Elio Gaspari sugere o óbvio: bye, bye Pezão!

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O jornalista Elio Gaspari usou parte da sua coluna desta domingo (18/02) para desancar a intervenção restrita no Rio de Janeiro e, de quebra sugerir o óbvio: que o (des) governo Luiz Fernando Pezão deve sair imediatamente da cadeira que finge ocupar no Palácio Guanabara [1].

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Mas Elio Gaspari vai mais além e aponta que a intervenção militar restrita à segurança tem como resultado objetivo aliviar os correligionários de Michel Temer no (des) governo do Rio de Janeiro e de proteger a máquina (criminosa) montada pelo ex-governador Sérgio Cabral e pelo deputado estadual Jorge Picciani, presidente preso da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Como Elio Gaspari não representa apenas a si mesmo quando escreve suas colunas, o mais provável é que ele esteja repercutindo a visão de grupos políticos influentes que não estão satisfeitos com a manobra arriscada que está sendo realizada pelo presidente “de facto” Michel Temer.

Por outro lado, não é de hoje, e o próprio Elio Gaspari aponta isso, que está mais do que evidente que o sr. Luiz Fernando Pezão perdeu toda a condição de garantir a governabilidade no Rio de Janeiro. Aliás, ele e seu vice-governador, o desaparecido Francisco Dornelles, só estão nos cargos que ocupam por força de medida liminar que impediu a consumação do ato de cassação decidido pelo Tribunal Regional Eleitoral. Aliás, não apenas pela existência de uma liminar, mas também pela completa omissão dos partidos que se dizem de oposição ao (des) governo que eles comandam.

O pior é que, como também alerta Elio Gaspari, a intervenção militar que Michel Temer decretou no Rio de Janeiro tem tudo para ser ‘um exercício de enxugamento de gelo‘, ou algo ainda pior que será “o prosseguimento de uma rotina na qual as forças policiais invadem bairros pobres e proclamam vitória matando ‘suspeitos‘”.

Em função não apenas da falência desse (des) governo na área da segurança pública, mas também na educação, saúde e habitação, é que o (des) governo Pezão precisa ser imediatamente encerrado. Essa medida é essencial para que se chegue a um processo de  reorganização política que dê um mínimo de chance para a possibilidade do Rio de Janeiro sair do caos instalado pelos consecutivos (des) governos do (P) MDB.  Do contrário, o que teremos será o aprofundamento da barbárie com seus altos custos sociais e econômicos.  Simples assim!

Por isso tudo,  é hora de dizer “bye, bye Pezão!


[1] https://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2018/02/pezao-precisa-sair-do-governo-do-rio.shtml

 

 

(Des) governo Pezão continua humilhando os servidores

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Quando finalmente terminar, o (des) governo Pezão deverá marcar uma das páginas mais obscuras de qualquer administração que um dia sentou pé no Palácio Guanabara, E olha que tivemos administrações que a imensa maioria dos fluminenses sequer consegue lembrar do nome do governador. 

Uma marca do (des) governo Pezão é a total disposição para humilhar os servidores públicos estaduais, começando pelo achincalhamento com que trata a questão básica do pagamento dos salários. Nesse quesito, o (des) governo Pezão é insuperável no nível de desrespeito e zombaria.

Vejam abaixo uma publicação saída da coluna do Servidor do jornal “O DIA” em referência ao pagamento do 13o. salário de 2017 a 167.111 servidores ativos, aposentados e pensionista [1].

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Não creio que seja preciso lembrar que o (des) governador Pezão havia se comprometido a quitar o 13o. salário de todos os servidores em janeiro, depois passou para fevereiro, e agora aventa a possibilidade de que isto ocorra ainda na primeira quinzena de março. 

O escárnio é amplo, geral e irrestrito.

Agora duas questões que precisam ser lembradas. A primeira é que a nota não informa qual seria a fonte de recursos que permitirá o (des) governo Pezão quitar as muitas dívidas que possui com os servidores do executivo.  Já sabemos que não poderá ser com recursos oriundos da Operação Delaware II porque isto foi vetado pelo presidente “de facto” Michel Temer.  A segunda, e mais importante, é sobre quando será rompido o silêncio sepulcral que caracteriza a ação dos sindicatos e associações que dizem representar os servidores neste início de 2018.

