A Google, usando o Google Maps fez um levantamento sobre a retração do uso da movimentação a diversos pontos, e os resultados são bastante diferenciados.
Abaixo mostro os resultados para o Brasil, mas quem desejar poderá verificar a situação em cada estado brasileiro.
BRASIL: -71% em idas a lojas, -35% supermercados e farmácias, -70% locais públicos (como parques), -62% transporte público, -34% locais de trabalho, +17% casa.
RIO DE JANEIRO:72% em idas a lojas, -32% supermercados e farmácias, -74% locais públicos (como parques), -61% transporte público, -37% locais de trabalho, +17% casa.
Situação do confinamento no estado do Rio de Janeiro segundo o Google Maps.
Comparando o nosso “lockdown” com o que está sendo praticado neste momento em países como Itália, Espanha e França, os nossos números ainda não são suficientes para impedir a disseminação explosiva da COVID-19. E
A verdade é que precisaremos que medidas mais firmes sejam tomadas aqui, pois se o coronavírus fizer o mesmo estrago que já fez na Europa, o Brasil irá inevitavelmente ultrapassar os EUA como líder no número de mortes causadas pela COVID-19. Essa é a realidade que está posta para nós.
Quem desejar acessar os relatórios preparados pela Google para o Brasil e o resto do mundo, basta clicar Aqui!
Caixas de máscaras protetoras são descarregadas de um avião da Air China com suprimentos médicos doados pelo governo chinês, em Atenas, Grécia, em 21 de março de 2020. REUTERS / Alkis Konstantinidis REUTERS – ALKIS KONSTANTINIDIS
A resposta tardia de muitos governos (incluindo países poderosos como EUA e França, mas incluindo também o Brasil) à pandemia causada pela COVID-19 está resultando em uma retomada de práticas selvagens depiratariaestatal que remontam ao Século XVII. Há uma crescente evidência que, sob a liderança dos EUA, diversos países estão empregando táticas agressivas, via leis do capitalismo selvagem ou pelo simples uso de regras alfandegárias) para desviar todo tipo de material médico que seria usado para combater os aspectos mais drásticos da pandemia da COVID-19.
As autoridades de Berlim dizem que 200.000 máscaras foram desviadas para os EUA, pois estavam sendo transferidas entre aviões na Tailândia. Fotografia: David Becker / ZUMA Wire / REX / Shutterstock
O primeiro a gritar foi o presidente da região sul da França, Renaud Muselier, que denunciou que máscaras adquiridas e pagas pela França foram compradas “no asfalto” do aeroporto por agentes dos EUA, que teriam pago mais do que 3 vezes mais do que os franceses já haviam pago para ficar com o material.
No dia de hoje, o mesmo relato foi oferecido pelo secretário da Casa Civil do estado da Bahia, Bruno Dauster, que informou que uma carga de 600 respiradoresque foi comprada na China foi inicialmente retida no Aeroporto Internacional de Miami para depois ter a entrega a um consórcio de estados nordestinos simplesmente cancelada. A desconfiança é que, mais uma vez, o governo Trump agiu para ficar com uma carga que já sido paga pelos brasileiros.
Em um artigo assinado por Alan Mcleod para o site “MPN News” aparece a informação que outros países também tomaram decisões altamente questionáveis acerca da apreensão de materiais médicos, citando a ação de autoridades tchecas que apreenderam suprimentos médicos chineses que estavam sendo enviados para Itália, enquanto a aeronave que levava o carregamento realizava o processo de reabastecimento de combustível. Entretanto, MCleod sinaliza claramente que esse processo de “pirataria estatal de equipamentos médicos” está sendo liberado globalmente pelo governo Trump.
Um exemplo mais subliminar foi o “pedido” do presidente Donald Trump para que a gigante 3M acelecerasse a fabricação de máscaras hospitalares para atender apenas os EUA, sacrificando o envio de máscaras e respiradores mecânicos para o Canadá e para a América Latina, segundo informou a empresa em comunicado oficial.
Interessante notar o papel nefasto das empresas chinesas nessa situação. É que as práticas de revender o que já havia sido pago por outros compradores sinaliza a adesão à uma lógica da superexploração e do incentivo à concorrência desleal entre clientes. E isso tudo no meio de uma pandemia gravíssima e de alcance ainda incalculáveis.
Apesar de ter ido na China e visto como funciona o que os chineses denominam de “socialismo com características chinesas“, não me considero capaz de realizar uma crítica mais profunda sobre o que de fato existe por lá (i.e., socialismo a la chinesa ou capitalismo de estado puro e simples). Mas uma coisa me parece certa: no presente momento, muitas empresas chinesas estão colocando a maximização do lucro acima dos contratos já firmados. Isto, no mínimo, não me parece uma forma muita solidária de ajudar o mundo a debelar uma pandemia.
