Fora Temer, eleições diretas já!

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Não há outra saída para o presidente “de facto” Michel Temer que não a renúncia se não quiser enfrentar um vexaminoso processo de impeachment.

Mas a renúncia ou impeachment não poderão, sob o risco de grave convulsão social ocorrer no Brasil, ser seguidos por uma eleição indireta via um congresso que igualmente perdeu a condição de legislar, quanto mais indicar um presidente postiço.

Para evitar aventuras de gabinete não há outra saída que não a maioria da população se colocar nas ruas para exigir a imediata realização de eleições diretas para presidente. E se isso não for bastante, que seja iniciada uma greve geral por tempo indeterminado. Simples assim!

A propina do JBS como ela é, só que na imprensa internacional

Nas primeiras horas desta 5a. feira já se sabe que o fogo iniciado pela revelação das gravações secretas feitas pelo pessoal da JBS Friboi com o presidente “de facto” Michel Temer e o agora o quase ex-senador Aécio Neves (PSDB/MG) (Aqui!) vai arder muito forte nos próximos dias, novamente tenho que recorrer à mídia internacional para ler as coisas como elas realmente são, a começar pelas manchetes (ver reproduções abaixo).

A minha manchete favorita é o do jornal britânico “The Guardian” que tascou o seguinte “Brazil: explosive recordings implicate President Michel Temer in bribery” ou em bom português “Brasil: gravações explosivas implicam presidente Michel Temer em suborno”. 

Desafio a qualquer um dos leitores deste blog a procurarem uma manchete similar na mídia brasileira. Aviso que dificilmente ela será encontrada, pois apesar de todas as evidências e reações populares às revelações das relações nada republicanas entre Michel Temer, Aécio Neves e os donos da JBS Friboi, nada tão enfático foi dito. Poderia se culpar até a questão do estilo de cada idioma, mas o buraco é mais embaixo.

A verdade é que boa parte da mídia corporativa brasileira participou da engenharia que levou Michel Temer, o PSDB e o DEM ao controle do governo federal a partir do impeachment canhestro de Dilma Rousseff. Agora que está evidente que a saída de Rousseff sob a alegação de pedaladas fiscais foi apenas uma desculpa barata, os barões da mídia brasileira estão enredados no mesmo lamaçal do governo que ajudaram a criar. 

Eu que não votei na chapa Dilma/Temer e, tampouco, em Aécio Neves,  vejo que estamos diante de um momento único na história do Brasil.  E penso que a hora é de declarar imediatamente uma greve geral contra todos os retrocessos que estão sendo engendrados pelo governo naufragado de Michel Temer. Se depois ocorrerão eleições diretas para presidente não me parece ser o principal, pois há que se derrotar agora todos os planos anti-populares e anti-nacionais que Michel Temer e sua turma estão tentando colocar goela abaixo da classe trabalhadora brasileira.

E antes que me esqueça: Fora Temer e leva o Pezão junto!

 

O cinismo do discurso sobre o direito de “ir e vir”

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O inciso XV do artigo 5 da Constituição Federal Brasileira consagra que “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens“.  

Pois bem, essa cláusula constitucional foi usada ontem “ad nauseam” por jornalistas, empresários e políticos para criticar a realização da greve geral que ganhou manchetes mundiais, mas que aqui no Brasil teve uma cobertura jornalística restrita e tendenciosa.

Agora, vejamos, ao trabalhador brasileiro se quer garantir o direito de “ir e vir”, enquanto se cassam as suas garantias fundamentais de trabalhar com salários compatíveis e de se aposentar com dignidade? Sim, é isso mesmo!

A verdade é que toda essa conversa sobre direitos negados pela ação organizada da classe trabalhadora é só uma mera cortina de fumaça que é lançada para ocultar o que de fato está em jogo no Brasil. E o que está em jogo é o desmonte das garantias básicas que a Constituição Federal de 1988 possui, e que as elites oligárquicas deste país querem destruir para ficarem ainda mais podres de ricas, enquanto a maioria do nosso povo padece sob um regime de profunda exclusão social e econômica.

Então, que me desculpem os defensores desse direito de ir e vir que só servem para os ricos, a classe trabalhadora e a juventude brasileira têm a obrigação de reagir com as ferramentas que lhes estão à mão.

