No RJ está ruim para todo mundo? Transparência RJ mostra que não

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O blog Transparência RJ vem se especializando em trazer á luz muitas coisas esquisitas que ocorrem no interior do (des) governo estadual comandado pela dupla Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles.  As postagens feitas pelos impulsionadores do Transparência RJ primam por duas questões que são fundamentais para garantir a credibilidade do que é trazido à público: boas avaliações técnicas e documentação comprobatória.

O caso mais recente que o Transparência RJ abordou é a possível existência de um cartel para fornecimento  de material de escritório para órgãos estaduais (Aqui!).   Segundo o que foi apurado pelo Transparência RJ, mais de 50% do total gasto pela administração estadual nos últimos três anos está concentrado em apenas cinco empresas (ver ilustração abaixo).

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E o mais peculiar acerca desses fornecedores apareceu quando o Transparência RJ foi verificar os endereços onde estas empresas estão localizadas. E o que apareceu foi que em tais endereços não há qualquer indicação de que ali estão estabelecidos grandes fornecedores da máquina estadual do Rio de Janeiro.

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Diante disso, o Transparência RJ concluiu que há algo suspeito no ar, no que eu concordo inteiramente.  Mas além de parecer suspeita, essa situação com os fornecedores de material de escritório mostram, uma vez mais, que a crise financeira e a propalada condição falimentar em que o estado do Rio de Janeiro são seletivas, muito seletivas!

ADUENF promove abraço simbólico para fortalecer a defesa da Uenf

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A Associação de Docentes da Uenf (ADUENF) irá realizar um abraço simbólico do campus Leonel Brizola na próxima 4a.feira (31/08), com o ponto inicial de concentração sendo o gramado localizado em frente do Centro de Convenções da Uenf.  O horário de início da atividade será 13:00 h.

Essa atividade faz parte de um conjunto de atividades que serão realizadas para pressionar o governo do Rio de Janeiro a realizar o desembolso dos recursos necessários para manter a Uenf em funcionamento.

Durante o abraço será confeccionado um vídeo de divulgação da luta em defesa da Uenf e que utilizará tomadas aéreas obtidas por um drone equipado com uma câmera.

A ADUENF convida a toda a comunidade universitária da Uenf para que participem deste abraço. O convite é extensivo à toda a população do Norte Fluminense.

Venha abraçar a Uenf!

COMANDO DE GREVE DA ADUENF
FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/08/aduenf-promove-abraco-simbolico-para.html

Uenf: à beira de um ano sem verba de custeio

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A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de comemorar os 23 anos de sua aula inaugural.  Como era de se esperar as celebrações deste marco foram embaçadas pela grave crise financeira a que a universidade está sendo submetida pelo (des) governo Pezão/Dornelles.

O que muita gente não sabe é que a Uenf está à beira de completar um infeliz aniversário no próximo mês de outubro. É que vão ser completados exatos 12 meses sem que a Secretaria de Fazenda do (des) governo Pezão/Dornelles libere um centavo que seja para o custeio das atividades cotidianas da universidade.

A verdade que é pouco dita é que as dívidas milionárias que foram acumuladas ao longo dos últimos 10 meses só não são maiores porque muitos membros da comunidade universitária estão ajudando a manter a Uenf funcionando. E isto em que pese os constantes atrasos no pagamento de salários e bolsas acadêmicas.

E que fique claro que enquanto a Uenf é asfixiada e colocada num estado que beira o colapso, o (des) governo Pezão/Dornelles liberou mais alguns bilhões em isenções fiscais para todo tipo de empresa, incluindo a Joalheria H. Stern e a Cervejaria Petrópolis. 

Como bem dizia Darcy Ribeiro, mentor do projeto de criação da Uenf, a crise da educação no Brasil não é uma crise, mas um projeto. E no caso da situação não apenas da Uenf, mas também da Uerj e da Uezo, este é um projeto de destruição.

Renato Janine Ribeiro se manifesta sobre situação da Uenf

O filósofo Renato Janine Ribeiro, professor da Universidade de São Paulo (USP) e ex-ministro da Educação do governo Dilma Rousseff, repercutiu em sua página pessoal na rede social Facebook a entrevista dada a este blog pelo reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Luis César Passoni (Aqui!).