As respostas a estas duas perguntas certamente deverão embalar o pós-Carnaval dos servidores públicos do Rio de Janeiro, já que no dia 16 de Fevereiro está também prometido o pagamento dos salários de janeiro. 

Finalmente, há que se lembrar que o Rio de Janeiro está momentaneamente dispensado de pagar suas dívidas com o governo federal por causa da adesão feita pelo (des) governo Pezão ao famigerado Regime de Recuperação Fiscal (RRF).  Com isso, os atrasos salários já deveriam ter cessado. Entretanto, como teremos em 2018 teremos eleição é bem possível que boa parte dos recursos não entregues como pagamento da dívida pública esteja sendo desviada para projetos que viabilizem candidaturas a deputado de membros do (des) governo Pezão. Um exemplo disso pode ser visto na presença do (des) secretário da Casa Civil, Christino Áureo  que participou da entrega das chaves do DPO DPO de Glicério, na Região Serrana de Macaé-RJ [2], oportunidade em que anunciou investimentos da ordem de R$ 11 bilhões na área da segurança.

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Como Christino Áureo, outros membros desse (des) governo Pezão deverão aparecer com suas “obras” de último minuto para tentar garantir os votos necessários para permanecer na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e, quiçá,  no secretariado do futuro governador.

Enquanto isso, os servidores continuam abandonados no deserto, muitos sem sequer podendo comprar remédios e comida. 


[1] https://odia.ig.com.br/2018/02/economia/5512372-decimo-terceiro-na-conta-em-marco.html

[2] https://www.portalviu.com.br/cidades/estado-investe-r-11-bi-em-seguranca-diz-christino/

(Des) governo Pezão: o silêncio dos incompetentes

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O chamado “Regime de Recuperação Fiscal”  (RRF) foi alardeado como sendo a solução para os graves problemas criados pelo (des) governo Pezão na governabilidade do Rio de Janeiro. Agora passado mais de um mes desde a sua assinatura, a situação das finanças estaduais parece inalterada, o que vem prolongando o caos criado na vida da população e da maioria dos servidores públicos estaduais.

Em face da falta de qualquer sinal de recuperação de um mínimo de normalidade no estado do Rio de Janeiro, o que fazem o (des) governador e sua plêaide de (des) secretários mal enjambrados? Fecham-se em completo silêncio para não ter que dar sequer uma dica de como pretendem recolocar o Rio de Janeiro em funcionamento.

Lembremos que a única sinalização que foi dada até agora pelos mandarins do Palácio Guanabara foi a entrega das ações da CEDAE como garantia de um empréstimo de R$ 2,9 bilhões que já é insuficiente para cobrir todas as dívidas existentes com o funcionalismo estadual, quiçá para promover qualquer tipo de normalização no funcionamento do aparelho de governo fluminense.

Entretanto, ao (des) governador Pezão é permitido que permaneça em silêncio enquanto ataca de morte instituições nevrálgicas para a saída da crise colossal em que o PMDB colocou o Rio de Janeiro. Essa ajuda vem principalmente da mídia corporativa, mas conta com ainda com o apoio dissimulado de parte dos sindicatos que dizem representar o funcionalismo estadual. 

É com essa ação de quinta coluna de boa parte da mídia corporativa e dos sindicatos que o (des) governador Pezão vai se equilibrando em menos de 3% de aprovação, enquanto aprofunda os ataques ao serviço público.  A verdade é que se houvesse um mínimo de interesse parte dessas forças de tirar Luiz Fernando Pezão do Palácio Guanabara, ele já estaria de volta em Barra do Piraí vendo o por-do-sol enquanto pensava nos seus dias de (in) glória em algum spa de luxo.

Por essas e outras é que não vejo muita saída para os que estão prejudicados pelo silêncio nada obsequioso do (des) governo Pezão a não ser procurar o caminho da mobilização nas ruas. Se isso não acontecer, é bem provável que ele chegue até ao final de seu (des) governo aproveitando das benesses que ainda são desfrutadas dentro do Palácio Guanabara.  A questão que se apresenta é a seguinte: isso será permitido?

