FGV: Ataque com faca a Jair Bolsonaro gera 3,2 milhões de menções em 16 horas

Volume faz do evento o de maior repercussão imediata no Twitter desde as eleições de 2014, de acordo com a metodologia da FGV DAPP; maior grupo em interação questiona a veracidade do ataque

No evento brasileiro de maior repercussão imediata no Twitter desde as eleições de 2014, o ataque a Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) adotou múltiplos contornos de discussão temática e concentrou quase por inteiro o debate político na rede. Das 16h de quinta-feira (06) às 10h desta sexta (07), a FGV DAPP identificou 3,2 milhões de referências sobre o ataque, recobrindo os procedimentos médicos por que Bolsonaro passou, as manifestações de pesar, as referências ao discurso de ódio e à violência no processo democrático e o forte engajamento sobre a veracidade do evento, que até a noite de quinta respondia pela maior parte das interações.

O pico de menções da discussão, que já acumulava mais de 1,4 milhão de referências no Twitter até as 20h desta quinta, foi por volta das 16h40, logo após a divulgação do ataque, com média de 11,8 mil postagens por minuto no Twitter. Fora do Brasil, já são 48,4 mil tuítes em inglês sobre o ataque a Bolsonaro, provenientes principalmente dos Estados Unidos (14 mil). Em espanhol, somam-se 91,9 mil tuítes, originados sobretudo da Argentina (21,1 mil) e da Venezuela (16,5 mil).

Ao longo de toda a noite, houve mais de 300 mil publicações sobre o tema a cada hora, em média. Na manhã desta sexta, a média de novas postagens se mantém alta, com mais de 150 mil menções novas por hora, sob o acompanhamento da transferência de Bolsonaro a São Paulo, do impacto na campanha presidencial, da propagação de notícias e informações (muitas sem lastro de verificação jornalística) e das discussões sobre responsáveis e culpados. A hashtag de maior mobilização é #forçabolsonaro, com 197,3 mil recorrências, seguida de #bolsonaropresidente17 (21,4 mil), #direitaunida (11,3 mil), #bolsonaro (10,1 mil) e #somostodosbolsonaro (6,2 mil).

Entre os tuítes de maior compartilhamento, permanecem em evidência publicações que abordam se, de fato, houve um ataque a Bolsonaro ou se o dano provocado pela facada foi grave como parece. São postagens que satirizam o candidato do PSL e atingiram mais de 20 mil retuítes desde quinta, mas não continuam com a mesma velocidade de repercussão.Também há publicações de filhos de Bolsonaro, com informações sobre os desdobramentos do atendimento ao pai, e postagens de atores de diferentes espectros políticos destacando que, apesar das divergências em relação a Bolsonaro, repudiam o ataque e desejam pronta melhora.

Os dois presidenciáveis cujas declarações de repúdio mais obtiveram retuítes e expressivo número de curtidas a cada uma das publicações na rede foram Ciro Gomes e João Amoêdo, — Ciro, 12,1 mil retuítes e 67,2 mil curtidas; Amoêdo, 9,9 mil retuítes e 50,7 mil curtidas. O candidato do PDT foi o segundo presidenciável de maior associação ao incidente com Bolsonaro, destacado em 33,4 mil postagens. Ficou atrás de Guilherme Boulos e do PSOL, associados ao debate em 44,6 mil publicações, por conta do histórico de filiação partidária do suspeito de esfaquear o deputado federal, Adélio Bispo de Oliveira.