Além de repercutir a entrevista, Renato Janine Ribeiro apontou para os asepctos inovadores e a importância do projeto idealizado por Darcy Ribeiro para o estado do Rio de Janeiro. Além disso, dada a situação grotesca por que passa a Uenf, Renato Janine cobrou um posicionamento da comunidade científica brasileira sobre o risco que os atrasos de repasses financeiros representam para o futuro da universidade (ver reprodução abaixo).

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Dada a importância que Renato Janine Ribeiro possui no mundo acadêmico, esse posicionamento é extremamente importante, pois chama que a comunidade se manifeste em defesa da Uenf.

O que eu espero é que essa manifestação seja seguida de outras de igual calibre. A Uenf é muito importante para ser destruída da maneira que está sendo.

Desde já,  agradeço ao professor Renato Janine em nome de todos os que querem defender a Uenf da ameaça de destruição que paira sobre ela neste momento.

Uenf: Reitor aponta condição de calamidade financeira e seus riscos para a instituição

Visando elucidar a real situação por que passa a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) neste momento, este blog uma série de questões ao reitor da instituição, Prof. Luís César Passoni.  

Abaixo coloco na íntegra as respostas que foram oferecidas pelo reitor da Uenf. Considero que a leitura cuidadosa dessas respostas deixará aos leitores a clara gravidade dos problemas financeiros causados pelo (des) governo do Rio de Janeiro à Uenf, visto que passados quase oito meses de 2016,  o reitor declara que não houve nenhum repasse para o custeio das atividades cotidianas da instituição.

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O senhor assumiu a reitoria da Uenf em meio a uma grave crise financeira.  Como isto tem prejudicado os projetos que havia idealizado em seu programa eleitoral?

O maior problema aqui é o estado de animosidade criado pelas incertezas, o parcelamento dos salários acentuou o problema, as dúvidas com relação às mudanças na aposentadoria é outro fator de desanimo, e passa a valer o dito popular “onde falta o pão, ninguém tem razão”. Muitas das ideias levantadas na campanha poderiam ser feitas sem muito impacto financeiro, mas é difícil motivar as pessoas diante de um cenário de grandes incertezas. De qualquer maneira, estamos conseguindo, ainda que timidamente, alterar alguns procedimentos internos visando melhorar a dinâmica dos processos.

Agora, tem uma questão de maior gravidade, nesta crise por que passamos, que parece não ter sido bem compreendida: esta crise ameaça a própria existência da Uenf da forma como a conhecemos! Estamos nos aproximando de um ano (!) sem qualquer verba para manutenção, sem pagar nenhum fornecedor nem prestador de serviços. Uma empresa privada não resistiria 3 meses nesta situação. Se ainda estamos funcionando é devido ao respaldo que a Uenf encontra na sociedade, à consideração que nos emprestam os diversos atores envolvidos e ao empenho da comunidade interna para manter um mínimo de condições de funcionamento. E aí voltamos à questão proposta inicialmente: gasta-se muita energia para manter um mínimo de condições de funcionamento, não sobra para implantar modificações.

Qual é efetivamente a condição financeira da Uenf neste momento?

Calamidade. Até o momento, os salários ainda estão sendo pagos, mas estamos precisando de suplementação orçamentária e financeira para pagar os salários até o final do ano. O financeiro já acabou agora com a folha de agosto (a ser paga em setembro) para a folha de setembro estamos precisando de liberação financeira e, no orçamento, faltam R$ 18 milhões para fechar o ano, valor idêntico ao contingenciado em ‘pessoal e encargos’. O pior é que, quando levamos estas questões às autoridades, a resposta é que está assim em todos os órgãos do Estado, e que as liberações serão feitas dependendo da arrecadação, ou seja, só reforça o cenário de incertezas. E tem ainda a questão do pessoal terceirizado e dos fornecedores, mês que vem completa um ano que nenhum deles recebe qualquer pagamento.

Quais são os principais efeitos da condição financeira que a Uenf atravessa em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão?

No ensino estamos iniciando o 1o semestre de 2016 agora, isso já é um prejuízo enorme e, pior ainda, não temos certeza se conseguiremos concluí-lo. Na pesquisa e extensão não estamos podendo prover os insumos básicos, além da questão dos gases e ração, temos que acrescentar aí papel, caneta, tinta para as impressoras… Não temos mais nada, nem material de limpeza. Também não temos mais veículos, desde 2009 a Uenf não compra mais nenhum veículo, além de muito rodada, a frota de veículos não tem tido manutenção, estávamos nos fiando em carros alugados, que também não existem mais devido à falta de repasse financeiro do custeio, isso afeta em muito as pesquisas de campo e atividades de extensão. Hoje, só temos dois veículos que podem chegar até o Rio ou Itaocara, por exemplo.

