Lava Jato, agora se confirma que nunca foi realmente sobre fazer justiça, mas sim política

fhc lava jato

A última reportagem do site “The Intercept” sobre o tratamento privilegiado dado pelo ex-juiz Sérgio Moro e seus colegas procuradores da “Lava Jato” mostra um claro favorecimento ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).  Isto ficou patente com a afirmação de Moro de que qualquer investigação em relação a FHC poderia melindrar alguém cujo apoio seria importante.

Sem querer inocentar este ou aquele personagem punido pela ações da Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro (os mais evidentes dele são o ex-presidente Lula e o ex-presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha),  as revelações em torno da aparente isenção dada a FHC e, por extensão, ao PSDB, podem nem ter sido as mais bombásticas da série publicado pelo “The Intercept”, mas não deixa de ser grave na medida em que confirma algo que se sabia era uma possibilidade forte: a Operação Lava Jato, agora sabidamente chefiada informalmente por Sérgio Moro, pode até ter vendido uma imagem de isenção sublinhada na frase “a lei é para todos”, mas esteve longe disso.

O que está se tornando cristalino é que na Lava Jato houve um viés político que caiu como uma luva nas pretensões políticas do agora presidente Jair Bolsonaro que, sem esse apoio crucial, não teria passado jamais do seu patamar inicial de intenção de votos. Por isso, é possível que ainda apareçam mais evidências de que alguns dos passos dados pela Lava Jato e por Sérgio Moro ao longo de 2018 tivessem algum nível de articulação com os responsáveis da campanha de Jair Bolsonaro.

E há que se frisar que o “The Intercept” já inegável  que o banco de dados entregue pela “fonte” desse vazamento gigantesco chega a 2018, o que torna possível que saibamos mais dos bastidores e se houve algum contato entre as partes aqui mencionadas.

Para mim o mais grave é que o viés político e a seletividade das escolhas feitas a partir da coordenação entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol colocam em risco não apenas a credibilidade de toda a Operação Lava Jato, mas também do sistema jurídico como um todo.  É que se as revelações continuarem evoluindo no ritmo que vem sendo adiantado pelos editores do “The Intercept” não chega a ser impossível que vejamos outros personagens que deveriam ser neutros também envolvidos no tratamento seletivo do combate à corrupção no Brasil.

A semana nas Redes – Reforma da Previdência e Luciano Huck

Resultado de imagem para semana nas redes sociais

A edição desta semana do “DAPP Report – A Semana em Dados”,  relatório produzido pela FGV/RJ, publicada nesta sexta-feira (16/02), mostra que Reforma da Previdência mobilizou 151 mil menções no Twitter desde o início de fevereiro. O debate, porém, não ganhou volume no decorrer dos últimos 10 dias, indicando perspectiva negativa para a votação da medida. Ao lançar a hashtag #todospelareforma em canais oficiais do Twitter, o governo federal acabou atropelado em relação à própria campanha, porque a hashtag foi extensamente usada para atacar outros projetos do Executivo e para ironizar a reforma, com críticas, por exemplo, à Reforma Trabalhista e a acusações de corrupção envolvendo atores do MDB e da base de apoio do presidente Michel Temer.

Confira íntegra do estudo em PDF

Além disso, o desfile da escola de samba Paraíso do Tuiutí também foi relacionado com a reforma e contribuiu com as críticas no debate online, 1,5 mil menções no Twitter relacionam o desfile com a Previdência. Enquanto #todospelareforma foi citada 12,5 mil vezes, as hashtags #sevotarnãovolta e #quemvotarnãovolta foram verificadas 23,2 mil vezes.

Em meio ao carnaval, o apresentador Luciano Huck – antes do anúncio de sua desistência da candidatura – e João Doria tiveram expressivo aumento do debate nas redes sociais devido a pautas negativas no período. O ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso também deu declarações sobre a possível candidatura de Huck, o que retomou o debate acerca do apresentador relacionado às eleições.

FONTE: Insight Comunicação

Temer repete FHC e senta na cadeira antes da hora

Eu que já pensava ter visto todo o primarismo da classe política brasileira se desvelar no imbróglio do impeachment da presidente Dilma Russeff, fui, confesso, surpreendido, com a liberação de um pronunciamento antecipado à nação do vice-presidente Michel Temer (PMDB) já se apresentado como o novo supremo mandatário do Brasil (Aqui!).