Já no tocante aos EUA e outros governos que estão colocando em prática de pirataria estatal, não posso dizer que estou surpreso. É que em momento de “farinha pouca”, os que podem mais tendem a querer “o pirão” todo para eles.
Capa do “The Washington Post” de hoje: “Coveiros com trajes de proteção realizam enterro em São Paulo, Brasil. Muitos países do hemisfério sul que responderam ao novo coronavírus intensificaram seus esforços, mas o presidente do Brasil considera o surto de seu país uma ‘fantasia'”.
No dia 25 de março comentei o problema que estava se armando no horizonte em função da evidente subnotificação de casos da COVID-19 no Brasil. Ali mostrei estimativas do Imperial College de Londres de que a taxa de subnotificação brasileira estava na ordem de 11:1. Desde então, já li outras estimativas que colocaram a subnotificação em uma faixa de 11:1 a 100:1, o que torna os números oficiais minúsculos em relação ao que está realmente ocorrendo.
Eis que hoje, o jornalista Fernando Canzian publicou um artigo no jornal “Folha de São Paulo” cujo o título é “Estados e municípios relatam subnotificação gigantesca de casos” (de COVID-19). Nesse artigo, a subnotificação foi estimada como estando na ordem de 30:1.
Assumindo então que a taxa correta de subnotificação é de 30:1, o número oficial de infectados, como fornecido pela Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeiro Preto (FMRP/USP) que até ontem era de 6.836 pessoas, o valor real de infectados passaria a 205.080 de brasileiros. Isto faz com que o número potencial de infectados esteja entre 6.836 e 205.080, o que dificulta sobremaneira estimativas mais precisas sobre a evolução da pandemia em território brasileiro. Isto acaba deixando os profissionais de saúde e gestores governamentais completamente cegos em meio à batalha contra a COVID-19.
A matéria assinada por Fernando Canzian traz duas razões pelas quais o Brasil está hoje em um efetivo voo cego contra a COVID-19. A primeira seria a falta de kits para testes, e a segunda a inexistência de uma portaria específica do Ministério da Saúde para determinar quais casos devam ser considerados confirmados ou suspeitos têm feito com que muitos doentes não entrem nas estatísticas. Em outras palavras, o Ministério da Saúde é o lócus primário para a falta de preparação que dificultam a vida dos governos estaduais e municipais, e dos profissionais de saúde que estão à frente do combate à pandemia.
Por causa dessa situação que é de inteira responsabilidade do governo Bolsonaro, o Brasil está cada vez mais dependente das ações de isolamento social que estão sendo impostas por estados e municípios. Será graças a elas que o Brasil poderá evitar os piores cenários em termos de mortos pela COVID-19.
Por outro lado é fundamental que haja uma mobilização política por parte de cidadãos, organizações da sociedade civil, sindicatos, partidos políticos e até de representantes das grandes empresas nacionais para impor uma modificação no curso adotado até aqui pelo governo Bolsonaro no enfrentamento desta pandemia. Do contrário, o que teremos em poucas semanas no Brasil é a repetição agigantada do que está sendo visto agora em países como Itália e Espanha. Afinal de contas, todos já sabem que a COVID-19 não é a gripezinha ou o resfriadinho que o presidente Bolsonaro quer nos convencer que é.
O principal perigo que enfrentamos é considerar o novo coronavírus como um fenômeno isolado, sem história, sem contexto social, econômico ou cultural.
“Não vamos voltar ao normal. Normal era o problema.”
Por Ángel Luís Lara para o El Diário
1. Em outubro de 2016, os leitões das fazendas da província de Guangdong, no sul da China, começaram a adoecer com o vírus da diarréia epidêmica dos suínos (PEDV), um coronavírus que afeta as células que revestem o intestino delgado dos porcos. Quatro meses depois, no entanto, os leitões pararam de dar positivo para o PEDV, apesar de continuarem doentes e morrendo. Conforme confirmado pela investigação, era um tipo de doença nunca vista antes e que foi batizada como Síndrome da Diarréia Suína Aguda (SADS-CoV), causada por um novo coronavírus que matou 24.000 leitões até maio de 2017, precisamente na mesma região em que o surto de pneumonia atípica conhecido como “SARS” havia surgido treze anos antes.
