A gestão Rafael Diniz e seu desempenho pífio na educação do campo: fechamento de escolas é a marca registrada

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A questão da lei complementar que vai taxar até procissão está dando o que falar na cidade de Campos dos Goytacazes, colocando ainda mais holofotes sobre as políticas ultraneoliberais do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) e seu séquito de menudos neoliberais. Como já disse, um dos maiores problemas dessa derrama fiscal é que não há qualquer transparência sobre o que o montante que será amealhado será investido na melhoria de serviços públicos essenciais como saúde e educação. 

Vejamos, por exemplo, a situação das escolas rurais que existem num município que ainda possui uma extensa rede de localidades distantes da malha urbana principal  e onde seus habitantes praticam essencialmente atividades relacionadas à agricultura e À pecuária.

A informação que eu possuo em relação às escolas rurais é que pelo menos duas foram fechadas desde que Rafael Diniz sentou na cadeira de prefeito.  A primeira foi fechada já em 2017, a  Escola Municipal (E.M.) Antônio Francisco Sales, que estava localizada na região norte do Imbé, no Distrito de Morangaba.  Após o fechamento desta escola, 12 crianças “remanejadas” para escolas localizadas no localidades de Serrinha e Estrada do Leite.  O argumento utilizado para fechar a E.M. Antonio Francisco Sales é de que o proprietário da terra onde a mesma estava localizada “pediu” o prédio de volta.

Já em 2018 foi fechada a E.M.  Sinhozinho Rocha que estava localizada no Canto do Engenho, Baixada Campista, especificamente entre os distritos de Tocos e Mussurepe. Desta escola foram “remanejadas”  16 crianças que só poderão  acessar o segundo segmento nas sedes dos distritos.

Esses dois exemplos mostram que em vez de melhorar a qualidade da oferta de educação nas áreas rurais, o que o governo de Rafael Diniz está fazendo é diminuir o número de escolas. Além disso, um dos elementos fundamentais no tocante à oferta de ensino em áreas rurais é que, de acordo com o  Decreto 7.352/2010 que versa  sobre política de educação do campo e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), em hipótese alguma as crianças da educação infantil deverão ser inseridas em turmas de anos iniciais (1 ao 5 ano).  Entretanto, levantamento feito pelo Coletivo de Educação do Campo (Coletivo Educampo) aponta que em Campos dos Goytacazes existem pelo menos 25 turmas multisseriadas, o que implica numa violação dos dispositivos do Decreto 7.352/2010. Somado a isso, as aulas estariam sendo dadas sem metodologia contextualizada e por educadores sem formação na área de Educação do Campo.  

Interessante notar que o Coletivo Educampo  vem pleiteando a adequação curricular e operacional das escolas nas áreas de assentamento de Reforma Agrária desde a ampliação no caso do Zumbi à construção de uma escola municipal no Assentamento Antônio de Faria, bem como a oferta da modalidade da Educação Escolar Quilombola no Imbé.  Segundo um membro do Coletivo Educampo com quem conversei sobre este assunto é inaceitável o município de Campos dos Goytacazes busque programas da Educação do Campo e não tenha ainda instituído uma política pública ou, tampouco, ainda não tenha ainda construído um Comitê Pedagógico da Educação do Campo paritário municipal.

Como já enfatizei em diversas manifestações públicas, inclusive uma em audiência pública na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, o nosso município possui grande potencial para se tornar um grande celeiro agrícola a partir de seus assentamentos de reforma agrária. Por isso, seria urgente e sábio que houvesse um esforço concentrante para ampliar a oferta de educação de qualidade para crianças e jovens que habitam as áreas rurais do município. Mas, lamentavelmente, não é isso que está se sendo executado pelo prefeito da “mudança” e seus menudos neoliberais.

E uma nota final: e ainda tem gente que acredita que o jovem prefeito Rafael Diniz vai assumir o ensino fundamental na agora quase extinta Escola Antonio Sarlo. Se a política de fato tem sido fechar escolas rurais, por que raios Rafael Diniz iria assumir uma obrigação que não é sua? A ver!

Campos dos Goytacazes entre as cidades mais violentas do mundo

O mapa abaixo lista as cidades mais violentas do mundo e o quadro ali mostrado é trágico para os brasileiros já que das 50 listadas, 17 estão no Brasil.

