MPF/RJ: Obras do primeiro viaduto vegetado no Brasil se iniciam na BR-101

A implementação das passagens de fauna preservará espécies como o Mico-Leão-Dourado, que está sob risco de extinção

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Após decisão em ação civil pública movida pelo MPF em Macaé, a Autopista Fluminense deu início, neste mês, das obras do primeiro viaduto vegetado no Brasil, na rodovia BR-101, no trecho que liga a cidade do Rio de Janeiro a Casimiro de Abreu. Pelo cronograma apresentado, a construção do viaduto, no km 218, deve ser concluído em abril de 2020. Além dessa obra, começaram também a construção de quatro estruturas tipo passarela para passagem de fauna copa a copa, com previsão de conclusão para setembro de 2019. Também está prevista para início em janeiro do ano que vem a construção 6 estruturas metálicas de passagem de fauna copa a copa (tipo via fauna), com término em dezembro de 2019. Outras 14 passagens subterrâneas já estão em andamento e está prevista a construção de mais uma. Processo no 0098462-16.2016.4.02.5116 (2016.51.16.098462-7) 

O MPF ajuizou a ação buscando o cumprimento das condicionantes previstas na Licença de Instalação no 927/2013 (2.7 e 2.9) e na Autorização para Licenciamento Ambiental no 02/2002 ( 2.2 e 2.5), decorrentes da obra de duplicação da BR 101, no trecho compreendido entre os Km 190 e Km 261. Essas condicionantes visam à redução do índice de atropelamento de animais na no trecho da rodovia que corta as áreas da Reserva Biológica de Poço das Antas e da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João / Mico-Leão-Dourado. 

Duplicação BR-101

A estrada atravessa uma área estratégica tanto para a biodiversidade, quanto para o desenvolvimento nacional, pois conecta a cidade do Rio de Janeiro com o polo de petróleo Macaé/Campos. Com a duplicação, além do problema dos atropelamentos da fauna da Área de Proteção Ambiental Rio São João/Mico-Leão-Dourado, a estrada passa a funcionar como uma verdadeira barreira para os animais que tentam acessar a Reserva Biológica de Poço das Antas, afetando diretamente os esforços para salvar o Mico-Leão-Dourado do risco de extinção. A espécie é endêmica desta área, ou seja, não ocorre em nenhum outro lugar no Brasil e no mundo. Por isso mesmo, a implementação de passagens de fauna será crucial para a preservação das espécies das reservas ambientais.

FONTE: Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Cansados do descaso do (des) governo Pezão, estudantes da UENF trancam novamente a BR-101

Apesar da mídia local ter majoritariamente ignorado o fato, estudantes da UENF trancaram a BR-101 no trecho que passa pelo rodoviária de Campos dos Goytacazes para protestar contra a falta de pagamento de bolsas acadêmicas que já entra no terceiro mês. A situação das bolsas é apenas a ponta do iceberg da greve crise financeira que está sendo imposta na universidade pelos cortes orçamentários realizados pelo (des) governo Pezão.

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Além de ter tido as linhas telefônicas cortadas, a UENF agora está sem papel higiênico nos banheiros, e fornecidas pela reitoria da UENF confirmam atrasos nos pagamentos de serviços essencias como água e eletricidade. 

Em resposta a este processo de desmanche é que os estudantes foram ontem à BR-101 para protestar. No dia de hoje uma assembléia reunindo toda a comunidade universitária da UENF deverá discutir atividades que complementem os esforços sendo realizados pelos estudantes nas últimas semanas.

O DIÁRIO: Trabalhadores demitidos do Porto do Açu fazem protesto na BR-101

Manifestação contra demissões no Porto do Açu

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Trabalhadores realizaram ato contra demissões em massa no Porto do Açu

Dezenas de trabalhadores demitidos do consórcio Integra, do Porto do Açu, realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (10) na BR-101, em Campos. Com o apoio de um mini-trio elétrico e munidos de faixas e bandeiras, eles saíram de frente da igreja do Saco, no Parque Leopoldina, e caminharam até o Trevo do Índio, na entrada de Campos. Duas viaturas da Guarda Municipal e duas viaturas da Polícia Militar (PM) acompanharam o ato, que ocupou apenas uma pista da BR.