Em janeiro de 2017, quando a epidemia de suínos na região de Guangdong estava em pleno andamento, vários pesquisadores de virologia dos EUA publicaram um estudo na revista científica “Virus Evolution” que identificou os morcegos como a maior reserva animal de coronavírus no mundo. As conclusões da pesquisa realizada na China sobre a epidemia de Guangdong coincidiram com o estudo americano: a origem do contágio estava localizada precisamente na população de morcegos da região. Como uma epidemia de suínos pode ser desencadeada por morcegos? O que os porcos têm a ver com esses pequenos animais alados? A resposta veio um ano depois, quando um grupo de pesquisadores chineses publicou um relatório na revista Nature, no qual, além de apontar para o país deles como um foco proeminente do aparecimento de novos vírus e enfatizar a grande possibilidade de seus transmissão aos seres humanos, eles apontaram que o aumento das macro-fazendas de gado alterara os nichos de vida dos morcegos. Além disso, o estudo mostrou que a pecuária industrial intensiva aumentou as chances de contato entre animais silvestres e animais criados em fazendas industriais, desencadeando o risco de transmissão de doenças causadas por animais silvestres cujos habitats estão sendo dramaticamente afetados pelo desmatamento. Entre os autores deste estudo está Zhengli Shi, pesquisador principal do Instituto de Virologia de Wuhan, cidade onde se originou o atual COVID-19, cuja cepa é 96% idêntica ao tipo de coronavírus encontrado em morcegos por meio de análise genética.
Técnicos de saúde animal avaliam leitões em fazenda chinesa para possível contaminação pelo vírus da diarréia epidêmica dos suínos (PEDV).
2. Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Mundial de Saúde Animal (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), notaram o aumento de a demanda por proteína animal e a intensificação de sua produção industrial como principais causas do surgimento e disseminação de novas doenças zoonóticas desconhecidas, ou seja, de novas patologias transmitidas pelos animais aos seres humanos. Dois anos antes, a organização de bem-estar animal Compassion in World Farming publicou um relatório interessante sobre o assunto. Para sua elaboração, a entidade britânica utilizou dados do Banco Mundial e das Nações Unidas sobre a indústria pecuária, que foram cruzados com relatórios sobre doenças transmitidas pelo ciclo mundial de produção de alimentos. O estudo concluiu que a chamada “revolução da pecuária”, isto é, a imposição do modelo industrial de agricultura intensiva ligada às macro-produções estava gerando um aumento global de infecções resistentes a antibióticos, além de arruinar pequenos agricultores locais e promover o crescimento de doenças transmitidas por alimentos de origem animal.
Em 2005, especialistas da OMS, da Organização Mundial de Saúde Animal, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e do Conselho Nacional de Suínos dos EUA prepararam um estudo no qual eles traçaram a história da produção animal desde o modelo tradicional de pequenas propriedades familiares até a imposição de macro-propriedades industriais de confinamento. Entre suas conclusões, o relatório apontou que um dos principais impactos do novo modelo de produção agrícola é a incidência na amplificação e mutação de patógenos, bem como o aumento do risco de propagação de doenças. Além disso, o estudo apontou que o desaparecimento dos modos tradicionais de criação de animais em favor de sistemas intensivos estava ocorrendo a uma taxa de 4% ao ano, especialmente na Ásia, África e América do Sul.
Apesar dos dados e dos pedidos de atenção, nada foi feito para interromper o desenvolvimento da agricultura industrial intensiva. Atualmente, China e Austrália concentram o maior número de macro-fazendas do mundo. No gigante asiático, a população de animais praticamente triplicou entre 1980 e 2010. A China é o mais importante produtor de gado do mundo, concentrando em seu território o maior número de “sistemas sem terra”, operações de macro-pecuária nas quais Eles amontoam milhares de animais dentro de casa. Em 1980, apenas 2,5% do gado existente na China foi criado neste tipo de fazendas, enquanto em 2010 ele já cobria 56%.
Como lembra Silvia Ribeiro, pesquisadora do Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração (ETC), uma organização internacional focada na defesa da diversidade cultural e ecológica e dos direitos humanos, a China é a fábrica do mundo. A crise desencadeada pela atual pandemia causada pelo COVID-19 apenas revela seu papel na economia global, particularmente na produção industrial de alimentos e no desenvolvimento da pecuária intensiva. Somente a mega fazenda de Mudanjiang City, uma macro-fazenda localizada no nordeste da China, que abriga cem mil vacas cuja carne e leite são destinados ao mercado russo, é 50 vezes maior que a maior fazenda de corte da União Europeia.
Uma das maiores fazendas de produção de leite no mundo – Mudanjiang City, China.
3. Epidemias são o produto da urbanização. Quando cerca de 5.000 anos atrás, os humanos começaram a se agrupar em cidades com densidade populacional, as infecções conseguiram afetar simultaneamente um grande número de pessoas e seus efeitos fatais se multiplicaram. O perigo de pandemias como a que hoje nos afeta surgiu quando o processo de urbanização da população se tornou global. Se aplicarmos esse raciocínio à evolução da produção pecuária no mundo, as conclusões serão realmente perturbadoras. No espaço de 50 anos, a pecuária industrial “urbanizou” uma população animal que antes era distribuída entre pequenas e médias fazendas familiares. As condições de superlotação dessa população em macro-fazendas tornam cada animal um tipo de laboratório potencial para mutações virais que podem causar novas doenças e epidemias. Essa situação é ainda mais perturbadora se considerarmos que a população global de animais é quase três vezes maior que a dos seres humanos. Nas últimas décadas, alguns dos surtos virais de maior impacto foram causados por infecções que, cruzando a barreira das espécies, se originaram na pecuária intensiva.
