TikTok cria campanha #FutebolContraCovid para garantir doações à BrazilFoundation

O objetivo é mobilizar recursos para que a Fundação continue ajudando os Brasileiros no combate ao Coronavírus

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O TikTok, principal destino de vídeos curtos no Brasil e no mundo, está lançando, em parceria com a BrazilFoundation e com times de futebol brasileiros, a campanha online de engajamento #FutebolContraCovid, onde os usuários podem ajudar a arrecadar doações para a organização. O TikTok vai doar até R$750 mil para a BrazilFoundation. A campanha acontece entre os dias 18 e 31 de agosto.

A cada novo usuário que entrar no TikTok por meio de um código de convite (seja de um dos clubes, ONG ou pessoa física), o aplicativo doará R$ 5 reais para a BrazilFoundation. A meta é chegar ao valor de R$ 750 mil ao final da campanha. O primeiro passo de cada usuário será escolher seu time de futebol preferido entre os 32 disponíveis e se engajar na campanha, realizando tarefas diárias para ganhar pontos para o clube. Stickers especiais também estarão disponíveis para os usuários utilizarem em seus vídeos. Ao final da campanha, serão contabilizados os pontos de cada equipe e o clube que somar mais pontos ganhará um banner exclusivo na guia “Descobrir” e convidará os usuários a interagir.

Em meio ao surto global de COVID-19, o TikTok está comprometido em apoiar comunidades que foram profundamente impactadas pela crise do Coronavírus. “Nós estamos gratos por fazer parte do cotidiano dos brasileiros. Temos visto quanto as pessoas estão unidas na nossa plataforma, enviando mensagens de esperança. Mesmo em tempos difíceis como esse, nós queremos ter uma pequena participação nesse movimento global de apoio mútuo e esperamos que os criadores de conteúdo do TikTok se sensibilizem e mobilizem essa campanha de engajamento, para ajudar a essa fundação que trabalha junto a outras organizações que estão na linha de frente do combate ao Coronavírus no país”, afirma Rodrigo Barbosa, gerente de Comunidade do TikTok.

“A BrazilFoundation está entusiasmada com a parceria com o TikTok e os times de futebol brasileiros para combater a pandemia Covid-19. Vamos juntar todos os esforços e trazer novos recursos para combater o vírus”, afirma a CEO da BrazilFoundation, Rebecca Tavares.

Em 20 anos de trabalho focados na transformação social e na promoção da filantropia no Brasil, a BrazilFoundation já apoiou 625 organizações, em 228 cidades, de 26 estados brasileiros. A organização mobilizou mais de 53 milhões de dólares e possui na sua rede, mais de mil e quinhentos líderes sociais engajados.

BrazilFoundation

A BrazilFoundation é uma organização pioneira na filantropia brasileira, há 20 anos atuando como uma ponte entre doadores e organizações sociais que promovem igualdade, justiça social e oportunidade no Brasil. Nossa rede global de parceiros e apoiadores contribuem para que as organizações tenham recursos para fortalecer sua atuação e responder às demandas locais. A BrazilFoundation trabalha em estreita colaboração com doadores oferecendo um veículo simples para oportunidades de investimento social.

Sobre TikTok

O TikTok é o destino líder para vídeos móveis de formato curto. Nossa missão é inspirar criatividade e trazer alegria. O TikTok possui escritórios globais, incluindo Los Angeles, Nova York, Londres, Paris, São Paulo, Berlim, Dubai, Mumbai, Cingapura, Jacarta, Seul e Tóquio.

Quando a manchete esconde a notícia

Datafolha apurou que a maioria dos brasileiros critica Bolsonaro pela atuação na covid-19, opinião partilhada até por 35% dos eleitores bolsonaristas, mas a Folha deixou essas informações em segundo plano, escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

bolsonaro tosseJair Bolsonaro tosse durante ato em favor do golpe militar, no dia 19 de abrilImagem: Foto: Sérgio Lima/AFP

Por Paulo Moreira Leite

Um dos ensinamentos básicos da comunicação é simples: a manchete vale mais que o título, o título vale mais do que o texto e às vezes a foto vale mais do tudo. Estamos falando de comunicação, é bom esclarecer.

Jornalismo é outra atividade. Muitas vezes, por incompetência ou alguma motivação obscura, a notícia — a informação mais importante — está na última linha do texto. Pode parar na nota de rodapé. Ou mesmo desaparecer.

Num momento dramático da vida do país, a manchete de hoje Folha de S. Paulo é uma demonstração definitiva de uma inversão dessas noções elementares do jornalismo — atividade cuja legitimidade reside na capacidade de oferecer informações fidedignas para orientar leitores e, através deles, a população de um país.

Como não era difícil imaginar, a pesquisa mais recente do Datafolha apurou que 52% dos brasileiros consideram que Bolsonaro teve um papel negativo no combate à pandemia. Alguns acreditam que ele é totalmente responsável. Outros, que é parcialmente responsável.

