Agonia de empresas de Eike Batista continua, e sem data para acabar

Justiça penhora valor da venda de óleo e faturamento da OGX

Divulgação
Plataforma de petróleo da OGX

Plataforma de petróleo da OGX: a empresa informa que está adotando todas as medidas necessárias à reversão da referida decisão judicial

Beth Moreira, do Estadão Conteúdo

São Paulo – A Óleo e Gás Participações (OGPar) e a OGX Petróleo e Gás, ambas em recuperação judicial, informam que, a pedido de Nordic Trustee ASA, na qualidade de representante de detentores de bonds emitidos pela OSX 3 Leasing BV, o juízo da 45ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro determinou a penhora da receita financeira líquida da venda de petróleo pela OGX.

Conforme a decisão, a companhia compradora da produção da OGX deve realizar o depósito em favor do Juízo da quantia em dinheiro equivalente a 365.000 barris de petróleo, no prazo de 10 dias contados do recebimento do mandado de penhora e a penhora de 5% do faturamento mensal líquido das companhias.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGX informa que está adotando todas as medidas necessárias à reversão da referida decisão judicial. 

“A decisão foi obtida mediante a prestação pelo Nordic de informações falsas ao juiz a respeito da produção e receita das companhias e que a Nordic não pode se escusar da afirmação de que prestou informações falsas pois as informações verdadeiras são públicas”, diz a companhia.

As empresas ressaltam ainda no documento que, diante dos potenciais prejuízos ao processo de recuperação judicial, tomarão medidas reparatórias não apenas no Brasil, mas também nos foros de residência daqueles que tomam as decisões implementadas pelo Nordic, reunidos num grupo informal Ad-Hoc dos bondholders da OSX-3 Leasing BV.

“Após a identificação de cada um dos membros do grupo Ad-Hoc e diante da gravidade do fato, as companhias informarão às autoridades competentes brasileiras e estrangeiras para tomada das medidas cabíveis”, afirmam.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/justica-penhora-receita-financeira-liquida-da-venda-de-oleo-e-faturamento-da-ogx

Reuters: Eike Batista ficará barrado de operar empresas abertas após condenação pela CVM

CVM condena Eike Batista a ficar 5 anos sem atuar em empresa aberta

Juliana Schincariol, edição Alberto Alerigi Jr.

Ricardo Moraes/Reuters

RIO DE JANEIRO, 10 Nov (Reuters) – O empresário Eike Batista foi proibido de exercer cargo administrativo ou de conselheiro fiscal de companhias abertas por cinco anos, determinou nesta terça-feira a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A decisão está relacionada ao fato de que Eike, então presidente do Conselho de Administração da petrolífera OGX, atual Óleo e Gás Participações OGXP3.SA, votou por meio das empresas Centennial Mining e Centennial Equity na aprovação das contas de sua própria administração referentes a 2013.

Pela legislação, o acionista não pode votar em assembleia que delibere sobre aprovação de suas contas como administrador. A Centennial Mining tinha na época 46,59% da OGX e a Centennial Equity possuía 3,58% da companhia.

FONTE: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2015/11/10/cvm-condena-eike-batista-a-ficar-5-anos-sem-atuar-em-empresa-aberta.htm

As lições não aprendidas com o colapso de Eike Batista aumentam a chance de que a tragédia se repita

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Há poucos dias um leitor deste blog me cobrou uma reflexão mais apurada sobre o que representou o colapso catastrófico do conglomerado de empresas pré-operacionais do ex-bilionário Eike Batista, e me comprometi a dar uma resposta mais completa quando pudesse na forma de uma postagem, e é isso que tentarei aqui.

A primeira coisa que me veio à mente foi a entrevista que concedi ao Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e que foi publicada online em 19 de Novembro de 2013 (Aqui!). A começar pela sugestiva chamada da matéria “Colapso de Eike Batista é ensaio do que virá com a manutenção das Parcerias Público-Privadas”, creio que naquele momento já era possível oferecer uma boa perspectiva acerca do futuro dos chamados “campeões nacionais” que se tornaram célebres durante os dois mandatos do presidente Luís Inácio Lula da Silva, os quais em sua maioria resultaram em grandes fracassos e que causaram graves prejuízos ao tesouro nacional.

