Centrais sindicais neoliberais são co-partícipes do retrocesso

greve geral

Algo que tem sido muito pouco explorado nos retrocessos que foram facilmente impostos pelo governo “de facto” de Michel Temer aos trabalhadores brasileiros é o papel coadjuvante cumprido pelas principais centrais sindicais brasileiras. É que salvas raríssimas exceções, os sindicatos controlados pela CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CSB vêm se omitindo de forma inaceitável na construção do processo de resistência que os trabalhadores estão fazendo de forma atomizada todos os dias.

O impressionante é que nem depois de terem sido flagrantemente traídas por Michel Temer na questão do imposto sindical, os dirigentes dessas centrais não se dispõe a cumprir o papel organizativo que a conjuntura demanda deles.  Tal qual vem acontecendo no embate com o (des) governo Pezão, as centrais sindicais preferem ações alegóricas que em nada pressionam Michel Temer e o congresso que acaba de entregar de mão beijada R$ 1 trilhão para as petroleiras estrangeiras.

A última prova dessa inapetência para o enfrentamento é a nota conjunta emitida nesta 6a. feira para suspender a greve geral que ocorreria no dia 05 de Dezembro.  A alegação para essa suspensão é de que o governo Temer teria recuado, sob a pressão delas, na votação da contrarreforma da Previdência.

centrais neoliberais

É preciso que se diga que as dificuldades enfrentadas por Michel Temer para votar mais uma de suas contrarreformas não tem nada a ver com eventuais pressões dessas centrais. O problema é que as medidas aprovadas anteriormente somadas ao desgaste causado pela dupla negativa de permitir o prosseguimento de investigações contra Michel Temer causaram um desgaste profundo o suficiente para desencorajar muitos  deputados fisiológicos a também votar pela reforma da Previdência.

O problema que se coloca pelos trabalhadores que desejarem enfrentar as políticas regressivas começa assim no enfrentamento com as direções dessas centrais que, por exemplo, já vem demitindo centenas de seus próprios trabalhadores após a entrada de vigência da contrarreforma trabalhista.   Além da desmoralização que as demissões dentro de centrais sindicais que deveriam estar lutando contra a aplicação das novas regras, o que essas demissões desnudam é que as principais sindicais brasileiras são parceiras e não adversárias do governo Temer.

Há que se ressaltar que a CSP CONLUTAS, exatamente a menor das centrais existentes no Brasil, já manifestou de forma contrária a vergonhosa nota de capitulação das centrais sindicais [1].  Com isso, a CSP CONLUTAS mostra que é a questão não é tanto de tamanho, mas de linha política. Nesse sentido, é fundamental que, apesar do recuo das principais centrais, ocorram manifestações massivas no dia 05 de Dezembro. É que essas manifestações poderão ser um importante catalisador para fazer aflorar o descontentamento que está vidente em relação a Michel Temer e seu projeto de entregar o Brasil ao capital estrangeiro. 

Um interessante artigo acadêmico sobre esse sindicalismo ajustado ao mundo neoliberal foi escrito pelo professor do IPPUR/UFRJ, Gustavo Bezerra, e  recentemente publicado pelo Cadernos CRH, usando como unidade de análise o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense [2].


[1] http://cspconlutas.org.br/2017/12/nota-oficial-da-csp-conlutas-contra-a-desmarcacao-da-greve-nacional-de-5-de-dezembro/.

[2] http://www.scielo.br/pdf/ccrh/v30n80/0103-4979-ccrh-30-80-0371.pdf

Ato da greve em geral mostra que há algo de novo em Campos dos Goytacazes

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Estive por mais de duas horas no ato político que concluiu o dia de greve geral na cidade de Campos dos Goytacazes. Ali ouvi relatos das ações que ocorreram no município de que estava na linha de frente deste dia de luta, e confesso que sai com a sensação de que há algo de novo acontecendo por aqui. 

Eu explico: é que estando em Campos dos Goytacazes nunca vi tantas pessoas em atos políticos em que não havia máquina partidária convocando. E me arrisco a dizer que nem máquina sindical, apesar do dia de hoje ter sido convocado pelas centrais sindicais.

O que mais havia nesse ato de hoje eram pessoas jovens, ainda que militantes conhecidos estivessem presentes. Essa mescla é algo novo e muito bem vindo, pois parece que temos o surgimento de uma nova geração de militantes e ativistas sociais que tem um enorme potencial para oxigenar a ação política, de modo a questionar todas as práticas de governo, inclusive as do governo municipal.