Em qualquer caso, 52% da população não tem receio receio de afirmar que Bolsonaro tem responsabilidades numa tragédia destinada a permanecer para sempre na memória do país.

A Folha também apurou que, para 47% dos entrevistados, Bolsonaro “não tem culpa nenhuma”. Um número respeitável, sem dúvida.

A notícia, no entanto, é que 52% apontam a responsabilidade de Bolsonaro no episódio, com ênfase maior ou menor. Estamos falando da opinião da maioria de brasileiros e brasileiras, um dado essencial para o país debater a pandemia, as responsabilidades e as providências que devem ser tomadas no próximo período.

O destaque a esse número permite valorizar a necessidade de correção de rumo e definir responsabilidades. Sob governos democráticos, as pesquisas de opinião podem funcionar como filtros que auxiliam na tomada de decisões com apoio da maioria.

A longo prazo, é óbvio que essa avaliação– e a forma pela qual foi retratada –terá um efeito sobre a conjuntura política, inclusive na campanha presidencial de 2022.

Não cabe, aqui, questionar a qualidade técnica do levantamento do Datafolha. O instituto tem reputação comprovada pelo trabalho. A questão é outra.

Ao colocar a opinião minoritária na manchete, repetindo o destaque nas páginas internas, os editores do jornal fizeram uma opção questionável, quando se recorda que vivemos numa sociedade dividida, com maiorias difíceis.

Também deram pouco destaque a um dado importante que o próprio Datafolha apurou: a crítica a atuação do presidente atinge uma dimensão tamanha que já envolve uma parte significativa do eleitorado que lhe deu o voto em 2018.

Perdido na página B1, um gráfico mostra que 30% dos eleitores de Bozolonaro no segundo turno de 2018 apontam o presidente como “um dos culpados” pela pandemia. No mesmo gráfico, descobre-se que 5% cravam na opção “principal culpado”. Conclusão: 35% dos brasileiros e brasileiras que voltaram em Bolsonaro têm uma visão negativa de seu papel na luta contra a covid-19.

Isso explica porque 52% tem uma visão negativa do papel de Bolsonaro. É fácil saber onde estava a notícia.

Alguma dúvida?

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Este texto foi originalmente publicado pelo site “Brasil 247” [Aqui!].

Sete maiores empresas de petróleo rebaixam ativos em US $ 87 bilhões em nove meses

Thinktank afirma que as mudanças nas previsões refletem uma mudança acelerada dos combustíveis fósseis

PLATAFORMAUma plataforma de petróleo do Mar do Norte. Fotografia: Alamy

Por Jillian Ambrose para o  The Guardian

As maiores empresas petrolíferas listadas no mundo eliminaram quase US $ 90 bilhões do valor de seus ativos de petróleo e gás nos últimos nove meses, à medida em que a pandemia de coronavírus acelera uma mudança global para longe dos combustíveis fósseis.

Nos últimos três trimestres financeiros, sete das maiores empresas de petróleo reduziram suas projeções para os preços futuros do mercado de petróleo, desencadeando uma onda de rebaixamentos no valor de seus projetos de petróleo e gás, totalizando US $ 87 bilhões.

A análise feita pelo instituto de finanças climáticas Carbon Tracker mostra que apenas nos últimos três meses, empresas como a Royal Dutch Shell, BP, Total, Chevron, Repsol, Eni e Equinor relataram rebaixamentos no valor de seus ativos, totalizando quase US $ 55 bilhões.

Os prejuízos na valorização do petróleo começaram no final do ano passado em resposta ao crescente apoio político para a transição dos combustíveis fósseis para fontes de energia mais limpas, e eles se aceleraram conforme a pandemia afetou a indústria do petróleo.

Os bloqueios provocaram o colapso mais acentuado na demanda por combustíveis fósseis em 25 anos, fazendo com que os mercados de commodities de energia caíssem para níveis históricos.

O colapso do mercado de petróleo, que atingiu seu ponto mais baixo em abril, obrigou as empresas a reavaliarem suas expectativas de preços nos próximos anos.

A BP cortou suas previsões para o petróleo em quase um terço, para uma média de $ 55 o barril entre 2020 e 2050 , enquanto a Shell cortou suas previsões de $ 60 o barril para uma média de $ 35 o barril este ano, subindo para US$40 no próximo ano, US$ 50 em 2022 e US$ 60 a partir de 2023.

Ambas as empresas reduziram seus pagamentos aos acionistas depois que as revisões geraram um rebaixamento de US$ 22,3 bilhões no portfólio de combustíveis fósseis da Shell e um prejuízo de US$ 13,7 bilhões nos ativos de petróleo e gás da BP.

