Em meio ao deboche do governo Bolsonaro, o Brasil atingiu a incrível marca de 100 mil mortos pela COVID-19

cemiterio 2

Ao final deste sábado (08/08), o Brasil ultrapassará a marca (a oficial porque a extra-oficial deve ser bem maior) de 100 mil mortos pela COVID-19, colocando-se por várias semanas como o país onde ocorrem mais mortes pela infecção causada pelo coronavírus.  A despeito disso, a maioria dos governantes de plantão, desde o presidente até os prefeitos, literalmente debocham em cima dos mortos e da dor que vivem suas famílias e amigos.  O vídeo abaixo que mostra o vídeo abaixo, mostrando um diálogo entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuelo, onde as centenas de milhares de mortos são descontadas a partir de argumentos que, no mínimo, desafiam até o senso comum.

O diálogo é sintetizado com a máxima “Vamos tocar a vida” que, na prática, implica no sacrifício de um número ainda maior de vidas em nome da continuação de uma política econômica ultraneoliberal centrada no precarização de direitos sociais e trabalhistas e na entrega das riquezas nacionais ao grande capital internacional.

Tenho acompanhado a publicação de pesquisas de opinião que sugerem um aumento nos índices de popularidade do presidente Jair Bolsonaro e da sua necropolítica. Esses índices são, quando muito, circunstanciais, e são provavelmente um reflexo da forma de aplicação dos instrumentos de pesquisa do que do real humor da população.  Uma prova disso é o vídeo abaixo que mostra um protesto realizado na região central da cidade de São Paulo para demonstrar a insatisfação contra a forma do governo Bolsonaro de gerir a pandemia da COVID-19.

Ainda que esse tipo de protesto não seja o suficiente para pressionar o governo federal a mudar o rumo de sua gestão pavorosa da pandemia da COVID-19, o que fica claro é que o período pós-pandemia será marcado por grandes tensões sociais no Brasil. Isto ocorrerá não apenas porque a indignação com o número total de mortos irá inevitavelmente crescer (a Fiocruz estima que esse total poderá alcançar fantásticos 200 mil mortos por COVID-19), mas porque o governo Bolsonaro se mostra incapaz de abandonar os pressupostos ultraneoliberais que abraçou desde o seu primeiro dia de existência.

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