Michael Greger, pesquisador americano de saúde pública e autor do livro “Gripe aviária: Um vírus de nossa própria incubação”, explica que antes da domesticação de aves há cerca de 2.500 anos, a gripe humana certamente não existia. Da mesma forma, antes da domesticação do gado, não há registro da existência de sarampo, varíola e outras infecções que afetaram a Humanidade desde que apareceram em currais e estábulos por volta de 8.000 a.C. Quando as doenças atravessam a barreira das espécies, elas podem se espalhar entre a população humana, causando conseqüências trágicas, como a pandemia desencadeada por um vírus da influenza aviária em 1918, e que em apenas um ano terminou a vida entre 20 e 40 milhões pessoas.
Como explica o Dr. Greger, as condições insalubres nas trincheiras lotadas durante a Primeira Guerra Mundial não estão apenas entre as variáveis que causaram a propagação rápida da doença em 1918, mas estão sendo replicadas hoje em muitas das fazendas de gado que se multiplicaram nos últimos vinte anos com o desenvolvimento da pecuária industrial intensiva. Bilhões de galinhas, por exemplo, são criadas nessas macro-fazendas que funcionam como espaços lotados capazes de gerar uma tempestade viral perfeita. Desde que a pecuária industrial se estabeleceu no mundo, os anuários de medicamentos estão coletando doenças anteriormente desconhecidas a uma taxa incomum: nos últimos trinta anos, mais de trinta novos patógenos humanos foram identificados, a maioria deles vírus zoonóticos não publicados, como a atual COVID-19.
4. O biólogo Robert G. Wallace publicou um livro importante em 2016 para traçar a conexão entre os padrões da produção agrícola capitalista e a etiologia das epidemias que surgiram nas últimas décadas: grandes fazendas produzem grandes gripes. . Há alguns dias, Wallace concedeu uma entrevista à revista alemã Marx21, na qual enfatiza uma idéia-chave: concentrar ações contra a COVID-19 na implantação de medidas de emergência que não combatam as causas estruturais da pandemia constitui um erro de conseqüências dramáticas. O principal perigo que enfrentamos é considerar o novo coronavírus como um fenômeno isolado.
Como explica o biólogo americano, o aumento de incidentes virais em nosso século, bem como o aumento de sua periculosidade, está diretamente ligado às estratégias comerciais das empresas agrícolas, responsáveis pela intensa produção industrial de proteína animal. Essas empresas estão tão preocupadas com o benefício econômico que assumem como um risco lucrativo a geração e a disseminação de novos vírus, externalizando os custos epidemiológicos de suas operações para animais, pessoas, ecossistemas locais, governos e, como estão colocando da atual pandemia, ao próprio sistema econômico mundial.
Apesar de a origem exata do COVID-19 não ser totalmente clara, tanto os porcos de macro-fazendas quanto o consumo de animais silvestres são indicados como uma possível causa do surto viral, essa segunda hipótese não nos distancia dos efeitos diretos da produção agrícola intensiva. O motivo é simples: a indústria pecuária é responsável pela epidemia de gripe suína africana (ASF) que devastou as fazendas de suínos chinesas no ano passado. Segundo Christine McCracken, analista de proteína animal da multinacional financeira holandesa Rabobank, a produção chinesa de carne suína poderia ter caído 50% no final do ano passado. Considerando que, pelo menos antes da epidemia de ASF em 2019, metade dos porcos do mundo foram criados na China, as conseqüências para o fornecimento de carne de porco estão se mostrando dramáticas, principalmente no mercado asiático. É precisamente essa redução drástica no suprimento de carne de porco que teria motivado um aumento na demanda de proteína animal da fauna silvestre, uma das especialidades do mercado da cidade de Wuhan que alguns pesquisadores identificaram como epicentro do Surto de COVID-19.
5. Frédéric Neyrat publicou em 2008 o livro Biopolitique des catastrophes (Biopolítica das catástrofes), termo que define uma maneira de gerenciar riscos que nunca questiona suas causas econômicas e antropológicas, precisamente a modalidade de comportamento dos governos, elites e uma parte significativa da população mundial em relação à atual pandemia. Na proposta analítica do filósofo francês, as catástrofes envolvem uma interrupção desastrosa que vai além do suposto curso normal da existência. Apesar de sua natureza aparente de evento, eles são processos contínuos que manifestam, aqui e agora, os efeitos de algo já em andamento. Como o próprio Neyrat aponta, uma catástrofe sempre vem de algum lugar, foi preparada, tem uma história.