Para 2017 estão projetados novos cortes orçamentários para a Uenf.  Se estes cortes forem executados,  a Uenf poderá funcionar?

Até o momento, o orçamento proposto pelo Estado para 2017 é impraticável, se em 2016 tivemos um orçamento de R$123 milhões para pessoal, para 2017 estão propondo R$ 125 milhões, só que, no meio do caminho, absorvemos a Fenorte, daí que o mínimo “minimorum” para 2017 teria que ser de R$135 milhões, isso mesmo sem considerar o aumento vegetativo da folha, com novos triênios e progressão na carreira. No custeio então, de R$ 48  milhões em 2016 (que não estão sendo repassados; este é o problema) foi proposto R$ 20 milhões em 2017, é impossível a Universidade funcionar desta maneira, mesmo que se garanta o repasse, 20 milhões são absolutamente insuficientes, a Uenf já tem um orçamento enxuto e já realizou os esforços possíveis na redução de despesas, não tem como funcionar com menos.

A Uenf pode mesmo fechar e quem vai perder se isto realmente acontecer?

Para entender o que pode acontecer, basta olhar em retrospectiva. Até os anos 1970, as escolas públicas de ensino fundamental e médio eram as melhores que haviam no país, iniciou-se então um processo de sucateamento similar ao que estamos vivendo agora: arrocho salarial e deterioração física dos espaços. As escolas públicas de ensino fundamental e médio não fecharam, mas hoje, quem tem um mínimo de condições, coloca o filho numa escola particular. Nos anos 1990, uma crise similar à que observamos hoje na Uenf, se abateu sobre as universidades federais, crise esta que foi afastada nos anos 2000, mas que começa a retornar agora. Me parece que há uma ligação entre a orientação ideológica do governo da ocasião e a crise na educação, governos de ideologia neoliberal provocam as crises, governos de orientação mais social democrata promovem o ensino. Talvez tenha razão nosso fundador e inspirador Darcy Ribeiro, ao dizer que “a crise na educação não é uma crise, é um projeto”. Os perdedores somos nós, o povo brasileiro.

Quais seriam as saídas possíveis para esta crise?

 Uma possível solução seria um modelo de financiamento que vinculasse os repasses para a Universidade. Não há crise no judiciário, nem no legislativo, que recebem uma fração da arrecadação definida em lei. Este mecanismo também é aplicado nas universidades paulistas, consideradas as melhores do Brasil em qualquer avaliação que se faça. Inclusive para a Faperj, aqui mesmo no estado do Rio, é aplicado este mecanismo. Então ele é absolutamente legal e factível.  Agora, uma solução mais sustentável, não só para a Uenf mas para o país, seria elegermos governos mais afinados com um projeto de desenvolvimento que colocasse em primeiro lugar o interesse nacional e o bem estar do povo brasileiro, a desregulamentação e financeirização da economia, propostas pela ideologia neoliberal, estão no cerne dos principais problemas do Brasil e do mundo.

Rio de Janeiro em crise? Nada que atrapalhe os negócios do Bradesco

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O blog Transparência RJ trouxe à luz nesta 3a. feira um daqueles “negócios da China” que continuam acontecendo todos os dias no Rio de Janeiro, desta vez envolvendo o banco Bradesco (Aqui!). 

É que segundo apurou o Transparência RJ,o  Bradesco receberá R$ 250 milhões do (des) governo do Rio de Janeiro pelo processamento da folha de pagamento do funcionalismo fluminense por apenas um ano (ver abaixo extrato da publicação no Diário Oficial do  dia 17/08)

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Outro aspecto peculiar que foi ressaltado pelo Transparência RJ se refere ao fato de que o contrato entre o estado do Rio de Janeiro e o Bradesco já está no quinto termo aditivo mas que, porém, não foi encontrado o histórico anterior nem o próprio contrato no Portal de Transparência mantido pela Secretaria Estadual de Fazenda. 

Em relação aos valores que o Bradesco já faturou com um serviço que mantem os servidores do Rio de Janeiro atrelados à instituição, isto não foi, tampouco, possível apurar. Enquanto isso os hospitais, escolas e universidades continuam completamente abandonados em situações cada vez mais degradadas.