O ex-presidente Lula permanece desde ontem como o ator político de maior associação ao ataque a Bolsonaro, com 185,9 mil menções, citado por conta dos tiros à caravana pelo Sul do Brasil, em março, e também como figura central do espectro político do país, ao lado de Bolsonaro. Perfis falam dos ataques a ambos como exemplos da agressividade que marca os debates políticos na atualidade e do colapso da manutenção institucional na condução do processo eleitoral. Atores contrários a Lula enfatizam seu papel como principal figura de rejeição a Bolsonaro e afirmam que o PT detém responsabilidade pelo ocorrido, citando a declaração do candidato a vice-presidente do deputado na chapa eleitoral, o general Hamilton Mourão. À esquerda, relaciona-se fala recente de Bolsonaro, sobre “metralhar a petralhada”, com o esfaqueamento que o mesmo sofreu.

Marielle Franco é intensamente citada no debate do Twitter (106,1 mil) por conta de correlações entre o esfaqueamento e o assassinato da vereadora, em março, e o posicionamento de Bolsonaro a respeito da morte de Marielle. Essas publicações vêm, majoritariamente, de grupos contrários ao deputado federal e que manifestam rejeição ao discurso de ódio, ressaltando a escalada de violência no país, de forma geral, contra personagens públicos. Destacam ainda a diferença de opiniões, por perfis defensores de Bolsonaro, quando Marielle foi a vítima: na época, houve forte ênfase comparativa entre as cotidianas mortes de policiais e cidadãos comuns no Brasil para debater a repercussão do assassinato da vereadora. Agora, situação parecida ocorre com o presidenciável.

A ex-presidente Dilma Rousseff também recebeu volume expressivo de referências no debate sobre o ataque a Bolsonaro, mobilizadas a partir de publicação do pastor Silas Malafaia (afirma que o suspeito de esfaquear o candidato atua na campanha de Dilma ao Senado em Minas Gerais) e da repercussão do comentário que fez sobre o ocorrido. Foi bastante criticada por perfis, não apenas à direita, por relativizar o incidente e “culpar a vítima”, sob o argumento da propagação do discurso de ódio.

Mapa de Interações

A análise de 1.702.949 retuítes feitos entre as 18h30 de quinta (06) e as 9h de sexta (07) sobre o ataque sofrido por Bolsonaro mostra que cinco principais grupos se engajaram no debate. O maior deles é o grupo laranja, que agregou 40,5% dos perfis, e aborda o ataque como uma “fake facada”, questionando a veracidade do ocorrido. O grupo também ironiza as críticas da direita à falta de empatia da esquerda.

grupo azul uniu 12,7% dos perfis e demonstra apoio a Bolsonaro, desejando sua recuperação e vitória nas eleições. O grupo também dialoga com a esquerda, criticando seus posicionamentos.

grupo rosa representa 9,8% dos perfis, que compartilham mensagens de solidariedade a Bolsonaro de candidatos à esquerda no espectro político, como Ciro Gomes e Haddad, e citam a suposta falta de empatia de Bolsonaro em situações similares.

grupo verde agregou 8,7% dos perfis e critica quem comemora o ataque a Bolsonaro, uma vez que esta atitude mostra que não seriam diferentes em nada do candidato à Presidência.

Por fim, o grupo roxo uniu 7% dos perfis em debate e, em geral, são perfis de direita e que criticam as suspeitas da esquerda quanto à veracidade do ataque e também a felicidade de alguns com a situação. O grupo demonstra solidariedade a Bolsonaro, mas não apoio necessariamente a sua vitória.

FONTE: Insight Comunicação

 

FGV destrincha repercussão de entrevista de Jair Bolsonaro: nem tudo o que reluz é ouro

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Muito tem se falado da alta repercussão da sabatina amiga a que foi submetido o deputado federal Jair Bolsonaro no programa Roda Viva na última segunda-feira.  O pessoal da Fundação FGV, ao contrário de alguns membros mais ingênuos da mídia corporativa que ficaram deslumbrados com o “sucesso de audiência” do programa, resolveu dar uma analisada no que aconteceu no Twitter em termos de repercussão de programas e os números mostram que os que pensam a campanha de Bolsonaro já devem saber que nem sempre alta audiência implica em apoio.

