Colômbia é a nova parada da revolta contra o arrocho dos governos ultraneoliberais sul americanos

greve colombia

Greve geral paralisou principal cidades colombianas contra o pacote ultraneoliberal do presidente Iván Duque. Foto: Jaime Moreno

Enquanto  as forças de esquerda parecem adormecidas em berço esplêndido dentro  do Brasil, a revolta popular contra as políticas de recorte ultraneoliberal alcançou outro bastião da paz dos cemitérios que o Consenso de Washington tentou implantar na América do Sul. Falo aqui da Colômbia onde uma greve geral paralisou as principais cidades do país, forçando ainda a imposição de toques de recolher (em vão é preciso dizer) em algumas das principais cidades colombianas.

O estopim da revolta na Colômbia foi o mesmo que iniciou a ebulição que varre a América do Sul desde o Chile e o Equador. Esse estopim foi a decretação de um pacote  pelo presidente Iván Duque que inclui medidas anti-trabalhistas, reforma nos direitos previdenciários e a proposta de aumento de idade para aposentadoria. Pacote esse muito semelhante ao que está sendo imposto no Brasil pelo governo Bolsonaro.

A mobilização popular surpreende aos que explicam sua inação por uma suposta condição de apatia das classes populares, pois o que se viu antes no Chile e no Equador, agora se vê na Colômbia. Um detalhe a mais no caso colombiano é que um dos alvos da revolta popular é o ex-presidente Álvaro Uribe que até recentemente era um político praticamente intocável, e que agora se vê fortemente pressionado pela população que o vê como um símbolo de um estado neoliberal corrupto(ver vídeo abaixo como exemplo).

O caso da Colômbia é tão emblemático quanto o do Chile, na medida em que governos de direita controlam o país desde quase o processo de independência. Além disso, o país recebeu ao longo do Século XX forte apoio dos EUA no sentido de debelar as guerrilhas de esquerda que fustigaram os diferentes governos e representaram um grave risco à “Pax Americana” na América do Sul.

Por sua condição emblemática é que os acontecimentos na Colômbia devem estar gerando fortes doses de ansiedade em diversos governos que seguem o mesmo receituário anti-popular que Iván Duque está tentando empurrar garganta abaixo dos colombianos.

A minha dúvida em relação ao Brasil é sobre quando o vírus dessa revolta vai se manifestar abertamente. Aliás, essa deve ser também a dúvida tanto à direita quanto à esquerda do espectro político, ainda que por diferentes razões e motivos.

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