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Mais estarrecedor é o fato de que Campos dos Goytacazes apareça neste ranking como a 45a. cidade mais violenta do mundo. É que, ao contrário da maioria das cidades listadas no mapa, nossa cidade não se trata de uma capital ou unidade de um grande região metropolitana. 

E o pior é que essa violência toda não mereça nenhuma estratégia mais clara de combate, em que pese o fato de sermos também um dos municípios com maior orçamento no Brasil e, quiçá, na América Latina. 

Um dos fatores que podem explicar essa inércia frente a um processo de grave e persistente violência é que a maioria dessa violência continua restrita aos bolsões de pobreza que existem nas regiões periféricas da cidade.  

Esta situação que mistura violência segregada e indiferença estatal frente ao problema foi agravada pelo ataque inclemente que foi realizado pelo jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) contra as políticas sociais herdadas de governos anteriores. Isto em meio a uma grave crise econômica e social que atinge o Brasil. 

Enquanto isso, o jovem prefeito e seus menudores neoliberais continuam tocando a cidade de Campos dos Goytacazes com sua plácida indiferença aos mais pobres e aos crescentes índices de violência que nos assolam todos os dias.

Aviso de Pauta: CPI dos Transportes realiza audiência em Campos dos Goytacazes

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A CPI dos Transportes realiza nesta sexta-feira (11/5) audiência pública no município de Campos dos Goytacazes com o tema “Transporte rodoviário intermunicipal: limites da fiscalização, questão tarifária e irregularidades na contabilidade das permissionárias”.

“A audiência é importante para averiguarmos as denúncias de monopólio de empresas como a 1001. Infelizmente, um dos diretores da empresa chamados para a audiência recebeu do TJ um salvo-conduto preventivo que permite a ele ficar em silêncio e não responder a perguntas importantes. Nos causa muita estranheza e desconfiança essa atitude. O que será que ele está temendo responder? É sinal que a nossa CPI está incomodando?”.

DATA: 11/5/2018.

HORÁRIO: 10 horas.

LOCAL: Câmara Municipal, Avenida Alberto Torres 334 – Centro.

PAUTA: “Transporte rodoviário intermunicipal: limites da fiscalização, questão tarifária e irregularidades na contabilidade das permissionárias”.

OBJETIVO: Investigar irregularidades da gestão pública no setor de transportes e apuração das perdas econômicas e sociais no Estado do Rio de Janeiro decorrentes desta atuação.

FONTE: Assessoria de imprensa do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL-RJ)

 

A falácia da “escolha de Sofia” de Rafael Diniz

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Li uma breve nota do jornalista Saulo Pessanha no jornal “Folha da Manhã” onde ele aventa que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) estaria ” entre duas escolhas igualmente perturbadoras: gastar os parcos recursos da prefeitura (pregação oficial) com a coleta/limpeza pública ou com o serviço de capina. Invocando “a escolha de Sofia”, Rafael optou pela coleta/limpeza pública [1].

Há nessa nota várias falácias. A primeira é que a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, apesar do “official discourse“, não gere pouco dinheiro. Aliás, apesar do encurtamento dos recursos oriundos dos royalties do petróleo, a cidade continua com um orçamento maior do que muitas capitais nordestinas.

Outra falácia é de que premido por algo que efetivamente existe mas não é tão grave como propagandeado, o prefeito “da mudança” fez opções que não tem nada de Sofia. Essas opções são, na verdade, de um recorte neoliberal especialmente maldoso para as classes mais pobres, enquanto mantém os ricos vivendo a boa vida que sempre viveram. É que além de impor um tarifaço digno de Maurício Macri, presidente neoliberal que acaba de falir mais uma vez a Argentina, a gestão de Rafael Diniz destruiu toda a parca malha de suporte social que existia para impedir que a pobreza extrema voltasse a dominar as regiões mais pobres da cidade de Campos dos Goytacazes.

Então, é falacioso dizer que Rafael Diniz optou pelo que optou por força de uma situação financeira que não impediu, por exemplo, que determinados contratados herdados da gestão anterior fossem aditivados e até a custos ainda maiores.

A farsa da herança maldita vai ficar ainda mais evidente agora que os preços do petróleo foram enviados, ao menos por algum tempo, para valores bem além do que praticados nos últimos anos. Agora, os recursos dos royalties voltarão a fluir com maior generosidade para os cofres das cidades produtoras, Campos dos Goytacazes inclusa. Nesse momento com mais dinheiro em caixa, vamos ver quais serão as opções que Rafael Diniz e seus menudos neoliberais farão.  