Como mostram os números abaixo, ao menos no Twitter, os que foram contrários aos pontos de vistas de Bolsonaro foram superiores numa proporção de 2:1 aos que apoiaram. Em suma, deputado fluminense realmente causou alvoroço, mas necessariamente do tipo que lhe trouxe ganhos políticos. Aliás, muito pelo contrário.

Entrevista com Bolsonaro provoca mais de 60 mil tuítes por hora sobre pré-candidato, aponta FGV DAPP

Sabatina mobiliza 717.308 publicações no Twitter em 12h; debate se dividiu em dois principais grupos: um contra (54,28%) e um a favor(25,96%)

Impulsionado por sabatina realizada pelo programa de TV “Roda Viva”, o debate sobre o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro mobilizou 717.308 publicações no Twitter entre as 20h de segunda (30) e as 8h de terça (31), cerca de 60 mil tuítes por hora. O volume registrado em 12 horas é equivalente a cerca de 65% das menções sobre o presidenciável computadas nos sete dias anteriores (de 23 a 29 de julho). O pico de referências ocorreu por volta das 23h, quando foram registradas aproximadamente 40% das menções e uma média de 4,6 mil tuítes por minuto.

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Entre as hashtags mais utilizadas, #bolsonaronorodaviva esteve presente em 33% das menções, e parte delas tende a direcionar críticas aos jornalistas. A #rodaviva foi citada em 27% das postagens e usada em críticas às falas do pré-candidato.

Mapa de interações

 

As interações motivadas pela entrevista de Jair Bolsonaro no “Roda Viva” geraram dois principais grupos de discussões, com posições opostas no debate. O maior deles, em laranja no mapa a seguir, agregou mais de 54,2% das contas em interação e é composto de perfis que se posicionam de forma contrária ao deputado federal. O segundo maior grupo, em verde, tem cerca de 26% dos perfis e demonstra apoio a Bolsonaro. Também foram identificados dois grupos menores (rosa e cinza), com quase 5% dos perfis, cada. A presença de robôs não foi significativa na análise.

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O grupo laranja é menos coeso que o verde e apresenta perfis heterogêneos. De forma geral, o grupo laranja critica fortemente o deputado por causa de seus posicionamentos, considerados pelos usuários como preconceituosos. Por conta disso, houve fortes críticas relacionadas à sua exaltação da ditadura. O tuíte mais compartilhado no grupo ridiculariza uma fala de Bolsonaro na qual o deputado disse que os portugueses “nem botavam o pé na África”. O segundo tuíte com maior destaque foi o primeiro de uma sequência de mensagens criadas por um escritor e publicitário que dá dicas de como derrotar Bolsonaro nas eleições de 2018. Muitas postagens no grupo também ironizam os conhecimentos do deputado federal e dizem que ele não deveria concorrer à Presidência, e sim estudar para o ENEM dada a sua suposta falta de conhecimentos gerais.

O grupo verde, por sua vez, demonstra apoio a Bolsonaro e é composto majoritariamente de perfis alinhados à direita. O grupo exalta a performance do deputado na sabatina e direciona críticas aos entrevistadores do programa — citam especialmente a fala de uma das entrevistadoras sobre voto impresso e o uso Wikipedia como fonte por outro. Os usuários defendem ainda as posições do pré-candidato a respeito das minorias e ironizam aqueles que buscam soluções menos autoritárias para a segurança. Parte das publicações do grupo também demonstra apoio a Bolsonaro por oferecer uma contraposição à esquerda no país.

Em proporção muito menor, o grupo cinza demonstra preocupação sobre como o jornalismo tem lidado com Bolsonaro, o que, segundo os usuários, poderia culminar na eleição do pré-candidato. No principal tuíte do grupo, um usuário reclama da ênfase das perguntas nas controvérsias de Bolsonaro, e não em suas propostas, o que daria força para o pré-candidato, que sabe responder sobre polêmicas, mas não falar de forma concreta sobre o futuro. Já o grupo rosa demonstra oposição a Bolsonaro de forma similar ao grupo laranja, mas com um debate puxado primordialmente pelo perfil @sincerojesuis, que faz postagens em tom jocoso contra Bolsonaro.