Lamentavelmente toda a crise que vem assolando o governo da presidente Dilma Rousseff, bem como sua guinada em direção a um receituário neoliberal, vem impedindo que se faça uma reflexão sobre quais foram os erros que permitiram que não apenas Eike Batista, mas outros “campeões nacionais” não se colocassem à altura das expectativas. Além disso, tampouco foi operado qualquer esforço para estabelecer mecanismos de controle sobre as empresas envolvidas em projetos alinhados, ao menos em tese, com o que se convencionou rotular de “neodesenvolvimentismo“.  Punir eventuais usos indevidos de recursos aportados via diferentes bancos públicos (a começar pelo BNDES), isto então nem pensar.  Um bom exemplo desse tipo de prática leniente é o comportamento lerdo que tem caracterizado o trâmite dos processos existente contra Eike Batista dentro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Dentro deste cenário, o meu prognóstico é que não apenas não foram aprendidas as lições necessárias para impedir apostas em tigres de papel como Eike Batista se mostrou ser, como também não se fez nada, como já disse acima, para desenvolver mecanismos voltados para punir eventuais desvios de recursos públicos. O resultado disso é péssimo, pois além de não haver qualquer ganho em termos de controle das relações entre entes públicos e privados, o que aumenta a sensação de impunidade, e, consequentemente o descrédito nas instituições de Estado que deveriam zelar pelo uso correto de recursos públicos. 

Alguém poderia me lembrar das rumorosas operações alcunhadas de Lava Jato e Zelotes como prova de que estou errado em minha análise. Mas eu convido os mais otimistas para verificar qual tem sido a repercussão objetiva em termos de salvaguardas que possam ser usadas para impedir que os crimes ocorram. Nesse sentido, a ação do Ministério Público por mais rigorosas que pareçam ser, não passam nem perto de impedir que as portas dos cofres públicos sejam arrombadas. Quando muito a Lava Jato e a Zelotes são tramelas colocadas após o ladrão entrar e sair de uma casa com dinheiro e pertences. A razão para isso é só uma: as elites brasileiras não tolerariam que o Estado se negasse a fornecer os beneplácitos que têm sido oferecidos desde que as naus portuguesas aportaram na costa da Bahia em 1500. 

Outro aspecto que me parece merecer atenção é o fato de que no emblemático caso do Porto do Açu, todas as inúmeras violações de direitos sociais e os danos ambientais que vem ali ocorrendo desde 2009 continuam literalmente impunes. E o pior é que não apenas Eike Batista continua objetivamente desobrigado de responder pelas ações que foram cometidas em seu nome até a débâcle do Grupo EBX, mas como também se encontram desobrigados a responder por suas obrigações todos os agentes públicos e autoridades eleitas que colaboraram para que isto ocorresse.  

Essa situação de completa falta de “accountability” por parte dos responsáveis, e consequente impunidade, é que me faz ter a certeza de que as principais lições do colapso do império “X” não foram aprendidas, o que torna a sua repetição quase uma certeza, ainda que o nome das empresas e empreendimentos quebrados sejam outros. E eu não tenho dúvida de apontar de que não se trata de “se vai acontecer”, mas de “quando vai acontecer”.  A razão para isto é simples: a impunidade é o maior dos incentivos para a repetição de erros. A ver!

Dois anos depois da implosão das empresas do Grupo EBX, O Globo faz matéria “celebratória”

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A edição deste domingo do jornal O Globo teve uma página inteira para mostrar que a crise que assola o grupo de empresas do ex-bilionário Eike Batista  desde 2013 ainda não acabou (Aqui!). Aliás, muito pelo contrário, já que as perdas acumuladas equivalem, segundo a jornalista Danielle Nogueira, ao valor atual da Petrobras.  Não é à toa que o título da matéria é “Ascensão e queda do Império X- Promessas ao vento”. 

De tudo o que a matéria trouxe, o que eu achei mais informativo está mostrado no infográfico abaixo, onde destaquei com círculo vermelho a situação da ex-LL(X), e atual Prumo, e explico a seguir porque considero emblemático o caso dessa empresa.

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A primeira informação relativa à Prumo Logística se refere ao tamanho das perdas, algo em torno de R$ 56,4 milhões. Aqui o que menos importa é o valor, mas a informação em si que serve para colocar em xeque as seguidas informações do estilo ‘está tudo azul na América do Sul” que aparecem na imprensa corporativa, especialmente a regional. Em segundo lugar, a informação de que Eike Batista ainda é acionista, ainda que minoritário, da Prumo Logística. É que depois que a EIG Global Partners assumiu o controle do Porto do Açu, a figura de Eike Batista pareceu sair de cena no empreendimento. Mas o que os meros 0,27% parecem indicar é que o ex-bilionário ainda ocupa um papel na empresa; restando apenas se saber exatamente qual. 

