A gestão de Rafael Diniz sob a égide do “dedo podre”.

Ando me abstendo de falar da situação política de Campos dos Goytacazes, basicamente por  falta de que coisa nova para dizer. É que efetivamente após ser eleito numa onda de expectativas de que as coisas iriam mudar para melhor, o jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais têm se mostrado cabalmente incapazes de entregar o que prometeram. Aí o que se vê é uma mistura de situações que beiram o vexame, sendo que a saída adotada é jogar os produtos de mais de 15 meses de governo nas costas do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho e de uma suposta herança histórica que teria sido deixada na prefeitura de Campos.

De notável mesmo nas últimas semanas só a protelação do programa de distribuição de sacolões proposto pelo vereador Marcão Gomes.  Notável é forma de falar, pois este recuo foi feito de uma forma tão despudorada quanto foi a apresentação do projeto de lei que jogou sobre as costas de empresas contratadas a responsabilidade de fornecer os recursos que seriam usadospara a distribuição de sacolões à famílias que foram deixadas ao relento, quando o prefeito Rafael Diniz resolveu cortar todos os programas sociais que, em campanha, prometeu não só manter, mas também aperfeiçoar. Mas pego com a mão no pote de biscoitos, não restou ao presidente da Câmara de Vereadores fingir o pudor que não teve quando apresentou seu projeto mequetrefe na Câmara de Vereadores.

Por outro lado, as situações que demandariam uma simples atuação do jovem prefeito e seu numeroso séquito de menudos neoliberais para organizar setores básicos  da administração municipal são tratadas no passo da lesma com pata quebrada.  Por isso, nossas ruas estão  parecendo verdadeiros matagais que se transformam em pequenos rios ao sinal dos primeiros pingos de chuva.  Mais precária ainda é a situação do transporte público que na gestão anterior funcionava no limite do regular com o ruim, e que agora bordeja o péssimo e extremamente péssimo. E a situação das escolas fechadas no distrito de Guarus, supostamente por ordem do narcotráfico. Nesse quesito se passaram quase duas semanas para que se reconhecesse que o problema sequer existia. Daí a se apresentar soluções, a coisa foi para aquelas compras a perder de vista. Até a prometida retomada da iluminação pública continua caminhando tão lentamente que as poucas ruas que já foram atendidas já estão necessitando de novas reposições. Como se vê, a coisa toda beira o caos.

Mas pior do que a inépcia é a arrogância que vem sendo demonstrada para tentar se eximir das responsabilidades que já estão claramente pregadas na atual administração (basta ver o fiasco que foi o suposto apoio dado às vitimas das chuvas em Morro do Coco). Até se propalar que a cidade de Campos dos Goytacazes vive a pior crise econômica da sua história já se propalou. Entretanto, como o orçamento municipal continua sendo maior do que o de algumas capitais nordestinas, fica claro que isso não passa de um exagero tão proposital quanto descabido. Além disso, a continuidade das práticas de aditamento e de contratações por carta convite demonstra que existe sim uma crise, mas esta só atinge os mais pobres e que foram injustamente penalizados com o fim dos programas sociais sob a desculpa do controle do déficit público.

Tanta discrepância entre promessa e práticas de governo já tem um custo político claro. Conversando com pessoas dos mais diferentes níveis de renda e que habitam distintas partes do município noto um impressionante desgaste político do jovem prefeito Rafael Diniz. A coisa mais suave que ouço é que ele pregou mentiras para enganar o povo de Campos. E vai daí para pior, muito pior. A síntese disso é que Rafael Diniz se tornou portador do que se convenciona chamar de “dedo podre”, pois tudo o que ele toca tende a ir literalmente por água abaixo. Assim, presumo que quem estiver ao seu lado nas próximas eleições vai precisar arranjar muito dinheiro para tocar campanhas que sejam minimamente viáveis. Esse é o custo de se fomentar a esperança de mudança e não entregar.

E não nos esqueçamos que a maioria dos cidadãos desta cidade ainda nem receberam o seu carnet do IPTU de 2018. Quando isso acontecer, é bem provável que a situação de Rafael Diniz piore ainda mais. A ver!

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