FONTE: Insight Comunicação

FGV Cepesp e CAF apresentam relatório sobre o crescimento urbano e os desafios da América Latina

Evento acontece dia 5 de abril, a partir das 9h, na FGV em São Paulo.

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O Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getulio Vargas (FGV Cepesp) em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) apresentarão no dia 5 de abril, a partir das 9h, o relatório sobre o “Crescimento Urbano e Acesso a Oportunidades: um desafio para a América Latina”.

O estudo abordará questões de: infraestrutura; o impacto da densidade demográfica nessas regiões; a questão da informalidade habitacional; mobilidade; transporte público; mercado imobiliário e políticas metropolitanas.

Participarão do debate: Jaime Holguin, diretor representante de CAF no Brasil; Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP); Guillermo Alves, economista de investigação do CAF; Oswaldo López, economista do Brasil do CAF; Ciro Biderman, pesquisador do Cepesp e professor FGV EESP; Daniel Da Mata, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Marcelo de Paula, coordenador Geral de Financiamentos Externos (COGEX) do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão –MP.

Segue a programação:

Sonia Fleury, idealizadora e defensora do SUS, é demitida da FGV

Em Outra Saúde

Um dos maiores nomes da Reforma Sanitária e renomada professora e pesquisadora, Sonia Fleury escreveu uma carta aberta sobre sua demissão da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getúlio Vargas, depois de 35 anos de trabalho (e está circulando uma petição pública contra a demissão). Confira a carta:

***

Ao Flavio Vasconcelos,
E demais membros da Direção da EBAPE

No dia 13 de março fui convocada para um encontro na sua sala. Como você nunca me chamou para conversarmos sobre o trabalho que desenvolvo, não me surpreendeu que o motivo fosse minha demissão. Sim, me surpreendi com o fato de você estar acompanhado de dois outros professores que fazem parte de seu grupo dirigente. Achei desnecessário, mas, imediatamente compreendi que se tratava de personificar os papéis em jogo neste encontro. Para usar a linguagem da investigação, que está na moda, eram o Formulador, o Executor e o Operador.

Me foi dito uma única frase como explicação para minha demissão, depois de 35 anos de trabalhos na instituição: “tenho um mandato para fazer renovação”. Isso lhes pareceu suficiente, e só pude retrucar que minha saída representava uma grande perda para a escola. Ainda tenho um projeto do Dicionário Carioca de Favelas que é financiado pela Rede de Pesquisas Aplicadas da FGV, em contrato até agosto de 2019. Espero que possa ter continuidade, já que representa compromisso assumido, em nome da FGV, com mais de uma dezena de instituições parceiras, envolvendo até o momento mais de 130 profissionais engajados na elaboração dos verbetes. Para nosso orgulho e consternação, Marielle Franco foi uma das autoras do nosso Dicionário. Se para vocês uma frase pareceu ser suficiente para me demitir, para mim ficou faltando muito a ser falado. Vou lhes explicitar o que não foi dito, mas que não pode ser interdito:

– É necessário pedir desculpas por estarem demitindo a professora mais produtiva da EBAPE, segundo os indicadores de avaliação da produção acadêmica. Com trabalhos publicados em vários países atingiu até agora 143 artigos em revistas científicas, tem 25 livros e coletâneas nacionais e publicados e/ou traduzidos em outros países, com um total de 80 artigos publicados nas coletâneas. Além de ser a professora com mais trabalhos publicados é também a que tem maior número de citações (5995 no total no Google Scholar sendo 2347 desde 2013, correspondendo, respectivamente, a H index 20 e 29 e !10 index 95 e 59). Trabalhos que, além de serem os mais citados dentre o corpo docente, são também os mais lidos, de acordo com relatório periodicamente enviado pelo Researchgate, como o último desta semana: “Great job, Sonia! With 104 new reads, your contributions were the most read contributions from your department Achieved on Mar 25, 2018