Além de explicitar a ânsia de apear sua parceira de chapa do poder via um golpe parlamentar, Michel Temer também antecipou seu receituário amargo para a crise que o Brasil atravessa ao avisar que a população será chamado a fazer sacrifícios!

Tanta açodamento tem um paralelo recente na história brasileira, pois Temer praticamente repete o gesto cometido em Novembro de 1985 por Fernando Henrique Cardoso (FHC) que sentou antes do tempo na cadeira de prefeito da cidade de São Paulo numa eleição que ele acabaria perdendo para Jânio Quadros.

Além de ter se exposto antes do tempo, Michel Temer agora se arrisca a ver Dilma Rousseff repetindo o gesto de Jânio Quadros que dedetizou a cadeira onde FHC sentou após assumir a direção da prefeitura da capital paulista.

Elites podem estar errando a mão na perseguição a Lula. O resultado final pode ser sua eleição em 2018

lula1

Faz tempo que não nutro qualquer simpatia pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, pois o considero responsável pela imensa regressão que estamos assistindo em vários aspectos dos mecanismos de proteção ambiental e social no Brasil. Vejo Lula como o principal artífice de um processo de colaboração com as elites que só causou danos aos trabalhadores no flanco estratégico da luta de classes em nosso país.

Dito isso, considero que as elites nacionais parecem estar cometendo um erro estratégico capital ao estabelecer um processo de perseguição jurídica e policial a Lula, basicamente por não querê-lo novamente como presidente do Brasil. 

Se observarmos o tratamento que está sendo dispensado a Lula e sua família pela mídia corporativa e pelo aparato jurídico-policial comandado pelo juiz Sérgio Moro não há como deixar de observar que se os mesmos tipos de cobranças e apurações fossem impostas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus filhos é bem provável que alguém já teria enfartado.

Para quem não se lembra, FHC privatizou a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e colocou seu filho Paulo Henrique Cardoso para dirigir o processo, sempre em associação com o amigo do peito Benjamin Steinbruch. Como pai afetuoso que diz ser, FHC também colocou o marido da sua filha Ana Beatriz,  David Zylbersztajn, para dirigir a Agência Nacional do Petróleo. Aliás,  Zylbersztajn só foi apeado do cargo porque sua separação da filha de FHC causou uma tremenda saia justa no governo federal.

E os exemplos de tucanos enrolados em “causos” complicados são mais numerosos, mas não vou me ocupar de descrevê-los. É que meu ponto nesta postagem se refere ao fato de que o tratamento desequilibrado contra Lula, havendo tantos podres dos políticos tucanos em evidência, poderá ter um peso decisivo na decisão de muitas pessoas de votarem em Lula se ele decidir se candidatar novamente.

Como vivemos num país em que existem casos numerosos de políticos enrolados com a justiça que se reelegem ad eternum e sem o carisma e a atração sobre os pobres que Lula tem. Paulo Maluf que o diga! Assim, para vermos Lula eleito ou elegendo mais um de seus “postes” não custa nada. 

A verdade é que não são apenas os membros da elite brasileira que são capazes de destilar ódio de classe e transformar isto em opção eleitoral. Deste modo, eu não me surpreenderei nenhum pouco se Lula for preso por Sérgio Mouro e sair da prisão para ser eleito presidente do Brasil novamente. 

MPF/RJ denuncia 12 pessoas envolvidas em crimes nos contratos entre Petrobras e SBM Offshore

Denunciados devem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

ouro negro

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro apresenta nesta quinta-feira (17) denúncia à 3ª Vara Federal Criminal do Rio contra 12 pessoas por crimes relacionados a contratos entre a Petrobras e a empresa holandesa SBM Offshore, que envolviam na maioria das vezes o afretamento de navios-plataforma, conhecidos como FPSO (Floating Production Storage and Offloading, em português Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência)