Há quem possa dizer que poderia haver mais gente neste ato, e isso é inegável. Entretanto, o que me parece mais significativo ainda é que ficou evidente que os que estavam presentes estão dispostos a trabalhar para que existam alternativas reais para quem deseja se opor ao desmonte do estado e a precarização dos serviços públicos.

Abaixo imagens do ato desta 6a. feira. 

NOTÍCIAS DA ADUENF: Uenf adere à greve geral e fará marcha até o centro de Campos dos Goytacazes

UENF adere à greve geral e realiza caminhada unitária até o centro de Campos

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O campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) amanheceu virtualmente paralisada em função da adesão de seus professores e técnicos ao dia de greve geral de protesto contra as reformas do governo de Michel Temer.  A paralisação também representa um protesto contra o projeto de destruição imposto pelo governo do Rio de Janeiro que ainda não pagou bolsas e salários referentes ao mês de Abril, e  também não vem entregando as verbas de custeio para as atividades essenciais da Uenf desde Outubro de 2015.

A partir das 14:30 ocorrerá uma aglomeração da comunidade universitária da Uenf e de outras instituições de ensino superior no portão principal do campus Leonel Brizola para que seja realizada uma marcha até o centro da cidade de Campos dos Goytacazes onde será realizada um ato político que reunirá categorias profissionais que estão participando das manifestações deste dia de greve geral.

Os temas da marcha “Não tá normal!” e #Eudefendo a Uenf!

A diretoria da ADUENF convoca a todos que apoiam a Uenf que apoiem esta ação de defesa da universidade.

Fora Temer! Fora Pezão!

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

FONTE:  http://aduenf.blogspot.com.br/2017/06/uenf-adere-greve-geral-e-realiza.html

Greve geral em andamento, mas fora das manchetes da mídia corporativa

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O dia de “Greve Geral” convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais está causando embaraços reais nas principais cidades e capitais brasileiras, mas não estão ganhando o devido espaço na mídia corporativa.  Parece que os donos dos veículos de mídia insistem na tecla do que aquilo que eles não mostram, não existe.

Mas como o monopólio da informação já foi abalado faz tempo pela forma mais fluída e rápida de disseminação da informação que as redes sociais oferecem, as imagens indicam uma mobilização massiva em várias partes do Brasil. E isso apesar do corpo mole das centrais sindicais que convocaram, mas não trabalharam com devido afinco pela greve geral. 

O fato é que o presidente “de facto” Michel Temer e seus satélites que comandam a destruição de direitos sociais nos governos estaduais estão recebendo hoje mais uma sinalização da profunda oposição que a população brasileira tem por suas medidas de destruição de direitos e garantias sociais.

Abaixo cenas deste dia de mobilização em diferentes partes do Brasil.

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Para os que desejarem ter informações em tempo real das mobilizações do dia de hoje, sugiro os sites abaixo:

https://www.brasildefato.com.br/

http://www.esquerdadiario.com.br/

https://www.brasil247.com/

E antes que me esqueça: Fora Temer, Fora Pezão!

NOTÍCIAS DA ADUENF: Professores da Uenf aderem à greve geral

Assembleia dos professores da Uenf aprova adesão à greve geral do dia 30 de Junho

Reunidos primariamente para discutir a grave situação financeira que afeta a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e que vem inclusive comprometendo o pagamento de salários e bolsas acadêmicas, os professores decidiram aderir à greve geral que está sendo convocado nacionalmente contra as contrarreformas que afetam direitos trabalhistas e previdenciários.

Com isto serão paralisadas todas as atividades acadêmicas durante toda a sexta-feira (30/06).  Para participar da manifestação que ocorrerá a partir das 15 horas na Praça São Salvador no centro de Campos dos Goytacazes, Os professores também decidiram que irão se aglomerar a partir das 14:30 na entrada principal do campus Leonel Brizola para partir em direção ao local da manifestação.

É importante lembrar que no caso da Uenf os servidores técnico-administrativos também já aderiram à greve geral, o que demonstra que a unidade de todos os servidores está se dando na prática.

Todo apoio à greve geral! Fora Temer, Fora Pezão!

