O regaste de Eike Batista: Fundo Mubadala compra Hotel Glória e 29% da OSX

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O intrincado mundo das finanças globalizadas de tempos em tempos traz alguns negócios inexplicáveis.  Hoje a mídia corporativa está repercutindo a venda feita por Eike Batista do Hotel Glória e de 29% da OS(X).  Segundo o jornal Valor Econômico também estariam em curso negociações a venda do que ainda resta a Eike na OGPar (ex OG(X)), a petrolífera que começou o afundamento do conglomerado EBX),  da CC(X) (empresa de carvão) e da MM(X) (a mineradora que passou a perna na Anglo American em Conceição do Mato Dentro) (Aqui!).

Alguém pode dizer que essas operações refletem apenas a tentativa de Eike Batista de se livrar dos verdadeiros pepinos corporativos em que suas empresas se tornaram. Até aí tudo bem, mas o que ganha com isso o Fundo Mubadala? É que com a crise do petróleo até os sheiks de Abu Dabhi devem estar colocando as suas barbas de molha ao escolher ativos para despejar seus petrodólares.

Eu suspeito que essa passagem de ativos deve estar ligada a questões mais complexas do que a simples derrocada de Eike Batista, pois não há como investir em um hotel semidestruído ou em empresas com mais dívidas do que ativos ser visto racionalmente como um bom investimento. Em outras palavras, tem mais caroço nesse angu do que podem ver inicialmente os nossos olhos pouco treinados para entender os meandros da especulação financeira global.

Mas a pergunta que não quer calar: o que farão os donos do Mubadala com o que restou da MM(X) e da OS(X) no Porto do Açu e em Conceição do Mato Dentro?

Mistérios de Eike Batista e a venda barata da CCX

Antes celebrado como o novo Midas e um gênio empresarial, o ex-bilionário Eike Batista parece seguir o roteiro que todo indivíduo em dificuldades financeiras tende a fazer nos momentos de aflição: vende o que tem por preços abaixo do que gostaria. Aliás, eu gostaria de ter uma cópia daquele outrora celebrado livro (aliás, alguém lembra do título?) em que Eike apresentava seu paradigma de sucesso ao mundo para ver se vender ativos em momento de crise era algo aconselhado por ele.

De toda forma, eu fico pensando naqueles “Eiketes” que no início da crise do Grupo EB(X) diziam aos quatro ventos que não iriam vender suas ações. Será que mantiveram sua palavra ou foi só blefe de puxa-saco deslumbrado?

 

O “mistério” dos US$ 325 mi que a CCX deixou de ganhar na venda de ativos Especula-se que Eike Batista tenha aceitado um valor bem abaixo do previamente acordado para acelerar uma possível OPA de fechamento de capital

Com pressa para concluir operação, Eike Batista estaria interessado em fechar capital da CCX, diz operador (Wilson Dias/Abr)

SÃO PAULO – Em crise, o Grupo X anunciou na véspera um acordo para vender ativos da empresa CCX Carvão (CCX C3 ) na Colômbia para o grupo turco Yildirim por US$ 125 milhões. A operação foi desenhada desde outubro do ano passado, mas a informação de agora veio com um fato diferente de meses atrás: a transação sairá por US$ 325 milhões a menos do que o previsto anteriormente no memorando de entendimento anunciado pela empresa (US$ 450 milhões).

No pregão da última segunda-feira (3), os papéis reagiram a esta desagradável surpresa e caíram 23,21%, a R$ 0,86, com volume financeiro de R$ 25 milhões, cinco vezes maior que a média diária das últimas 21 sessões. Sem dar maiores explicações ao mercado, a empresa de carvão de Eike Batista não comunicou o motivo do valor da venda ter caído tanto. Contudo, o mercado trabalha com a possibilidade de que a venda “barata” dos ativos tenha um objetivo de acelerar um possível fechamento de capital da companhia.

Segundo um operador que pediu para não ser identificado, o fato da CCX ter aceitado um valor menor para a venda dos ativos fez com que o negócio fosse concluído mais
rapidamente. Isso porque o controlador Eike Batista teria pressa para fechar o capital da companhia. “Eike utilizaria o dinheiro da venda dos ativos para recomprar as ações da CCX e fechar seu capital”, disse o operador ao InfoMoney .

CCX despenca 23% após vender ativos por valor 72% abaixo do previsto

O mercado especula que a possível O PA (Oferta Pública de Ações) seria feita pela própria empresa (sem alteração no controle) e sairia por cerca de R$ 285 milhões, descontada uma dívida total de aproximadamente R$ 15 milhões, comentou. Ou seja, a oferta poderia ficar entre R$ 1,65 a R$ 1,67 por ação, contra R$ 0,86 registrados no fechamento da véspera, o que daria um prêmio de 94,19% considerando a faixa superior. Entretanto, de acordo com uma outra fonte do mercado, somente o detalhamento do acordo justificando o racional traria calma ao mercado e ao papel, que sofreu bastante na bolsa.