Entre os denunciados, estão os ex-empregados da Petrobras Pedro José Barusco Filho (ex-Gerente-Executivo de Engenharia), Paulo Roberto Buarque Carneiro (membro de Comissão de Licitação de diversos FPSOs), Jorge Luiz Zelada (ex-Diretor Internacional) e Renato Duque (ex-Diretor de Serviços), os ex-agentes de vendas da SBM no Brasil Julio Faerman e Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, além dos executivos da SBM Robert Zubiate, Didier Keller e Tony Mac

De 1998 a 2012, com o uso de empresas offshore de fachada, houve pagamentos indevidos na Suíça de pelo menos US$ 46 milhões de dólares, relativos aos contratos dos navios FPSO II, FPSO Espadarte (Cidade de Anchieta), FPSO Brasil, FPSO Marlim Sul, FPSO Capixaba, turret da P-53, FPSO P-57 e monoboias da PRA-1.

A denúncia do MPF abrange ainda a contribuição pedida por Renato Duque aos agentes da SBM, no valor de US$ 300 mil dólares, para a campanha presidencial do Partido dos Trabalhadores (PT) em 2010. Integrantes da direção atual da SBM estão sendo denunciados por favorecimento pessoal, por terem adotado condutas tendentes a evitar ação penal contra algumas das pessoas envolvidas em atos de corrupção.

Outro contrato no qual houve crime de corrupção, porém não relacionado à SBM, foi o do navio Campos Transporter, que foi objeto de afretamento pela Petrobras junto à empresa Progress Ugland, representada por Julio Faerman, tendo havido a atuação de seu então CEO Anders Mortensen e o recebimento de vantagens indevidas por Pedro José Barusco Filho.

A denúncia do MPF, feita a partir de investigação a cargo dos procuradores da República no Rio de Janeiro Renato Oliveira, Leonardo Freitas e Daniella Sueira, baseou-se em análise de informações bancárias, cambiais e fiscais, que corroboraram provas obtidas por meio de colaborações premiadas homologadas na 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, bem como em provas obtidas em pedidos de cooperação internacional, principalmente os respondidos por Holanda e Inglaterra.

Até o momento, foram efetivamente recuperados em procedimentos de colaboração premiada, entre multas e repatriação, mais de R$ 96 milhões de reais, a maior parte com a cooperação de autoridades suíças.

Confira a lista completa de denunciados e os crimes cometidos

1) Jorge Luiz Zelada:  corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, associação criminosa.

2) Julio Faerman: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, associação criminosa.

3) Luís Eduardo Campos Barbosa da Silva: corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, associação criminosa.

4) Pedro José Barusco Filho: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, associação criminosa.

5) Paulo Roberto Buarque Carneiro: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, associação criminosa.

6) Renato de Souza Duque: corrupção passiva, associação criminosa.

7) Robert Zubiate: corrupção ativa, associação criminosa.

8) Didier Henri Keller: corrupção ativa, associação criminosa.

9) Anthony (“Tony”) John Mace: corrupção ativa, associação criminosa.

10) Bruno Yves Raymond Chabas: favorecimento pessoa

11) Sietze Hepkema: favorecimento pessoa

12) Philippe Jacques Levy: favorecimento pessoa

13) Anders Mortensen: corrupção ativa

Assessoria de Comunicação Social, Procuradoria da República no Rio de Janeiro

E agora como ficarão os coxinhas revoltosos? Lavo Jato fisgou FHC!

Empreiteira da Lava Jato afirma que cartel atuou desde o governo FHC

De Brasília

 

Fernando Zamora/ Futura Press/ Estadão Conteúdo

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

Em acordo de leniência firmado pela Setal Engenharia e Construções com a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG-Cade), a empresa afirmou que as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato operam cartel para participar de licitações da Petrobras desde o final dos anos 1990.

O posicionamento da companhia vai ao encontro ao que disse o executivo Augusto Mendonça, ex-representante da Toyo Setal, à Justiça Federal. Após firmar o acordo de delação premiada, ele disse que o cartel, chamado por ele de “clube” de empreiteiras que atuava nas licitações da estatal existe desde meados da década de 1990, período que abrange a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Segundo Mendonça, ex-representante da Toyo Setal, o cartel “passou a ser mais efetivo a partir de 2004, graças às negociações dos diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Engenharia e Serviços)”.