O fato é que a crise do Rio de Janeiro é seletiva, mas muito seletiva!

Uenf: flertando com o perigo (2)

A insistência em se forçar o retorno das aulas na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) merece até um estudo antropológico. É que as mesmas figuras que defendem o reinício das aulas sem condições mínimas de segurança (daqui a pouco falo sobre isso) são as mesmas que antes de cair a noite saem rapidamente do campus Leonel Brizola para entrarem em condomínios fechados onde só se entra após a permissão ser dada a partir de um portal que separa suas casas da “cidade real”.  Em suma, aceitam a insegurança como inevitável no público, enquanto se encerram em muros e paliçadas no privado.

Mas deixemos de lado essa dualidade público-privado para irmos ao essencial. A questão da segurança (ou seria insegurança ?) do campus universitário é mais uma das coisas que estão sendo trivializadas em nome de uma suposta volta à “normalidade”. É que a Uenf hoje funciona literalmente aos trancos e barrancos.  As contas relacionadas ao fornecimento de luz, água, telefone, rações para animais, insumos para laboratórios, e serviços terrceirizados estão atrasadas há pelo menos 8 meses. Além disso, se alguém visitar o almoxarifado da instituição vai encontrar basicamente paredes cercando o vazio.

Diante desse quadro, por que essa urgência de se voltar ás aulas, ainda por cima sem garantias de segurança para a comunidade universitária? Para mim, esse é um processo que mistura baixa cultura política, subserviência ao (des) governo Pezão, e mesmo falta de solidariedade com os trabalhadores da segurança e limpeza que estão trabalhando sem que a legislação trabalhista seja cumprida. No caso dos seguranças, os salários não são pagos há quatro meses e se está completando o quinto mês de atraso.

Ainda que esse quadro não seja restrito à Uenf e reflete uma política clara de desconstrução do serviço público fluminense, o caso da universidade criada por Darcy Ribeiro é emblemático porque atinge uma instituição jovem que alcançou altos niveis de qualificação em apenas 23 anos. Ao se impor esta asfixia financeira à Uenf, o (des) governo Pezão/Dornelles manda uma mensagem clara de que não possui qualquer compromisso com o futuro. Aliás, isto tem sido bem demonstrado por isenções fiscais de até 50 anos cujo encerramento muitos dos que a concederam não estarão mais vivos para ver o resultado delas.  Uma espécie de assassinato do futuro com certeza de impunidade.

No plano imediato, eu reafirmo que é moralmente equivocado e objetivamente arriscado fazer o retorno às aulas na Uenf com menos de 30 seguranças (que poderão rapidamente chegar a Zero) presentes. Uma porque eles estarão lá sem seus salários, o que configura uma flagrante humilhação a esses profissionais. E duas porque se sabe que com esse contingente não há como sequer monitorar quem entra e sai do campus da Uenf.  E terceira, porque enquanto se flerta com o perigo na Uenf, o (des) governo Pezão ficará livre para avançar sua política de destruição.  Além disso, no caso de alguma ocorrência grave, sempre se poderá alegar que a decisão das voltas às aulas foi da reitoria da Uenf que usou a sua autonomia administrativa para tanto. 

Finalmente, quero ver onde estarão os que defendem a volta das aulas a qualquer custo se algo de ruim acontecer dentro do campus desprotegido. Provavelmente escondidos atrás dos muros e paliçadas dos condomínios fechados onde escolheram viver para se proteger dos riscos a que nós simples mortais estamos expostos na cidade real.

RJ: mais provas de que a crise é seletiva, muito seletiva!

A coluna que a jornalista Berenice Seara possui no jornal Extra publicou neste sábado (20/08) uma lista de empresas que seriam as “queridinhas” do (des) governo do Rio de Janeiro (ver reprodução abaixo).

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E as empresas desta lista tem milhões de razões para se sentirem felizes por terem um trato diferenciado em meio à propalada crise financeira que impede o funcionamento digno de escolas, hospitais e universidades. É que ao contrário do tratamento dado a órgãos públicos, elas receberam pagamentos que chegam a quase R$ 150 milhões.

Há que se destacar que na lista das “quridinhas” estão duas empresas citadas na operação Lava Jato e também a sucessora da campeã de contratos nos tempos de Sérgio Cabral, a Facility.

Assim, mais uma vez ,fica provado que a crise que massacra os servidores e aposentados no estado do Rio de Janeiro é seletiva, mas muito seletiva.