Um último fato se refere ao próprio Eike Batista que agora passa a ser chancelado como alguém que lança “promessas ao vento’. Como no caso foi o insuspeito “O Globo” quem aplicou o rótulo, resta saber o que Eike Batista vai achar disso. Com certeza, boa coisa não será. Afinal de contas, essa é uma pecha pesada demais para alguém se recuperar, mesmo que este alguém seja Eike Batista.

Disputa judicial por terreno traz mapa das sucessões dentro do reino (nada) encantado de Eike Batista

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Um colaborador deste blog enviou a íntegra do Processo 048706-75.2014.8.19-0001 que é movido pela Eneva S/A (sucessora da MPX que pertencia ao conglomerado do ex-bilionário Eike Batista) contra a Porto do Açu Operações S/A. Este processo trata de uma acirrada disputa que colocou fortíssimos escritórios de advocacia situados no Rio de Janeiro a serviço dos diferentes herdeiros do espólio de Eike Batista na área em que deveria ser instalada um termelétrica no Porto do Açu.

Pois bem, ao ler parte desse caudaloso material me deparei com mais uma empresa que até agora me era desconhecida, a Gás Natural Açu Ltda. Como ao longo dos últimos anos já vi várias siglas aparecerem como cogumelos numa pastagem num dia de chuva, me dei ao trabalho de tentar entender a origem de mais essa empresa, e como a mesma se encaixa no quebra cabeças que a débâcle do Grupo EBX acabou gerando.

Pois bem, como mostra a imagem abaixo, a Gás Natural do Açu é a sucessora de uma das empresas de Eike Batista, a SDX Investimentos S/A

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Olhando um pouco mais, encontrei o montante do capital acionário desta empresa limitada e seus sócios (ver imagem abaixo).

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Da observação da tabela, podemos notar que: 1) 99% do capital da Gás Natural Açu é detido pela Porto do Açu Operações S/A e o restante 1% pela Prumo Logística, e 2) o montante do capital é, digamos, modesto.

Não obstante, quando se examina outro aspecto do contrato social da Gás Natural do Açu, o qual se refere às condições para autorização para a “assunção de obrigações”, podemos ver que a empresa pode ter capital modesto, mas isso não afeta as perspectivas de tomadas de investimentos.

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Mas um detalhe que me chamou particularmente a atenção foi a composição da diretoria da Gás Natural do Açu, a qual é mostrada abaixo.

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É que se olharmos os nomes veremos que os mesmos ocupam cargos na Prumo Logística e na Porto do Açu Operações ou em ambas as empresas.   Mas qual é o problema nisso, já que não há impedimento legal para essas múltiplas participações em direções corporativas? 

A resposta para a minha pergunta provavelmente pode ser encontrada no livro”Tudo ou nada”  escrito pela jornalista Malu Gaspar para narrar ao mesmo tempo gloriosa e trágica trajetória de Eike Batista e seu conglomerado de empresas pré-operacionais.  E o problema que aparece narrado é a dificuldade que acabou ocorrendo no grupo de Eike Batista foi de se separar o capital real do ficcional.  E o resultado disso tudo o mundo já sabe qual foi.

Agora, como esse embate está longe de acabar, sabe-se lá o que ainda aprenderemos sobre os caminhos tomados pelos herdeiros do espólio de Eike. Mas uma coisa, a sopa de letrinhas e de sucessões não deve ter parado pelo que está transpirando nesse embate entre Eneva e Prumo. A ver!

O inferno de Eike Batista em evolução. CVM marca julgamento por causa das contas de sua petroleira

CVM marca julgamento de Eike para novembro

Empresário é acusado de aprovar contas da OGPar em benefício próprio

Por Danielle Nogueira

O empresário Eike Batista – Arquivo/31-5-2010

RIO – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) marcou para 10 de novembro julgamento do empresário Eike Batista, acusado de aprovar contas da OGPar (antiga OGX) em benefício próprio, segundo informação publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. Ao fazer isso, Eike teria descumprido a Lei das S.A. (lei 6.404/76.)

O processo em questão, o RJ2014/10060, foi aberto em 10 de setembro de 2014 e visa a apurar se o empresário violou um artigo específico da lei na qualidade de presidente do Conselho de Administração da OGPar.