Andrew Grant, chefe de petróleo, gás e mineração do Carbon Tracker, disse que o coronavírus acelerou uma tendência inevitável de redução dos preços do petróleo – uma tendência que muitos ativistas climáticos alertaram que levará a ativos perdidos e a um risco cada vez maior para os fundos de pensão que investem em petróleo firmas.

“A COVID-19 certamente fez sua parte para eliminar o valor dos livros das empresas de petróleo, mas está claro que também acelerou uma tendência das empresas mudando suas premissas de preços de longo prazo para melhor refletir as realidades da transição energética”, ele disse.

No último trimestre financeiro de 2019, a petrolífera francesa Total e a espanhola Repsol apontaram a política climática do governo como a razão para rebaixamentos na avaliação do petróleo, totalizando US$ 6,2 bilhões.

“O fato de que os principais jogadores europeus estão baixando ativos com referência ao acordo de Paris é uma mudança muito positiva”, disse Grant. “Definir os preços de depreciação em linha com uma estimativa conservadora da demanda futura de combustível fóssil com base no acordo de Paris só pode ajudar a evitar o desperdício de capital e aumentar a resiliência das empresas.”

A BP revelou seu acentuado rebaixamento na avaliação de ativos e seu primeiro corte de dividendos em uma década, juntamente com um novo plano ambicioso para mudar seu portfólio de energia de combustíveis fósseis para alternativas de baixo carbono. Até o final da década, a BP espera produzir 40% menos petróleo e gás e está aumentando seus gastos com energia limpa em dez vezes, em um movimento bem-vindo por grupos verdes e investidores.

“No entanto, existem retardatários”, disse Grant. “As grandes petrolíferas dos EUA não divulgam suas premissas de preço e fazem poucas menções às mudanças climáticas em seus relatórios trimestrais. Nem a ExxonMobil nem a ConocoPhillips relataram quaisquer prejuízos materiais este ano, sugerindo que a administração está se apegando a uma visão otimista do preço do petróleo ”.

A companhia petrolífera estatal da Noruega, Equinor, rompeu com seus pares europeus ao manter suas previsões de longo prazo para o preço do petróleo Brent em US $ 80 o barril – “o mais alto de alguma forma”, disse Grant.

“Aferrar-se obstinadamente às previsões de preços business-as-usual pode levar as empresas a alocar capital incorretamente em detrimento de seus investidores”, acrescentou.

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Este artigo foi originalmente em inglês e publicado pelo jornal “The Guardian” [Aqui!].

Risco de morrer por COVID-19 em São Paulo é 50% maior em áreas de menor nível socioeconômico

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O mapa mostra o nível socioeconômico dos diferentes distritos administrativos do município de São Paulo de acordo com o índice GeoSES, usado no estudo. As regiões em vermelho são as de pior nível socioeconômico e, as áreas em azul, são as com melhor classificação segundo o indicador (imagem: reprodução do artigo)

Karina Toledo | Agência FAPESP – Moradores de bairros como Parelheiros ou Capão Redondo, ambos situados nas franjas da capital paulista, correram, em média, 50% mais risco de morrer de COVID-19 entre os meses de março e junho do que os paulistanos que residem em vizinhanças centrais e de alto nível socioeconômico, como Vila Mariana ou Moema.

A análise, baseada em dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, foi feita com apoio da FAPESP por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados foram divulgados na plataforma arXiv, em artigo ainda não revisado por pares.

“A diferença no risco de morrer entre os bairros paulistanos de menor e maior nível socioeconômico pode chegar a 66% no período analisado caso sejam incluídos na conta os óbitos suspeitos, muitas vezes não confirmados por falta de testes”, diz à Agência FAPESP Francisco Chiaravalloti-Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP) e coordenador da pesquisa.

Como levantamentos anteriores já sugeriam, o padrão de mortalidade observado no estudo da FSP-USP foi se modificando com o passar dos meses. Até meados de abril, o risco de morrer por complicações causadas pelo novo coronavírus era maior nos bairros paulistanos centrais e de maior poder aquisitivo. A tendência se inverte na semana epidemiológica de número 16 – de 12 a 18 de abril – e, a partir desse momento, ter um bom nível socioeconômico passou a ser um fator de proteção contra a doença.

“Nossa análise indicou ainda que os óbitos por COVID-19 na cidade de São Paulo atingiram o pico na semana epidemiológica de número 20, entre 10 e 16 de maio. Depois disso é possível observar uma tendência de estabilização, que ainda não sabemos se vai se manter”, afirma Chiaravalloti-Neto.

Metodologia

Para chegar às conclusões descritas no artigo, os pesquisadores correlacionaram os registros de óbitos por COVID-19 – confirmados e suspeitos – com informações sobre o nível socioeconômico do local de moradia. Foram analisados os dados do SIM extraídos da base TabNet, da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), e os solicitados por meio do Sistema Eletrônico de Informação ao Cidadão (e-SIC), também da PMSP.