Como não acredito que esse que as decisões tomadas até agora têm qualquer coisa a ver com o tamanho do orçamento, não prevejo grandes mudanças nas ações deste jovem/velho governo.  Vamos continuar com ruas imundas e esburacadas e com lixo acumulando pelas ruas e terrenos baldios, enquanto os cidadãos mais pobres sofreram em unidades hospitalares igualmente abandonadas.  É que como na metáfora do sapo e do escorpião, este governo não tem como mudar sua natureza [2].  Trata-se daquilo que um dia foi sintetizado pelo ex-presidente da república Jânio Quadros quando afirmou jocosamente que “fi-lo porque qui-lo” quando questionado por uma decisão de governo. Simples assim.


[1] http://www.folha1.com.br/index.php?id=/blogs/saulopessanha/index.php

[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Escorpi%C3%A3o_e_o_Sapo

 

Matéria “nitroglicerina” do SBT Rio deve agitar cenário político, policial e judicial em Campos dos Goytacazes

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A matéria do SBT Rio sobre os bastidores da chamada “Operação Chequinho” foi ar como anunciada e traz uma série de elementos que deverão agitar o cenário político, policial e judicial em Campos dos Goytacazes, ao menos pelas próximas semanas.

É que há ali uma série de ingredientes que colocam em xeque autoridades e suas ações cujas repercussões ainda são sentidas, principalmente no meio político.

Agora é esperar para ver os próximos capítulos dessa saga que deve ainda ter desdobramentos importantes.

Abaixo o vídeo com a reportagem que foi ar na edição das 12 horas.

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Este vídeo não existe

Rafael Diniz: a mudança “made by” sacolão

Após assinar a lei do sacolão do vereador Marcão Gomes (por enquanto da REDE), a expectativa criada é que Campos dos Goytacazes teria um programa de distribuição de sacolões via a “contribuição voluntária” de empresários que celebrassem contratos com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Diante de questionamentos mais do que naturais, o vereador Marcão Gomes entrou em cena para encenar uma meia volta no processo de distribuição de sacolões via o seu projeto de lei, segundo ele para dirimir qualquer conotação eleitoral na distribuição das mesmas.

Tudo certo então? Nem tanto.

É que no dia de hoje (09/04), descobri via o site “Diário da Planície” que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS), que é o principal cabo eleitoral de Marcão Gomes resolveu que 2019 é tarde demais para começar a distribuição de sacolões em Campos dos Goytacazes, e resolveu criar um programa municipal de distribuição de sacolões [1]!

Interessante notar que na gestão jovem prefeito de Campos dos Goytacazes há gente que entende bem de compra e venda de sacolões. Entretanto, provavelmente para não criar maledicências, a empresa contratada para distribuir os sacolões da gestão “da mudança”, a VilaVitória Mercantil do Brasil Ltda, está localizada no município capixaba de Cariacica (ver extrato do Diário Oficial do Município de Campos dos Goytacazes que segue abaixo).

sacolãovila vitória

Resta saber agora o que estes sacolões vão conter, como serão distribuídos e para quem serão efetivamente entregues. Mas uma coisa é certa, esses sacolões não chegarão nem perto do tipo de menu refinado a que o jovem prefeito de Campos dos Goytacazes parece ser mais afeito em suas peregrinações aos restaurantes destinados aos segmentos mais abastados das elites locais.

Agora é trágico notar que a mudança alardeada na campanha eleitoral se consumaria pelo meio da distribuição de sacolões.  Agora, só falta a criação de um programa municipal de distribuição de dentaduras e próteses ortopédicas. Depois são os Garotinho que são chamados de populistas. Vai entender! 

Pelo menos agora Rafael Diniz já tem pronto o mote da sua campanha de reeleição de 2019:  para não passar mais fome, reeleja o prefeito do sacolão.


[1] http://www.diariodaplanicie.com.br/governo-rafael-diniz-vai-distribuir-sacolao/

 

Cenas de uma cidade em estado de abandono

Percorri hoje um trecho da avenida 7 de Setembro e pude constatar mais uma vez o estado de completo abandono em que se encontram as ruas centrais da cidade de Campos dos Goytacazes.  No que se pode tornar um belo exemplo de sucessão ecológica, o que vi foi o aumento da vegetação em calçadas e para além delas (ver imagens abaixo). 

Mas trocando em miúdos, o que transparece é que a cidade de Campos dos Goytacazes está abandonada à própria sorte.  É que a falta de capina nas ruas é apenas uma das muitas mazelas que estão assolando a nossa pobre/rica cidade neste momento.