 

Uenf flerta com o perigo

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A terceirização de serviços está se transformando num verdadeiro “pato manco” na gestão dos órgãos estaduais do Rio de Janeiro. Além de caro, este tipo de contratação para oferecer serviços de segurança e limpeza se transforma rapidamente num mecanismo de geração de caos quando as empresas contratadas deixam de pagar salários aos seus empregados.

No caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) o problema está mais aparente com a crise gerada no seu sistema de segurança interno pela falta de pelo menos 4 meses da folha salarial da empresa K-9.  É que na ausência das verbas devidas pela prestação de seus serviços, a K-9 não tem feito o pagamento dos salários dos seus empregados que atuam na Uenf.

Agora, compreensivelmente cansados de trabalhar e não receber e orientados pelo seu sindicato, os seguranças da Uenf cruzaram os braços e anunciaram que vão deixar de prestar serviços a partir da próxima semana.

Em meio a essa situação caótica, a reitoria da Uenf anunciou os novos calendários dos seus cursos de graduação e pós-graduação com início a partir da próxima segunda-feira (22/08). Como já foi dito em um ambiente virtual interno onde os professores da universidade trocam ideias, esse anúncio de calendário é algo temerário, mas reflete uma postura da administração da Uenf de correr o risco de reiniciar aulas, em meio ao colapso do sistema interno de segurança.

Essa aposta no “retorno à normalidade em meio ao caos” é claramente arriscada, principalmente para aqueles membros da comunidade universitária que precisem frequentar o campus Leonel Brizola e outras unidades que a Uenf que possui em Macaé e Itaocara , especialmente no período noturno. Afinal, se algo de anormal acontecer, quem vai querer assumir a responsabilidade por eventuais perdas e danos?

E o pior é que enquanto a Uenf tenta retomar suas atividades flertando com o perigo, o (des) governo do Rio de Janeiro continua distribuindo suas generosidades fiscais para joalherias, cervejarias e montadoras de automóveis; enquanto realiza gastos milionários com a realização dos Jogos Olímpicos. 

Será que sou o único a achar que esta situação toda é absurda? Espero que não!

23 anos da Uenf são marcados pela disposição de resistir ao projeto de destruição do (des) governo Pezão

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A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) celebra hoje (16/08) os seus 23 anos de existência em meio a uma forte incerteza quanto ao seu futuro que se encontra ameaçado por uma política de destruição deliberada por parte do (des) governo liderado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles.

O fato inescapável é que após transcorridos quase 8 meses do ano de 2016, a Uenf não viu a cor do dinheiro necessário para poder funcionar em condições mínimas. As dívidas acumuladas beiram os R$ 20 milhões, ameaçando atividades essenciais que comprometem duas décadas de conhecimento acumulado.

Mas esqueçamos um pouco a crise para celebrar as inúmeras conquistas que esta jovem instituição já alcançou em pouco mais de duas décadas. Com programas de pós-graduação tendo formado quase 1.000 mestres e quase 700 doutores, a Uenf também já recebeu duas vezes o prêmio nacional oferecido pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Tecnologia (CNpq) em função da alta qualidade do treinamento de pesquisadores em nível de graduação para adentrarem a pós-graduação. Além disso, a Uenf tem sido constantemente bem avaliada pelo Ministério da Educação no tocante aos seus cursos de graduação.

Essas conquistas não são pequenas e expressam de forma objetiva a importância que a Uenf tem não apenas para o estado do Rio de Janeiro, mas também para Minas Gerais e Espírito Santo de onde se originam muitos dos membros do seu corpo estudantil. 

Em função disso é que a asfixia financeira imposta à Uenf representa um ataque indesculpável à universidade pública brasileira. Nesse sentido, é importante ler e divulgar a carta à população que foi publicada hoje pela Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) e que apresenta de forma mais acabada o sentimento existente dentro da universidade em face dos ataques que estão sendo desferidos pelo (des) governo do Rio de Janeiro (ver reprodução integral do documento logo abaixo). 

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E esse sentimento é de disposição para continuar o processo de resistência. É que dada a importância que a Uenf possui para além de seus muros, não haveria outra posição a ser adotada.

E como finaliza a carta da Aduenf, eu repito: Longa vida à Uenf! E aos que querem propositalmente destruí-la enquanto universidade pública, eu aviso: Não passarão!