“Embora menos atualizado, o e-SIC nos forneceu dados com informação sobre as áreas de ponderação do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] onde residiam os óbitos. Então correlacionamos a mortalidade por COVID-19 com as informações das áreas de ponderação do IBGE, que congregam setores censitários contíguos e trazem dados sobre escolaridade e renda, entre outros”, explica Chiaravalloti-Neto.

No estudo, o nível socioeconômico de cada local da cidade foi definido com base no Índice Geográfico do Contexto Socioeconômico para Estudos Sociais e Saúde (GeoSES), desenvolvido pela geógrafa Ligia Vizeu Barrozo, professora da USP e coautora do artigo. O indicador, que leva em conta variáveis como renda, escolaridade, riqueza e grau de segregação, varia de -1 (nível socioeconômico mais baixo) a 1 (nível socioeconômico mais alto).

“Observamos que o risco de morrer aumentou com maior intensidade nas áreas periféricas da cidade com o passar das semanas. Em todo o período analisado, vimos que o aumento de uma unidade no índice GeoSES [de -1 para 0, por exemplo] representou uma redução de 25% no risco de morrer por COVID-19 quando considerados os óbitos confirmados. Se incluirmos os óbitos suspeitos a redução foi de 33%”, conta o pesquisador. Seguindo o mesmo raciocínio, a redução seria, respectivamente, de 50% e 66% com a variação de duas unidades no índice GeoSES, ou seja, quando se passa de um extremo ao outro do indicador.

“Esse tipo de análise, que mostra a evolução da mortalidade semana a semana, pode indicar para o gestor público onde é preciso investir mais para combater a doença. Também revela áreas em que há excesso de óbitos suspeitos e, portanto, possíveis barreiras relacionadas ao controle da epidemia, como falta de acesso a testes diagnósticos, dificuldade de obter orientações e recursos para proteção individual e coletiva e menor acesso à internação e ao tratamento. O estudo enfatiza a necessidade de reconhecimento e enfrentamento da estreita relação entre os determinantes sociais e as condições de vida com o risco de morrer”, avalia Chiaravalloti-Neto.

O artigo Spatiotemporal dynamic of COVID-19 mortality in the city of São Paulo, Brazil: shifting the high risk from the best to the worst socio-economic conditions pode ser lido  [Aqui!]. 

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Este artigo foi inicialmente publicado pela Revista da Fapesp  [Aqui!].

As pesquisas de opinião pró-Bolsonaro passariam em testes de validade e reprodutibilidade?

bolsonaro emaO presidente Jair Bolsonaro conversa no celular na parte externa do Palácio da Alvorada em Brasília – AFP

Em que pese a situação crítica da economia e o avanço mortal da pandemia da COVID-19, institutos de opinião estão liberando resultados de pesquisas de opinião que mostram uma incrível melhora nos índices de aprovação do presidente Jair Bolsonaro e seu governo ultraneoliberal. Como resultado disso, há muita gente embarcando em esforços analíticos que se caracterizam por um estado de profunda estupefação, já que o oposto seria de esperar para a condição de popularidade do presidente e de um governo que nos leva como bêbados trôpegos por um dos momentos mais críticos da história recente do Brasil.

Uma coisa que me deixa surpreso é que, a estas alturas do campeonato, não apareçam vozes sensatas para questionar algo básico: essas pesquisas atendem aos critérios de validade e reprodutibilidade científica, a ponto de serem usadas para tecer análises que apontam, por exemplo, para a inevitabilidade da reeleição de Jair Bolsonaro no distante ano de 2022.  Interessantemente, joga-se sobre as costas dos mais pobres a  culpa pela suposta melhora nos índices de popularidade de um presidente que sequer conseguiu levar a cabo a criação de um novo partido político para onde migrariam os segmentos mais duros da sua base de apoio eleitoral. E  Jair Bolsonaro que de bobo nada tem, tenta compensar isso com a repetição de estratégias de produção de uma realidade alternativa, como foi o caso de sua recente visita a Belém (ver vídeo abaixo).

Como professor de Metodologia de Pesquisa por quase duas décadas, me ocorre a necessidade de lembrar que no método científico existem duas medidas de robustez de um dado experimento científico, que são a validade e a reprodutibilidade.  Essas medidas vivem em constante tensão, pois o aumento de uma tende a diminuir a outra. Mas, inobstante, esta tensão elas normalmente são usadas para determinar se um determinado experimento mediu o fenômeno que pretendia medir, e se o instrumento usado foi utilizado de forma correta e funcionando com a devida sensibilidade de aferir o fenômeno sendo estudado.