Estivéssemos na administração da prefeita Rosinha Garotinho é bem possível que estivéssemos assistindo a uma série de manifestações contra esse verdadeiro estado de abandono. Mas como agora é a administração do jovem prefeito Rafael Diniz, curiosamente o que temos é um completo silêncio, inclusive do Ministério Público Estadual.

Agora, o que anda aumentando tal qual as ervas daninhas que hoje ocupam as ruas de Campos é o universo de eleitores desencantados. Entre muitas pessoas que converso diariamente, a desilusão é crescente. Muitos inclusive acham que a volta da família Garotinho ao poder municipal se tornou uma mera questão de tempo.  

 

A gestão de Rafael Diniz sob a égide do “dedo podre”.

Ando me abstendo de falar da situação política de Campos dos Goytacazes, basicamente por  falta de que coisa nova para dizer. É que efetivamente após ser eleito numa onda de expectativas de que as coisas iriam mudar para melhor, o jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais têm se mostrado cabalmente incapazes de entregar o que prometeram. Aí o que se vê é uma mistura de situações que beiram o vexame, sendo que a saída adotada é jogar os produtos de mais de 15 meses de governo nas costas do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho e de uma suposta herança histórica que teria sido deixada na prefeitura de Campos.

De notável mesmo nas últimas semanas só a protelação do programa de distribuição de sacolões proposto pelo vereador Marcão Gomes.  Notável é forma de falar, pois este recuo foi feito de uma forma tão despudorada quanto foi a apresentação do projeto de lei que jogou sobre as costas de empresas contratadas a responsabilidade de fornecer os recursos que seriam usadospara a distribuição de sacolões à famílias que foram deixadas ao relento, quando o prefeito Rafael Diniz resolveu cortar todos os programas sociais que, em campanha, prometeu não só manter, mas também aperfeiçoar. Mas pego com a mão no pote de biscoitos, não restou ao presidente da Câmara de Vereadores fingir o pudor que não teve quando apresentou seu projeto mequetrefe na Câmara de Vereadores.

Por outro lado, as situações que demandariam uma simples atuação do jovem prefeito e seu numeroso séquito de menudos neoliberais para organizar setores básicos  da administração municipal são tratadas no passo da lesma com pata quebrada.  Por isso, nossas ruas estão  parecendo verdadeiros matagais que se transformam em pequenos rios ao sinal dos primeiros pingos de chuva.  Mais precária ainda é a situação do transporte público que na gestão anterior funcionava no limite do regular com o ruim, e que agora bordeja o péssimo e extremamente péssimo. E a situação das escolas fechadas no distrito de Guarus, supostamente por ordem do narcotráfico. Nesse quesito se passaram quase duas semanas para que se reconhecesse que o problema sequer existia. Daí a se apresentar soluções, a coisa foi para aquelas compras a perder de vista. Até a prometida retomada da iluminação pública continua caminhando tão lentamente que as poucas ruas que já foram atendidas já estão necessitando de novas reposições. Como se vê, a coisa toda beira o caos.

Mas pior do que a inépcia é a arrogância que vem sendo demonstrada para tentar se eximir das responsabilidades que já estão claramente pregadas na atual administração (basta ver o fiasco que foi o suposto apoio dado às vitimas das chuvas em Morro do Coco). Até se propalar que a cidade de Campos dos Goytacazes vive a pior crise econômica da sua história já se propalou. Entretanto, como o orçamento municipal continua sendo maior do que o de algumas capitais nordestinas, fica claro que isso não passa de um exagero tão proposital quanto descabido. Além disso, a continuidade das práticas de aditamento e de contratações por carta convite demonstra que existe sim uma crise, mas esta só atinge os mais pobres e que foram injustamente penalizados com o fim dos programas sociais sob a desculpa do controle do déficit público.

Tanta discrepância entre promessa e práticas de governo já tem um custo político claro. Conversando com pessoas dos mais diferentes níveis de renda e que habitam distintas partes do município noto um impressionante desgaste político do jovem prefeito Rafael Diniz. A coisa mais suave que ouço é que ele pregou mentiras para enganar o povo de Campos. E vai daí para pior, muito pior. A síntese disso é que Rafael Diniz se tornou portador do que se convenciona chamar de “dedo podre”, pois tudo o que ele toca tende a ir literalmente por água abaixo. Assim, presumo que quem estiver ao seu lado nas próximas eleições vai precisar arranjar muito dinheiro para tocar campanhas que sejam minimamente viáveis. Esse é o custo de se fomentar a esperança de mudança e não entregar.