A pandemia que nos atormenta efetivamente desenha sua condição catastrófica, entre outras coisas, na encruzilhada entre epidemiologia e economia política. Seu ponto de partida está diretamente ancorado nos efeitos trágicos da industrialização capitalista do ciclo alimentar, particularmente da produção agrícola. Além das qualidades biológicas intrínsecas ao próprio coronavírus, as condições para sua disseminação incluem o efeito de quatro décadas de políticas neoliberais que corroeram drasticamente as infraestruturas sociais que ajudam a sustentar a vida. Nessa tendência, os sistemas de saúde pública foram particularmente afetados.
Durante dias, testemunhos de profissionais de saúde que lidam com a pandemia em hospitais circulam nas redes sociais e telefones celulares. Muitos deles concordam no relato de uma condição catastrófica geral caracterizada por uma dramática falta de recursos e profissionais de saúde. Como aponta Neyrat, a catástrofe sempre tem uma historicidade e está sujeita a um princípio de causalidade. Desde o início do século atual, diferentes grupos e redes de cidadãos têm denunciado uma profunda deterioração do sistema público de saúde que, através de uma política continuada de descapitalização, praticamente levou ao colapso da saúde na Espanha. Na Comunidade de Madri, um território particularmente atingido pelo COVID-19, o orçamento per capita para o sistema de saúde foi reduzido drasticamente nos últimos anos, enquanto um processo crescente de privatização foi desencadeado. Os serviços de atenção primária e de emergência na região já estavam saturados e com escassez de recursos antes da chegada do coronavírus. O neoliberalismo e seus formuladores políticos semearam tempestades para nós, dizendo que um microorganismo se transformou em uma tempestade.
6. No meio da pandemia, certamente haverá alguém que se esforçará para encontrar um culpado, seja na pele do bode expiatório ou no papel de vilão. Certamente é um gesto inconsciente chegar à segurança: encontrar alguém para atribuir culpa tranquiliza porque muda a responsabilidade. No entanto, em vez de tentar desmascarar um assunto, é mais oportuno identificar uma forma de subjetivação, ou seja, nos questionar sobre o modo de vida capaz de desencadear danos tão dramáticos quanto os que existem hoje em nossas vidas. É, sem dúvida, uma pergunta que nem nos salva nem nos conforta, muito menos nos oferece um exterior. Basicamente, porque esse modo de vida é nosso.
Um jornalista se aventurou há alguns dias para oferecer uma resposta sobre a origem do COVID-19: “o coronavírus é uma vingança da natureza”. No fundo, ele não é sem razão. Em 1981, Margaret Thatcher deixou uma frase para a posteridade que revelou o significado do projeto em que participou: “a economia é o método, o objetivo é mudar a alma”. A primeira-ministra britânica não enganou ninguém. A razão neoliberal há muito tempo transformou o capitalismo em um estado de natureza. A ação de um ser microscópico, no entanto, não está apenas conseguindo alcançar nossa alma, mas também abriu uma janela através da qual respiramos as evidências do que não queríamos ver. A cada corpo que toca e adoece, o vírus grita porque traçamos a linha de continuidade entre sua origem e a qualidade de um modo de vida cada vez mais incompatível com a própria vida. Nesse sentido, por mais paradoxal que seja, enfrentamos um patógeno dolorosamente virtuoso. Sua mobilidade etérea revela toda a violência estrutural e catástrofes diárias onde ocorrem, ou seja, em toda parte. Na imaginação coletiva, começa a surgir uma racionalidade de ordem bélica: estamos em guerra contra um coronavírus. Talvez seja mais correto pensar que é uma formação social catastrófica que está em guerra conosco há muito tempo.
No curso da pandemia, as autoridades políticas e científicas apontam as pessoas como o agente mais decisivo para deter o contágio. Atualmente, nosso confinamento é entendido como o exercício mais vital da cidadania. No entanto, precisamos ser capazes de levar isso adiante. Se o confinamento congelou a normalidade de nossas inércias e nossos automatismos, aproveitamos o tempo gasto pensando neles. Não há normalidade a que retornar quando o que havíamos normalizado ontem nos levou ao que temos hoje. O problema que enfrentamos não é apenas o próprio capitalismo, é também o capitalismo em mim.
Esperamos que o desejo de viver nos torne capazes de criatividade e determinação para construir coletivamente o exorcismo de que precisamos. Isso inevitavelmente afeta as pessoas comuns. Desde a história, sabemos que os governantes e poderosos se esforçarão para fazer o oposto. Não sejamos confrontados, assombrados ou divididos. Não nos permitamos, mais uma vez protegidos pela linguagem da crise, impor-nos a restauração intacta da estrutura da própria catástrofe. Apesar do fato de que o confinamento aparentemente nos isolou, estamos vivendo juntos. Nisso, também, o vírus é paradoxal: coloca-nos em um plano de relativa igualdade. De alguma maneira, resgata do nosso esquecimento o conceito de humanidade e a noção de bem comum. Talvez os fios éticos mais valiosos com os quais começar a tecer outro modo de vida e outra sensibilidade.