Anaferj coloca o dedo na ferida: a venda da folha foi um fracasso, não o sucesso apregoado

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O blog da Associação dos Analistas da Fazenda Estadual do Rio de Janeiro (Anaferj) traz hoje uma análise muito pertinente sobre a chamada venda da folha de salários dos servidores públicos estaduais, a qual publico integralmente logo abaixo.

É que desde que o Bradesco adquiriu sem competição o direito de continuar gerenciando as contas salário dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, o (des) governo do Rio de Janeiro vem alardeando que o processo foi o sucesso esperado e que renderá a normalização dos pagamentos atrasados, ainda que se omita propositalmente o 13o. salário de 2016.

O que a Anaferj mostra é que por vários aspectos, esta venda longe de ser um exito, de fato representa um fracasso de uma das metas oferecidas pelo (des) governo Pezão para aderir ao chamado Programa de Recuperação Fiscal (PRF) do governo “de facto” de Michel Temer. A diferença entre o prometido e o realizado é de “meros” R$ 124 milhões.

Resta saber quantas outras metas não serão descumpridas, comprometendo ainda a inviável estabilidade que o PRF visa, em tese, obter.

Mas uma coisa é certa: só os mais ingênuos podem acreditar em qualquer coisa que emane deste (des) governo.

 

Previsão entregue ao governo federal previa 1,442 bilhão.

 

Dentre os documentos enviados pelo Estado do Rio de Janeiro para o Governo Federal há 2 semanas para a adesão ao Programa de Recuperação Fiscal, estava nos anexos o de número 28. É uma Nota Técnica de 6 páginas da Subsecretaria de Finanças que apontava, a partir de diversos cálculos, o valor da folha do Estado: 1,442 bi. 

Tabela aponta os ganhos e o valor adequado para remunerar o banco

Os cálculos, feitos dentro de uma metodologia clara e que levou em consideração todas as variáveis corretas, é um trabalho irretocável e uma demonstração da qualidade técnica do corpo funcional da Subsecretaria, conhecida internamente como “Tesouro”.

E esse valor de 1,442 bi, meticulosamente calculado, consta do plano de recuperação do estado como receita em 2017.

Foi enviado ao Governo Federal a previsão de 1.442 bi em 2017 e 1,776 bi em 2022.
Como todos sabem, não houve concorrência no leilão, já que apenas um banco participou. Pagou o valor mínimo de 1,318 Bi.

Ou seja, o leilão frustrou a expectativa de arrecadação em 124 milhões.

Considerando a média salarial do servidor estadual de R$ 4.476,70, daria pra pagar salário para quase 28 mil servidores.

O servidor pergunta: pra onde foi essa “pequena” diferença?
FONTE: http://anaferj.blogspot.com.br/2017/08/venda-da-folha-de-pagamentos-fracassa.html

Notícias da ADUENF: Professores da UENF entram em greve por tempo indeterminado

Em uma assembleia que contou com a participação de mais de 120 professores, e após uma exaustiva discussão sobre como enfrentar a grave crise causada pela falta de pagamento de salários e bolsas, foi aprovada a proposta da diretoria da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) de entrada em greve por tempo indeterminado.  Isto implicará na suspensão imediata das aulas dos cursos de graduação e pós-graduação.

A decisão por ampla maioria foi alcançada após a diretoria da ADUENF apresentar um balanço das reuniões realizadas na Secretaria Estadual de Fazenda em que ficou evidente a indisposição do governo Pezão de sequer apresentar um calendário para o pagamento dos quatro salários devidos aos professores.  Nesse quesito causou especial comoção a afirmação do chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Fazenda de que a decisão de pagar ou não os salários dos professores da UENF  é uma “decisão de governo”.

Um aspecto que ficou bastante claro na assembleia é que a ampla maioria dos professores presentes considera inaceitável  o tratamento que tem sido dispensado à UENF, não apenas no tocante ao atraso dos salários dos servidores e bolsas que sustentam os estudantes, mas também na falta de repasses financeiros para a instituição custear suas atividades essenciais.