No histórico de conduta divulgado pelo Cade, com detalhes do acordo de leniência, a Setal e a SOG Óleo e Gás afirmaram que foi estabelecido “um sistema de proteção” entre as empresas para “combinar não competirem entre si em licitações relativas à obras da Petrobras no mercado ‘onshore'”.

O documento registra, ainda, que a empresas investigadas na Lava Jato se “reuniam, ainda que inicialmente de uma maneira não estruturada, com o objetivo de discutir e tentar dividir os pacotes de licitações públicas ‘onshore’ da Petrobras no Brasil”.

As empreiteiras disseram que o cartel ficou mais bem definido a partir de 2003 ou 2004, com a chegada do ex-diretores de Engenharia e Serviços da estatal, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

“A partir de 2003/04, os contatos entre concorrentes tornaram-se mais frequentes e estáveis, e algumas das empresas descritas no presente Histórico de Conduta passaram a se reunir, de forma estável e organizada, no âmbito do “Clube das 9”, com o fim específico de combinar preços, condições, vantagens e abstenções entre concorrentes, em licitações públicas realizadas pela Petrobras no mercado de obras de montagem industrial “onshore” no Brasil”, registra o documento.

O clube teria mudado para englobar 16 membros nos anos seguintes, segundo Cade, operando de maneira “anticompetitiva” devido à necessidade de acomodar mais empresas.

Por celular

O chamado “Clube das 16” operava até mesmo por meio de mensagens de celular. “Os contatos anticompetitivos se davam, sobretudo, em reuniões presenciais, mas também houve conversas ao telefone e trocas de SMS”, registra o relato de acordo de leniência.

O nível de organização do grupo de empreiteiras mantinha também “tabelas contendo as informações sobre as obras anteriores que já tinham sido vencidas por cada uma das empresas” nas concorrências abertas pela Petrobras. Além de “informações sobre obras futuras previstas”.

O documento do Cade registra ainda que “quem já tinha projetos vencidos ficava no final da fila de preferência, e quem tinha menos projetos vencidos com a Petrobras ficava no início da fila de preferências”.

O clube de 16 empresas também convidava outras construtoras para participar do esquema “especialmente quando a lista de empresas que deveriam participar do certame (era) entregue pelo grupo aos dois diretores da Petrobras” – Renato Duque e Paulo Roberto Costa.

Acordo

O Cade celebrou acordo de leniência também com a SOG Óleo e Gás e pessoas físicas funcionários e ex-funcionários das empresas do grupo. O acordo, uma espécie de delação premiada, foi assinado em conjunto com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR), dentro da Força-Tarefa da Operação Lava Jato.

Os materiais obtidos por meio do acordo de leniência, assim como outros eventualmente colhidos pelo Cade, poderão ser utilizados pelo MPF/PR como subsídio no âmbito dos processos penais.

O Cade informa que, por meio desse acordo, os signatários confessam sua participação, fornecem informações e apresentam documentos probatórios a fim de colaborar com as investigações do alegado cartel entre concorrentes em licitações públicas de obras de montagem industrial onshore da Petrobras.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/03/20/empreiteira-da-lava-jato-afirma-que-cartel-atuou-desde-o-governo-fhc.htm

O panelaço dos ricos é só mais um ponto na curva da luta de classes no Brasil

marcha-da-familia-com-deus-2014

Não votei na presidente Dilma Rousseff em nenhuma das vezes em que ela foi eleita, pois discordo frontalmente do modelo de governo que ela e o PT escolheram para o Brasil. Entre as questões que mais me afastaram de qualquer simpatia por Dilma Rousseff estão o abandono da reforma agrária e a persistente opção por uma política de financeirização da economia nacional que impede qualquer possibilidade de desenvolvimento econômico real.

Na noite de ontem que coincidentemente era o dia internacional da mulher, a presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento em cadeia nacional, o qual eu sinceramente não tive o menor interesse de ouvir. É que por conhecer o discurso adotado por ela para manter suas políticas neoliberais, agora comandadas por um ministro reconhecidamente adepto desse modelo falido de gerir a economia, decidi me concentrar em outras coisas.

