das dificuldades que está atravessando por causa da falta de pagamento dos valores referentes ao mês de janeiro de 2015. E o pior é que não há sinalização de quando o pagamento será feito!

Uma das muitas consequências nefastas deste atraso é que muitos estudantes estão tendo que se endividar em restaurantes fora da universidade onde podem usar cartões de crédito, coisa que não é permitida no restaurante universitário mantido pela UENF. 

Se a reitoria da UENF tivesse um mínimo de preocupação com seus estudantes já deveria ter adotado o mecanismo de gratuidade para todos os bolsistas que estejam com bolsas atrasadas. Pelo menos assim, as dívidas que estão sendo acumuladas ficariam menores!

Mas como sensibilidade e respeito pela comunidade universitária não é o forte dos atuais gestores da UENF, bem que o Diretório Central dos Estudantes poderia começar a cobrar a adoção urgente dessa medida. Tenho certeza que essa reivindicação seria prontamente apoiada pela ADUENF e o SINTUPERJ, que vem a ser os sindicatos de professores e servidores cujos salários ainda não estão atrasados.

Em nota “Pôncio Pilatos”, reitoria da UENF dá informe sobre atraso no pagamento de bolsas acadêmicas

Em uma bizarra nota apócrifa que segue logo abaixo, a reitoria da UENF informa que finalmente serão pagas diversas modalidades de bolsas referentes ao mês de Dezembro de 2014 (!), e aproveita para comunicar que bolsas ainda não pagas do mês de janeiro continuam sem previsão para pagamento.

Se a vida de centenas de pessoas não estivesse sendo afetada por essa situação esdrúxula, eu diria que a forma como a reitoria da UENF aborda essa situação beira o cômico. Mas como os problemas causados por esses atrasos estão afetando e muito o cotidiano de estudantes e profissionais contratados em condições precárias, eu digo que a nota da reitoria é trágica, com pitadas de lavada de mãos à la Pôncio Pilatos.

È importante notar que enquanto submete a UENF a este arrocho sem precedentes, Pezão esteve no Sambódromo e com um camarote que ficou lacrado para impedir o trabalho da imprensa.

Nota da Reitoria

A Reitoria informa que foram executadas nesta quinta-feira, 19/02/15, as Programações de Desembolso (P.D.s) referentes ao pagamento do restante das bolsas de dezembro/2014 (pré-Vest, Universidade Aberta, Multiplicadores, Pesquisador de Apoio Acadêmico e Professor Visitante).

Sendo assim, o dinheiro deverá entrar na conta dos bolsistas nesta terça-feira, 24/02/15.

Quanto ao pagamento das bolsas de janeiro que ainda não foram pagas, a Reitoria ainda aguarda um posicionamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) autorizando a descentralização dos recursos Faperj.

A Reitoria espera que esta questão seja normalizada o mais breve possível, evitando, assim, maiores transtornos financeiros para os bolsistas e possibilitando o restabelecimento da normalidade das atividades acadêmicas.

Do Blog do Mário Magalhães: Governo do RJ atrasa pagamento de bolsas a cientistas e pesquisadores

Por Mário Magalhães

A cara de Pezão ao ouvir em 2014 pergunta sobre o desaparecido Amarildo – Reprodução TV Globo

O governador Pezão ao ouvir em 2014 pergunta sobre o pedreiro Amarildo – Reprodução TV Globo

 “A FAPERJ informa que, em razão de dificuldades do fluxo orçamentário do Tesouro Estadual, o pagamento de bolsas referentes ao mês de janeiro será realizado no próximo dia 24 de fevereiro.

A FAPERJ tem zelado para manter a pontualidade e regularidade no pagamento de seus bolsistas. Lamentamos o transtorno causado por esse atraso.”

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Os dois parágrafos acima constituem o comunicado enviado a bolsistas pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj.

Como informa o site da fundação, a Faperj “é a agência de fomento à ciência, à tecnologia e à inovação do Estado do Rio de Janeiro. Vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, a agência visa estimular atividades nas áreas científica e tecnológica e apoiar de maneira ampla projetos e programas de instituições acadêmicas e de pesquisa sediadas no Estado do Rio de Janeiro”.

As bolsas aos cientistas e pesquisadores, relativas a janeiro, deveriam ter sido pagas em 10 de fevereiro. Ficaram, como se lê, para o dia 24.

São prejudicados estudantes universitários, professores visitantes, professores pesquisadores, professores pós-doutorandos. Há bolsistas de pesquisa e docência, de iniciação científica. E mais.

Como muita gente sabe, costuma ser dura a vida dos pesquisadores acadêmicos no Brasil. Paixão muita pela transmissão e produção de conhecimento, dinheiro pouco no bolso.

Muitos cientistas tiveram que atrasar o pagamento de contas e outros compromissos. Pagarão multas e juros.

A atitude do governo Luiz Fernando Pezão, sufocando a Faperj, expressa prioridades: pelo visto, ensino e pesquisa não estão entre elas.