Considerando a alta do dólar em relação ao real e a estabilidade do preço do carvão no mercado, esse “deal” era para ter melhorado ao longo do tempo, mesmo com algum eventual desconto, e não ter caído a esse preço, explicou. O acordo, no entanto, ainda precisa ser aprovado pelos sócios das empresas e a CCX diz que vai convocar uma assembleia geral extraordinária para submeter o negócio aos acionistas.

Essa possibilidade de OPA pela própria empresa foi levantada depois de terem sido descartados rumores de que o grupo turco faria a oferta pela CCX, comentou o mesmo operador. Uma das hipóteses apontadas pelo mercado era de que a OPA seria feita pela Yildirim, o que caracterizaria uma mudança de controle e, consequentemente, o pagamento de tag along aos acionistas, que no caso da CCX é de 100% aos detentores das ações ordinárias. Ou seja, com a venda dos ativos a um valor menor, a expectativa é que a oferta ficasse também por um preço mais baixo e, consequentemente, poderia ser desfavorável aos acionistas, um dos fatores que motivaram a forte queda dos papéis da companhia na véspera.

Procurado pelo InfoMoney, o departamento de relações com investidores da CCX não foi localizado para prestar esclarecimentos.

A “explicação” da CCX

Em comunicado, a CCX disse apenas que o valor previamente anunciado no memorando de entendimento era sujeito a due diligence operacional, financeiro, tributário e ambiental e considerava parte significativa do pagamento baseado em milestones operacionais das minas (incluindo a obtenção de licenças ambientais faltantes para Papayal, San Juan, Porto e Ferrovia). Já o valor atual considera todos os pagamentos upfront no fechamento da transação, apenas sujeito a assinatura dos contratos definitivos e a transferência dos títulos mineiros à contraparte.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/ccx/noticia/3176282/misterio-dos-325-que-ccx-deixou-ganhar-venda-ativos

E Eike vendeu mais um anel: agora foi a CCX

Pode parecer até notícia velha, mas como a empresa ´”X” é outra, a verdade é que o “saldão” de Eike Batista continua firme e forte, e por preços cada vez mais camaradas. É que a venda da CC(X) por 125 milhões de dólares é uma verdadeira pechincha.  E em vez de franceses ou norte-americanos, os compradores são turcos, o que reforça ainda a tese de que o colapso do império “X” representa uma forte golpe contra a economia nacional, ainda que os bens em questão estejam na Colômbia.

Agora, um detalhe que me chama a atenção é que já não faltam muitas empresas “X” para serem vendidas. E do jeito que vai a coisa, Eike Batista ainda vai ter que incluir no seu “saldão” as participações minoritárias que ainda detém em empresas como a Prumo (ex-LL(X)) e ENEVA (ex-MP(X)). Mesmo porque para a OS(X) e a OG(X) está difícil encontrar interessado.

Grupo X anuncia venda da CCX na Colômbia para Yildirim

Grupo vendeu ativos da empresa de carvão para a turca Yildirim por US$ 125 milhões

Mônica Ciarelli, do 

Divulgação

CCX explora carvão na Colômbia

CCX explora carvão na Colômbia: valor é 72% abaixo do previsto em um memorando assinado entre as duas companhias no final de outubro, de US$ 450 milhões

Rio – Em crise, o grupo X anunciou nesta segunda-feira, 03, um acordo para vender ativos da empresa de carvão CCX na Colômbia para a turca Yildirim por US$ 125 milhões. O valor é 72% abaixo do previsto em um memorando assinado entre as duas companhias no final de outubro, de US$ 450 milhões.

Os novos termos da negociação não agradaram os investidores e repercutiram negativamente nas ações da companhia. Os papéis terminaram o pregão desta segunda com perda de 23,21%.

O acordo inclui os projetos de mineração a céu aberto Cañaverales e Papayal e o projeto de mineração subterrânea de San Juan. Além disso, também fazem parte da negociação uma ferrovia e um porto. A CCX informou que também faz parte do novo valor acertado em US$ 125 milhões, os US$ 5 milhões pagos anteriormente pela companhia para garantir exclusividade nas negociações.

No memorando de entendimento firmado em 29 de outubro, o grupo turco se comprometia a pagar US$ 50 milhões pelos ativos de mineração e um valor potencial de US$ 400 milhões pelo projeto de infraestrutura logística.

Em comunicado divulgado pela CCX, a mineradora explica que o acordo anterior era sujeito à análise operacional, financeira, tributária e ambiental. Além disso, ainda considerava parte significativa do pagamento baseado na obtenção das licenças que faltavam para Papayal, San Juan, porto e ferrovia.

“o valor atual considera todos os pagamentos upfront no fechamento da transação, apenas sujeito à assinatura dos contratos definitivos e à transferência dos títulos mineiros” à Yildirim.