– Imprescindível agradecer os 35 anos de trabalho de excelência e dedicação como professora que formou incontáveis gestores, acadêmicos, militantes políticos, por meio de suas aulas e da orientação de monografias e teses. Aliás, na página atual da EBAPE consta nota sobre a monografia que orientei no Mestrado Profissional e que recebeu Menção Honrosa em recente Concurso do Instituto Pereira Passos. Este é apenas um exemplo da excelência, não será necessário recordar tantos outros, que foram também premiados. O carinho dos alunos, minha sala sempre cheia de jovens pesquisadores, são suficientes para mostrar o reconhecimento do meu trabalho. Na EBAPE, consolidei duas áreas de formação, por meio de inúmeras pesquisas e disciplinas que, por décadas, marcaram a presença da escola na produção acadêmica, o que se evidenciava pelos inúmeros alunos de outras instituições que as cursaram: a área de Política Social e a de Sistema Político Brasileiro. Ambas me foram retiradas em sua gestão, sendo proibida a oferta de Política Social como disciplina eletiva no Mestrado e Doutorado Acadêmicos pelo Eduardo Andrade e a de Sistema Político Brasileiro tendo sido atribuída a outro professor pelo Carlos Pereira. Tempos de decisões autoritárias e casuísticas em que falar em inglês foi igualado a raciocinar e buscar a todo custo aumentar a pontuação na CAPES tornou-se o único objetivo institucional, substituindo a discussão sobre o projeto pedagógico e nossa contribuição ao desenvolvimento nacional!

– Deveria ser mencionada a contribuição decisiva da minha participação na construção da democracia, como formuladora do desenho do SUS, a política pública mais igualitária e democrática, cujo modelo de gestão inspirou inúmeras outras e redesenhou o federalismo brasileiro. Como assessora da Assembleia Nacional Constituinte foi possível incluir a Assistência Social como direito de cidadania na redação da Seguridade Social. Como membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social participou de momento impar no processo de pactuação e geração de consensos na formulação de políticas públicas. Colocou dois ministros – Tarso Genro e Walfrido dos Mares Guia – em contato com a FGV, o que gerou contratos muito expressivos de consultoria.

Enfim, o trabalho atual de criação de uma plataforma wiki, para abrigar a produção coletiva do Dicionário Carioca de Favelas, reafirma o compromisso que sempre mantive com a construção de uma sociedade mais justa e solidária, onde todos são tratados de forma igualitária e as oportunidades devem ser oferecidas de acordo com as necessidades. Ou seja, construir um conhecimento a serviço da transformação social e não apenas usar ações sociais para conseguir acreditação internacional. Em todos os momentos, em reuniões no Palácio do Planalto, nas discussões em audiências no Legislativo, nas rodas de conversa em favelas, representei com dignidade a EBAPE, procurando mudar a percepção daqueles para os quais esta instituição apenas dá espaço para a competição,  reprodução das elites e busca de interesses mesquinhos de seus profissionais.

Para finalizar, quero expressar meu desejo de que vocês, ao serem demitidos, encontrem pessoas que tenham capacidade de reconhecimento do seu trabalho, mesmo que nele se inclua a destruição da Administração Pública no interior da EBAPE. Finalmente, aproveito para dizer que deixarei com sua secretária as três medalhas de mérito que me foram concedidas pela FGV, em cada uma das décadas de trabalho na instituição. Em tempos de preocupação ambiental, creio que seria mais adequado reaproveita-las ou mesmo reciclá-las.