 

A greve geral que houve é a mesma que a mídia corporativa tenta negar

Acompanhei por diferentes vias o desenrolar da greve geral que ocorreu em grande parte do território brasileiro nesta 6a. feira. É quase certo que se eu tivesse assistido apenas aos informes da mídia corporativa eu poderia ter sido convencido que as situações de confronto eram resultado da ação de “vandâlos”. Mas como tive acesso a outros canais de informação, posso afirmar que na imensa maioria dos casos foi a própria Polícia Militar quem iniciou e continuou os atos de violência, normalmente contra manifestantes pacíficos que apenas tentavam exercer o direito constitucional de se manifestar.

Irônico foi o uso do argumento de que a greve geral estava atrapalhando o “direito de ir e vir” dos brasileiros. Ora, de que adianta poder ir e vir  se vivemos numa depressão econômica colossal e sob a ação de um governo imposto que está arrasando com direitos trabalhistas e as poucas políticas sociais que existiam no Brasil.

Mas apesar de toda a violência policial, ao final da noite até os veículos da mídia corporativa tiveram que reconhecer que vivemos hoje um movimento poderoso e com ampla distribuição no território nacional, o que se configura numa vitória das centrais sindicais e movimentos sociais contra um governo completamente desprovido de legitimidade, mas que teima em impor uma série de medidas ultraneoliberais que estão ampliando a própria recessão que suas próprias políticas criaram.

Aqui em Campos dos Goytacazes, o ato público de encerramento do movimento da greve geral em nosso município reuniu uma pequena, mas animada, multidão que uniu estudantes e trabalhadores. E, felizmente, apesar da presença policial, o ato transcorreu em completa tranquilidade, o que apenas reforça que se o manifestantes forem deixados para se manifestar livremennte não ocorre violência.

Abaixo posto algumas imagens do ato público, notando que a presença da comunidade da Uenf foi bastante expressiva, o que serve de alento para a defesa contra os ataques que estão sendo desferidos pelo (des) governo Pezão.

Mídia internacional e a nacional: adivinhem qual delas informa os motivos e a força da greve geral!

Acabo de assistir pela TV por agonizantes 15 minutos um âncora da Band News culpar os manifestantes pela violência que ocorre neste momento no centro da cidade do Rio de Janeiro. Mas pior do que oferecer uma versão parcial dos enfrentamentos, esse âncora fez um enorme malabarismo para explicar que não houve adesão à greve geral no Rio de Janeiro, mas sim a realização de piquetes, bloqueios e paralisações de determinadas categorias. Ora bolas, o nome disso é o que mesmo? Deixe-me ver… ah sim, greve geral!

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Entretanto, quem tiver acesso à cobertura de grandes veículos da mídia internacional como o New York Times, The Guardian, El País e até a BBC verá que o foco desses matérias é informar que o Brasil foi sim palco de uma greve geral neste 28/04, e que o protesto está dirigido contra as reformas neoliberais do governo “de facto” de Michel Temer (Aqui!Aqui!Aqui! Aqui!)

Assim, ainda que o presidente “de facto” Michel Temer decida se iludir e desmentir a força do movimento de hoje, quem evitar este tipo de ilusão causada pela desinformação imposta pela mídia corporativa brasileira basta acessar a mídia internacional. Simple assim!

Greve com substância é greve geral exitosa!

greve substantiva

Acabo de ler um extrato de uma declaração da articulista Miriam Leitão no “O GLOBO” em que ela diz que a crise econômica dá “substância” à greve geral (Aqui!). Trocando de globês para português, o que ela está dizendo é que a greve geral teve êxito. Então ficamos assim, estamos vivenciando hoje uma greve geral substantiva!

Tremei Temer!

Pela irritação dos “jornalistas” da Rede Globo, há uma Greve Geral!

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Acordei cedo para assistir ao que diriam os “jornalistas” da Globo. É que dependendo do grau de irritação eu poderia verificar se temos ou não um dia de greve geral. E rapidamente ficou evidente que sim, temos uma greve geral! É que dos quadros mais inexpressivos do “jornalismo” da Globo até veteranos como Alexandre Garcia, a irritação misturava pasmo com óbvia irritação com a dimensão que o movimento tomou em todo o território nacional.

Mas como a Rede Globo não tem como chegar perto de manifestações que não sejam as manipuladas por grupos de extrema-direita, quem quiser ver o que efetivamente está acontecendo nas maiores cidades do Brasil vai ter que recorrer às redes sociais para ter uma dimensão real do movimento.

Pelo que já vi existem estradas principais fechadas e a suspensão dos sistemas de transporte urbano até em Brasília, incluindo os aeroportos.