Dois problemas básicos de validade e reprodutibilidade são, por exemplo, a correção da escolha do instrumento de medição e, por outro lado, a forma pela qual o mesmo é “calibrado” para medir. É que um dos problemas clássicos de reprodutibilidade, denominada de reprodutibilidade Quixotesca, ocorre quando o instrumento está “quebrado” e sempre obtém a mesma resposta, independente das condições que prevalecem.

Pois bem, voltando ao caso das pesquisas de opiniões sendo realizadas no Brasil, há pouquíssima informação sobre como os questionários estão montados e de como as questões estão sendo apresentadas, e em que ordem, para respondentes que supostamente estão conectados aos seus telefones no momento em que são acessados pela equipe de pesquisadores.  Todas essas são questões que podem comprometer diretamente a validade e a reprodutibilidade da pesquisa. Por isso, dadas as condições sociais da aplicação dessas pesquisas, é que vejo como precoce a internalização de seus resultados como sendo válidas e reprodutíveis ou, em outras palavras, que sejam cientificamente testadas.

Não discuto aqui o fato de que a pressão política sobre Jair Bolsonaro é muito menor do que deveria ser, dados todos os erros e equívocos que marcam o governo desastroso. Mas isso não se dá porque há apoio ao que ele está fazendo ou deixando de fazer. O que está claro é que a maioria das forças políticas de direita embarcaram em uma operação de salvação de um governo que se mostra muito aquém das tarefas históricas postas neste momento, enquanto a chamada esquerda institucional marcha placidamente, mais preocupada em amealhar prefeituras e vereadores nas eleições municipais que deverão ocorrer em novembro. 

Vejo ainda neste cenário que na chamada esquerda institucional inexiste, salvo o caso do PSOL cuja força para mudar a concertação esquerda-direita vigente no Brasil é nenhuma, a disposição de formular um real programa de mudança que se contraponha ao anti-projeto nacional ensejado por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. Basta ver as reformas estaduais da previdência que muitos governadores ditos de oposição aplicaram em  seus estados, os quais conseguiram ser ainda mais regressivos do que o aprovado pelo congresso nacional.

Voltando às pesquisas de opinião, o fato é que já faz muito tempo que no Brasil elas são mais instrumentos de produzir opinião pública do que aferi-la corretamente. Por isso, a aceitação tão fácil em todos os espectros políticos de pesquisas que deveriam ser, no mínimo, olhadas com desconfiança acerca de sua robustez científica.  É que, de certa forma, ter Jair Bolsonaro com bons índices de popularidade é bom para todos os lados do ponto de vista eleitoral.

Agora, como a dinâmica da História nunca é perfeitamente controlável, o que temos diante de nós é o risco de que uma simples faísca crie um estouro social que irá surpreender a todos os que estão hoje aceitando passivamente os índices mostrados nessas pesquisas sociais. É que a situação política, econômica e social do Brasil beira o completo desastre, já que em meio a uma pandemia letal, temos um governo que insiste em uma agenda ultraneoliberal que não possui mais aderência ao que está sendo feito em boa parte do mundo. Some-se a isso o quadro dantesco em que a América Latina está sendo posta, e veremos que as atuais pesquisas, quando muito, mostram um quadro contaminado pela sua própria insustentabilidade.

Por isso, mais energia deveria estar sendo gasta para apoiar os milhares focos de resistência pontual que já estão ocorrendo do que incorrer em análises que estão desde a sua gênese contaminadas pela falta de sustentação científica dos números em que elas se baseiam.

O Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas divulga obras sobre gestão resiliente em tempos de COVID-19

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O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),  está circulando duas publicações recentemente traduzidas para o português com potencial uso por formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão. O PNUMA é a principal autoridade ambiental global que determina a agenda internacional sobre o meio ambiente, promove a implementação coerente da dimensão ambiental do desenvolvimento sustentável no Sistema das Nações Unidas e serve como autoridade defensora do meio ambiente no mundo.

Diante de nossa missão e da situação de pandemia que a humanidade enfrenta, enxergamos a COVID-19 como um lembrete de que a saúde humana está profundamente ligada à saúde do planeta. Seguindo essa linha, gostaríamos de compartilhar dois materiais que acreditamos ter grande serventia na formulação de políticas públicas, nacionais e locais. 

O primeiro é a cartilha “Trabalhar com o meio ambiente para proteger as pessoas: resposta do PNUMA à COVID-19”, publicado pelo PNUMA  em maio de 2020. Nela, discutimos a origem de doenças zoonóticas, tais como a COVID-19 que nos aflige atualmente. Buscamos também apresentar suas origens e implicações, destacando o papel da natureza e de sua preservação na interrupção do ciclo de doenças zoonóticas. Por fim, apresentamos como o PNUMA se reorganizou para responder à crise atual e evitar crises futuras. As zoonoses representam cerca de 75% de todas as doenças infecciosas emergentes. Para evitar futuros surtos, devemos enfrentar as ameaças aos ecossistemas e à vida selvagem, incluindo perda de habitat, comércio ilegal, poluição e mudanças climáticas.