O artigo 115 da Lei, em seu parágrafo primeiro, diz que “o acionista não poderá votar nas deliberações da assembléia-geral relativas ao laudo de avaliação de bens com que concorrer para a formação do capital social e à aprovação de suas contas como administrador, nem em quaisquer outras que puderem beneficiá-lo de modo particular, ou em que tiver interesse conflitante com o da companhia”.

No processo, Eike é acusado de ter votado, por meio de seus veículos de investimento, a favor da aprovação das contas da OGPar de 2013. A votação ocorreu em assembleia em 2 de maio de 2014. Na ocasião, Eike era presidente do Conselho de Administração da companhia, e a aprovação das contas incluía aumento de remuneração de diretores e conselheiros. Um acionista minoritário, alegando conflito de interesse, fez uma queixa à CVM, o que levou à abertura do processo.

DEFESA PEDE ANULAÇÃO

A defesa de Eike alega que ele não compareceu à assembleia nem mandou representante. Diz ainda que o empresário não participou da reunião de conselho em que houve deliberação acerca das contas da empresa. O advogado de Eike no caso, Darwin Corrêa, do escritório Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, pede a anulação do processo.

Por se tratar de um processo administrativo sancionador, a CVM pode punir o empresário, caso seja condenado, com multa e inabilitação para exercício de cargo de administrador de companhia aberta.

Em março, o colegiado da CVM aplicou quatro multas, que somadas chegam a R$ 1,4 milhão, ao empresário por irregularidades na divulgação de transações envolvendo as empresas MPX (hoje Eneva), LLX (hoje Prumo), CCX e OGX (OGPar) aos investidores das companhias.

FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/cvm-marca-julgamento-de-eike-para-novembro-17783753#ixzz3ol5JsSaH

And the plot thickens… Eike Batista em outra CPI, agora os dos fundos de pensão e junto com Alberto Youssef!

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Como Eike Batista gosta de sacadas com frases em inglês, nada mais justo que usar a expressão “and the plot tichkens” para dizer que a situação do ex-bilionário acaba de se elevar em mais um grau no campo das complicações. É que depois de ter a OS(X) enredada no escândalo da Lava Jato, Eike Batista agora está para ser convocado, e junto com o delator mór Alberto Youssef, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito que apura práticas  não convencionais no uso de recursos dos fundos de pensão.

Uma alma mais cínica poderia dizer que estas CPIs não servem para nada. Entretanto, dada a volatilidade política em que o Brasil está imerso neste momento, ser convocado para explicar eventuais estrepolias no uso de recursos de fundos de pensão em empresas que foram literalmente ao chão, pode se provar uma verdadeira, desculpem-me o trocadilho, provação para Eike Batista.

A ver!

CPI dos Fundos de Pensão vai convocar Youssef e Eike Batista

Ricardo Moraes/Reuters
Empresário Eike Batista chega para a primeira audiência do caso em que é acusado de crimes contra o mercado de capitais, no Rio de Janeiro

Eike Batista terá que explicar os aportes financeiros dos principais fundos de pensão do país no grupo EBX

Carolina Gonçalves, daA GÊNCIA BRASIL

Brasília – Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão aprovaram hoje (24) a convocação do doleiro Alberto Youssef e do empresário Eike Batista, presidente do Grupo EBX.

Na lista de 91 requerimentos, previstos para serem analisados na sessão de hoje, ainda estavam as convocações dos ministros Ricardo Berzoini (Comunicação) e Carlos Gabbas (Previdência) e do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, mas não houve acordo entre os parlamentares para votar estes depoimentos.

Youssef será chamado para falar sobre documentos apreendidos em seu computador, na Operação Lava Jato, que incluíam 12 arquivos relacionados a operações de intermediação de negócios fraudulentos junto ao Fundo de Previdência dos Funcionários da Petrobras (Petros).

“O doleiro investigado é acusado de praticar tráfico de influência, em conjunto com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para influenciar em decisões de investimentos “podres” nos fundos de pensão de empregados de empresas públicas brasileiras”, afirmou a deputada Hissa Abrahão (PPS-AM).

O relator da CPI, deputado Sérgio Souza  (PMDB-PR), disse que a convocação do doleiro será “extremamente necessária” para as investigações.

“Este cidadão está ligado a todas as grandes operações financeiras que envolveram o governo federal. Seu nome já foi citado várias vezes dentro da CPI, e está no momento de ouvi-lo”, disse.

Eike Batista terá que explicar os aportes financeiros dos principais fundos de pensão do país no grupo EBX.

“As empresas do Eike causaram grandes prejuízos a investidores brasileiros, na medida em que vários fundos investiram em suas empresas”, destacou Souza, ao mencionar o uso de benefícios e contribuições dos participantes dos fundos investigados pela comissão.