O Comando de Greve da ADUENF realizará uma primeira reunião nesta 6a. feira (04/08) para organizar um cronograma de atos políticos para pressionar o governo Pezão a mudar sua atitude em relação às universidades estaduais.

A UENF é um patrimônio da população do Rio de Janeiro e não aceitaremos a sua destruição de forma passiva. Essa é a mensagem que emerge de uma assembleia histórica e que certamente terá fortes repercussões na luta em defesa da UENF.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/professores-da-uenf-decretam-greve-por.html

Notícias da Aduenf: Greve de professores na UERJ, assembleias na UEZO e na UENF

Em uma assembleia bastante concorrida, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram por expressiva maioria a greve iniciada no dia 06 de Julho.

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Os professores da  Uerj exigem a regularização dos pagamentos dos salários para retomarem às atividades.  O primeiro ato da greve será o Quem Paga O Pacto? Crise E Financiamento Nas Universidades | UerjNaPraça, nesta quinta-feira (03/8), com as participações dos professores Bruno Sobral e Lia Rocha.

A presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), professora Luciane Soares, esteve presente na assembleia da Uerj e se manifestou no sentido de ressaltar a importância de que sejam realizadas ações conjuntas entre os servidores das três universidades estaduais para combater o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro.

Nesta 4a. feira (02/08) será a vez dos professores do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) se reunirem para decidirem se também entrão em greve pelos mesmos motivos que motivam a greve na Uerj.

Já na próxima 5a. feira (03/08) será a vez dos professores da Uenf realizarem sua assembleia para decidir como fazer frente aos ataques realizados pelo governo do Rio de Janeiro. A assembleia dos professores da Uenf ocorrerá no auditório 2 do P-5, a partir das 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/greve-de-professores-na-uerj.html

Servidores, pensionistas e aposentados discriminados pelo (des) governo Pezão lançam carta pública de denúncia à população fluminense

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO FLUMINENSE

Os Servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro declaram à população:

O governador Luiz Fernando Pezão (ex-aluno de escolas públicas de Piraí), junto com seus secretários, escolheram contar ao povo que não há como quitar os salários. Escolheu mentir à população! E mais do que isto: ao invés de procurar por saídas, escolheu pagar alguns… dividiu uma luta que é de toda sociedade, escolheu deixar Universidades como a UERJ, a UENF, a UEZO, agonizando! Agonizando segue a saúde, sucateada com equipamentos sem manutenção e hospitais fechando ou reduzindo o número de leitos!

O Estado escolheu deixar hospitais como o Pedro Ernesto morrerem aos poucos… Mas o governador, não vai fazer seu tratamento em hospitais públicos, não é mesmo? Vai para um Spa em Penedo, que também é um “centro de saúde”, que custa a bagatela de 11 mil reais por semana. Também é escolha deste Executivo, deixar sem as condições de funcionamento CECIERJ, FAETEC e matar também a CULTURA, não investindo em Ciência e Tecnologia.

E por último, nos causa revolta ver que este governo escolhe deixar milhares de SERVIDORES sem ter como arcar com suas despesas depois de terem honrado cada dia de suas vidas como funcionários públicos. NÓS SERVIDORES, ESTAMOS COM NOSSOS SALÁRIOS ATRASADOS E SEM DÉCIMO TERCEIRO DE 2016!

ATIVOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ESTÃO À MINGUA, LUTANDO POR DIGNIDADE!

E para o Judiciário? Ah… para o Judiciário, isto é um “MERO ABORRECIMENTO”. Mas seus salários, estão em dia!

Junte-se a nós e escolha lutar por um funcionalismo forte, que tenha dignidade para viver, trabalhar e atender a população com o respeito que ela merece! Diga não à privatização da Saúde e da Educação Pública!!!

“OS SEM SALÁRIOS DO ESTADO”
UERJ – UENF – UEZO – CECIERJ – FAETEC – FAPERJ – CULTURA – SAÚDE – APOSENTADOS E PENSIONISTAS.