O segundo é o relatório “Construindo sociedades resilientes após a pandemia do COVID-19: principais mensagens do Painel Internacional de Recursos”, publicado pelo PNUMA e pelo Painel Internacional de Recursos (IRP) em maio de 2020, que fornece recomendações de políticas e exemplos extraídos de avaliações científicas do IRP para apoiar uma recuperação econômica inteligente em termos de recursos, guiada pela proposta de repensar a maneira como geramos riqueza, a maneira como nos movemos, vivemos e comemos.

Em meio à pandemia, ricos rejeitam impostos e querem precarizar ainda mais os serviços públicos

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Os dados mais reveladores do impacto seletivo da pandemia da COVID-19 no Brasil para mim são dois: o primeiro se refere ao aumento do enriquecimento  dos bilionários que adicionaram 34 bilhões de reais às suas fortunas enquanto 100 mil brasileiros morriam, e o segundo é a completa indisposição dos ricos brasileiros de se comprometerem a partilhar parte das grandes fortunas amealhadas em um país em que a maioria do povo vive em condições miseráveis na forma de novos impostos.

A verdade é que, apesar de todo o discurso em contrário, a carga brasileira de impostos para os mais ricos é mínima, lhes permitindo viver vidas nababescas enquanto do lado de fora das mansões muradas a maioria da população vive em condições cada vez mais precarizadas por seguidas reformas (disfarçadas) do Estado que diminuem a qualidade dos serviços públicos, enquanto os ricos brasileiros ficam cada vez mais ricos, mesmo em meio a uma pandemia letal como a que estamos vivendo.

Aliás, a pandemia da COVID-19 será lembrada, entre outras coisas, pela pressão política do setor empresarial para a retomada das atividades econômicas sem que a expansão e tratamento do coronavírus estivessem asseguradas. Mas apesar de saberem que a imposição do movimento precoce dos trabalhadores em sistemas públicos de transporte de péssima qualidade aumentaria o grau de infecção e, consequentemente, o número de mortos, os (necro) empresários brasileiros insistiram em sua pressão a ponto de governadores e prefeitos sucumbirem completamente, permitindo, como no caso de Campos dos Goytacazes, a reabertura de todo tipo de estabelecimento não essencial. E o resultado está aí: 100 mil mortos, podendo chegar a 200 mil. 

Mas em meio a essa grande quantidade de mortos, uma explicação para a indiferença dos ricos em contribuir com mais impostos e a exigência de mais precarização do estado certamente é associada ao fato de que são o maior número de mortos vêm dos segmentos mais pobres da população brasileira.

É certamente por isso que, quando perguntados sobre como fazer a economia retomar um trilho que permita recolocar milhões de trabalhadores no sistema produtivo, invariavelmente os empresários ouvidos oferecem prontamente a recusa em aceitar novos impostos para depois apontar para a necessidade de demitir servidores públicos e diminuir a oferta de serviços públicos. 

Essa receita, além de egoista, reflete uma postura suicida por parte dessas elites empresariais. É que por se recusar a contribuir com o aporte de recursos que permitam ao estado dinamizar a economia, estes empresários estão criando uma forma de capitalismo sem uma grande massa de consumidores. E para si mesmos, os mais ricos continuam a se apegar um capitalismo dependente onde, como já escreveu Celso Furtado em 1974 no seu ” O Mito do Desenvolvimento Econômico“,  prevalece a imitação dos modelos de consumo praticado pelos seus congêneres nas economias centrais, enquanto que para a maioria do povo sobra ainda mais miséria e exclusão.

A verdade é quem quiser governar qualquer prefeitura que seja nos próximos anos com um mínimo de chance de terminar mandato deverá recusar os péssimos conselhos dos mais ricos no sentido de precarizar ainda mais os serviços públicos, enquanto eles continuam amealhando fortunas espetaculares às custas da miséria da maioria.  Ainda que ajustes precisem ser feitos para aumentar o nível de eficiência da máquina pública, a receita a ser adotada deve ser no sentido de cobrar que os mais ricos partilhem porções mais significativas da sua riqueza com a maioria da sociedade na forma, por que não?, de mais impostos. Basta ver o que países como Noruega, Finlândia e Dinamarca fazem para saber que pagar imposto sobre fortunas amealhadas não deve ser nada mais do que a obrigação dos ricos para tornar a vida dos trabalhadores mais digna.

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E antes que alguém diga que estou exagerando na demanda que os ricos paguem mais impostos para colaborar para o funcionamento apropriado dos serviços públicos, sugiro a leitura do artigo publicado pela insuspeita revista Forbes sobre um movimento criado por bilionários norte americanos para pressionar pela imposição de mais impostos para os mais ricos. Entre os ultrarricos que estão neste movimento por mais impostos estão, entre outros, Warren Buffer, Michael Bloomberg, George Soros e Bill Gates. 

