FGV destrincha repercussão de entrevista de Jair Bolsonaro: nem tudo o que reluz é ouro

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Muito tem se falado da alta repercussão da sabatina amiga a que foi submetido o deputado federal Jair Bolsonaro no programa Roda Viva na última segunda-feira.  O pessoal da Fundação FGV, ao contrário de alguns membros mais ingênuos da mídia corporativa que ficaram deslumbrados com o “sucesso de audiência” do programa, resolveu dar uma analisada no que aconteceu no Twitter em termos de repercussão de programas e os números mostram que os que pensam a campanha de Bolsonaro já devem saber que nem sempre alta audiência implica em apoio.

Como mostram os números abaixo, ao menos no Twitter, os que foram contrários aos pontos de vistas de Bolsonaro foram superiores numa proporção de 2:1 aos que apoiaram. Em suma, deputado fluminense realmente causou alvoroço, mas necessariamente do tipo que lhe trouxe ganhos políticos. Aliás, muito pelo contrário.

Entrevista com Bolsonaro provoca mais de 60 mil tuítes por hora sobre pré-candidato, aponta FGV DAPP

Sabatina mobiliza 717.308 publicações no Twitter em 12h; debate se dividiu em dois principais grupos: um contra (54,28%) e um a favor(25,96%)

Impulsionado por sabatina realizada pelo programa de TV “Roda Viva”, o debate sobre o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro mobilizou 717.308 publicações no Twitter entre as 20h de segunda (30) e as 8h de terça (31), cerca de 60 mil tuítes por hora. O volume registrado em 12 horas é equivalente a cerca de 65% das menções sobre o presidenciável computadas nos sete dias anteriores (de 23 a 29 de julho). O pico de referências ocorreu por volta das 23h, quando foram registradas aproximadamente 40% das menções e uma média de 4,6 mil tuítes por minuto.

bolso 1

Entre as hashtags mais utilizadas, #bolsonaronorodaviva esteve presente em 33% das menções, e parte delas tende a direcionar críticas aos jornalistas. A #rodaviva foi citada em 27% das postagens e usada em críticas às falas do pré-candidato.

Mapa de interações

 

As interações motivadas pela entrevista de Jair Bolsonaro no “Roda Viva” geraram dois principais grupos de discussões, com posições opostas no debate. O maior deles, em laranja no mapa a seguir, agregou mais de 54,2% das contas em interação e é composto de perfis que se posicionam de forma contrária ao deputado federal. O segundo maior grupo, em verde, tem cerca de 26% dos perfis e demonstra apoio a Bolsonaro. Também foram identificados dois grupos menores (rosa e cinza), com quase 5% dos perfis, cada. A presença de robôs não foi significativa na análise.

bolso 2

O grupo laranja é menos coeso que o verde e apresenta perfis heterogêneos. De forma geral, o grupo laranja critica fortemente o deputado por causa de seus posicionamentos, considerados pelos usuários como preconceituosos. Por conta disso, houve fortes críticas relacionadas à sua exaltação da ditadura. O tuíte mais compartilhado no grupo ridiculariza uma fala de Bolsonaro na qual o deputado disse que os portugueses “nem botavam o pé na África”. O segundo tuíte com maior destaque foi o primeiro de uma sequência de mensagens criadas por um escritor e publicitário que dá dicas de como derrotar Bolsonaro nas eleições de 2018. Muitas postagens no grupo também ironizam os conhecimentos do deputado federal e dizem que ele não deveria concorrer à Presidência, e sim estudar para o ENEM dada a sua suposta falta de conhecimentos gerais.

O grupo verde, por sua vez, demonstra apoio a Bolsonaro e é composto majoritariamente de perfis alinhados à direita. O grupo exalta a performance do deputado na sabatina e direciona críticas aos entrevistadores do programa — citam especialmente a fala de uma das entrevistadoras sobre voto impresso e o uso Wikipedia como fonte por outro. Os usuários defendem ainda as posições do pré-candidato a respeito das minorias e ironizam aqueles que buscam soluções menos autoritárias para a segurança. Parte das publicações do grupo também demonstra apoio a Bolsonaro por oferecer uma contraposição à esquerda no país.

Em proporção muito menor, o grupo cinza demonstra preocupação sobre como o jornalismo tem lidado com Bolsonaro, o que, segundo os usuários, poderia culminar na eleição do pré-candidato. No principal tuíte do grupo, um usuário reclama da ênfase das perguntas nas controvérsias de Bolsonaro, e não em suas propostas, o que daria força para o pré-candidato, que sabe responder sobre polêmicas, mas não falar de forma concreta sobre o futuro. Já o grupo rosa demonstra oposição a Bolsonaro de forma similar ao grupo laranja, mas com um debate puxado primordialmente pelo perfil @sincerojesuis, que faz postagens em tom jocoso contra Bolsonaro.

FONTE: Insight Comunicação

Um pensamento sobre “FGV destrincha repercussão de entrevista de Jair Bolsonaro: nem tudo o que reluz é ouro

  1. Viviane Ramiro da Silva disse:

    Q bom! Nem tudo está perdido!

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