Certamente haverá quem reclame do incômodo, mas para os (des) governantes como Michel Temer e Luiz Fernando Pezão vai ficar claro que estamos entrando num outro momento da luta de classes no Brasil, e eles que se cuidem. É que também está ficando evidente que apesar dos entraves colocados pela burocracia sindical para que o movimento fosse geral, os trabalhadores e a juventude estão firmes na luta por dias melhores.

E que os (des) governantes não se surpreendam se brevemente tivermos outros dias de greve geral no Brasil. E a razão é simples: há limite para tudo, inclusive para a paciência da classe trabalhadora!

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Reitoria da Uerj suspende atividades por causa da greve geral

Ao contrário das reitorias da Uenf e da Uezo que permanecem caladas sobre o dia de greve geral que ocorrerá nesta 6a. feira (28/04), a reitoria da Uerj resolveu suspender o expediente na instituição em função movimento paredista que irá protestar contra as reformas anti-populares do governo “de facto” de Michel Temer (ver abaixo).

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Rasgaram a CLT para jogar o Brasil de volta no passado. Para impedir isso é preciso fortalecer a greve geral!

Votação da reforma trabalhista no plenário da Câmara

A chamada Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) acabam de sofrer um forte ataque e junto com ela os trabalhadores brasileiros.  É que por uma maioria ainda folgada (296 contra 177), o governo “de facto” de Michel Temer logrou aprovar um texto base que acaba com inúmeros direitos trabalhistas sob a pecha de modernizar as relações entre Capital e trabalho no Brasil.

Mas quando se vê de perto o que foi aprovado é impossível não notar a profunda regressão que será causada nos direitos dos trabalhadores e nos direitos sociais. Peguemos por exemplo, a redução do horário de almoço para 30 minutos. Em alguns locais será impossível para o trabalhador sequer se deslocar para o seu local habital de alimentação dada o caos urbano que o Brasil vive. Restará à maioria dos trabalhadores usar a marmita, independente do seu grau salarial.  Outro detalhe que considero exemplar da visão retrógrada que está por detrás dessas mudanças é a obrigação da mãe gestante ou lactante de trabalhar em condições insalubres!

Agora, convenhamos, o que esperar de um congresso e de uma presidência que rotineiramente têm demonstrado um completo desprezo pelas condições de vida da maioria da população brasileira?  Eles refletem apenas as vontades dos capitalistas que operam no Brasil, seja eles brasileiros ou estrangeiros.

Entretanto, penso que na atual conjuntura, a intensidade da ida ao pote que esse ataque aos trabalhadores representa poderá ter como resultado uma ruptura na condição de conciliação objetiva que ainda perdura entre as principais centrais sindicais entre o governo “de facto” de Temer. E a coisa é simples: é que se nada for feito, a maioria dos sindicatos se tornará inviável, seja pela formação de sindicatos por empresas ou pela falta de recursos já que haverá um encurtamento dos salários e o fim da contribuição sindical.

A verdade estamos defrontados com um momento peculiar na história da luta de classes no Brasil, já que a aprovação desse pacote regressivo se deu às vésperas de uma greve geral que inicialmente seria mais um daqueles movimentos “meia sola”. Com a aprovação dessas medidas na véspera da greve geral, o mais provável é que o movimento seja um início de uma forte reação contra um governo que mal se sustenta em pé.

Por essas e outras é que devemos fortalecer a greve geral deste dia 28 de Abril que promete ser histórico!

Finalmente, coloco abaixo os membros da bancada fluminense que votaram para tungar os direitos dos trabalhadores. É preciso lembrar desses nomes nas próximas eleições para lhes negar o voto! Ah, sim, aqui na região Norte Fluminense, precisaremos lembrar especialmente do nome do deputado Paulo Feijó (PR) cuja presença em Brasília em nada nos servejá que ele sempre vota contra os interesses dos trabalhadores.

rio deputados

NOTÍCIAS DA ADUENF: Presidente da ADUENF convoca professores da UENF para que participem da greve geral

megafone

Com base em decisão de assembleia, a diretoria da ADUENF está atuando para garantir que todas as atividades docentes sejam suspensas por conta da greve geral do dia 28/04 contra as reformas anti-populares do governo de Michel Temer.

Abaixo postamos pronunciamento da presidente da ADUENF, Profa. Luciane Soares, que conclama a todos os associados que se engajem nas atividades que ocorrerão na cidade de Campos dos Goytacazes no dia da greve geral.

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/04/presidente-da-aduenf-convoca.html