Rio de Janeiro, 27/03/2018,

Sonia Fleury

Morte de Marielle Franco mobiliza mais de 1,16 milhão de menções no twitter, aponta FGV DAPP

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A morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, na noite de quarta-feira (14), após um evento na Zona Central da capital fluminense, mobilizou 1,16 milhão de menções no Twitter entre as 22h do dia 14/03 e as 16h desta sexta-feira (16/03). Apenas nas últimas 24h (entre as 16h de 15/03 e as 16h de 16/03), foram 611,1 mil menções. O maior pico de menções foi identificado às 21h do dia 15/03, com cerca de 1,14 mil tuítes por minuto. Nessa hora, aconteciam manifestações em diversas cidades do país em homenagem à vereadora.

Leia mais: No Facebook, 75% das reações à morte de Marielle Franco destacam luto

O nome da vereadora aparece na grande maioria das publicações (82% do debate), em 952 mil menções. Além de palavras relacionadas a Marielle, entre as dez palavras mais usadas no debate estão “mulher” e “negra” , em 116,1 mil menções (ou 10%) cada; “assassinato” , “execução” e “assassinada” (8%, 92,9 mil cada); e “executada” (7%, 81,3 mil).

A hashtag #mariellepresente foi a mais usada no debate, aparecendo em 150,9 mil postagens (ou 13%), seguida das hashtags #mariellefranco e#nãofoiassalto, em 34,8 mil postagens (ou 3%) cada. Outras hashtags muito usadas são #mariellefrancopresente#luto e #andersonpresente, em cerca de 11,6 mil postagens (ou 1%) cada. Essa última se refere ao motorista do carro em que Marielle estava no momento do ataque, Anderson Pedro Gomes, que também acabou morto.

Veja também: Pesquisa da FGV DAPP identifica uso de robôs em até 5% do debate no Twitter sobre morte de Marielle Franco

A postagem mais compartilhada nesse período, com mais de 32 mil retuítes, rebate críticas direcionadas a Marielle. Essa postagem faz coro com a maior parte das menções no debate, que levanta questionamentos a respeito das motivações da morte da vereadora. Outras postagem com grande repercussão fazem referência ao motorista Anderson Pedro Gomes, também morto no ataque, bem como à repercussão que o fato teve no cenário internacional.

Os três perfis que tiveram maior influência no debate â?? cujas postagens foram mais compartilhadas, citadas e comentadas â?? são o da usuária onika (@badgcat); o do PSOL (@PSOLOficial), partido ao qual Marielle era filiada; e o da usuária Renata Ventura (@rehventura), que comentou sobre a repercussão internacional da morte da vereadora.

Repercussão mundial

De 22h da quarta (14) às 18h de sexta-feira, a FGV DAPP identificou 84,6 mil tuítes em inglês e 133 mil em espanhol, com uníssona manifestação de apoio a Marielle, cobrança de respostas e em defesa das agendas que a vereadora proclamava, como os direitos humanos, a atuação da polícia e a proteção a minorias.

Entre as menções em inglês, os Estados Unidos respondem por 38% do debate geolocalizado, com 8% do Reino Unido e 3% do Canadá. Entre as menções em espanhol, a América Latina responde por quase todo o debate, com a Argentina concentrando 32% das menções, a Espanha, 13%, o Chile, 11%, a Venezuela, 9%, e México e Colômbia, ambos com 5%.

FONTE: Insight Comunicação

Debate sobre auxílio-moradia a autoridades públicas gerou mais de 250 mil menções no twitter, destaca FGV DAPP

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Análise aponta também que João Amoedo foi o terceiro presidenciável mais mencionado na última semana, logo após Lula e Bonsonaro

Nova edição do “DAPP Report – A Semana em Dados”, publicada nesta sexta-feira (09/02), aponta que o debate nas redes sobre a concessão de auxílio-moradia para integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público provocou mais de 250 mil menções no Twitter em apenas dez dias (de 29 de janeiro a 07 de fevereiro) — somente a hashtag #auxíliomorodia esteve presente em 48,2 mil postagens. As discussões, iniciadas com a divulgação de que o juiz Marcelo Bretas usava o auxílio, atingiram de forma contundente expoentes da Lava Jato, como Sergio Moro (71,4 mil tuítes) e Deltan Dallagnol (2,3 mil).