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão Resistência & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/06/assembleia-dos-professores-aprova.html

 

Representações Sindicais de Servidores e Estudantes da UENF denunciam privatização da universidade e convocam para Greve Geral nesta sexta-feira

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Por Wesley Machado*

Nesta terça-feira (27), representações sindicais de Estudantes, Professores e Técnicos Administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) realizaram um ato de mobilização da comunidade acadêmica da UENF em frente à Reitoria da universidade. O ato teve o objetivo de protestar contra os três meses de salários atrasados e o não repasse de verbas para a universidade desde outubro de 2015. Com gritos de “Fora Pezão”, “A UENF Resiste” e “Não está normal”, os servidores e alunos marcaram posição em defesa da UENF e contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Antes do ato, os organizadores realizaram na quadra do Centro de Ciências Humanas (CCH) a 2ª Plenária Comunitária com todos os segmentos de representação sindical, como o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação de Docentes da UENF (Aduenf), Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE-UENF) e Associação de Pós-Graduandos (APG).

O 2º vice-presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, disse que a ideia da plenária e da mobilização da comunidade é tirar uma série de ações comuns para avançar no enfrentamento do quadro que está aberto. “Queremos acabar com a apatia diante da falta total de verbas. Esperamos que a partir daqui tenhamos virado uma página e gerado uma energia positiva com uma resposta unificada”, afirmou Pedlowski, que é professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA), do CCH, da UENF.

O dirigente sindical do Sintuperj, Cristiano Peixoto, comentou que tanto a plenária quanto à mobilização é uma tentativa de unificação dos servidores e alunos da UENF contra os ataques do governo à universidade. “A UENF é uma universidade extremamente importante em nível local, estadual, nacional e até mesmo internacional. É uma universidade que deu certo. E agora aparecem alguns políticos tentando desmontar a UENF. Já começou a privatização. A UENF já pode cobrar por um curso de pós-graduação latu sensu (especialização), por exemplo. Ouvimos de um secretário que a educação de nível superior não é competência do estado. Pode até ser legal, mas é lamentável. À medida que implantam uma universidade, têm de manter”, declarou Cristiano.

A dirigente sindical do Sintuperj, Maristela de Lima, quer uma explicação do governo do estado sobre porque as mesmas categorias estão ficando sem receber. “Não são todos os servidores que estão sem receber. Alguns órgãos, como da Secretaria de Fazenda, da Segurança, receberam o mês de junho. E nós da Ciência e Tecnologia ainda não recebemos abril na íntegra, maio, já vai vencer junho, sem contar o 13º salário de 2016, que ainda não recebemos. Qual o objetivo do governo com esses atrasos salarias que vêm acontecendo desde outubro de 2016?”, perguntou Maristela.

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A presidente da Aduenf, professora Luciane Soares, informou que a UENF, com seus segmentos de representação sindical, estará na sexta-feira (30) na 2ª Greve Geral, que será realizada, às 15 horas, no centro da cidade de Campos, com concentração na Praça São Salvador. “A UENF vai estar representada como esteve na greve anterior. Vamos ocupar com bandeiras, camisetas, etc. Nossa intenção é reforçar a necessidade de mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, em especial dos servidores da UENF”, afirmou Luciane.

O presidente do DCE-UENF, Gilberto Gomes, citou a Lei da Terceirização como um prenúncio do que pode ser a privatização da UENF. “Os estudantes agora vão avançar numa perspectiva de radicalizar as lutas, ser mais incisivo nas mobilizações. Vamos rechaçar qualquer sensação de normalidade, embora uma parcela de estudantes mantenha a crença de que as coisas estão normais. Sexta-feira, às 15 horas, estaremos no ato da Greve Geral em Campos, no Calçadão. A expectativa é que, com bloqueio de vias e pontes, em nível nacional, superemos os 40 milhões de trabalhadores parados da greve de 28 de abril”, falou Gilberto.

*Reportagem: Wesley Machado – Jornalista (Registro Profissional: 32.177/RJ)

 

Fora Temer, eleições diretas já!

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Não há outra saída para o presidente “de facto” Michel Temer que não a renúncia se não quiser enfrentar um vexaminoso processo de impeachment.

Mas a renúncia ou impeachment não poderão, sob o risco de grave convulsão social ocorrer no Brasil, ser seguidos por uma eleição indireta via um congresso que igualmente perdeu a condição de legislar, quanto mais indicar um presidente postiço.

Para evitar aventuras de gabinete não há outra saída que não a maioria da população se colocar nas ruas para exigir a imediata realização de eleições diretas para presidente. E se isso não for bastante, que seja iniciada uma greve geral por tempo indeterminado. Simples assim!