Com SUS e experiência com zika, resposta do Brasil à pandemia frustrou expectativa, afirma editorial

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Por bori

Os dados brasileiros de infecção e óbitos decorrentes da Covid-19, que chegam a mais de 100 mil mortes em 8 de agosto, segundo consórcio de veículos da imprensa, frustrou as expectativas de reação do estado brasileiro à crise sanitária. A constatação é de editorial da Revista de Administração Pública (RAP), em edição especial sobre a pandemia. Segundo a análise inédita, que será lançado na segunda (10), esperava-se uma reação melhor do Brasil frente à pandemia de Covid-19, por causa da existência da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) e da aprendizagem adquirida no combate a epidemias como H1N1, em 2009, e zika, em 2015. Não foi o que aconteceu.

A edição completa da RAP traz 35 artigos de autores de 41 instituições de pesquisa, que tratam das capacidades e estratégias estatais de enfrentamento da crise, as respostas comportamentais à pandemia, explorando fatores de predisposição ao isolamento social, como polarização política, e a capacidade de mobilização das organizações da sociedade civil (OSCs). “Nestas pesquisas são discutidos e mensurados os efeitos da pandemia na política, no mercado de trabalho, na educação básica, em setores de prestação de serviços públicos e nas micro e pequenas empresas”, escreve Alketa Peci, editora da RAP. Os textos estão disponíveis no site da revista.

Além de detectar capacidades existentes, como o SUS, os artigos também identificam fragilidades do sistema estatal, considerado central para a gestão da pandemia, segundo o editorial. A ideia é que “este conjunto de reflexões subsidie, com evidências, os processos de tomada de decisão no contexto da pandemia e demarque, no âmbito da administração pública brasileira, o potencial da contribuição da pesquisa acadêmica na gestão da crise e de suas consequências”, finaliza o editorial.

Em meio ao deboche do governo Bolsonaro, o Brasil atingiu a incrível marca de 100 mil mortos pela COVID-19

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Ao final deste sábado (08/08), o Brasil ultrapassará a marca (a oficial porque a extra-oficial deve ser bem maior) de 100 mil mortos pela COVID-19, colocando-se por várias semanas como o país onde ocorrem mais mortes pela infecção causada pelo coronavírus.  A despeito disso, a maioria dos governantes de plantão, desde o presidente até os prefeitos, literalmente debocham em cima dos mortos e da dor que vivem suas famílias e amigos.  O vídeo abaixo que mostra o vídeo abaixo, mostrando um diálogo entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuelo, onde as centenas de milhares de mortos são descontadas a partir de argumentos que, no mínimo, desafiam até o senso comum.

O diálogo é sintetizado com a máxima “Vamos tocar a vida” que, na prática, implica no sacrifício de um número ainda maior de vidas em nome da continuação de uma política econômica ultraneoliberal centrada no precarização de direitos sociais e trabalhistas e na entrega das riquezas nacionais ao grande capital internacional.

Tenho acompanhado a publicação de pesquisas de opinião que sugerem um aumento nos índices de popularidade do presidente Jair Bolsonaro e da sua necropolítica. Esses índices são, quando muito, circunstanciais, e são provavelmente um reflexo da forma de aplicação dos instrumentos de pesquisa do que do real humor da população.  Uma prova disso é o vídeo abaixo que mostra um protesto realizado na região central da cidade de São Paulo para demonstrar a insatisfação contra a forma do governo Bolsonaro de gerir a pandemia da COVID-19.

Ainda que esse tipo de protesto não seja o suficiente para pressionar o governo federal a mudar o rumo de sua gestão pavorosa da pandemia da COVID-19, o que fica claro é que o período pós-pandemia será marcado por grandes tensões sociais no Brasil. Isto ocorrerá não apenas porque a indignação com o número total de mortos irá inevitavelmente crescer (a Fiocruz estima que esse total poderá alcançar fantásticos 200 mil mortos por COVID-19), mas porque o governo Bolsonaro se mostra incapaz de abandonar os pressupostos ultraneoliberais que abraçou desde o seu primeiro dia de existência.

Epicovid19 anuncia próxima etapa da pesquisa nacional sobre coronavírus

Quarta etapa de testes rápidos para o coronavírus será realizada em 133 cidades entre os dias 20 e 23 de agosto com financiamento do programa Todos pela Saúde

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Agosto 2020 – A coordenação do Epicovid19-BR, estudo que estima o número de casos de infecção por coronavírus no Brasil, anuncia a realização de nova etapa de entrevistas e testes rápidos entre os dias 20 e 23 de agosto em 133 cidades distribuídas entre todos os estados brasileiros.