Pouco depois fui navegar na internet e me deparei com notícias de panelaços e xingamentos coletivos que teriam ocorrido nas áreas mais ricas de algumas cidades brasileiras. E querem saber, não me surpreendi. É que fruto de uma combinação do escândalo da Petrobras com a piora da economia, e com o acréscimo de uma inconformidade eleitoral, os habitantes das áreas ricas não estão conseguindo mais se conter em sua histeria de classe. O interessante é que não estão nesse setor francamente minoritário aqueles que mais sofrem ou sofreram na história brasileira. Nesses prédios, muitas vezes luxuosos, estão aqueles que se refastelaram com as políticas pró-mercado que o PSDB começou e o PT continuou.

Mas lamentavelmente para estes segmentos abastados, eles são franca minoria no conjunto da população brasileira. E não diga apenas numericamente, mas ideologicamente. É que a maioria, na qual me incluo, ainda lembra o que o governo de Fernando Henrique Cardoso significou para o Brasil e a maioria do povo. Esse mesmo Fernando Henrique que hoje flerta com um golpe de estado simplesmente comandou um saque sem precedentes aos bens públicos, e depois saiu do Palácio do Planalto pelas portas do fundo. Tivesse Lula feito uma auditoria das privatizações feitas pelo PSDB, talvez hoje o PT e Dilma não estivessem tão enrolados em práticas que antes condenavam.

Agora, voltando aos ricos e sua inconformidade com as migalhas de melhora que o povo trabalhador desfruta sob os governos do PT, eu diria apenas que deveriam ir para Miami e se encontrar com Rodrigo Constantino. E de preferência que fiquem por lá, pois ai assim poderão ver como é que a vaca tosse.

A direita e o monopólio do xingamento

Uma coisa que deveria me impressionar, mas não impressiona, é a determinação da direita brasileira de querer exercer o monopólio do xingamento. Não fui claro? Eu explico! 

Nos últimos meses, especialmente após a derrota de Aécio Ne (ver)!, temos assistido a um verdadeiro tsunami de xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. É ladrão para lá, é ladrão para cá, e por ai vai. Enquanto isso, ficam os tucanos e demais direitistas se apresentando como vestais da moral e dos bons costumes, como se as evidências factuais não demonstrassem que se há algo em que não podem apontar o dedo é sobre ser corrupto ou não. Afinal de contas, a privataria tucana está ai debaixo dos olhos de quem quiser olhar!

E o interessante é que nem é preciso ser petista ou defensor do governo Dilma para ser imputado como defensor de seus malfeitos. Basta apontar o dedo para o fato de que a direita rouba igual ou mais do que o PT para se ouvir desaforos tão grandes quanto a tunga que foi feita por FHC no patrimônio público brasileiro quando entregou as estatais em troca de moeda podre e com subsídios do BNDES!

Isso tudo é feito para que com o monopólio do xingamento estabelecido, ninguém possa pensar para além desse cenário de falsa diferença moral que os tucanos e seus aliados na extrema direita querem pintar.

Para mim é simples: na atual conjuntura não há que se poupar Dilma e PT de suas culpas. Mas dai achar que todos os males estão concentrados neles é muita ingenuidade ou, mais simples ainda, desonestidade pura.

Se Dilma é mãe do “Petrolão”, FHC é o que? Avô?

O Instituto Teotônio Vilela (pobre Teotônio!), braço pseudo-intelectual do PSDB, emitiu hoje uma nota intitulada “A mãe do petrolão” cujo mote é colocar na presidente Dilma Rousseff, o papel de líder do esquema de corrupção dentro da Petrobras que veio a ser alcunhado de “Petrolão” (Aqui!).

Pois bem, como várias das deleções indicam que o esquema de corrupção existente dentro da Petrobras foi iniciado ainda no primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), já que alguns dos personagens pegos com a boca na botija foram colocados lá por indicação do PSDB e seus aliados, eu fico me perguntando sobre qual seria o papel destinado a FHC neste árvore corrupta! Pela lógica tucana, ele deve ser o avô!

Agora, venhamos e convenhamos, essa coisa do PT e do PSDB ficarem se chamando de corruptos configura aquela velha máxima de que todos os que se acusam mutuamente falam a verdade. Seria cômico, se não fosse trágico!