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Este artigo foi publicado originalmente em espanhol pelo jornal El Diário [Aqui!].
O principal especialista em doenças infecciosas dos EUA, Dr. Anthony Fauci, informou hoje em coletiva de imprensa que, com base em modelos matemáticos, o país poderá ver 100.000 ou mais mortes causadas pelo COVID-19.
Enquanto isso no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro trabalha para acabar com as medidas confinamento social que, em grande parte está contribuindo para diminuir a velocidade da disseminação no território nacional.
Quantos mortos devemos esperar em um país marcado pela existência de grandes bolsões de miséria e com uma capacidade econômica muito menor como Brasil, e que ainda tem que conviver com um presidente que se tornou uma espécie de líder do negacionismo da pandemia?
Manifestação sobre Covid-19 e povos indígenas: a responsabilidade do Estado
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns vem a público manifestar seu apoio aos povos indígenas, sua especial preocupação com os povos isolados ou recém-contactados, e reafirmar a responsabilidade do Estado na efetivação dos direitos fundamentais da população indígena frente à pandemia do COVID-19.
A provável chegada da pandemia da COVID-19 aos povos indígenas requer medidas urgentes. Causa apreensão a política do governo atual não ter se mostrado à altura da missão que cabe à União de proteger os povos e territórios indígenas, não podendo se restringir a responsabilidade do Executivo apenas às terras plenamente regularizadas. Tem cabido ao Ministério Público Federal honrar seu papel constitucional e insistir em correções de rumos junto à Fundação Nacional do Índio – FUNAI.
Vários povos indígenas e suas organizações, entre elas a Articulação dos Povos Indígenas no Brasil – APIB tomaram iniciativas e sinalizaram medidas concretas que cabem ao Executivo. O Estado e as autoridades de saúde devem ouvir esses reclamos e trabalhar em colaboração com as lideranças locais.
Enquanto solo virgem para novos patógenos, estamos passando por uma versão atenuada da catástrofe que acometeu os indígenas do Novo Mundo desde a chegada dos europeus. “Gripezinhas” julgadas inofensivas e uma política de concentração conseguiram dizimar povos inteiros. Esse é o risco que ronda os povos indígenas isolados, aqueles que voluntariamente se colocaram há muito tempo em quarentena, como estamos nós fazendo agora, para evitar desastres. Esses povos e os de contato recente, são os mais vulneráveis dentre os vulneráveis.
Para evitar um possível extermínio, é essencial se manter a política adotada pela FUNAI desde 1987 de respeito ao isolamento voluntário de povos indígenas e de proteção de seus territórios. Causa preocupação o afastamento de experientes membros da Coordenação Geral de Povos Indígenas Isolados e Recente Contato da FUNAI – CGIIRC. Repudiamos a nomeação para a chefia da CGPIIRC de alguém que, durante dez anos, integrou a organização norte-americana Novas Tribos, cuja missão é contactar e converter povos isolados. É patente a inadequação dessa nomeação.
As invasões das terras indígenas, que só têm aumentado, tornam difícil o enfrentamento da epidemia. Exigem maior vigilância dos territórios e a retirada de grileiros, madeireiros e garimpeiros dessas terras. Devem ser suspensos os despejos em retomadas dos territórios de ocupação tradicional.
Especialistas em saúde indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva -ABRASCO fazem várias recomendações: que autoridades e comunidades indígenas limitem ao máximo a entrada e a saída de Terras Indígenas, prevenindo a entrada de pessoas infectadas por meio de testes laboratoriais; que, nos centros urbanos, isolem por 7 dias indígenas sem sintomas não testados, ou por 14 dias indígenas com suspeita ou doença confirmada, antes de retornarem às áreas. Que se encontrem meios, com estratégias locais, nacionais ou internacionais para obter testes rápidos, com prioridade para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que têm mais dificuldades logísticas de acesso.
A ABRASCO recomenda ainda treinar equipes multidisciplinares para vigilância da Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, com visitas domiciliares e testagem; disseminar informações qualificadas; isolamento domiciliar; evitar aglomerações e medidas de controle e prevenção nas unidades de saúde. Destaca-se a importância de antecipar a vacinação contra influenza.
À Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI, instância do Executivo Federal e parte do Sistema Único de Saúde – SUS, cabe a tomada de medidas e ações. É fundamental fortalecer, com dotação orçamentária adicional, a SESAI, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas – DSEIs e as Casas de Saúde Indígena – CASAIs onde indígenas doentes e suas famílias se concentram nas cidades e que devem ser adaptadas à nova situação.