A CPI ainda aprovou a convocação do diretor de Investimento do Petros, Licio da Costa Raimundo, dos presidentes de conselhos deliberativos da Previ, Robson Rocha, da Fundação dos Economiários Nacionais (Funcef), Joaquim Lima de Oliveira, e dos conselhos fiscais do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) e do Petros.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/cpi-dos-fundos-de-pensao-vai-convocar-youssef-e-eike-batista

Demorou, mas aconteceu: Eike Batista é enredado no escândalo da Lava Jato por ex-diretor da OS(X)

eike osx

Eu sinceramente estava surpreso com o fato de que o nome do ex-bilionário Eike Batista ainda tivesse ainda aparecido no escândalo da Lava Jato. É que a proximidade de suas empresas com o ramo do petróleo e, por extensão, com a Petrobras tornavam esse surgimento favas contadas. Mas preciso surgir mais um dedo duro (quer dizer, delator) para que isso finalmente acontecesse.

Agora, como Eike Batista é quase sinônimo de Porto do Açu e o (des) governo do Rio de Janeiro, vamos ver como esse novelo se desenrola, já que o delator não envolveu Eike Batista diretamente no processo de pagamento de propinas. De toda forma, devemos ter mais fortes emoções a caminho. A ver!

Novo delator envolve empresa de Eike em esquema de propinas na Petrobras

De São Paulo

Ricardo Moraes/ReutersO empresário Eike Batista durante julgamentoO empresário Eike Batista durante julgamento

O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, afirmou à força tarefa que a empresa OSX, braço do grupo EBX, de Eike Batista, que atua no setor naval, participou do esquema de cartelização e pagamentos de propinas na Petrobras para disputar licitações na diretoria Internacional da estatal petrolífera. O delator, contudo, disse não ter conhecimento se Eike sabia do esquema.

Segundo Musa, em 2012, quando já havia deixado a estatal e trabalhava como diretor de construção naval da OSX, a licitação para as contratações de dois navios-plataforma, P-67 e P-70 foram fraudadas pelo consórcio Integra, formado pela Mendes Jr e pela OSX. O consórcio acabou vencendo a licitação de mais de US$ 900 milhões na época.

De acordo com o delator, ocorreram reuniões entre representantes da Mendes Jr e da empresa do grupo EBX, incluindo ele e o CEO da OSX Luiz Eduardo Carneiro, para discutir o acerto de propinas a João Augusto Henriques, apontado como operador de propinas do PMDB na Diretoria Internacional. O delator afirmou que Luiz Eduardo Carneiro mantinha contato com Eike, mas disse aos investigadores que não poderia confirmar se o dono do grupo EBX tinha conhecimento do esquema na Petrobras.

Em um destes encontros, relata, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Mendes Jr, Luiz Cláudio Machado Ribeiro “trouxe a informação que o consórcio teria que pagar propina para o lobista João Augusto Henrique que, em troca, forneceria informações privilegiadas de dentro da Petrobras para orientar a formação da proposta técnica”, disse aos investigadores da Lava Jato.

De acordo com Eduardo Musa, o valor acertado no encontro foi de R$ 5 milhões. O delator não soube explicar como foram feitos os pagamentos por parte da Mendes Jr, mas admitiu que João Henriques tinha relação com o PMDB e influenciava na Diretoria Internacional, tendo atuado para indicar o ex-diretor Jorge Luiz Zelada, que ficou no cargo de 2008 a 2012, e outros executivos da área.

Um dos encontros para discutir a propina teria ocorrido na sede da OSX, no Rio de Janeiro, e, segundo o delator, as informações privilegiadas “eram trazidas por Luiz Cláudio (da Mendes Jr), de forma verbal e consistiram em saber: 1) Quem eram os concorrentes mais importantes, que eram Jurong Kepel Fells, Engevix e outro consórcio que o declarante não se lembra o nome; 2) informação sobre estimativa de preços que deveria ser apresentada pelo consórcio; 3) viabilidade do canteiro de obras (tinha que ser um lugar que a Petrobras aprovasse); 4) estratégia da comissão de licitação, que consistia saber o que eles iriam pedir, como por exemplo as informações complementares que seriam solicitadas pela comissão, possíveis alterações no cronograma, dentre outras coisas”.