A conclusão da transação está prevista para o segundo trimestre de 2014. A CCX ainda irá submeter o assunto a aprovação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária. O Morgan Stanley foi o assessor financeiro da CCX na negociação.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/grupo-x-anuncia-venda-da-ccx-na-colombia-para-yildirim-2

E Eike Batista entrega outro “anel”: agora a CCX é a bola da vez

Como já era esperado, Eike Batista continua com o desmanche de seu império de empresas pré-operacionais que se juntavam sob a bandeira do Grupo EB(X). Agora a empresa que se vai é a CC(X), empresa que possui reservas consideráveis de carvão na Colômbia. Aliás, nesse caso há que se lembrar que Eike Batista chegou a bancar um tour recheado de regalias para um grupo de políticos colombianos, justamente para ver se conseguia, digamos, “amaciar” o processo de liberação de licenças ambientais (Aqui!). Agora, combalido financeiramente, Eike não está tendo outra saída a não ser entregue mais este “anel”.

Agora fico imaginando como se sentem aqueles que diziam que todas as ponderações feitas sobre a viabilidade dos projetos de Eike Batista eram só inveja de um homem rico e de sucesso. Houve até “eikete” que jurou não vender as ações que dizia ter das empresas “X”; Se aquilo não foi só discurso da boca para fora há gente chorando lágrimas de sangue por causa do prejuízo.

De minhas parte, a única coisa que realmente interessa é sobre quando vão anular os decretos de desapropriação do V Distrito de São João, retornar as terras para seus legítimos donos e, sim pagar as justas reparações financeiras por todo o dano que foi causado a centenas de famílias de trabalhadores rurais e de pescadores.

Eike Batista venderá CCX para grupo da Turquia

O ex-bilionário mais famoso do mundo vai se desfazer do controle de mais uma empresa “X”

 
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Diogo Max, de 

Fabio Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

 O empresário Eike Batista, controlador do grupo EBX

 Nos últimos dois anos, Eike Batista perdeu 60 bilhões de reais

 São Paulo – Eike Batista, o ex-bilionário mais famoso do mundo, vai se desfazer do controle de mais uma empresa “X”. Dessa vez, é a CCX, a mineradora que possui minas de carvão na Colômbia, de acordo com a revista VEJA.

Segundo notícia publicada neste sábado pelo jornalista Lauro Jardim, na coluna Radar, o negócio está quase fechado e um grupo da Turquia deve levar a companhia.

Recentemente, a CVM abriu processo contra Eike e os executivos da CCX. O xerife do mercado brasileiro investiga se houve infração às normas que tratam da divulgação de informações e fatos relevantes pela companhia.

É possível que a investigação da CVM esteja relacionada a rumores sobre o fechamento de capital da CCX, em meados do ano de 2012.

Derrocada

Nos últimos dois anos, Eike Batista, que já foi considerado o 7º homem mais rico do mundo, perdeu 60 bilhões de reais e deixou o seleto clube do bilhão.

Em outubro passado, a OGX, petroleira do grupo de empresas controlado por ele, pediu recuperação judicial. A empresa conseguiu adiar até a próxima sexta-feira o plano de recuperação à justiça. Em novembro, foi a vez da OSX, companhia de construção naval, pedir recuperação judicial

Também em outubro do ano passado, Eike também deixou de controlar a mineradora MMX. Ele também vendeu o controle da LLX, sua empresa de logística, em agosto passado.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mais-uma-empresa-x-vai-deixar-de-ser-de-eike

A horta de pepinos de Eike Batista só faz aumentar: agora é vez da CCX

CVM abre processo sancionador contra Eike e administradores da CCX

Por Ana Paula Ragazzi | Valor

RIO  –  A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou mais um processo administrativo sancionador contra empresas do grupo de Eike Batista; desta vez, a companhia atingida é a CCX.

Estão sendo investigados o controlador Eike Batista, além de José Gustavo de Souza Costa, que deixou o cargo de presidente e diretor de relações com investidores da CCX em setembro, depois de cerca de um ano na empresa; além de outros administradores: Aziz Ben Ammar, Eduardo Karrer, Leonardo Pimenta Gadelha, Luiz Amaral de França Pereira , Rodolpho Tourinho Neto e Samir Zraick.

As acusações são de eventual descumprimento de artigos da Instrução 358 da CVM e da Lei das SA que tratam da divulgação de informações relevantes pela companhia.

Tourinho Neto, França Pereira e Zraick pediram à autarquia a unificação de prazo para apresentação de defesa. O novo prazo fixado é 10 de janeiro.

Além da CCX, a CVM abriu processos para investigar executivos da OGX e LLX — nesse último caso, a autarquia já recusou um acordo para encerrar o processo.

Em janeiro deste ano, a CCX divulgou uma oferta para fechamento de capital, que acabou não se confirmando. Dias antes do anúncio, as ações da empresa apresentaram forte oscilação na bolsa.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3378136/cvm-abre-processo-sancionador-contra-eike-e-administradores-da-ccx#ixzz2o2BxVOcB