E não nos esqueçamos que a maioria dos cidadãos desta cidade ainda nem receberam o seu carnet do IPTU de 2018. Quando isso acontecer, é bem provável que a situação de Rafael Diniz piore ainda mais. A ver!

Sacolão do Marcão é repudiado pelo Conselho Municipal de Assistência Social

MARCAO

Conselho de Assistência Social repudia lei do sacolão de Marcão e pede retorno do cheque cidadão, passagem social e restaurante popular

O Conselho Municipal de Assistência Social de Campos dos Goytacazes se reuniu nessa sexta-feira (16), e emitiu uma moção de repúdio ao projeto de lei do presidente da Câmara Municipal Marcão Gomes, que cria um fundo para arrecadar recursos para distribuição de cestas básicas.

O projeto de lei 8.816/18 aprovado em 28 de fevereiro deste ano cria o fundo de combate à fome e será abastecido com dinheiro de empreiteiros e fornecedores da prefeitura de Campos.

Segundo o presidente da Câmara Marcão Gomes, a ideia é arrecadar dinheiro para distribuir mais 20 mil sacolões em ano eleitoral.

Na nota de repúdio, o Conselho diz que a lei de Marcão é “uma ‘obra prima’ do atraso, do ridículo e da pobreza. O seu entendimento acerca dessa Política nos remete ao retorno de práticas assistencialistas, clientelistas, imediatistas e arcaicas, desconsiderando a concepção de cidadania e justiça social preconizada pelo SUAS.”

Além de repudiar a lei Marcão, o Conselho de Assistência Social pede o retorno dos programas sociais retirados pelo prefeito Rafael Diniz. “Também, ressaltamos a necessidade do retorno imediato e ampliação do acesso aos programas historicamente existentes no município, tais como, O Programa de Transferência Direta de Renta “Cheque Cidadão”, Restaurante Popular e Passagem Social.

Confira à íntegra da nota:

nota cmas

FONTE: http://www.diariodaplanicie.com.br/conselho-de-assistencia-social-repudia-lei-do-sacolao-de-marcao-e-pede-retorno-do-cheque-cidadao-passagem-social-e-restaurante-popular/

 

A “nova política” de Rafael Diniz cheira naftalina

 

White naphthalene balls on black velvet

Desde a campanha eleitoral de 2016 quando venceu de forma acachapante já no primeiro turno, o jovem prefeito Rafael Diniz é apresentado como sendo a expressão de uma nova forma de fazer política na cidade de Campos dos Goytacazes.  Mas afora o seu jeito de eterno garotão e o fato de estar cercado de seus menudos neoliberais, o que há realmente de novo nas práticas de Rafael Diniz? Nem precisa olhar muito de perto para se ver que sua nova política não passa de uma calça azul velha e desbotada, e com um cheiro forte de naftalina.

Afinal, não há nada mais velho do que trair promessas  de campanha e jogar os ^Çonus dos descaminhos de um governo em gestores anteriores, enquanto são mantidas e aprofundadas práticas cuja rejeição popular explica uma dada vitória eleitoral.

Além disso, atacar as poucas políticas públicas existentes para amenizar a pobreza extrema são outra marca inconfundível de uma forma velha de fazer política. É que enquanto os que mais ganharam com anos de fartura do período petrorrentista ficam imunes ao arrocho fiscal, os pobres (e especialmente mais pobres) são usados como exemplo de responsabilidade fiscal.

Agora, a questão chave são os “cabeças brancas” que dão suporte ao coral de menudos neoliberais. Entre eles há gente que está no governo municipal desde os tempos em que o avô do jovem prefeito exercia o papel de coronel da política campista.  Um campista de estirpe nobre com quem convivo me disse indignado um desses dias que há nesse governo gente que sempre viveu nas tetas da prefeitura, sem que tenha se dado ao trabalho de emitir uma mísera gota de suor.

Abaixo coloco algumas imagens em que o prefeito Rafael Diniz aparece ao lado de figurinhas carimbadas da política local, estadual e nacional. Após visualizar as imagens, pensem um pouco e respondam: essa nova política encarnada por Rafael Diniz tem ou não um forte cheiro de uma velha calça azul desbotada com forte cheiro de naftalina?