FONTE: http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2015/02/12/governo-do-rj-atrasa-pagamento-de-bolsas-a-cientistas-e-pesquisadores/

Bolsistas de pós-graduação da UENF sofrem prejuízos com atraso de pagamentos, e reitoria anuncia que novos projetos estão suspensos de forma indefinida

Hoje me foi chamada a atenção para o atraso no pagamento também das bolsas de pós graduação que são fornecidas pela FAPERJ a um parcela significativa dos pós-graduandos da UENF (seja por descentralização orçamentária ou pagamento, problema que em alguns casos já ocorre desde dezembro de 2014.

Ao entrar em contato com a FAPERJ, alguns pós-graduandos foram informados “que não há previsão de pagamento das bolsas atrasadas, e que novos atrasos poderão ser recorrentes ao longo de 2015“.

Um fato que deixou os bolsistas muito constrangidos foi que não foram dadas maiores explicações, o que agrava o clima de tensão já que as consequências dos atrasos são graves, visto que as bolsas são a fonte de renda única, e que muitos dependem do pagamento regular para permanecerem nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, onde os programas de pós-graduação strictu sensu da UENF são oferecidos.  

Em alguns programas, os pós-graduandos estão se mobilizando para cobrar posicionamento das coordenações de curso e de outras instâncias da UENF que possam participar da resolução deste problema gravíssimo. 

Ao que tudo indica, as mobilizações que já vinham ocorrendo entre os discentes da graduação também vão atingir os estudantes de pós-graduação, com resultados imprevisíveis no andamento das pesquisas em andamento na UENF. 

Aliás, nesse sentido o G1 Norte Fluminense trouxe hoje uma matéria com uma declaração do vice-reitor que os cortes feitos pelo (des) governo Pezão vão comprometer o funcionamento da UENF de forma substancial, impedindo, inclusive, o início de novas pesquisas por tempo indefinido (Aqui!).

O interessante é notar que o orçamento da UENF que já vinha encolhendo ao longo dos dois mandatos dos dois mandatos do ex(des) governador Sérgio Cabral, agora chegou a uma situação de precariedade financeira nunca vista em seus 21 anos de existência.

Finalmente, espero que isto sirva para  a comunidade universitária da UENF reagir de forma unificada para combater os efeitos nefastos da hecatombe financeira que está sendo imposta pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão.

 

DCE da UENF use redes sociais para convocar ato “Bom dia, Reitor” para exigir cumprimento de compromissos firmados durante a greve

O 2º ato de muitos que ainda estão por vir.

Que tal agraciarmos nosso “magnífico” reitor com um belíssimo café da manhã? Amanhã, sexta-feira (30), à partir das 07:00 da manhã, contamos com sua presença!

Em nota liberada nesta quinta-feira (29), a reitoria disse lamentar “o comportamento de um “pequeno” grupo de estudantes que, na última quarta-feira, dia 28, adentrou a reitoria desordenadamente”, de maneira perturbadora e desordeira.

Pois estão vamos recebê-los como realmente merecem e querem, da mesma forma como o estudante é tratado, com todo carinho.

Relembrando as principais pautas:

– Padronização (regularização) nas datas de depósito das bolsas;
– Cumprimento da promessa de aumento das bolsas (equiparação com a UERJ – R$400,00);
– Criação do auxílio-moradia.

Ponto de encontro: E1 (Prédio da reitoria).

PARA FORTALECER O ATO, CONTAMOS COM A DOAÇÃO DE TODOS QUE PUDEREM. CAFÉ, PÃO, MANTEIGA, BISCOITOS… ALÉM DA PRESENÇA DE CADA ESTUDANTE!

Essa luta é de todos! Participem, Uenfianos! Até amanhã!

FONTE: https://www.facebook.com/events/1038428209507614/

No dia em que professores descobrem descontos em seus salários, estudantes da UENF mostram que direitos se conquistam pela luta

reitoria 1

A tarde desta 4a. feira (28/1) foi bastante movimentada no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) por causa da mobilização de estudantes liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) para protestar contra o atraso no pagamento de bolsas estudantis, mas também pelo descumprimento do acordo feito pela reitoria durante a greve ocorrida em 2014 de equiparação do valor das bolsas com o que é praticado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Essa mobilização é uma demonstração de que novamente os estudantes da UENF entendem o seu papel de protagonistas na luta por seus direitos que estão sob grave risco por conta da política de sucateamento da instituição sob a batuta do (des) governador Luiz Fernando, o Pezão.

É interessante notar que no dia de hoje se tornou público que a reitoria da UENF está descontado valores de auxílio de alimentação dos servidores (professores e técnicos), o qual já se encontra com valores congelados desde 2009! 

Agora, o mínimo que os professores vão precisar fazer é seguir o exemplo dos estudantes, e demandar o retorno dos valores descontados e também a equiparação com a UERJ!