Para garantir a subsistência em situações de quarentena, impõe-se o fornecimento de cestas básicas e o redirecionamento da merenda escolar para a partilha na comunidade, além da distribuição de sabão, álcool gel, equipamentos de proteção individual para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde, além de acesso a água de qualidade. Água, hoje em dia, está frequentemente poluída por mercúrio em vários rios da Amazônia.
Atenção urgente deve ser dada para as aldeias das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, próximas a grandes centros urbanos, onde já ocorre a transmissão comunitária. É fundamental uma articulação com lideranças, organizações indígenas e conselheiros de saúde indígena para implementação das ações de controle e vigilância da COVID-19.
Por fim, expressamos nossa solidariedade aos povos indígenas e aos profissionais, lideranças e instituições que atuam na sua proteção. E encorajamos as instituições do Sistema de Justiça a tomarem as medidas necessárias para a defesa dos povos indígenas.
A realização de testes em massa associada ao uso de ferramentas de localização geográfica é a forma mais eficiente de conter a difusão da pandemia causada pelo coronavírus. Isso ficou evidente em lugares em que atestagem foi amplamente feita, tais como China, Singapura, Coréia do Sul e Alemanha.
No Brasil, a tática adotada pelo ministério da Saúde comandada por Luiz Henrique Mandetta tem sido a de aplicar o teste para a presença do coronavírus naquelas pessoas que já manifestam os sintomas da COVID-19. Algo assemelhado a examinar um paciente que dá entrada em unidade hospitalar após receber vários tiros, apenas para saber quantos tiros foram.
A razão para isso é simplesmente econômica, pois o Brasil não tem capacidade instalada para produzir o número suficiente de testes para testar todos a população e, por isso, precisa importar. Diante dessa situação, o governo Bolsonaro resolveu economizar e reduzir propositalmente a população a ser testada aos que já manifestam os sintomas mais evidentes da COVID-19.
Ao fazer isso, o Ministério da Saúde está aumentando o nível de subnotificação dos casos de COVID-19, aumentando o grau de incerteza sobre quantas pessoas já foram infectadas. Com isso, é bem possível que estejamos adentrando o mesmo terreno em que já se encontram países como Itália, Espanha e EUA, onde a quantidade de mortes está superando a capacidade até dos serviços funerários de levar os corpos ao local de enterro ou incineração.
Um dado que explicita o nível de subnotificação que está ocorrendo é o do profissionais de saúde que já foram retirados de suas atividades apenas em dois hospitais paulistanos, o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, que não são exatamente unidades destinadas aos pobres. Um artigo assinado pelo jornalista Pablo Pereira para o “ESTADÃO” mostrou que só nesses dois hospitais, 450 profissionais foram afastados por terem contraído ou estarem sob suspeita de terem sido infectados pelo coronavírus (ver imagem abaixo).
Outro indicador claro é o número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do que a média histórica semanal registrada para este período do ano, apontou estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na quinta-feira (26). De acordo com a pesquisa da Fiocruz, na semana entre os dias 15 e 21 de março, 2.250 pessoas foram internadas com a síndrome respiratória aguda grave. O detalhe sinistro é que a média semanal em outros anos era de apenas 250 a 300 internações para os meses de fevereiro e março. Ainda que a SRAG possa ser causada por outros vírus, não há como desassociar este aumento explosivo à infecção pelo coronavírus.
O que esses dois fatos juntos indicam é que o Brasil precisa urgentemente disseminar os testes para determinar se as pessoas estão contaminadas ou não com o coronavírus, de modo a não apenas estimar a real extensão das pessoas já infectadas, mas, principalmente, para que as autoridades de saúde em estados e municípios possam orientar as melhores medidas a serem adotadas para se controlar a difusão do coronavírus.
Sem a testagem em massa, o Brasil continuará seu voo cego e o número de mortos pela COVID-19 alcançará o previsto os piores cenários possíveis. A hora é de se colocar a vida na frente do controle fiscal que é tão caro ao governo Bolsonaro. Testagem em massa, já!
Em meio à toda a campanha de desinformação que coloca em risco a vida de milhões de brasileiros, algumas vozes têm se destacado por nos oferecer informação científica de alta qualidade e em uma linguagem que é fácil de entender. Uma dessas vozes é a do o biólogo Atila Iamarino. Doutor em microbiologia pela USP, com pós-doutorado em Yale, e blogueiro que impulsiona o blog “Rainha Vermelha“.
Iamarino esteve ontem no programa “Roda Viva” e ofereceu uma série de informações importantes sobre a evolução da pandemia da COVID-19 no mundo e no Brasil, fazendo um trabalho de conscientização que foi além do seu campo disciplinar (ver vídeo abaixo).