A continuidade do estudo, que teve três fases anteriores financiadas pelo Ministério da Saúde, tornou-se possível através de investimento do programa Todos pela Saúde, fundo criado pelo Itaú Unibanco para apoiar o enfrentamento da Covid-19 no Brasil em diversas frentes, entre elas, o suporte a iniciativas de pesquisa científica.

“Os números de casos de infecção, internações e mortes por coronavírus se mantêm altos dia após dia no Brasil. Neste momento, precisamos das melhores evidências para embasar ações, preservar a saúde e prevenir mortes evitáveis de brasileiros”, diz o epidemiologista e coordenador geral do estudo, Pedro Hallal.

A quarta etapa segue a mesma metodologia das três anteriores. Cerca de dois mil entrevistadores do IBOPE Inteligência voltam às ruas, entre os dias 20 e 23 de agosto, para visitar residências e realizar testes rápidos e entrevistas com 250 moradores em cada município incluído no estudo, totalizando amostra nacional de 33.250 participantes somente nesta etapa da pesquisa.

O Estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (Epicovid19-BR), coordenado pela Universidade Federal de Pelotas, é a maior pesquisa populacional em andamento no mundo a estimar a prevalência de coronavírus. As três primeiras etapas, realizadas de 14 a 21 de maio, 4 a 7 e 21 a 24 de junho, entrevistaram quase 90 mil pessoas. Os dados inéditos permitiram conhecer o comportamento do vírus no Brasil.

Para cada diagnóstico confirmado pelas estatísticas, o estudo estimou que existem ao redor de seis casos reais não notificados. De cada cem infectados, um vai a óbito.

A pesquisa documentou que, em um mês, a prevalência dobrou na população: os percentuais passaram de 1,9% (1,7 – 2,1%, pela margem de erro), na primeira etapa, para 3,1% (2,8 -4,4%), na segunda, e alcançaram 3,8% (3,5 – 4,2%), na última etapa. Nesse mesmo intervalo, o distanciamento social (percentual de pessoas que ficam sempre em casa) caiu de 23,1% para 18,9%.

Os pesquisadores ainda identificaram a existência de “várias epidemias” em curso simultâneo no país, com diferenças entre as regiões brasileiras e desigualdades entre grupos étnicos e socioeconômicos. Enquanto, no Norte, 10% da população, em média, têm ou já teve coronavírus, no Sul, esse percentual está em torno de 1%. Em todas as fases da pesquisa, os 20% mais pobres apresentaram o dobro do risco de infecção em comparação aos 20% mais ricos. Além disso, indígenas tiveram um risco cinco vezes maior do que os brancos.

“Mostramos que os pobres e os indígenas são os grupos mais vulneráveis, que requerem ainda mais atenção de políticas de saúde pública”, diz Hallal.

A pesquisa também estimou que crianças têm a mesma chance de adultos para contrair o vírus e, diferente do que cogitava inicialmente a ciência mundial, cerca de 90% dos casos apresentam sintomas. Os cinco mais frequentes, relatados por cerca da metade dos entrevistados com anticorpos para a Covid-19, foram dor de cabeça (58%), alteração de olfato ou paladar (57%), febre (52,1%), tosse (47,7%) e dor no corpo (44,1%).

“Pessoas com perda de olfato e paladar, por exemplo, poderiam ser testadas e isoladas em caso de diagnóstico positivo, já que este sintoma foi cinco vezes mais frequente entre os casos positivos comparados aos negativos”, completa.

Como funciona a pesquisa

O estudo inclui a cidade mais populosa de cada uma das 133 regiões intermediárias do país, que são divisões do território nacional definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A seleção das residências e das pessoas que serão entrevistadas e testadas ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.

Durante a visita, os pesquisadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos. Em caso de resultado positivo, os profissionais comunicam a Vigilância.

O Epicovid19-BR tem aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e cumpre todos os requisitos de segurança necessários, para proteger os pesquisadores e a população.
Em caso de dúvidas, os participantes podem entram em contato para informações sobre as visitas às casas pelos telefones 0800-800-5000, (11) 3335-8583, (11) 3335-8606; (11) 3335-8610, ou pelos e-mails pesquisa.covid-19@ufpel.edu.br e pesquisa.covid-19@ibopeinteligencia.com.

Todos pela Saúde

Lançado em 13 de abril deste ano, o Todos pela Saúde teve uma porte inicial de R$1 bilhão, realizado pelo Itaú Unibanco. Com recursos administrados por um grupo de especialistas da área da saúde e ações estratégicas baseadas em premissas técnicas e científicas, a iniciativa se guia por quatro pilares de atuação: informar, proteger, cuidar e retomar.

O Todos pela Saúde é liderado por Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, e conta também com a participação de Drauzio Varella, médico, cientista e escritor; Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa; Maurício Ceschin, ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde; Eugênio Vilaça Mendes, consultor do Conselho dos Secretários de Saúde; Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein; e Pedro Barbosa, presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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