Diferentes veículos da mídia corporativa estão informando que um dos principais instrumentos do dito acordo feito entre o (des) governo Pezão e o governo “de facto” de Michel Temer está na iminência de dar com os burros n´água.´Falo aqui da antecipação de um empréstimo bancário para pagar as dívidas existentes com os servidores públicos, dando como contrapartida a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE).
O íncrivel é que todas as expectativas geradas para o (des) governador Pezão e dele para seus aliados acabam de ser fulminadas por representantes de instituições e órgãos do governo federal que certamente participaram das tratativas travadas em Brasília com o ministro/banqueiro Henrique Meirelles. É que em vez da prometida liminar no STF para adiantar o empréstimo que pagaria salários atrasados e distrairia os servidores do tamanho do confisco que estão para sofrer, o (dses) governo Pezão está novamente defrontado com a perspectiva de ter que privatizar a CEDAE para ver se depois consegue um empréstimo que agora parece inviável.
Diante desse cenário, não resta ao (des) governador vazar que se sente “decepecionado” e “traído” por seus interlocutores em Brasília. Mas, convenhamos, o que parece estar acontecendo diante do aparecimento de tantas evidências de malfeitos que ocorreram nos últimos anos nos gabinetes do Palácio Guanabara, há muita gente que não quer colocar suas assinaturas em documentos que depois poderão ser imensas fontes de dor de cabeça.
De toda maneira, ao não obter a tão sonhada liminar, o (des) governo Pezão e seus aliados na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a começar pelo seu eterno presidente, deputado Jorge Picciani (PMDB), devem já saber que a privatização da CEDAE que já era um pílula amarga, tornou-se mais difícil ainda de ser engolida.
Enquanto isso, o Espírito Santo está logo ali, como um longo espectro ameaçador, a nos lembrar a todos do que pode acontecer quando medidas neoliberais levam o funcionalismo estadual, especialmente os servidores da segurança, ao extremo de sua capacidade de tolerar o pisoteio de direitos trabalhistas.
E é bom que alguém ensine ao (des) governador Pezão aquela fundamental Lei de Murphy que diz “Nada estão ruim que não possa piorar”. A ver!