Ainda segundo Musa, o executivo da Mendes Jr se encontrou pessoalmente com João Henriques durante “todo o ano de 2012” para obter as informações privilegiadas. Eduardo Musa disse ainda que depois de deixar a OSX, em maio de 2012, foi informado por Luiz Cláudio que “João Augusto Henriques estaria insatisfeito com o não recebimento de propinas e que ele estaria fazendo cobranças”. O delator, contudo, não soube dizer quanto efetivamente foi pago de propina ao lobista do PMDB.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Eike Batista, mas o advogado estava em um compromisso forense e não pode retornar os contatos. A OSX ainda não retornou os contatos da reportagem. A Mendes Jr informou que “a empresa não se pronuncia sobre inquéritos e processos em andamento”.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/09/23/novo-delator-envolve-empresa-de-eike-em-esquema-de-propinas-na-petrobras.htm

O Diário: MPE diz que desapropriações para Porto do Açu são nulas

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Em despacho a 2 Vara de Justiça de São João da Barra, datado de 12 de dezembro de 2013, o promotor público estadual, André Luiz Farias, lança mão de uma tese que pode anular todas as desapropriações realizadas pelo governo do Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) na Região do Açu. Ele diz que a responsabilidade pelas desapropriações visando à instalação de condomínios industriais, como foi o caso, “é responsabilidade do município”.

Com isso, segundo o promotor, tanto as desapropriações quanto as expropriações de terras – com base no decreto lei do governo estadual – para destinação a terceiros na zona rural de São João da Barra são nulas. O promotor afirma “que as desapropriações foram artifícios para beneficiar um único grupo empresarial”, inicialmente, no caso, as empresas do empresário Eike Batista e posteriormente a Prumo Logística, a atual operadora do empreendimento. “É forçoso reconhecer que o fundamento utilizado pela parte autora para fundamentar a urgência na desapropriação e a consequente imissão provisória de posse não merece qualquer acolhida”, afirma o promotor num trecho do despacho sobre o processo 0004693-14.2010.8.19.0053 de desapropriação que tem como autor da ação a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), e como réus as produtoras rurais Elaine Aparecida Ribeiro Peixoto, Ruana Márcia Ribeiro Peixoto e Amanda Ribeiro Peixoto, irmãs que integram um mesmo espólio desapropriado pelo governo do Estado no Açu. Na ação elas foram representadas pelo pai José Amaro Peixoto.

Os argumentos do promotor são baseados no artigo 30 da Constituição Federal, que trata da competência exclusiva dos municípios, e na tese do constitucionalista José Afonso de Azevedo Silva. 

Mais de R$ 250 milhões só com aluguéis

As desapropriações no Açu são objetos de vários questionamentos na justiça em função dos valores praticados pelo Estado, terceirizações dos imóveis ainda na fase de imissão provisória de posse e a violência praticada pelo aparato do Estado durante a retirada dos proprietários de imóveis. “Essas terras atualmente estão vigiadas por homens armados, de forma que os ex-proprietários não conseguem entrar nem para resgatar um animal perdido. Hoje é mais fácil fotografar Cuba do que conseguir uma fotografia em terras sob o domínio do porto”, destaca o advogado Antônio Maurício Costa, que defende vários produtores rurais do Açu.

De acordo com reportagem publicada na edição de ontem de O Diário, só com aluguel de áreas desapropriadas a Prumo Logística deverá lucrar mais de R$ 250 milhões por ano. O governo do Estado tomou as terras dos produtores rurais por meio de um decreto lei e posteriormente entregou a iniciativa privada, que atualmente lucra com os alugueis milionários.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/mpe-diz-que-desapropriacoes-para-porto-do-acu-sao-nulas-22845.html

Os intermináveis problemas de Eike Batista com a justiça

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Eike Batista bem que tenta estabelecer uma agenda positiva para tentar voltar aos bons tempos em que emprestava seus jatinhos para Sérgio Cabral. Mas o passado não muito distante continua importunando Eike, como o sal incomoda os agricultores do V Distrito de São João da Barra.

Abaixo segue a reprodução de uma matéria publicada hoje pelo jornal Valor Econômico dando conta que o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro interpôs recurso contra a liberação dos bens de Eike Batista no processo que ele responde por crimes contra o mercado de capitais.  O impressionante é que o montante para o qual se está pedindo o bloqueio é de R$ 1,026 bilhão, o que significa que Eike voltou, ao menos temporariamente, à condição de bilionário!

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Agora vamos ver como o juiz atualmente responsável pelo processo vai se posicionar. Mas uma coisa é certa, os problemas de Eike Batista com a justiça estão longe de terminar.