O Consórcio Integra, que é união das empresas OSX e Mendes Júnior, demitiu 200 funcionários no mês de dezembro e agora mandou embora mais 400 trabalhadores, no último dia 2.

O ato, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campos, João Paulo Cunha , é em repúdio às demissões em massa e também um protesto contra as Medidas Provisórias 664 e 665 do Governo Federal, que determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários.

A vaca tossiu

Os trabalhadores levaram para a manifestação um boi pintadinho que representava “uma vaca tossindo”. O ato simbólico, segundo João Paulo Cunha, é por conta do discurso da presidente Dilma durante a sua campanha de reeleição.

“Dilma disse que não mexia com os direitos dos trabalhadores ‘nem que a vaca tussa’ e ela mexeu. Não conversou com nenhuma representação da classe. Esta atitude fere principalmente os trabalhadores mais novos, pois hoje o mercado de trabalho tem uma grande rotatividade. Então a vaca tossiu, vomitou e foi para o brejo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos.

No dia 30 de dezembro a Presidente da República editou as Medidas Provisórias nº 664 e 665, que, entre outros assuntos, determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários como Abono Salarial, Auxílio Doença e Seguro Desemprego, que, com a nova regra, por exemplo, passa a ter carência de 18 meses na primeira solicitação; 12 meses na segunda e seis meses a partir da terceira. Antes, porém, a carência era de seis meses de trabalho.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/manifestacao-contra-demissoes-no-porto-do-acu-18895.html

Grevistas da UENF e da FENORTE aprofundam unidade e fecham a BR-101

Toda greve tem seus momentos de altos e baixos, mas cada um desses movimentos inevitavelmente traz consequências que vão para além do momento de sua realização. No caso atual da greve que paralisa toda a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e a Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE), as repercussões internas e externas deverão ser múltiplas. tal tem sido a coesão demonstrada entre todos os setores envolvidos no movimento.

O fechamento por algumas horas na manhã desta 4a. feira (16/04) de um trecho da BR-101 é certamente um demonstrativo efetivo de que há um novo momento sendo criado pelo movimento de greve de professores, estudantes e servidores. É que depois de muitos anos,  a ação política de diferentes categorias se dirige diretamente a questionar o modelo de financiamento do ensino superior público do estado do Rio de Janeiro. Assim, é que as bandeiras vão além das demandas salariais, e englobam questões fundamentais para a manutenção dos estudantes dentro da UENF.

Um aspecto que deveria ser considerado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão que, aparentemente, decidiu cozinhar o movimento de greve da UENF e da FENORTE em fogo baixo (talvez na esperança de extingui-lo pelo cansaço) é que quanto mais tempo o seu (des) governo demorar a resolver o problema, maior será o desgaste. Já para a reitoria da UENF e para a direção da FENORTE as notícias são igualmente desanimadoras. É que todo o descaso imposto pelo (des) governo estadual com a cumplicidade das direções institucionais parece ter levado muita gente a perder a paciência não só a ineficiência e incompetência que elas demonstram, mas principalmente com a falta de disposição de defender questões essenciais para a sobreviência da UENF e da FENORTE.  Aliás, o caso da FENORTE é pior porque muitos servidores já chegaram à conclusão de que o melhor mesmo é a sua extinção.

Abaixo algumas imagens do fechamento da BR-101 onde fica claro um arco-íris de cores e demandas que embalam este vigoroso momento de contestação do modelo de sucateamento que foi imposto por Sérgio Cabral e Pezão tanto na UENF como na FENORTE.

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