>> Confira a íntegra do estudo em PDF

Apesar da polarização existente nas redes sociais quanto à política brasileira, o tema conseguiu unanimidade. A discussão inclui pessoas de esquerda, direita e outras sem ligação com partidos políticos, mas que aderiram a um discurso crítico ao benefício. Entre as principais postagens críticas ao auxílio-moradia, por exemplo, estavam as de Lula e João Amoedo.

Além disso, as discussões sobre o auxílio-moradia influenciaram o debate sobre temas econômicos, especialmente a Reforma da Previdência. Os usuários questionam a real necessidade da reforma, do ponto de vista das contas públicas, quando são pagos altos benefícios aos magistrados.

O Judiciário e o Ministério Público dividem espaço com o debate direcionado individualmente a Sérgio Moro e aos demais personagens da Lava Jato. As críticas e reflexões sobre os benefícios e privilégios dos servidores da Justiça, assim como sobre a disparidade de remuneração destes e de outros funcionários públicos em relação à sociedade brasileira, responderam por 20% da discussão.

FONTE: Insight Comunicação

Estudo da FGV DAPP identifica descompasso entre gasto público e a estrutura necessária para lidar com surtos de febre amarela

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Dados sobre casos registrados, vacinas aplicadas e orçamento disponibilizado ajudam a indicar melhorias na política de saúde pública no país

A FGV/DAPP lança hoje “Febre Amarela – estudo de caso”, resultado de uma pesquisa sobre o recente surto da doença no Brasil. Com o objetivo de realizar um diagnóstico da situação a partir dos casos registrados, das vacinas aplicadas e do orçamento disponibilizado para vigilância epidemiológica, o estudo cruzou diversas informações, chegando a resultados que permitem subsidiar recomendações pontuais para a política de saúde pública no Brasil.

Enquanto o Ministério da Saúde acaba de declarar o fim do surto de febre amarela no Brasil, tendo sido registrado o último caso em junho de 2017, a DAPP chama atenção para ações relacionadas à estrutura médica nas cidades com maiores registro de óbitos e, principalmente, para o alocamento de recursos públicos no orçamento de vigilância epidemiológica. A ampliação da cobertura vacinal é importante, mas ainda mais são as boas práticas e a eficácia na vacinação.

O estudo pontua que há um descompasso entre a dinâmica do gasto público e a estrutura necessária para lidar com crises epidemiológicas, como é o caso da febre amarela nos municípios do noroeste mineiro. Além da mudança na dinâmica de pagamentos da verba federal neste ano, há uma diferença entre o orçamento empenhado e o orçamento pago em relação à vigilância epidemiológica no estado de Minas Gerais, para estes municípios. Estes valores estão refletidos na aplicação desses recursos no âmbito municipal, uma vez que o orçamento dos municípios mineiros que estavam sob a faixa de atenção para a febre amarela e que possuíam baixo Índice de Desenvolvimento Humano foi aquém dos demais municípios com a mesma característica em outras regiões do Brasil.

>> Confira a íntegra do estudo em PDF

Nos últimos meses do ano de 2016 algumas cidades do sudeste brasileiro notificaram um grande número de casos de contágio de febre amarela por parte da sua população, o que desencadeou um significativo aumento das campanhas de vacinação por parte do poder público nessas regiões. Nos dois primeiros meses de 2017, algumas cidades do Espírito Santo, do norte e do noroeste do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais contaram com um grande incremento no número de doses de vacina aplicadas devido ao registro de óbitos nessas localidades.

FONTE: Insight Comunicação