H Stern, beneficiária da farra fiscal, vendia jóias e fazia entrega a domícilio para Sérgio Cabral

No dia 07 de Julho de 2016 publiquei aqui neste blog uma nota sobre a concessão de benefícios fiscais à joalheria H. Stern, a qual me pareceu para lá de estranha naquele momento (Aqui!).

Eis que hoje estourou mais uma bomba no caso em que o ex (des) governador Sérgio Cabral é acusado de ter formado uma verdadeira quadrilha para sangrar os cofres estaduais. É que diferentes veículos da mídia corporativa nos trouxeram a informação de que parte das jóias apreendidas na residência de Sérgio Cabral foram adquiridas, coincidência das coincidências, na joalheria H. Stern, tendo sido pagas em dinheiro e entregues a domícilio (Aqui!Aqui! e Aqui!) !

Afora, os detalhes mais prosaicos que foram revelados, tal como o custo de R$ 100 mil para uma única peça, há ainda a revelação de que a informante da H. Stern informou que o tratamento VIP dado a Sérgio Cabral teria sido iniciado em 2013 quando ele ainda era (des) governador do Rio de Janeiro.

Uma informação ausente no depoimento prestado à Polícia Federal pela funcionária da H. Stern se referiu ao fato de ter havido ou não a emissão de notas fiscais relacionadas a cada uma das compras feitas por Sérgio Cabral! Ora, como pode isso, justamente de uma empresa que está sendo beneficiada por isenções fiscais generosas por parte do (des) governo do Rio de Janeiro?

No meio desse imbróglio de Sérgio Cabral com a H. Stern, me veio à memória um assalto ocorrido no apartamento do atual (des) governador Luiz Fernando Pezão no dia 30 de Abril de 2012 quando os ladrões de apropriaram do conteúdo de 15 caixas de jóias (Aqui!). Daí a pergunta que clama por ser respondida: será que entre as jóias roubadas do apartamento do (des) governador Pezão também haviam algumas da lavra da H. Stern? Independente da resposta, uma coisa é certa: Sérgio Cabral e Pezão compartilham da mesma paixão por jóias.

RJ: em meio à propalada crise financeira, H. Stern recebe benefício fiscal do (des) governo estadual

Eu me tornei um assíduo leitor do blog Transparência RJ desde o seu lançamento em meados de Maio. É que lá eu venho encontrando um material riquíssimo sobre as verdadeiras causas da crise financeira que assola (seletivamente, gosto sempre de frisar) os cofres estaduais no Rio de Janeiro.

A última “novidade” que o “Transparência RJ” nos traz é uma, ao menos para mim, inexplicável benesse fiscal para uma joalheria de alto padrão e custo elevado para os compradores, a H. Stern. É que pelo que nos revela o pessoal do “Transparência RJ”, a H. Stern foi beneficiada por uma redução na alíquota de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 18% para 6% conforme publicação no Diário Oficial  no dia 30 de Junho (Aqui!).

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Agora, pensemos bem, como pode o mesmo (des) governo que ameaça demitir servidores públicos concursados por suposta falta de recursos financeiros estar se dando ao luxo de conceder benefícios fiscais para uma joalheria especializada, me desculpe-me o trocadilho, em jóias de luxo?

Uma última nota sobre esse caso é que foi a H. Stern, supostamente a pedido de Eduardo Paes, quem presenteou o Papa Francisco com uma joia que simbolizava a chave da cidade do Rio de Janeiro quando o pontífice esteve por lá durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013. Depois disso duas coisas aconteceram de bom para a joalheria: lançou uma linha de joias baseada no tema, e agora ganhou esse abatimento generoso no recolhimento de ICMS. Isso é o que se chama juntar o útil ao agradável! 

O fato é que a cada revelação trazida à público pelo pessoal do “Transparência RJ” fica explícito que se há uma crise em curso no Rio de Janeiro ela é causada por uma prioridade política de precarizar o serviço público e de beneficiar as corporações privadas. 

E depois os culpados são os servidores públicos e aposentados….