Dentre as questões abordadas, Iamarino abordou de forma explícita o papel imprescindível que o isolamento social terá na contagem de mortos causados pelo coronavírus no mundo e no Brasil. Um exemplo bastante direto foi a comparação com o caso da China que foi capaz de manter a pandemia do coronavírus lacrada na cidade de Wuhan graças a um forte controle estatal, o que no caso do Brasil será difícil de repetir, originando possivelmente vários epicentros para a pandemia (coisa que já está sendo vista em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo).
No tocante aos benefícios trazidos pelo isolamento social para conter o avanço da pandemia, a comparação foi com a Espanha, país que demorou mais do que o Brasil a estabelecer mecanismos de confinamento social. Iamarino argumentou que ao estabelecer o confinamento social, a partir das decisões de governadores e prefeitos, o Brasil evitou repetir num futuro não muito distante o que hoje acontece na Espanha. Iamarino resumiu a comparação afirma que “a Espanha de agora era para ser o Brasil no futuro.
Um aspecto bastante importante que Iamarino apresentou foi desmentira afirmação de que a COVID-19 não passa de “uma gripezinha” ou de “um resfriadinho”. Nesse caso, o virologista afirmou que “A covid mata de dez a vinte vezes mais que o vírus da gripe comum, hospitaliza de dez a vinte vezes mais pessoas que a gripe comum, então ela satura o sistema de saúde muito rapidamente, ela pode se transmitir para duas a três pessoas logo em seguida, isso é mais viral que memes na internet, que normalmente se espalham para duas pessoas ou menos, em média. E ela consegue fazer isso em questão de dias“. Em outras palavras, por todas essas características, a COVID-19 é um caso extremamente pode ameaçar as estruturas hospitalares existentes.
O essencial para mim é que as informações apresentadas por Iamarino aos telespectadores do “Roda Vivo” possuem uma base científica robusta e deveriam servir para que todas as pessoas, especialmente os gestores públicos, passem a tratar a COVID-19 com a seriedade que ela requer, sob pena de termos no Brasil um cenário devastador que poderá envolver um número ainda incalculável de mortes.
Ter uma horta contribui para hábitos mais saudáveis, além de proporcionar um momento de bem-estar e conexão
Em tempos de distanciamento social em que é necessário estar mais tempo dentro de casa, uma das reflexões que surgiu com força nas redes sociais foi a oportunidade de rever nossos hábitos diários, incluir novas atividades e dar atenção a ações que nos conectem verdadeiramente com nossa família e com a natureza.
Fazer uma horta em casa rapidamente se tornou opção número um para quem está passando mais tempo em casa e pode ser um uma forma de ampliar a consciência sobre comer melhor e cuidar da imunidade. Atividade acessível, que pode ser realizada por pessoas de todas as idades e com ótimos efeitos para a saúde mental, o ato de plantar para colher e comer também é forte aliado na busca por comer de forma mais saudável.
A OMS indica que cada pessoa consuma 400g de frutas e hortaliças por dia. Como brasileiros, ainda estamos longe dessa marca, mas para quem planta em casa essa é uma realidade que tende a melhorar mais rapidamente. Há pesquisas que indicam que quem planta em casa compra frutas e hortaliças em maior quantidade do que aqueles que não plantam.
A empresa brasileira ISLA Sementes, há 65 anos no mercado, é pioneira também na forma de comunicar com a população. Ciente da sua importância na cadeia da alimentação saudável no Brasil, há quase uma década a empresa investe em conteúdo próprio para aproximar o consumidor do horticultor, auxiliando no entendimento sobre a importância de questões como a sazonalidade e ciclo de vida dos vegetais.
Através de seu Canal no Youtube e perfis noInstagram e Facebookestá disponível uma série de informações úteis para quem deseja começar a plantar agora, assim como para quem deseja aprofundar seus conhecimentos. Com nomes fáceis como “Quero ter uma horta, e agora?”, as dicas são plurais e incluem temas como onde plantar para quem tem muito espaço ou para quem só pode plantar em vasos dentro de casa, indicação de sementes para plantar em cada região do país e informações técnicas para evitar bichinhos indesejados na horta. A curadoria de receitas para cozinhar melhor em casa com hortaliças é um dos conteúdos que podem ser acessados pelo site vamoscomermelhor.com.br, que também apresenta mapas de cultivo por estação.
E, na dúvida do que plantar, o recém-lançado Consultor de Sementes pode ser uma grande aliado. A plataforma traz indicações para nos auxiliar a escolher qual a opção mais adequada para plantar na horta de casa. É bem simples de usar: respondendo duas ou très perguntas sobre conhecimento e desejos em relação ao plantio e o Consultor entrega até três opções de variedades para aqueles que querem diversificar sua colheita ou viver a primeira experiência de cultivo.
Pela hashtag #minhahorta é possível acompanhar o que pessoas de todo Brasil estão plantando em suas casas durante esse período de quarentena no Brasil.